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Os guetos (bantustões) brancos da nova África do Sul de Mandela

09/12/2013

08/12 18:46 CET

 Na África do Sul, 19 anos após o fim do apartheid, o racismo faz a sua reentrada, passo a passo e pela porta oposta àquela por onde saiu.

Em Coronation Park, um bairro de lata dos arredores de Joanesburgo, vivem 300 pessoas, entre as quais, 75 crianças – todas brancas.

Sem eletricidade nem água corrente, os habitantes de Coronation Park atribuem a sua miséria à crise mas também à discriminação positiva imposta no país.

gurto branco

Lamento dizê-lo, porque isto é racista, mas eu não sou racista, mas os negros estão em primeiro lugar, depois vêm os brancos. E mesmo brancos com elevadas qualificações não conseguem um lugar de responsabilidade na África do Sul”, lamenta uma habitante do bairro.

De facto, na África do Sul, em nome da “emancipação económica dos negros” estes são prioritários no acesso aos empregos, mesmo que tenham menos qualificações do que os brancos que aspirem ao mesmo posto.

Um homem explica: “O apartheid foi um problema mas a verdade é que este é o único país do mundo onde a maioria tem direito a ‘discriminação positiva’.

A ‘discriminação positiva’ existe na América e em muitos outros lados, mas este é o único país onde ela se aplica à maioria.”

Os africâneres, isto é, os brancos sul-africanos, são cerca de 4 milhões, num país de 50 milhões de habitantes. Estima-se que cerca de 450 mil brancos vivam hoje em bairros de lata e em condições de pobreza extrema, na África do Sul.

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DON’T MOURN FOR MANDELA
Exclusive: Joseph Farah says man ‘wasn’t the saintly character portrayed by Morgan Freeman’

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http://www.wnd.com/2013/12/dont-mourn-for-mandela/#ikGdBS85YoIZcV00.99

Farah writes: “He was a committed member of the South African Communist Party. He was a leader of the revolutionary African National Congress, which he helped to radicalize into an organization sworn to armed, violent attacks.

Maybe you say: “But Farah, he was fighting against the evil of Apartheid!”

Yes, that is true. Apartheid was inarguably an evil and unjustifiable system. But so is the system Mandela’s revolution brought about – one in which anti-white racism is so strong today that a prominent genocide watchdog group has labeled the current situation a “precursor” to the deliberate, systematic elimination of the race.”

Quem disse que a Falha de S. Paulo não presta?

14/11/2013

11/03/2004 – 06h00

África escravizou 1 milhão de brancos, diz historiador

da Reuters, em Washington

Mais de 1 milhão de europeus foram escravizados por traficantes norte-africanos de escravos entre 1530 e 1780, uma época marcada por abundante pirataria costeira no Mediterrâneo e no Atlântico. A informação é do historiador americano Robert Davis, que falou sobre o assunto anteontem.

Segundo ele, embora o número seja pequeno perto do total de escravos africanos negros levados às Américas ao longo de 400 anos –entre 10 milhões e 12 milhões–, sua pesquisa mostra que o comércio de escravos brancos era maior do que se presume comumente e que exerceu um impacto significativo sobre a população branca da Europa.

”Uma das coisas que o público e muitos especialistas tendem a dar como certa é que a escravidão [na Idade Moderna] sempre foi de natureza racial –ou seja, que apenas os negros foram escravos. Mas não é verdade”, disse Davis, professor de história social italiana na Universidade Ohio State

“Ser escravizado era uma possibilidade muito real para qualquer pessoa que viajasse pelo Mediterrâneo ou que habitasse o litoral de países como Itália, França, Espanha ou Portugal, ou até mesmo países mais ao norte, como Reino Unido e Islândia.”

Piratas

Davis escreveu um livro sobre o tema, recém-lançado, chamado “Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast, and Italy, 1500-1800” (escravos cristãos, senhores muçulmanos: a escravidão branca no Mediterrâneo, na costa Berbere e na Itália). Nele, o historiador calcula que entre 1 milhão e 1,25 milhão de europeus tenham sido capturados no período citado por piratas conhecidos como corsários e obrigados a trabalhar na África do Norte.

Os ataques dos piratas eram tão agressivos que cidades costeiras mediterrâneas inteiras foram abandonadas por seus moradores assustados.

“Boa parte do que se escreveu sobre o escravagismo dá a entender que não houve muitos escravos [europeus] e minimiza o impacto da escravidão sobre a Europa”, disse Davis em comunicado.

“A maioria dos relatos analisa apenas a escravidão em um só lugar, ou ao longo de um período de tempo curto. Mas, quando se olha para ela desde uma perspectiva mais ampla e ao longo de mais tempo, tornam-se claros o âmbito maciço dessa escravidão e a força de seu impacto.”

Remadores em galés

Partindo de cidades como Túnis e Argel, os piratas atacavam navios no Mediterrâneo e no Atlântico, além de povoados à beira-mar, para capturar homens, mulheres e crianças, disse o historiador.

Os escravos capturados nessas condições eram colocados para trabalhar em pedreiras, na construção pesada e como remadores nas galés dos piratas.

Para fazer suas estimativas, Davis recorreu a registros que indicam quantos escravos estavam em determinado local em determinada época.

Em seguida, estimou quantos escravos novos seriam necessários para substituir os antigos à medida que eles iam morrendo, fugindo ou sendo resgatados.

“Não é a melhor maneira de fazer estimativas sobre populações, mas, com os registros limitados dos quais dispomos, foi a única solução encontrada”, disse o historiador, cujos trabalhos anteriores exploraram as questões de gênero na Renascença.