Posts Tagged ‘sem-terra’

O Agro Negócio alimenta o Brasil – inclusive alimenta os latifundiários improdutivos “Sem-Terra”

27/08/2013

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Exército vai poder combater e exterminar sem-terras terroristas…… No Paraguay – A gota d´água foi o genocídio de 5 brasiguaios

21/08/2013

21 DE AGOSTO DE 2013 17:45

Modifican la Ley de Defensa

La Cámara de Diputados aprobó este miércoles la modificación de la Ley 1337/99, para que el Poder Ejecutivo pueda disponer de forma inmediata, el uso de las fuerzas militares contra actos de terrorismo, como los protagonizados por el EPP.

Diputados aprobó la modificación.

Diputados aprobó la modificación. / ABC Color

La Comisión de Legislación y la de Asuntos Constitucionales de la Cámara Baja dictaminaron de forma favorable para la modificación de la mencionada ley, lo que dará prerrogativa al Poder Ejecutivo, para ordenar acciones militares con el objetivo de garantizar la seguridad de todos los ciudadanos paraguayos y de la soberanía nacional.

El presidente de la República, con el aval del ministro del Interior y el ministro de Defensa, podría ordenar el accionar militar, según explicaron durante la sesión oridnaria de este miércoles.

La modificación de la ley busca dar mayor fuerza al Estado en su lucha contra el autodenominado Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP), responsable de varios asesinatos, entre ellos, el de cinco guardias de seguridad de una estancia en Tacuati el pasado sábado.

Lo que se busca específicamente es la modificación de los artículos 2, 3 y 56 de la ley Nº 1.337/1999 “De Defensa Nacional y Seguridad Interna” y la Nº 4.024/2010 “Que castiga los hechos punibles de terrorismo, asociación terrorista y financiamiento del terrorismo”.

Ahora el proyecto de ley, que fue remitido a Diputados por el Poder Ejecutivo, pasa a Cámara de Senadores, donde existe el compromiso de acompañar la aprobación del documento.

o crime premeditado dos sem terra em pernambuco – grupo de extermínio apoiado pela Comissão Pastoral da Terra

02/05/2009

Polícia: MST agiu como grupo de extermínio.

Polícia: MST agiu como grupo de extermínio..
Inquérito sobre chacina em PE indicia seis militantes sem-terra

RECIFE – A Policia Civil de Pernambuco enviou nesta terça-feira o inquérito sobre o assassinato de quatro seguranças de uma fazenda no interior do estado, com o indiciamento de sete pessoas por participação na chacina, seis delas sem-terra. Os integrantes do MST foram indicados por formação de quadrilha, homicídio qualificado e porte ilegal de arma, entre outras acusações.

Segundo o delegado delegado de São Joaquim do Monte, Luciano Francisco Soares, que comandou a investigação, os sem-terra agiram de forma premeditada e com características de grupos de extermínio. Um dos vigilantes da fazenda Jabuticaba, vizinha à Consulta, onde ocorreu o crime, foi enquadrado por porte ilegal de arma.

A chacina foi no sábado de carnaval, durante discussão com seguranças da fazenda Consulta – a 137 quilômetros de Recife – e chefes de um acampamento do MST. Na época, o coordenador regional do MST, Jaime Amorim, afirmou que os sem terra “mataram para não morrer” e que agiram em legítima defesa. Mas, segundo o delegado, o crime foi premeditado e as vítimas foram baleadas na cabeça e no tórax.

Os tiros foram desferidos em áreas letais, com características mesmo de execução, uma atividade típica de grupo de extermínio. Não houve legítima defesa – disse o delegado.

 

Dois líderes do MST foram presos em flagrante: Paulo Alves e Aluciano Ferreira dos Santos, que estão na Penitenciária Plácido, em Caruaru. Nesta terça, mais um acusado foi preso: Severino Alves da Silva. Três sem-terra estão foragidos: Antônio Honorato da Silva, Homero Severino da Silva e Luiz Wagner Siqueira.

O delegado que fez o inquérito concluiu que o crime foi premeditado com características semelhantes às utilizadas por um grupo de extermínio pelo lugar onde os seguranças foram baleados (no tronco e na cabeça).

