Posts Tagged ‘regime militar’

50 anos da Revolução de 31 de março de 1964 que salvou o Brasil – Sem a Revolução hoje seríamos um país comunista

27/03/2014

1964 é Hoje   – – – 1964 é Hoje 

Estudantes comunistas da Universidade Federal de Santa Catarina tiram a Bandeira do Brasil e colocam a bandeira comunista,

Estudantes patriotas colocam a Bandeira do Brasil no mastro novamente.

14:00 TV ALERG censura pronunciamento:

Neste momento, TV ALERJ corta sinal e censura sessão sobre 31 de março conduzida por Flávio Bolsonaro. Se vivêssemos em uma democracia, haveria também uma sessão em Brasília.

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1964 é Hoje

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Apesar da retirada pelo Governo do 31 de Março do calendário comemorativo nacional, a lembrança do glorioso Movimento em defesa da Democracia, desencadeado pelo Povo Brasileiro em 1964, permanece mais viva do que nunca na sua memória.

31 de março de 1964 é a data histórica que marcou um “basta” contra os desmandos e a ausência de autoridade que o próprio Governo instalado patrocinava, com o propósito de levar o País ao caos e ao descontrole institucional.

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Tal anarquia atendia à estratégia final que levaria à iminente instalação no País de um regime totalitário-sindicalista com inspiração bolchevista.

Instadas pela própria população, as Forças Armadas assumiram o comando das ações, atuando emergencialmente para restaurar a ordem, e, finalmente, dominar a subversão em todas as formas em que se manifestou.

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Daí em diante, o controle do Estado foi definitivamente restabelecido e reorganizada a administração nacional, que alcançou um desenvolvimento sustentado com sucessivos recordes de crescimento econômico.

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O tempo passou, muita coisa aconteceu nesses quarenta e sete anos, quase meio século, e o País recebeu, entre outros, um excepcional legado de infraestrutura básica, adquirindo, desse modo, energia para garantir a continuidade do progresso econômico.

Infelizmente, uma parcela de inconformados ainda trabalha negativamente, tentando alcançar os mesmos objetivos retrógrados do passado.

Assim, nuvens negras voltam a pairar, ameaçadoramente, nos nossos horizontes.

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Eles, hoje, atuam de forma diferente. Não pela ameaça do terrorismo ou das guerrilhas e, sim, pela letra do manual “gramsciano” – passo a passo – com paciência e perseverança, procurando anestesiar a opinião pública por meio do favorecimento financeiro e da propaganda insidiosa.

Essa estratégia de “aparvalhamento” da Sociedade apresenta-se com as seguintes faces:

•Ocupação dos cargos públicos (e muitos privados), em todos os níveis, por militantes do partido do Governo;

•Suborno coletivo com dinheiro público, mormente, junto às populações menos favorecidas e sem acesso à informação de qualidade;

•Propaganda governista, por parcela da mídia mercenária, no rádio, nos jornais, na televisão e no cinema;

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•Atuação no setor educacional pelo controle dos currículos e dos livros didáticos, incluindo, aqui, a sutil penetração nos estabelecimentos militares de ensino;

•Uma fraca oposição político-parlamentar, caracterizando a figura do “partido único”.

Todo esse aparato, dirigido pelo comando centralizado de uma minoria atuante, tem transformado o regime brasileiro em autêntica ditadura, travestida de democracia virtual.

Dentro desse quadro, as Forças Armadas, como Instituição não cooptável por tais manobras, passaram a ser alvos de irresponsáveis medidas que visam ao seu enfraquecimento ou eventual extinção/substituição. Não só pela prática de sistemática campanha que tenta aviltar a história militar brasileira, como pela gradativa e perigosa redução de sua capacidade operativa.

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Com insuficientes orçamentos, protelação das decisões para renovação do material de defesa e constantes reduções do padrão salarial do pessoal militar, tentam atingir o moral e a vontade da Instituição.

É preciso que os neófitos entendam que só existe soberania se ela for respaldada por força de defesa competente, e que sem soberania não pode subsistir o Estado nacional.

No cenário internacional, temos tido freqüentes exemplos de imposição da vontade do mais forte sobre países de expressão militar limitada.

Urge, portanto, que a atual Presidente contenha os arroubos dessa minoria inconseqüente, procurando anular-lhes as intenções mesquinhas, que poderão fazer recrudescer animosidades do passado, dificultando as legítimas ações governamentais e, até mesmo, comprometendo o equilíbrio institucional do País.

Por que não trabalharmos todos no sentido único de fazer crescer e desenvolver o Brasil no rumo de seu inexorável destino de grande nação?

O que querem, afinal, esses inconsoláveis perdedores?

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AGORA VEJA O QUE É O PT NO GOVERNO

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█ Jornalista que critica governo do PT é afastado de jornal do SBT no Paraná

O jornalista Paulo Eduardo Martins, evangélico e comentarista da Rede Massa, afiliada do SBT no Paraná, participou nesta sexta (28) pela última vez do “Jornal da Massa”, apresentado às 7 da manhã.

Em sua conta no Facebook, ele anunciou sua saída do matutino: “Amigos, hoje (28) fiz minha última participação no Jornal da Massa. Por uma decisão legítima da direção da Rede Massa, o telejornal não mais contará com comentaristas. Agradeço aos que acompanharam e compartilharam o programa, aos colegas de bancada Denian Couto, Ogier Buchi, Ruth Bolognese e também a todos da emissora por terem sustentado o formato que nos proporcionou fazer o debate e enfrentar as amarras culturais que envolvem a imprensa brasileira. Sigo como colunista do telejornal SBT Paraná. A vida segue”.

No estado, a informação é de que ele teria sido afastado do noticiário por pressão do governo federal, que ameaçou retirar os patrocínios de estatais do programa. Paulo Eduardo é um crítico ferrenho do governo do PT, que ele chama de “comunista” e “ditatorial”.

O notícia gospel, através do repórter Sandro Nascimento, entrou em contato com Paulo, que negou a versão que está correndo nas redes sociais.

Porém, ele disse que não está contente com fato e confessa que fazia algo diferente na TV brasileira, mas reafirma que sempre teve liberdade total nos comentários: “Sim, de fato eu e o outro comentarista, Ogier Buchi, fomos afastados do jornal. A empresa decidiu apostar em um formato mais convencional, apenas com notícias, apesar do programa ocupar o segundo lugar na audiência. Não posso dizer que estou contente, mas entendo como uma decisão legítima por parte da empresa. Ela têm liberdade para apostar nesse ou naquele formato. Sempre fui um crítico severo do governo do PT, mas não posso atribuir a mudança a uma intervenção do governo. Não tenho informação de nenhum movimento nesse sentido. Seria leviano da minha parte afirmar algo assim. Os recados chegam sempre de um ou de outro. É preciso reconhecer que o que vinha sendo feito não era lá muito comum no jornalismo televisivo. Lamento muito a mudança, pois o ‘JM’ nos proporcionou tratar de temas que a imprensa não tem interesse em tratar, como o Foro de São Paulo e o projeto totalitário do PT. E sim, sempre tive muita liberdade”.

Por fim, Paulo Eduardo Martins declara que não foi demitido do canal, já que ele continua com uma coluna no noturno “SBT Paraná”: “Eu continuo com a coluna no SBT PR, que é o telejornal noturno da emissora. Não fui demitido. Fui afastado do JM, que é o telejornal matutino. Ficou claro que um comentarista deve estar intelectualmente e emocionalmente preparado para realmente dizer e sustentar o que pensa, sem se assustar com bandos organizados e barulhentos que não compreendem a liberdade de expressão e ainda, que é preciso ter coragem e entender que a realidade dói e que a dor sempre causa reação”.

Procurada pelo NaTelinha, a assessoria de imprensa da Rede Massa não retornou os contatos até o fechamento desta matéria.A emissora, vale lembrar, pertence ao apresentador Ratinho, que a comprou em 2008. E é vice-líder isolada de audiência em todo o estado.

Dilma confirma que praticou ações armadas terroristas: Matou? Assassinou? Roubou? Aleijou?

17/05/2013

A Comissão da Verdade As vítimas dos terroristas As vítimas dos guerrilheiros comunistas

25/10/2012

 

Publicado em 20/04/2012 por terranovafilmes. A outra versão do golpe de 64. Enfim um filme que contará as perdas de civis e militares…
Documentário conta história de vítima da violência da guerrilha durante o regime militar.
Pela primeira vez no Cinema Brasileiro, longa-metragem mostra histórias de violência dos 2 lados: da repressão militar e do terrorismo de extrema esquerda.

 

Reparação é o título do documentário de longa-metragem em High Definition que conta a história de Orlando Lovecchio, vítima de um atentado a bomba praticado pela guerrilha que lutava contra o regime militar no Brasil, em 1968.

 

Orlando perdeu a perna no célebre atentado ao Consulado dos EUA em São Paulo e, ainda hoje, em 2009, luta por justiça: como não é considerado uma vítima da ditadura militar, a aposentadoria que recebe é menor que a do autor do atentado que o vitimou e enterrou para sempre seu sonho de ser piloto de avião.

 

O episódio envolvendo Orlando e seus desdobramentos tem merecido amplo e constante destaque na imprensa.
A partir deste caso, o filme provoca uma reflexão a respeito do período militar, da violência de grupos extremistas ontem e hoje na América Latina, da ditadura cubana que persiste até hoje com o apoio de democratas em todo o continente, além da relação ainda conflituosa existente entre o aparelho repressivo do Estado e os cidadãos comuns.

 
Com depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do historiador Marco Antonio Villa, do jornalista Demétrio Magnolli, entre outros, Reparação pretende iniciar uma nova discussão sobre o período militar dentro do contexto do Cinema Brasileiro, que até hoje tem falhado por mostrar apenas um lado dos que viveram a época, de uma forma muitas vezes maniqueísta (como se a História pudesse ser resumida a um eterno embate do bem contra o mal)

 
Em uma abordagem franca e sem amarras partidárias ou ideológicas, Reparação comprova sua total independência ao não ter recorrido às verbas públicas para sua realização.

 
Uma prova de que o Cinema Brasileiro pode suscitar o debate com qualidade técnica e total independência estética e de pensamento.

JAIR BOLSONARO detona a comissão da verdade: artigo de bolsonaro na folha

11/01/2011

Comissão da inverdade.

É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo o papel de militares :

Os militares só conseguem manter a hierarquia e a disciplina porque a verdade está para eles como a fé está para os cristãos. A mentira e a traição fazem parte da vida política brasileira, em que os vitoriosos se intitulam espertos, pois, afinal, dessa forma estarão sempre no poder. A esquerda no Brasil chegou ao poder pelo voto, graças aos militares que impediram em 1964 a implantação de uma ditadura do proletariado. Os perdedores, nos anos subsequentes, financiados pelo ditador Fidel Castro, partiram para a luta armada, aterrorizando a todos com suas ações, que ainda fazem inveja ao crime dito organizado dos dias atuais.

Foram 20 anos de ordem e de progresso. Os guerrilheiros do Araguaia foram vencidos, evitando-se que hoje, a exemplo da Colômbia, tivéssemos organizações como as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) atuando no coração do Brasil. O nosso povo vivenciou sequestros de autoridades estrangeiras e de avião, dezenas de justiçamentos, tortura, execuções como a do adido inglês e a do tenente da Força Pública de São Paulo no Vale do Ribeira, bombas no aeroporto de Recife e carro-bomba no QG do 1º Exército, respectivamente com mortes de um almirante e de um recruta, latrocínios, roubos etc. O regime, dito de força, negociou e foi além das expectativas dos derrotados ao propor anistia até mesmo para crimes de terrorismo praticados pela esquerda. Agora, no poder, eles querem escrever a história sob sua ótica, de olhos vendados para a verdade.

Projeto do Executivo, ora em tramitação na Câmara, cria a dita Comissão da Verdade, composta por sete membros, todos a serem indicados pela presidente da República, logo ela, uma das atrizes principais dos grupos armados daquele período, que inclusive foi saudada pelo então demissionário ministro José Dirceu como “companheira em armas”. Ninguém pode acreditar na imparcialidade dessa comissão, que não admite a participação de integrantes dos Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica. Essa é a democracia dos “companheiros”. Ainda pelo projeto, apurar-se-iam apenas crimes de tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, não tratando de sequestros, atentados a bomba, latrocínios, recebimento de moeda estrangeira de Cuba, sequestro de avião e justiçamentos.

É notório que a esquerda quer passar para a história como a grande vítima que lutou pelo Estado democrático atual, invertendo completamente o papel dos militares, que, em 1964, por exigência da imprensa, da Igreja Católica, de empresários, de agricultores e de mulheres nas ruas intervieram para que nosso país não se transformasse, à época, em mais um satélite da União Soviética. Os militares sempre estiveram prontos para quaisquer chamamentos da nação, quando ameaçada, e, se a verdade real é o que eles querem, as Forças Armadas não se furtarão, mais uma vez, a apoiar a democracia. Se hoje nos acusam de graves violações de direitos humanos no passado, por que não começarmos a apurar os fatos que levaram ao sequestro, à tortura e à execução do então prefeito Celso Daniel em Santo André? Ou será que, pela causa, tudo continua sendo válido, até mesmo não extraditar o assassino italiano Cesare Battisti por temer o que ele possa revelar sobre seu passado com terroristas brasileiros hoje no poder?

Publicado na Folha de São Paulo por JAIR BOLSONARO capitão da reserva do Exército, deputado federal pelo PP do Rio de Janeiro.

história da ARENA arena x mdb, eleições de 1970 1974 1978 ulisses sublegendas casuísmos eleitorais REGIME MILITAR APOIO CIVIL POLÍTICOS ARENISTAS POLÍTICOS ELEIÇÕES 1964 AI-2 MDB ARENA revolução de 1964 militares e política Aliança Renovadora Nacional

08/01/2010

A Aliança Renovadora Nacional (ARENA) era um partido político brasileiro criado com a intenção de dar sustentação política ao governo militar instituído a partir da Revolução de 1964 que foi feita para impedir a implantação do comunismo no Brasil.

No programa do partido, adotado em convenção nacional, realizada, em Brasília, em 21 de setembro de 1975, a ARENA assim se posicionou em relação à sua criação e sua existência:

Expressão política da Revolução de Março de 1964, que uniu os brasileiros em geral, contra a ameaça do caos econômico, da corrupção administrativa e da ação radical das minorias ativistas, a ARENA é uma aliança de nosso povo, uma coligação de correntes de opinião, uma aliança nacional“.

Fundada no dia 4 de abril de 1966, a ARENA era um partido político predominantemente conservador. A criação da ARENA se deu em decorrência do Ato Institucional Número Dois, de 27 de outubro de 1965, e do Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, baixados pelo regime militar, os quais terminaram com o pluripartidarismo existente, naquela época, no Brasil, e extiguiram os 13 partidos políticos legalizados, então existentes no Brasil, e determinaram a implantação do bipartidarismo no Brasil. Seus membros e eleitores eram chamados de “arenistas”.

Em 20 de dezembro de 1979, pela lei nº 6.767, o pluripartidarismo foi restaurado no Brasil, e, a ARENA foi rebatizada de Partido Democrático Social (PDS). Mais tarde, um grupo de políticos do PDS abandonaram o partido e formaram a “Frente liberal”, a qual, depois, tornou-se o Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM. O PDS, posteriormente, mudou o seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), e depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB), que hoje se chama Partido Progressista (PP).

O bipartidarismo gerou, no Brasil, de 1966 a 1979, duas correntes políticas, a situacionista formada pela ARENA e a corrente oposicionista formada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A ARENA era chamada de “A situação” e o MDB de “A oposição”.