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/04/28/policia-mst-agiu-como-grupo-de-exterminio-inquerito-sobre-chacina-em-pe-indicia-seis-militantes-sem-terra-755481325.asp
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Eles agem como grupo de exterminio mesmo, são vagabundos !

Abraços

“O delegado que fez o inquérito concluiu que o crime foi premeditado com características semelhantes às utilizadas por um grupo de extermínio pelo lugar onde os seguranças foram baleados (no tronco e na cabeça).
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Esse é o problema com esses animais do mato do MST, ninguém tem coragem de acusá-los peremptoriamente, o que mostra mostra a força política de um grupo iMundo que nem registro tem para que possa responder na justiça por seus crimes.
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O mesmo faz a mídia quando toca no nome desses iMundos.
Quando da “tomada” de trem da CVRD, os maquinistas foram mantidos em “CÁRCERE PRIVADO”, ou seja, SEQÜESTRO, mas a mídia usa exatamente essa expressão: “O MST mantém em ‘cárcere privado’…”
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O dia em que eles foram, no mínimo, acusados de seqüestro, aí a coisa pode começar a mudar. Mesmo assim, quem acusá-los de algum crime pode acabar sendo denunciado na ONU, como aconteceu com promotor ou juiz do sul.

Armas de uso restrito encontrados em acampamento de sem terra no mato grosso do sul

17/02/2009

http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=247130

Polícia investiga se dono de armas orquestrou seqüestro

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009 10:21 Reportar erro | Comentários(0)

Fernanda Mathias e Adriany Vital

Marcelo Victor

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Charles Siqueira, de 36 anos, já foi acusado por homicídio, tráfico de drogas e pistolagem

A Polícia Civil investiga se o homem apontado como dono de armamentos encontrados ontem em um assentamento de Anhanduí está envolvido em roubos e no seqüestro do funcionário do Banco do Brasil de Nova Alvorada do Sul, ocorrido quinta-feira passada.

Charles Siqueira, de 36 anos, fugiu do cerco policial na tarde de ontem, após troca de tiros. Ele conduzia a camionete Montana preta com placa NFN-1534.

Segundo o delegado Fernando Villa de Paula, Siqueira é considerado um criminoso de alta periculosidade. Ele já foi preso e acusado por homicídio, tráfico de drogas e pistolagem. Desde o dia 12 de fevereiro Siqueira está foragido da Colônia Penal Agrícola. Há mandados de prisão contra ele por furto e receptação.

O delegado Fernando Villa, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), afirma que ainda não há elementos que comprovem a ligação entre Siqueira e o seqüestro em Nova Alvorada do Sul, mas a partir da apreensão de armas, que seriam dele, as investigações vão se desenrolar.

Policiais que trocaram tiros com o grupo, no dia dos crimes, dizem que os envolvidos que estavam dentro do carro no momento da fuga têm no máximo 18 anos, portanto, bem mais novos que Charles, mas que poderia ser o chefe da quadrilha.

O 5º Distrito Policial vai checar qual o destino das armas: dois revólveres calibre 38 e duas pistolas 9 milímetros, de uso restrito.

Até o momento ninguém foi preso pelo seqüestro do funcionário do BB, ocorrido semana passada. Em Nova Alvorada, o grupo também roubou lojas e na fuga houve perseguição e troca de tiros.

 
 

Veja que diferença existe entre o trabalhador rural que agradece a Deus e os imundos sem-terra comunistas pagãos

20/10/2008

17. QUEBRA DE MILHO
(Tom Andrade e Manuelito)
Mês de agosto
é tempo de queimada
Vou lá prá roça
preparar o aceiro
Faisca pula
quem nem burro brabo
E faz estrada lá na capoeira
A terra é a mãe,
isso não é segredo
O que se planta
esse chão nos dá
Uma promessa
a São Miguel Arcanjo
Prá mandar chuva
pro milho brotar…
Passou setembro,
outubro já chegou
Já vejo o milho
brotando no chão
Tapando a terra
feito manto verde
Prá esperança do meu coração
Mês de dezembro,
vem as boas novas
A roça toda já se embonecou
Uma oração
agradecendo a Deus
E comer o fruto
que já madurou…
Mês de janeiro,
comer milho assado
Mingau e angú
no mês de fevereiro
Na palha verde
enrolar pamonha
E comer cuscuz
durante o ano inteiro
Quando é chegado
o tempo da colheita
Quebra de milho,
grande mutirão
A vida veste sua roupa nova
Prá ir no baile lá no casarão…
 