Índice:

1 A Revolução de 1964

2 As eleições estaduais de 1965

3 O AI-2 e a criação da ARENA e do MDB

4 As questões sobre a história da ARENA

5 O Programa da ARENA de 1976

6 Conceito de ditadura e bipartidarismo

6.1 Ditadura

6.2 Bipartidarismo

7 A força da ARENA, as leis eleitorais e o “Caso Marcito”

8 Principais líderes da ARENA

9 A ARENA nas eleições de 1968 a 1978

10 De ARENA ao Partido Progressista e os Democratas

11 Ligações externas

12 Bibliografia

A Revolução de 1964:  Na tumultuada cena política de 1964, militares de baixa patente, em especial da Marinha e da Aeronáutica, declaravam seu apoio, em manifestações públicas, aos atos, atitudes e leis de caráter esquerdista do presidente da república João Goulart. Este dava indicações de querer dar um golpe de estado que teria o objetivo de conseguir sua reeleição à presidência e a implantação de um governo mais radical de esquerda ou um governo nos moldes de uma república sindicalista inspirada no peronismo da Argentina. Esse golpe de estado, que se acredita que João Goulart preparava, provocaria mudanças sociais e políticas contundentes no Brasil. Essa atitude de João Goulart desagradava os democratas e católicos no Brasil que não queriam e não querem um regime totalitário ateu no Brasil. Ontem hoje e nunca.

Então, no dia 2 de abril de 1964, o presidente do Congresso Nacional, Senador Auro Soares de Moura Andrade declara vago o cargo de presidente e o vice-presidente da república do Brasil, pois o sr. João Goulart havia se refugiado no Uruguai, na sequência de uma movimento armado iniciado em 31 de março e que contou com apoio da maioria dos governadores dos estados. O General Mourão Filho, que desencadeou o golpe militar em 31 de março de 1964, declarou que o presidente João Goulart fora afastado do poder porque abusava deste, e que os militares iriam defender a Constituição.

Assumiu o poder no Brasil, militares liderados pelo general Humberto de Alencar Castelo Branco que assumiu a presidência da república em 15 de abril de 1964. Os militares mantiveram os 13 partidos políticos existentes e o Congresso Nacional funcionando. Esse governo militar intitulou sua chegada ao poder de Revolução de 31 de março de 1964, (nome dado oficialmente pelo Ato Institucional AI-1 e mantido nos demais atos institucionais), e declarou ter, essa “revolução”, o objetivo de acabar com a subversão e a corrupção. Foram mantidas, a princípio, as eleições presidenciais marcadas para 3 de outubro de 1965, porém preferivelmente sem a presença de candidatos da extrema esquerda, pois Leonel Brizola e outros líderes esquerdistas tinham perdido seus direitos políticos e foram exilados.

Durante as conspirações que resultaram no golpe militar de 1964, Costa e Silva, que aderira na última hora ao golpe, tinha desempenhado o papel de coordenador das tropas golpistas na cidade do Rio de Janeiro, e, após o desenlace do golpe militar, Costa e Silva assumiu o ministério da Guerra e fez gradativamente crescer sua influência até se tornar o principal representante da linha dura do Exército que desejava um endurecimento maior do regime militar. Costa e Silva foi o segundo presidente da república do regime militar sucedendo a Humberto de Alencar Castelo Branco.

Excetuando-se Costa e Silva e alguns outros militares legalistas, a grande maioria dos militares, de alta patente, que participaram do golpe militar de 1964, tinham experiência revolucionária, tendo sido membros do tenentismo e participantes da Revolução de 1930, como Humberto de Alencar Castelo Branco, Emílio Garrastazu Médici e Geisel que chegaram à presidência da república, e também eram ex-tenentes de 1930: Cordeiro de Farias, Eduardo Gomes, Juraci Magalhães e Juarez Távora.

As eleições estaduais de 1965:

Em 3 de outubro de 1965 realizaram-se eleições diretas para eleição de governadores em onze estados. Não foi realizada a já marcada eleição direta para a presidência da República. O mandato do presidente Castelo Branco foi prolongado até 15 de março de 1967. A esta altura, grande parte do entusiasmo popular inicial pela Revolução de 1964 tinha diminuído, a classe média brasileira dos grandes centros urbanos estava em situação financeira difícil e iniciara-se o achatamento salarial resultante do combate à inflação feito em 1964 e em 1965.

Apesar do veto a determinados candidatos por parte da chamada “linha dura das forças armadas”, a oposição triunfou em estados importantes como Guanabara e Minas Gerais, onde saíram vitoriosos dois políticos do PSD (Francisco Negrão de Lima e Israel Pinheiro da Silva respectivamente). Ambos eram ligados ao ex-presidente da república cassado Juscelino Kubitschek, o que preocupou o grupo que pregava a implantação de um regime político autoritário.

O AI-2 e a criação da ARENA e do MDB:

Sob a pressão desse grupo linha-dura ligada a Costa e Silva, e, em virtude da derrota do governo militar nas eleições de 1965 na Guanabara e em Minas Gerais, o presidente Castello Branco baixou o AI-2, em 27 de outubro de 1965, logo após as eleições de 3 de outubro de 1965. Constava, nesse Ato Institucional, a extinção do pluripartidarismo, com a extinção dos 13 partidos políticos existentes no Brasil.

Dizia o AI-2, no seu artigo 18: “Ficam extintos os atuais Partidos Políticos e cancelados os respectivos registros”, Parágrafo único – Para a organização dos novos Partidos são mantidas as exigências da Lei nº 4.740 (Lei Orgânica dos Partidos Políticos), de 15 de julho de 1965, e suas modificações”.

Em seguida ao AI-2, foi baixado o Ato complementar nº 4 de 20 de novembro de 1965, que dizia:

O Presidente da República, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 30 do Ato Institucional nº 2, resolve baixar o seguinte Ato Complementar: Art. 1º Aos membros efetivos do Congresso Nacional, em número não inferior a 120 deputados e 20 senadores, caberá a iniciativa de promover a criação, dentro do prazo de 45 dias, de organizações que terão, nos termos do presente Ato, atribuições de partidos políticos enquanto estes não se constituírem.”

Como a Câmara dos Deputados só dispunha de 350 deputados, matematicamente, só era possível formarem um máximo de 3 partidos políticos. O mesmo para o Senado Federal que tinha apenas 66 senadores.

O AI-2, o Código Eleitoral de 15 de julho de 1965, o Ato Complementar nº 4 de 20 de novembro de 1965, (alterado pelo Ato complementar nº 7, de 31 de janeiro de 1966, e pelo Ato Complementar nº 29, de 26 de dezembro de 1966), e a lei orgânica dos partidos políticos (lei nº 4.740 de 15 de julho de 1965, substituída, em 21 de julho de 1971, pela lei nº 5.682), e que dispunham sobre a organização dos partidos políticos, criaram grandes empecilhos para a formação de partidos políticos no Brasil.

Na prática, somente foi possível formalizar mais uma legenda além da legenda governista, a ARENA (criada em 4 de abril de 1966), que apoiava o regime militar. Foi criado, então, o MDB que faria oposição ao regime militar e cujos membros eram chamados de “emedebistas”. Houve a tentativa por parte de Pedro Aleixo de tentar viabilizar uma terceira legenda, o PDR – Partido Democrático Republicano, mas foi em vão.

A “Lei Orgânica dos Partidos Políticos”, lei nº 5.682 de 1971, no seu artigo 7º, o qual vigorou até 1979, dizia: Só poderá pleitear sua organização, o Partido Político que conte, inicialmente, com 5% (cinco por cento) do eleitorado que haja votado na ultima eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos em 7 (sete) ou mais Estados, com o mínimo de 7% (sete por cento) em cada um deles.

A ARENA, cujo primeiro presidente foi o senador gaúcho e udenista Daniel Krieger, foi formada com políticos vindos dos partidos extintos, especialmente o Partido Social Democrático, da UDN, de membros do PL de Raul Pilla, do PSP de Ademar de Barros, do PR que fora fundado por Artur Bernardes, do PRP de Plínio Salgado e do PDC.

A maioria dos líderes municipais nordestinos e dos políticos tradicionais do sul e de São Paulo se filiaram à ARENA. Em Santa Catarina, por exemplo, a tradicional família de políticos, os Konder Reis, ingressou na ARENA. Na Guanabara, a maior parte dos lacerdistas se abrigou no MDB, após o episódio da Frente Ampla, apesar de lacerdistas radicais como Sandra Cavalcanti e Amaral Netto entrarem para ARENA. Por seu lado o MDB abrigou muitos políticos oriundos do antigo PTB, do PSD e do clandestino e ilegal PCB.

As questões sobre a história da ARENA:

Apesar do grande volume de estudos acerca do governo militar no Brasil (1964-1985) pouco se sabe sobre a ARENA. Esta teve grande atuação no período, porém, escassamente abordada. Muitas são as lacunas que permaneceram em relação a história da ARENA devido à falta ou destruição de documentos ou mesmo pela inexistência desses devida a censura imposta ao Brasil, ou mesmo por falta de interesse dos historiadores. Ficam, portanto, dúvidas históricas sobre:

A formação da ARENA:

Os fatores que levaram muitos políticos a apoiar a ditadura militar através da ARENA;

O grau de influência dos militares sobre os políticos da ARENA;

O grau de influência dos políticos da ARENA sobre os militares;

Como os ex-membros do PSD (os pessedistas) e os ex-membros da UDN (os udenistas) se relacionavam dentro da ARENA;

Como a ARENA se posicionava frente ao conflito entre o grupo de militares “linha-dura” e o grupo “castelista” (os seguidores do presidente Castelo Branco);

Até qual ponto os membros da ARENA eram militares e políticos simultaneamente;

Quais foram os verdadeiros motivos do governo militar em adotar um sistema bipartidário;

Os motivos da adesão da grande maioria da UDN à ARENA;

O que levou os ademaristas a aderirem à ARENA, considerando que Ademar de Barros fora cassado pelos militares;

Quais correntes ideológicas permearam o estatuto e o programa da ARENA, e o quanto os influenciaram;

Como os políticos tradicionais influíram no programa revolucionário dos militares;

Se a ARENA era ou não um partido independente em relação ao governo militar.

O Programa da ARENA de 1976:

O último programa de partido político que a ARENA teve foi aprovado por convenção nacional de seus filiados, em 1976, tendo Jarbas Passarinho como relator-geral, e tinha entre seus principais itens:

– A busca de uma democracia representativa, repúdio à corrupção, apoio à soberania nacional, à integridade territorial, à integração nacional e ao desenvolvimento econômico com paz social.

– A opção pela economia de mercado e pelo crescimento econômico acelerado, apoio à correção dos desequilíbrios setoriais e regionais, à ocupação da Amazônia e à reforma agrária.

A força da ARENA, as leis eleitorais e o “Caso Marcito”:

A ARENA elegeu todos os presidentes da república de Costa e Silva a João Figueiredo, sendo derrotado pela primeira vez, nas eleições indiretas para presidente, em 1985, por Tancredo Neves. A ARENA também conseguiu fazer a maioria das cadeiras na Câmara dos Deputados em todas as eleições que disputou: 1966, 1970, 1974 e 1978.

Elegeu, também, todos os Governadores de Estado em todo o período, com a exceção do Estado da Guanabara, em 1970, e, do Estado do Rio de Janeiro, em 1978, sendo que, em ambas as ocasiões, com a eleição indireta de Chagas Freitas pelo MDB. Os territórios (Rondônia, Amapá, Roraima e Fernando de Noronha) eram governados por militares, assim como, na maior parte do tempo, o Distrito Federal, e, muitos municípios considerados “Área de segurança nacional”, tinham seus prefeitos nomeados, não eleitos.

A ARENA também manteve, em todo o período militar, maioria no Congresso Nacional, graças a sua forte presença nos pequenos municípios, e por ter sido beneficiada diretamente por leis eleitorais, como a reforma política chamada de Pacote de Abril de 1977, e outras leis, que aumentaram a representação dos pequenos estados no Congresso Nacional, garantindo a eles, um mínimo de 8 vagas na Câmara dos Deputados. O “Pacote de Abril” (termo cunhado pelo Arcebispo de Olinda e Recife D. Helder Câmara) criou o “senador biônico”, (através da Emenda Constitucional nº 8 de 14 de abril de 1977). O “senador biônico” seria eleito indiretamente. Assim, em 1978, havendo duas vagas a serem disputadas em cada estado, um senador era eleito em eleições diretas e o segundo era eleito por um colégio eleitoral composto pelos “membros da respectiva Assembléia Legislativa e de delegados das Câmaras Municipais do respectivo estado”, forma idêntica a ser usada na escolha do governador de estado, cujo eleição voltou a ser indireta. O apelido “biônico” foi tirado da série de televisão mais popular da época: Cyborg.

A fusão do Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara em 1975, e a criação do Mato Grosso do Sul em 1978, foram apontados como expedientes que ajudaram o partido governista, a ARENA, a se fortalecer. Assim, com a criação do estado do Mato Grosso do Sul, criou-se mais 8 vagas de deputado federal e de 3 senadores em estado pequeno, e, com a extinção da Guanabara, desapareceram as vagas de senadores e deputados federais em um estado francamente emedebista.

A primeira e mais grave discordância entre parte da ARENA e o governo militar se deu, em 1968, no chamado “Caso Marcito”, quando o governo Costa e Silva pediu autorização à Câmara dos Deputados para processar o deputado do MDB Márcio Moreira Alves. Muitos deputados federais arenistas votaram contra a autorização para se processar o deputado “Marcito”. A resposta do governo foi o AI-5 e o fechamento do Congresso Nacional em dezembro de 1968. Este só foi reaberto em outubro de 1969 porque o novo presidente Emílio Garrastazu Médici exigiu que o Congresso Nacional fosse reaberto para sua cerimônia de juramento e posse na presidência da república.

Principais líderes da ARENA:

Vários líderes arenistas já eram importantes próceres políticos do Brasil em 1964, como Auro de Moura Andrade, José Maria Alkmin, Filinto Müller, Vitorino Freire, Gustavo Capanema, Benedito Valadares e Armando Falcão, oriundos do PSD e José de Magalhães Pinto, José Sarney, Abreu Sodré, Adauto Lúcio Cardoso, Aureliano Chaves, Herbert Levy, José Bonifácio Lafayette de Andrada, Rondon Pacheco e Pedro Aleixo, oriundos da UDN.

Tidos como grandes articuladores políticos, a ARENA teve, em seus quadros, Petrônio Portela, Flávio Marcílio, Célio Borja, Nelson Marchesan, Marco Maciel e Prisco Viana. Abrigou também tradicionais políticos nordestinos como Teotônio Vilela (que passou depois para o PMDB), Arnon Afonso de Farias Melo e Dinarte Mariz.

Pertenceram à ARENA, juristas como o citado Célio Borja, Manuel Gonçalves Ferreira Filho e Orlando Zancaner, além do ex-governador de São Paulo Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto.

Alguns eram militares reformados como os “3 coronéis de Ceará”: César Cals, José Adauto Bezerra e Virgílio Távora. Também eram militares reformados: Jarbas Passarinho e Ney Braga. Tiveram também grande influência na ARENA, políticos do estilo “tocador de obra” como Paulo Salim Maluf, Hélio Garcia e Antônio Carlos Magalhães. Outros eram tidos como técnicos experientes, (na época, chamados, pelos emedebistas, de “tecnocratas”), como Antônio Delfim Netto, Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen.

Continuam em atividade política até hoje José Sarney, Paulo Salim Maluf, Marco Maciel, Gerson Camata, João Castelo e Eliseu Resende, entre outros.

A ARENA nas eleições de 1968 a 1978:

A estréia da ARENA, em eleições diretas, se deu, em 1968, para prefeituras e câmara de vereadores no Brasil, na qual saiu vencedora contra o seu rival MDB. Em 1970, a ARENA teve sua maior vitória, elegendo o MDB, apenas três senadores. Foi na época do “Milagre Econômico” do presidente Médici. Os líderes do MDB chegaram a pensar na dissolução do partido que quase não teve a votação mínima (20%) para poder continuar existindo. O primeiro presidente do MDB, senador Oscar Passos, que não conseguiu se reeleger senador, em 1970, renunciou ao cargo de presidente do MDB, e passou o comando do MDB ao deputado Ulisses Guimarães.