MST sempre quiz a revolução comunista, objetivo e estratégia da guerrilha MST treinada pelas farcs

21/08/2008
Veja estas manchetes de jornais:

* MST: 2 milhões de militantes e 1.800 escolas
* 200.000 crianças no Brasil aprendem no Livro Vermelho de Mao
* País terá graduação para assentados
* Graduação na USP só para aluno assentado
* MST forma professores e prega luta
* Projeto (para professores da roça) é inspirado em graduação para sem-terra.

Não é assustador?
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* Estão matriculados 160.000 sem-terrinhas nas 1800 escolas públicas dos assentamentos e acampamentos. São reconhecidas pelo MEC e mantidas, evidentemente, com recursos que vêm do Governo.

* Existem cursos exclusivos em cerca de 20 universidades para formação de sem-terra, por convênio. Esses cursos são, na maioria, pagos pelo Incra. Para se candidatar ao curso é preciso ser assentado, filho de assentado, não ter formação superior e trabalhar como educador em escolas.

* Uma universidade própria, a Florestan Fernandes. Inaugurada em janeiro de 2005, em novembro do mesmo ano formava 60 alunos em cursos de especialização, com a presença do secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci. Bem destacada no centro de cada diploma estava a frase: “Contra a intolerância dos ricos, a intransigência dos pobres. Não se deixe cooptar. Não se deixe esmagar. Lutar sempre”

* Existe ainda um projeto de uma escola sul-americana de agroecologia, cujo protocolo de intenção para sua implantação no Estado do Paraná foi assinado pelos governo do Brasil, Venezuela, Paraná e pela Via Campesina.

* Acaba de ser noticiado que, pela primeira vez no País, teremos estudantes saindo de universidades com o diploma de professor rural. O Ministério da Educação fechou convênio com cinco universidades para a formação desses cursos. Segundo o MEC, esses cursos são inspirados nos Cursos de graduação para os sem-terra. Há três anos existem esses cursos na UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Na aula inaugural de 2005, discursou Armando Vieira, líder do MST em Minas. Sabem o que pregou? “As Universidades são latifúndio, e nossa presença aqui é uma ocupação”! Como se vê é pura luta de classes e subversão. Agora imaginem a doutrinação que será feita quando formarem os professores para as 96 mil escolas rurais, freqüentadas por 6 milhões de aluno.

Por que essa exclusividade?
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A Revista Época, em reportagem que ficou famosa, escreveu:

“Há 20 anos eles eram crianças colocadas pelos pais na linha de frente das invasões, para constranger a polícia e suas baionetas. Hoje eles são o comando de ocupações, marchas e saques pelo Brasil afora. A nova geração do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a primeira nascida nos acampamentos e formada nas escolas da organização, chegou ao poder.”

Eis o que pregam alguns desses alunos:

● “Quando boa parte do povo estiver pronta para pegar na enxada, a gente faz uma revolução socialista no Brasil”.

● “Meus pais só queriam um pedaço de terra. Agora queremos mudar a sociedade, mesmo que não seja pela via institucional”.

●” A gente precisa ir para a luta, acampar e viver o desconforto para destruir o capitalista que vive dentro de nós”.

●“Quando 169 milhões de pessoas no País quiserem o socialismo, não vai ter jeito. Nem que seja pela força”.

● “Queremos a socialização dos meios de produção. Vamos adaptar as experiências cubana e soviética ao Brasil”.

Eles querem a revolução! E pela educação vão formar revolucionários para incendiar o campo…

Essa é das piores e mais perigosas espadas que estão sobre a cabeça do produtor rural.