Em 15 de novembro de 1972, a ARENA vence as eleições municipais na maioria dos municípios. A ARENA tinha diretórios em todos os municípios brasileiros, e, em muitos municípios, apresentava candidato único, ou apresentava sublegendas (até 3) permitidas pela lei eleitoral, lançando 2 ou três candidatos a prefeito no mesmo município, o que acomodava as diversas correntes do partido. Assim, em um município paulista, os janistas (seguidores de Jânio Quadros), podiam usar a ARENA-1 e os ademaristas (ex-membros do PSP de Ademar de Barros) lançarem um candidato pela ARENA-2. As sublegendas foram instituídas, em 29 de novembro de 1966, pelo Ato Complementar nº 26.

O líder ademarista Mário Beni calculou que, em 1972, 65% dos prefeitos eleitos em São Paulo eram oriundos do PSP de Ademar de Barros, e, na sua maioria, estando abrigados na ARENA.

Em 1973, ocorre a crise do petróleo, a alta dos preços e a inflação. A ARENA sofre, então, sua maior derrota nas eleições de 15 de novembro de 1974.

A derrota da Arena em 1974 foi inesperada: O MDB temendo nova derrota eleitoral em 1974, como aquela sofrida em 1970, não se arriscou a lançar seus líderes mais importantes como candidatos ao Senado Federal, colocando-os como candidatos à Câmara dos Deputados onde a eleição era menos disputada. Assim, Ulisses Guimarães não se candidatou ao Senado, nem Tancredo Neves, nem Thales Ramalho, abrindo espaço para jovens políticos como o prefeito de Campinas Orestes Quércia, o prefeito de Juiz de Fora Itamar Franco e o também jovem Marcos Freire, que acabaram sendo eleitos senadores por São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco respectivamente. Em 1974, o MDB elegeu 17 senadores e a ARENA apenas 5.

Para as eleições de 1974, o presidente Geisel liberou os debates na televisão, e, em São Paulo, onde a televisão já atingia quase todos os municípios, o histórico debate entre Orestes Quércia e o candidato da ARENA ao Senado, o ex-governador Carvalho Pinto, tido como franco favorito, foi decisivo para a vitória do MDB.

Isso fez com que Geisel voltasse atrás, e, pela Lei Falcão, (lei nº 6.339, de 1 de julho de 1976), nas eleições de 1978, os candidatos podiam apenas apresentar sua fotografia na televisão. O MDB teve a maioria dos votos em 1978, mas continuou em minoria no Congresso Nacional, especialmente pela força que a ARENA tinha nos pequenos municípios. Isto fez com que o MDB, (chamado, depois de 1980, de PMDB), usasse, a partir de então, a estratégia de atrair arenistas para seus quadros. Assim, em 1982, o PMDB venceu a eleição para governador de Minas Gerais por ter tido como vice na chapa de Tancredo Neves, o ex-arenista Hélio Garcia, profundo conhecedor das pequenas cidades mineiras.

Essa força da ARENA nos pequenos municípios levou o então governador de Minas Gerais, Francelino Pereira a classificar a ARENA como o “maior partido político do ocidente”, e levou Tancredo Neves a chamar os pequenos municípios onde a ARENA sempre ganhava de “grotões”.

Ainda em 1978, a ARENA, pela primeira vez, diz não à indicação, por um presidente da república, de um candidato a governador de estado. Em São Paulo, o indicado pelo presidente Geisel para ser escolhido como governador, por um colégio eleitoral de acordo com as regras do “Pacote de Abril”, havia sido o ex-governador de São Paulo Laudo Natel. Porém, o ex-prefeito da cidade de São Paulo, o ademarista Paulo Salim Maluf, com ostensivo e paciente trabalho de cooptação do apoio de delegados arenistas, vence a convenção da ARENA e é indicado pela ARENA candidato a governador, e é eleito governador com amplo apoio dos ademaristas da ARENA.

A ARENA, geralmente, tinha um discurso de valorização do desenvolvimento econômico e fazendo sempre referências às obras realizadas pelo governo militar, enquanto o MDB reclamava do custo de vida e pedia abertura política. Como se dizia que a ARENA apoiava o governo em tudo, a ARENA recebeu o apelido de “O Partido do Sim Senhor”, enquanto o MDB, por ser contra tudo que o governo militar fazia, era chamado, pelos arenistas, de “O Partido do Não”. O MDB chegou a se opor à construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, chamada, por Franco Montoro, de “obra faraônica”.

De ARENA ao Partido Progressista e os Democratas:

A nova lei orgânica dos partidos políticos, lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, que diminuiu as exigências para a criação de partidos políticos no Brasil, permitindo que ressurgisse o pluripartidarismo, impôs a obrigação de as agremiações políticas fazerem constar em seu nome, obrigatoriamente, a palavra “partido”. Acreditam muitos que essa norma foi uma forma que o governo militar encontrou para tentar acabar com o antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), atual PMDB, que fazia oposição ao regime militar e estava muito forte naquele momento. O MDB passou então a chamar PMDB, e o desgastado nome ARENA desapareceu, surgindo o PDS, nome inspirado no SPD alemão que estava no poder, naquela época, na antiga Alemanha Ocidental, país de origem da família do presidente Geisel.

O PDS, posteriormente alterou seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB) e hoje se chama Partido Progressista (PP).

Logo após a volta do pluripartidarismo, em 12 de fevereiro de 1980, foi criado o Partido Popular (PP), formado por ex-arenistas e ex-emebistas, liderados por José de Magalhães Pinto e Tancredo Neves. Esse partido não chegou a disputar eleições, foi incorporado ao PMDB em 20 de dezembro de 1981. Seus líderes tomaram a decisão de extinguir o PP porque as novas leis eleitorais, aprovadas em 1981, para regularem as eleições de 1982, tornavam difíceis a atuação dos pequenos partidos políticos.

Nas eleições de 1982, o PDS conseguiu fazer a maioria das cadeiras no Congresso Nacional e no colégio eleitoral destinado a eleger o novo presidente da república em 15 de janeiro de 1985. Em 15 de novembro de 1982, o PDS elegeu 12 dos 22 governadores de estado.

Em 1984, surgiu uma dissidência no PDS, denominada “Frente Liberal” que posteriormente tornou-se o partido político PFL, Partido da Frente Liberal, atual Democratas. A Frente Liberal, depois PFL, nasceu de uma dissidência do PDS, aberta quando Paulo Maluf, ex-governador de São Paulo, venceu a disputa interna dentro do PDS, contra o ministro do Interior Mário Andreazza, e foi escolhido, pelo PDS, para ser seu candidato à presidência da República e enfrentar Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985.

Os rebelados do PDS, liderados pelo vice-presidente da República Aureliano Chaves e pelos senadores Marco Maciel e Jorge Bornhausen, entre outros, criaram uma ala dentro do PDS chamada Frente Liberal que viria a ser o embrião do PFL, e que votou em Tancredo Neves no colégio eleitoral. A Frente Liberal resolveu transformar-se em partido, com o nome de PFL. Com o apoio da Frente Liberal, Tancredo Neves foi eleito presidente da república. O vice-presidente de Tancredo Neves foi José Sarney que havia sido presidente do PDS.

Em 2007, o PFL mudou seu nome para Democratas, inspirados no Partido Democrata dos EUA.

Em 2008, o PP, Partido Progressista, sucessor da ARENA, continuava sendo um partido forte nos pequenos municípios como a ARENA o era, obtendo o terceiro lugar, no ranking do TSE dos partidos que elegeram um maior número de prefeitos: O PMDB elegeu, em 2008, 1200 prefeitos, o PSDB 784, e o PP 547 prefeitos. O DEM obteve 497 prefeituras. Juntos PP e DEM, que antes compunham a antiga ARENA, elegeram um total de 1044 prefeitos de um total de 5562 prefeituras. Portanto, atualmente, os sucessores da ARENA, PP e DEM, governam 18,8% dos municípios brasileiros.