Acompanhe conosco essa ação. Denuncie, esclareça seus amigos.

http://www.paznocampo.org.br:80

o fim do fim da amazônia legal e ilegal

23/03/2008

AMAZÔNIA MUTILADA

 POR UM PAÍS DENTRO

DO PAÍS

      http://www.aggio.jor.br/amazonia_retalhada.htm

      
    
      Por decreto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou área equivalente a quase 2 milhões de campos de futebol para cerca de 17 mil índios de Roraima. Conseguiu desagradar a brancos, silvícolas e mestiços, além de privar aquele Estado de 10% do seu PIB. Roraima já havia perdido território do tamanho de Portugal com a homologação de outra reserva indígena – a dos Ianomâmi – vizinha daquela, que tem o nome de Raposa/Serra do Sol.
      O governador roraimense, Ottomar de Souza Pinto (PTB), deflagrou uma cruzada em defesa daqueles 1.743.089 hectares transformados pelo governo num país dentro do País, enquanto um delegado e três agentes da Polícia Federal eram seqüestrados e confinados por 3 mil índios, durante dias, na maloca do Flechal. Esses silvícolas, ligados à Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos de Roraima (Sodiur), são contra a demarcação contínua das terras. Libertaram os reféns depois de muita ameaça e negociação. Outros índios foram a Brasília (foto abaixo) para pressionar o governo a rever os parâmetros da demarcação.

      O problema se agrava quando visto sob a ótica da segurança nacional. Raposa/Serra do Sol localiza-se na fronteira com a Venezuela e a Guiana, países em litígio exatamente naquela tríplice fronteira. A região é rica em minerais preciosos e estratégicos. Despovoada, está sob o assedio de missionários e ambientalistas de ONGs estrangeiras. Nem as Forças Armadas, nem a Polícia Federal podem entrar na reserva indígena, por força de lei.

      Ainda em Brasília, o Movimento em Defesa da Amazônia lançou manifesto para denunciar que ressuscitou, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de iniciativa do Executivo ao tempo do governo Fernando Henrique Cardoso e destinado a autorizar a concessão de vastas áreas amazônicas a grupos transnacionais, mediante leilões. A iniciativa parecia sepultada devido à pressão da opinião pública. Mas, projeto semelhante começou a tramitar em fevereiro último.

      Decisão “absolutamente equivocada”

      O governador Ottomar Pinto descrê da promessa do presidente Lula de indenizar e retirar em um ano os produtores de arroz da Raposa/Serra do Sol, responsáveis pelo abastecimento de toda a Amazônia: “Se eu conheço bem o meu País, até o fim dos meus dias os arrozeiros não saem de lá”, disse, lembrando a demora do governo em pagar indenizações. Para compensar as perdas fundiárias, Ottomar diz que Roraima precisa de 3,8 milhões de hectares, metade do que foi destinado àquela reserva.

          
            Foto: Antônio Cruz (ABr)
          

      Por sua vez, o ex-comandante militar da Amazônia e presidente do Clube Militar, general da reserva Luiz Gonzaga Lessa, classificou como “absolutamente equivocada” a decisão de Lula. Afirma que o governo federal só teria uma idéia clara com relação aos desejos dos índios por meio de plebiscito. Disse que o governo ouviu apenas alguns líderes e se deixou influenciar pela Igreja e ONGs internacionais: “Os índios certamente, passarão fome, apesar da enorme quantidade de hectares que terão, porque não sabem mais viver exclusivamente como dependentes da terra”. O general assegurou já ter ouvido dos silvícolas que eles querem saúde, educação, transporte e investimento em agricultura.

      O ex-comandante militar da Amazônia ressalta que, ao longo de décadas, surgiram, na fronteira, pequenas comunidades importantes para o adensamento populacional na região. “Com a demarcação da reserva, a população será obrigada a se retirar e ir para onde?” O general entende que as comunidades foram formadas por gerações e, por isso, têm direito a permanecer na área. “Ali será um foco de tensão permanente” – friza.

      Abin vê intervenção estrangeira

      A proibição da presença das Forças Armadas e da Polícia Federal e o livre trânsito de missionários de ONGs estrangeiras com aquiescência da Funai preocupam setores de inteligência do País e senadores da República. O subsolo de Roraima guarda, segundo todas as fontes de informação, a maior província de minerais preciosos e estratégicos, do mundo. No caso da reserva Ianomâmi, anterior à Raposa/Serra do Sol, já foram detectados movimentos no sentido de torná-la território sob “proteção” direta da Organização das Nações Unidas (ONU).

      A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) produziu um relatório classificado como secreto, no qual avalia que a partilha de Roraima entre os povos indígenas atenta contra a soberania nacional. Essa informação está publicada no jornal O ESTADO DE S. PAULO em matéria assinada pelo repórter Vasconcelo Quadros, que afirma significar a homologação uma provável causa para a “primeira crise de fundo entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as Forças Armadas”.

      Assinado pelo coronel Gelio Augusto Barbosa Fregapani, chefe do Grupo de Trabalho da Amazônia (GTAM), lotado na Abin, em Brasília, o documento chegou às mãos do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, em março último. Previu as manifestações que resultaram, em Roraima, no seqüestro dos policiais federais, na aldeia Flexal.

      Volta do problema ao enfoque militar

      “Seu diferencial em relação a outros relatórios do gênero é o fato de recolocar o conflito sob a visão militar e abordar sem rodeios que da forma que seria feita – retirando comunidades e produtores de arroz – a homologação cria um vazio demográfico, atenta contra a soberania e esconde a cobiça pelas mais ricas jazidas de minério do planeta”, afirma Vasconcelo Quadro, antes de lembrar: “O subsolo das áreas indígenas situadas em toda a fronteira norte guardam o maior veio de ouro do mundo, uma grande jazida de diamantes e uma riqueza ainda incalculável em minerais estratégicos, de uso nuclear e importantes para as indústrias espacial, bélica e de informática.”

      “É evidente o interesse estrangeiro na demarcação contínua”, escreve o coronel Fregapani, no documento que leva o título de Relatório de Situação e ao qual O ESTADO DE S. PAULO teve acesso com exclusividade. Durante os meses que antecederam a homologação da reserva, assinada por Lula e pelo ministro Márcio Thomaz Bastos, o coronel andou pela região, tomou depoimentos e conheceu em detalhes a realidade da Raposa/Serra do Sol. A região é guarnecida por 60 homens do Pelotão Especial de Fronteira, cuja instalação chegou a ser combatida pelas ONGs e índios a favor da área contínua.

      Ações altamente suspeitas

      O relatório da Abin também expõe a falta de ação articulada entre os órgãos públicos e questiona a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai), que estaria agindo em conjunto com as ONGs internacionais. Conforme o coronel, as ONGs estrangeiras chegaram a bancar financeiramente o trabalho de demarcação de áreas indígenas em
    

      território brasileiro. O documento informa que chega a 115 o número de organizações não-governamentais (ONGs) atuantes na Amazônia Ocidental e levanta suspeitas sobre os verdadeiros interesses dessas entidades. “Muitas vezes, a serviço de outras nações, valorizam o mapeamento detalhado das riquezas minerais, o  acesso aos recursos genéticos e aos conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade da região, sem o devido controle governamental”, aduz o relator, acrescentando:

      “Tudo indica que os problemas ambientais e indigenistas são apenas pretextos. Que as principais ONGs são, na realidade, peças do grande jogo em que se empenham os países hegemônicos para manter e ampliar sua dominação (…). Certamente servem de cobertura para seus serviços secretos.”

      A Abin chama os movimentos ambientalistas de “Clube das Ilhas” e os classifica em três setores: um elabora as diretrizes gerais, outro planeja as operações e um terceiro, a chamada linha de frente, realiza a ação direta como uma “tropa de choque”. No topo, estão a União Nacional para a Conservação da Natureza (UINC) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), orientado pelo Príncipe Charles, do Reino Unido, e que teria entre seus dirigentes o banqueiro Joseph Safra.