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SKIDMORE, Thomas, Brasil: de Getúlio a Castelo, 8ªedição, Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1985.

Ascenção e queda dos militares no Brasil – Mazelas e glórias dos militares – regime militar no Brasil, realizações obras da revolução de 1964 – obras do regime militar ditadura militar – o que foi a revolução de 1964

18/07/2009

Militares no poder…‏

Cresce o grupo que não quer mais ver MILITARES NO PODER, pelas razões abaixo:

Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças:
Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias; acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora.

Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito Pro-Álcool, com o medo infundado de que o petróleo vai acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado “ouro negro”, deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil); sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45ª economia do mundo para a posição de 8ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

Tiraram do sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do “estou desempregado”. Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa. Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo seu território, para levar energia elétrica a quem nunca precisou disso.

Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.
Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma “bombinha de São João” no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas. Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d’água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas… ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram de nós o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.

Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares:

Trouxeram a TV a cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M.

EMBRATEL; TELEBRÁS; ANGRA I e II; INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM

Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo. Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguinte, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram. Graças a Deus!

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: “Militar no poder nunca mais”

Anselmo.

Dom Hélder Câmara – O Bispo Vermelho contra o Brasil

21/03/2009

Cfr. texto integral em :

http://resistenciamilitar.blogspot.com/2008/09/segredos-do-exrcito-so-revelados-por-um.html

Novo site do Proin facilita pesquisa nos arquivos do DEOPS

23/01/2009

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009 às 21h07

No sábado, 24, entrará no ar o novo site do Projeto Integrado Arquivo Público do Estado e Universidade de São Paulo (PROIN), que estará disponível por meio do endereço http://www.usp.br/proin/. A iniciativa vai facilitar as atividades de pesquisa do público na documentação do Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo (DEOPS), datadas do período entre 1924 a 1983.

 

A coordenação do projeto é da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Departamento de História (DH) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O setor de iconografia é coordenado pelo professor Boris Kossoy, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e responsável pela elaboração de um banco de imagens que, em breve, também poderá ser consultado.

 

“Antes do trabalho realizado pelo PROIN, para localizar algum prontuário, era necessário pesquisar diretamente nas fichas microfilmadas. Quando a ficha era encontrada, era preciso anotar o número do prontuário e passar para o pessoal do arquivo encontrar o material. Agora, basta digitar o nome de uma pessoa ou de uma instituição para ter acesso à ficha policial e ao número do prontuário”, conta Luciana Cammarota, uma das pesquisadoras envolvidas no projeto e que trabalha com prontuários de imigrantes italianos. Além dos prontuários (cerca de 150 mil), o arquivo conta com aproximadamente 1,5 milhão de fichas policiais que remetem a cerca de 9 mil dossiês.

 

O site é composto por cinco categorias de pesquisa. Uma delas é “Fichas Policiais”: “Nessas fichas foi mantida a grafia original do documento policial”, aponta Adriana Ferreira, graduada em História que pesquisa os imigrantes, sobretudo os do Leste Europeu. A partir dessas fichas, o pesquisador terá acesso ao número do prontuário ou ao seu conteúdo sintetizado, disponível na categoria “Cadastro Proin”. Dos 150 mil prontuários, aproximadamente 3 mil já foram inventariados.

 

Outra categoria de busca será “Impressos” – base de dados que permite conhecer os impressos revolucionários (jornais, panfletos e livros) confiscados pelo Deops. Este inventário deu origem ao catálogo “Jornais confiscados pelo DEOPS, 1924-1954”, organizado por Kossoy e Tucci Carneiro, cujo segundo número está previsto para sair neste ano. Haverá ainda um link especial, dedicado aos “Estrangeiros expulsos”, e que foi idealizado pela historiadora Mariana Cardoso Ribeiro que desenvolveu suas pesquisas de mestrado e doutorado em História Social na FFLCH.

 

Iconografia

 

Outro acesso possível será “Iconografia”. As imagens são acompanhadas de uma ficha técnica idealizada pelo professor Kossoy e que vem sendo preenchida com base nas informações pesquisadas junto aos prontuários e dossiês policiais. De acordo com a pesquisadora Michele Celestino, o objetivo do banco iconográfico é mostrar, através de imagens, a história da repressão no Brasil. “Nos prontuários, encontramos uma diversificada tipologia de imagens como as fotos confiscadas de álbuns particulares, por exemplo. Além de ser necessário analisar o prontuário para entender o contexto histórico em que uma imagem foi produzida, é necessário também “ler” as imagens sob o ponto de vista iconológico, de acordo com as propostas teóricas do professor Kossoy”, comenta. A idéia, segundo ela, é digitalizar todas as imagens que sejam representativas dos fundos DEOPS/SP e do Departamento de Imprensa e Propaganda (DEIP). Atualmente, este Banco de Dados possui cerca de 300 imagens já digitalizadas.

 

Inúmeras exposições iconográficas já foram realizadas com base no material do arquivo. A mais recente, “Círculo Fechado: os japoneses sob a mira do DEOPS”, de curadoria de Kossoy com pesquisa de Márcia Yumi Takeuchi, será aberta no próximo dia 24 por ocasião da inauguração do Memorial da Resistência de São Paulo, no antigo prédio do DEOPS.

 

Além de Adriana Ferreira, Michele Celestino e Luciana Cammarota, também participam do PROIN os pesquisadores graduados Luciana Marta, que pesquisa os intelectuais vigiados; Milena Issler, responsável pelo design do site; e Olivia Pavani, que trabalha com as pautas de serviço do DEIP. Integram ainda a equipe os graduandos em História Mônica Torres e Rodrigo Vazquez que trabalham, respectivamente, com os impressos confiscados (panfletos, livros, jornais e revistas) e a iconografia.

 

O projeto conta ainda com a participação dos professores da UNINOVE Antonio de Pádua Fernandes Bueno, Regina Célia Pedroso, Carlos Boucault, além dos professores da USP Elizabeth Cancelli (DH/FFLCH), Federico Croci (Departamento de Letras Modernas / FFLCH), e também de Pedro Ortiz (TV USP e Cásper Líbero), e de Priscila F. Perazzo (Universidade Municipal de São Caetano do Sul/USCS).

 

Outra vertente de pesquisa do PROIN é realizada por Olívia Pavani, que pesquisa as Pautas de Serviço produzidas pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DEIP), instituição fundada em 1941. As Pautas de Serviço estão organizadas em 78 volumes, produzidas entre os anos de 1943 e 1946. “Elas trazem informações oficiais produzidas pelo governo para divulgação na imprensa.

 

A documentação produzida pelo DEIP de São Paulo agrupa inclusive informações sobre o que os DEIPS de outros Estados estavam noticiando. Entre as reportagens produzidas por esta instituição, podemos destacar a cobertura da visita do Interventor Fernando Costa pelo interior do Estado de São Paulo em outubro de 1943”, explica. Encontra-se em processo de elaboração um banco de dados on-line que também facilitará o acesso a essa documentação.

 

O projeto

 

O PROIN foi criado em 1995. Em 2007, o Projeto conseguiu aprovar junto a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) o segundo projeto temático “Arquivos da Repressão e da Resistência: mapeamento e digitalização dos Fundos DEOPS e DEIP”, desta vez envolvendo nove professores doutores. Estes recursos permitiram a revitalização do Laboratório de Informática PROIN com novos equipamentos, além de renovar a equipe de monitores com 6 graduados e 2 graduandos.

 

Desde o início de suas atividades, a sala do PROIN tem sido utilizada pelos professores envolvidos com o projeto como uma oficina de história. Nesse espaço, os alunos de graduação da USP e de outras universidades entram em contato com a documentação. “A partir disso, vários alunos têm a oportunidade de iniciar projetos de iniciação científica e, posteriormente, pesquisas de mestrado e de doutorado”, destaca Luciana.

 

Da Agência USP de Notícias

 

Anistia , tortura, Brilhante Ustra, terrorismo

07/11/2008

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Coronel Brilhante Ustra condenado!