      Segundo a Abin, na área da Reserva Ianomâmi, colada à Raposa/Serra do Sol, uma das ONGs com maior influência é a Survival International (SI), cujo roteiro de atuação foi criado pelo Príncipe Philip, também do Reino Unido. A ONG internacional mais estruturada seria o grupo Greenpeace. As ações mais radicais seriam executadas pelo Greenpeace e Amigos da Terra.

      Anda conforme a Abin, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), da Igreja Católica, principal defensor da “autonomia e da autodeterminação dos indígenas”, teria recebido, entre 1992 e 1994, US$ 85 milhões da Fundação Nacional para a Democracia, dos Estados Unidos, mantida pelo governo estadunidense e dirigida pelo Congresso norte-americano.

          
            Foto: Gervásio Baptista (ABr)
          

      Manifesto em Brasília

      Em Brasília, o “Movimento em Defesa da Amazônia” lançou manifesto e alertou para a ameaça contida num projeto legislativo, ressuscitado no Congresso, que poderá trazer perigo à soberania nacional por permitir a entrega de vastas áreas amazônicas a grupos transnacionais. Diz o documento:

      “Brasileiro, diga não à venda da Amazônia!
      “A Amazônia é o maior patrimônio em riquezas naturais que o planeta possui, e na sua
      maior parte encontra-se em território brasileiro. Em verdade, nada se equipara a ela
      em termos de florestas, rios, fauna e diversidade em minérios, inclusive petróleo e gás natural. 

      “Praticamente metade do nosso território se encontra em meio a essa grande Região, no conjunto dos nove estados que a ocupam, a saber: Pará, Amapá, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso (parte), Tocantins (parte) e Maranhão (parte).

      “Em função das riquezas que se conhecem e de outras que certamente serão encontradas, várias foram as tentativas entre países para assumir o seu controle e mesmo internacionalizá-la. Todas evidentemente fracassadas. Mais recentemente, no entanto, interesses nesse sentido tomaram outras frentes na tentativa de obtenção de
      sucesso. Tanto assim que ao final do governo Fernando Henrique Cardoso surgiu um
      Projeto de Lei, de nº 7.492 /02, tendo como origem o Ministério do Meio Ambiente,
      propondo a ‘concessão’ sob as formas de leilões de grandes áreas de florestas para
      exploração madeireira por empresas nacionais, estrangeiras e consorciadas.

      “Denúncias feitas na imprensa e no próprio Congresso Nacional acabaram inviabilizando a
      tentativa, por iniciativa do governo Luís Inácio Lula da Silva (julho de 2003).

      “Estarrecedoramente, no entanto, ressurge na Câmara dos Deputados, neste fevereiro de 2005, outro Projeto, de nº 4.776/05, para apreciação e votação, em regime de urgência, com idêntico conteúdo e propondo o mesmo tipo de ‘concessões’, sob a forma de leilões aos mesmos grupos transnacionais por prazos que podem atingir até 60 anos Isso mesmo, 60 anos! Incluindo favorecimentos e facilidades quase inimagináveis, como no caso da possibilidade de terceirização das atividades e financiamentos, tendo por garantia a hipoteca da própria floresta. E que, para este caso, passa a constituir-se em bem privado e não mais da União, Estados e Municípios, por incrível que possa parecer.

      “Fácil verificar que, agora, os mesmos traidores da pátria, vários deles ainda se encontrando no Ministério do Meio Ambiente (governo Lula), além da entrega das chamadas “Florestas Nacionais”, pretendem não só a globalização da Amazônia como a sua internacionalização oficial, como pode ser comprovado pela simples leitura do Projeto de Lei ( nº 4.776/05); com ênfase aos Artigos 3/4/5/8/23/28/30/35 e 51, e que ao final ferem acintosamente a nossa Soberania.

      “Por tudo, a grande verdade é que nunca se imaginou que a Amazônia pudesse ser oferecida aos grandes interesses e capitais externos por grupos de cidadãos que ainda se dizem defensores de nossos interesses. Brasileiro, posicione-se! Faça chegar o seu repúdio à sua associação, à imprensa, à Câmara e ao Senado Federal, enquanto é tempo!”