15/10/2008

“””””‘Nosso país está realmente entregue às moscas… nossa cultura está entregue às moscas… toda vez que eu me deparo com esse assunto me dá uma revolta tão grande, pois eu me coloco na pele do Coronel Ustra e procuro entender o que eu faria naquela determinada situação… é impressionante como esses bandidos conseguiram reescrever a história…

Há pouco tempo, meses atrás eu ouvi uma piada na mesa do almoço e apesar de ser uma coisa boba, ela resume o que foi o Brasil sob a égide do regime de exceção democrática que vigorou entre 1968 a 1978… a pergunta é a seguinte: você foi perseguido na ditadura? não, eu estava trabalhando e não tinha tempo para ser perseguido… resume ou não?

Mais uma vez minha irrestrita solidariedade ao Coronel Ustra, não porque ele seja um Coronel e eu o tenha como um herói, mas é porque é um homem bom… que ele tenha a plena consciência que ele não está só e que esse entrave, que recebeu todos os holofotes de nossa imprensa vagabundesca, é algo recorrível e que na instância superior essa mácula não lhe será imputada…

Não pense em contar com sua instituição, Coronel Ustra, aquela mesma que o senhor se dedicou por 40 anos, pois ela está corrompida e contaminada por rotundos e esqueléticos parasitas interessados na colheita do sangue da união e interessados em usufruírem dos sorrisos forçados dos derrotados de outrora e que pensam que o sonho de poder hoje vivido durará para todo o sempre… ledo engano o deles, pois serão derrotados novamente…

E à essa macacada que está tripudiando por sobre a carcaça de um passado feliz de nossa nação e do que foram um dia as Forças Armadas, um alerta: tudo que vem fácil, escorre pelos dedos das duas mãos… e o alerta é para quem tem 10 ou 9 dedos nas mãos…””””””” do blog do clausevits.

brasileiros vítimas terror anos 1970, direitos das vítimas, indenização, Das vítimas dos terroristas, ninguém fala, ninguém defende.

16/09/2008

Clic na foto para ampliá-la

Algumas obras do Regime Militar da Revolução de 1964

11/09/2008

http://www.ternuma.com.br/bsb189.htm

esquerda universitária doutrinação escola sem partido De onde vem o comunismo das universidades?

04/09/2008

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3155965-EI6578,00.html

Vítimas dos terroristas do Brasil , esquecidos, enquanto os terroristas estão no atual des governo lula.

04/08/2008
1 12/11/64 Paulo Macena Vigia – RJ
2 27/03/65 Carlos Argemiro Camargo Sargento do Exército – Paraná
3 25/07/66 Edson Régis de Carvalho Jornalista – PE
4 25/07/66 Nelson Gomes Fernandes Almirante – PE
5 28/09/66 Raimundo de Carvalho Andrade Cabo PM – GO)
6 24/11/67 José Gonçalves Conceição (Zé Dico) Fazendeiro – SP
7 15/12/67 Osíris Motta Marcondes Bancário – SP
8 10/01/68 Agostinho Ferreira Lima (Marinha Mercante – Rio Negro / AM)
9 31/05/68 Ailton de Oliveira Guarda Penitenciário – RJ
10 26/06/68 Mário Kozel F ilho Soldado do Exército – SP
11 27/06/68 Noel de Oliveira Ramos Civil – RJ
12 27/06/68 Nelson de Barros Sargento PM – RJ
13 01/07/68 Edward E. T. O. M. Von Westernhagen Maj Exército Alemão – RJ
14 07/09/68 Eduardo Custódio de Souza Soldado PM – SP
15 20/09/68 Antônio Carlos Jeffery Soldado PM – SP
16 12/10/68 Charles Rodney Chandler Capitão do Exército dos Estados Unidos – SP
17 24/10/68 Luiz Carlos Augusto Civil – RJ
18 25/10/68 Wenceslau Ramalho Leite Civil – RJ
19 07/11/68 Estanislau Ignácio Correia Civil – SP
20 07/01/69 Alzira Baltazar de Almeida Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ
21 11/01/69 Edmundo Janot -Lavrador – Rio de Janeiro / RJ
22 29/01/69 Cecildes Moreira de Faria Subinspetor de Polícia – BH/ MG
23 29/01/69 José Antunes Ferreira Guarda Civil-BH/MG
24 14/04/69 Francisco Bento da Silva Motorista – SP
25 14/04/69 Luiz Francisco da Silva Guarda bancário – SP
26 08/05/69 José de Carvalho Investigador de Polícia – SP
27 09/05/69 Orlando Pinto da Silva Guarda Civil – SP
28 27/05/69 Naul José Montovani Soldado PM – SP
29 04/06/69 Boaventura Rodrigues da Silva Soldado PM – SP
30 22/06/69 Guido Boné Soldado PM – SP
31 22/06/69 Natalino Amaro Teixeira Soldado PM – SP
32 11/07/69 Cidelino Palmeiras do Nascimento Motorista de táxi – RJ
33 24/07/69 Aparecido dos Santos Oliveira Soldado PM – SP
34 20/08/69 José Santa Maria Gerente de Banco / RJ
35 25/08/69 Sulamita Campos Leite Dona de casa / PA
36 31/08/69 Mauro Celso Rodrigues Soldado PM – MA
37 03/09/69 José Getúlio Borba Comerciário – SP
38 03/09/69 João Guilherme de Brito Soldado da Força Pública/SP
39 20/09/69 Samuel Pires Cobrador de ônibus – SP
40 22/09/69 Kurt Kriegel Comerciante – Porto Alegre/RS
41 30/09/69 Cláudio Ernesto Canton Agente da Polícia Federal – SP
42 04/10/69 Euclídes de Paiva Cerqueira Guarda particular – RJ
43 06/10/69 -Abelardo Rosa Lima Soldado PM – SP
44 07/10/69 Romildo Ottenio Soldado PM – SP
45 31/10/69 Nilson José de Azevedo Lins Civil – PE
46 04/11/69 Estela Borges Morato Investigadora do DOPS – SP
47 04/11/69 Friederich Adolf Rohmann Protético – SP
48 07/11/69 Mauro Celso Rodrigues Soldado PM – MA
49 14/11/69 Orland Girolo Bancário – SP
50 17/11/69 Joel Nunes Sub-Tenente PM – RJ
51 18/12/69 Elias dos Santos Soldado do Exército – RJ
52 17/01/70José Geraldo Alves Cursino – Sargento PM – São Paulo / SP
53 20/02/70 Antônio Aparecido Posso Nogueró Sargento PM – São Paulo
54 11/03/70 Newton de Oliveira Nascimento Soldado PM – Rio de Janeiro
55 31/03/70 Joaquim Melo Investigador de Polícia – Pernambuco
56 02/05/70 João Batista de Souza Guarda de Segurança – SP
57 10/05/70 Alberto Mendes Junior 1º Tenente PMESP – S
58 11/06/70 Irlando de Moura Régis Agente da Polícia Federal – RJ
59 15/07/70 Isidoro Zamboldi Guarda de segurança – SP
60 12/08/70 Benedito Gomes Capitão do Exército SP
61 19/08/70 Vagner Lúcio Vitorino da Silva Guarda de segurança / RJ
62 29/08/70 José Armando Rodrigues Comerciante – CE
63 14/09/70 Bertolino Ferreira da Silva Guarda de segurança – SP
64 21/09/70 Célio Tonelly Soldado PM – SP
65 22/09/70 Autair Macedo Guarda de segurança – RJ
66 27/10/70 Walder Xavier de Lima Sargento da Aeronáutica – BA
67 10/11/70 José Marques do Nascimento Civil – SP
68 10/11/70 Garibaldo de Queiroz Soldado PM – SP
69 10/11/70 José Aleixo Nunes Soldado PM – SP
70 10/12/70 Hélio de Carvalho Araújo Agente da Polícia Federal – RJ
71 07/01/71 Marcelo Costa Tavares Estudante – MG
72 12/02/71 Américo Cassiolato Soldado PM – São Paulo
73 20/02/71 Fernando Pereira Comerciário – Rio de Janeiro
74 08/03/71 Djalma Peluci Batista Soldado PM – Rio de Janeiro
75 24/03/71 Mateus Levino dos Santos Tenente da FAB – Pernambuco
76 04/04/71 José Julio Toja Martinez Major do Exército – Rio de Janeiro
7707/04/71 Maria Alice Matos Empregada doméstica – Rio de Janeiro
78 15/04/71 Henning Albert Boilensen Industrial – São Paulo
79 10/05/71 Manoel da Silva Neto Soldado PM – SP
80 14/05/71 Adilson Sampaio Artesão – RJ
81 09/06/71 Antônio Lisboa Ceres de Oliveira Civil – RJ
82 01/07/71 Jaime Pereira da Silva Civil – RJ
83 02/09/71 Gentil Procópio de Melo Motorista de praça – PE
84 02/09/71 Jayme Cardenio Dolce Guarda de segurança – RJ
85 02/09/71 Silvâno Amâncio dos Santos Guarda de segurança – RJ
86 02/09/71 Demerval Ferreira dos Santos Guarda de segurança – RJ
87 –/10/71 Alberto da Silva Machado Civil – RJ
88 22/10/71 José do Amaral Sub-oficial da reserva da Marinha ? RJ
89 01/11/71 Nelson Martinez Ponce Cabo PM – SP
90 10/11/71 João Campos Cabo PM – SP
91 22/11/71 José Amaral Vilela Guarda de segurança – RJ
92 27/11/71 Eduardo Timóteo Filho Soldado PM – RJ
93 13/12/71 Hélio Ferreira de Moura Guarda de Segurança – RJ
94 18/01/72 Tomaz Paulino de Almeida Sargento PM – São Paulo / SP
95 20/01/72 Sylas Bispo Feche Cabo PM São Paulo / SP)
96 25/01/72 Elzo Ito Estudante – São Paulo / SP
97 01/02/72 Iris do Amaral Civil – Rio de Janeiro
98 05/02/72 David A. Cuthberg Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
99 15/02/72 Luzimar Machado de Oliveira Soldado PM – Goiás
100 18/02/72 Benedito Monteiro da Silva Cabo PM – São Paulo
101 27/02/72 Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi Civil – São Paulo
102 06/03/72 Walter César Galleti Comerciante – São Paulo
103 12/03/72 Manoel dos Santos Guarda de Segurança – São Paulo

42 anos sem o soldado Mário Kozel Filho

26/06/2008

wikipedia: Abaixo projeto de lei que inscreve o Mário no Livro dos Heróis da Pátria:

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/319323.pdf 

Mário Kozel Filho (São Paulo, 6 de julho de 1949 – São Paulo, 26 de junho de 1968), foi um Soldado do Exército Brasileiro morto em um ataque terrorista praticado pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) ao Quartel General do II Exército, o atual Comando Militar do Sudeste, na Cidade de São Paulo, durante o governo do marechal Costa e Silva, segundo Presidente da República do Brasil durante Regime militar no Brasil (1964-1985).

Filho de Mário Kozel e Therezinha Lana Kozel, Mário Kozel Filho, o “Kuka”, tinha dezoito anos quando deixou de frequentar as aulas e de trabalhar para iniciar o serviço militar obrigatório no 4º Regimento de Infantaria Raposo Tavares em Quitaúna, no município de Osasco, em 15 de janeiro de 1968. Em Quitaúna passou a ser o soldado nº 1.803 da 5ª Companhia de Fuzileiros do Segundo Batalhão.

Na madrugada de 26 de junho de 1968, após seis meses de iniciação no serviço militar, morreu em um atentado a bomba. Diógenes José Carvalho de Oliveira, Pedro Lobo de Oliveira e José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, integrando um grupo de onze militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), lançaram um carro-bomba, sem motorista, contra o Quartel General do II Exército, no bairro de Ibirapuera, em São Paulo. A guarda disparou contra o veículo, que bateu na parede externa do Quartel General. Mário foi em direção ao carro-bomba. A carga com 50 quilos de dinamite explodiu em seguida, atingindo uma área de raio de 300 metros. O corpo de Mário Kozel Filho foi despedaçado e saíram feridos gravemente outros seis militares.[1]

Os militares que saíram gravemente feridos no atentado foram: o Coronel Eldes de Souza Guedes e os soldados João Fernandes de Sousa, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau[2]. Foi sepultado com honras militares no Cemitério do Araçá. No atentado foram utilizados três automóveis Volkswagen Fusca e uma camionete. O atentado só não fez mais vítimas porque o carro-bomba não conseguiu penetrar no Quartel-General por ter batido em um poste.

Participaram da ação os seguintes integrantes do VPR: Waldir Carlos Sarapu (“Braga, “Rui”), Wilson Egídio Fava (“Amarelo”, “Laercio”), Onofre Pinto (“Ari”, “Augusto”, “Bira”, “Biro”, “Ribeiro”), Diógenes José Carvalho de Oliveira (“Leandro”, “Leonardo”, “Luiz”, “Pedro”), José Araújo de Nóbrega (“Alberto”, “Zé”, “Pepino”, “Monteiro”), Oswaldo Antônio dos Santos (“Portuga”), Dulce de Souza Maia (“Judith”), Renata Ferraz Guerra de Andrade (“Cecília”, “Iara”), José Ronaldo Tavares de Lira e Silva (“Dias”, “Joaquim”, “Laurindo”, “Nunes”, “Roberto Gordo”, “Gordo”), Pedro Lobo de Oliveira (“Getúlio”, “Gegê”), Eduardo Collen Leite (“Bacuri”, “Basilio”), integrante da REDE, outro grupo guerrilheiro.[3]

Em decreto de 15 de julho de 1968, Mário Kozel foi admitido no grau de cavaleiro no quadro ordinário do Corpo de Graduados Efetivos da Ordem Post-Morten da Ordem do Mérito Militar, pelo presidente da república Costa e Silva, que era o grão-mestre daquela ordem. Em consequência desse decreto, foi promovido, post-mortem, à graduação de 3º sargento.

Em sua homenagem, a avenida que passa em frente ao Comando Militar do Sudeste passou a ter o nome de “Avenida Sargento Mário Kozel Filho”.

Em 20 de agosto de 2003, através da lei federal nº 10.724, os pais de Mário Kosel Filho foram indenizados com uma pensão mensal de R$ 300,00 e depois aumentada para R$ 1.140,00, pela lei federal nº 11.257 de 27 de dezembro de 2005.

Em 2005, os deputados Elimar Máximo Damasceno e Jair Bolsonaro apresentaram um projeto de lei (PL-5508/2005)[4], na Câmara dos Deputados, que inscreve o militar Mário Kozel Filho no Livro dos Heróis da Pátria. Jair Bolsonaro apresentou também um projeto de lei (PL-1446/2007)[5] promovendo-o, ao posto de capitão, para que a pensão recebida pelos pais de Mário Kozel pudesse ser aumentada.

A Contra Revolução Democrática de 1964

14/04/2008

   

Huáscar Terra do Valle 

 A história da contra-revolução de 1964 é inteiramente deturpada pelos livros de doutrinação marxista adotados pelo Ministério da Educação. É apresentada como um golpe, ocultando a verdade que foi uma intervenção das Forças Armadas (um contra-golpe), cumprindo seu dever constitucional de defender a Pátria e as instituições contra um golpe em andamento para usurpar o poder e submetê-lo a uma nação estrangeira, a União Soviética.

 

 A história da contra-revolução de 1964 é inteiramente deturpada pelos livros de doutrinação marxista adotados pelo Ministério da Educação. É apresentada como um golpe, ocultando a verdade que foi uma intervenção das Forças Armadas (um contra-golpe), cumprindo seu dever constitucional de defender a Pátria e as instituições contra um golpe em andamento para usurpar o poder e submetê-lo a uma nação estrangeira, a União Soviética.

 

 

 

 

Links para arquivos da ditadura, do regime militar

11/04/2008

http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_weblinks&catid=2&Itemid=33