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As 5 mentalidades políticas

09/03/2013

Renan Felipe – Direitas Já.

Quando falamos de ideologias, mesmo que não especifiquemos qual, tendemos a usar alguns atributos para descrevê-las. “Revolucionário”, “conservador”, “reacionário”, “radical”, “moderado”, etc.

Estas características inerentes de certas ideologias políticas antecedem-nas, e portanto podem ser usadas para traçar relações entre elas e entender como as ideologias se agrupam.  Primeiramente eu gostaria de esclarecer que não reconheço que o espectro político seja estanque, como uma linha reta: creio que há uma mobilidade grande dentro de um conjunto de matizes, mas que ainda assim tem suas limitações. Considero, por exemplo, que ideologias radicais e totalitárias não estão em extremos opostos mas sim compartilham características que permitem que agrupemos as mesmas num mesmo grupo, ou em grupos próximos.

Entender as diferentes mentalidades políticas é um passo para entender a base comum que compartilham certas ideologias. As cinco mentalidades que cito aqui são as mais básicas e mais facilmente identificáveis: reacionária, restauradora, conservadora, reformista, revolucionária. Eu poderia citar outras, mas como as outras duas que identifico (niilista e despótica) fogem dos esquemas ideológicos da política, optei por excluí-las deste artigo.​

I. O reacionário ou passadista.
O que define um reacionário é a sua defesa de uma volta ao passado. Contudo, não é de um passado histórico registrado, documentado e compreensível que ele fala. O passado para um reacionário é uma coisa idealizada, uma golden age. O reacionário prega uma ruptura radical com o mundo moderno para implantar um novo modelo de sociedade baseado numa idealização do que foi uma civilização passada.
Por exemplo, os nacional-socialistas queriam estabelecer uma civilização germânica baseada naquilo que os socialistas alemães acreditavam ser o espírito do povo (Volk) alemão, como a organização da sociedade nos moldes militares do socialismo prussiano, as tradições germânicas e a religião pagã. No entanto, é uma falha típica do reacionário desconsiderar a cadeia de eventos que se sucedeu desde o fim da civilização que ele almeja restituir. Os nacional-socialistas, por exemplo, precisaram abrir mão do paganismo porque ele jamais poderia ser restituído entre os alemães. É simplesmente impossível reverter todos os eventos da história.
Dado o seu caráter de rompimento com o modelo de sociedade vigente, o reacionário é sempre, também, um revolucionário. O que difere o revolucionário de um reacionário é que o último pretende estabelecer, após a revolução, um modelo de sociedade que busca imitar (em grande parte) uma sociedade anterior, à qual ele credita uma aura de pureza e perfeição.
Exemplos de ideologias que decorrem da mentalidade reacionária são o nacional-socialismo, o anarco-primitivismo e ideologias teocráticas em geral.


II. O restaurador ou regressista.
O regressista, tal qual o reacionário, tem uma visão idealizada do passado, o qual ele pretende restaurar. Porém, o regressista não prega uma ruptura radical com a sociedade moderna, nem pretende retornar a esta golden age através da imposição violenta. O regressista acredita que é possível fazer isso por etapas, com um jogo político progressivo (aliás, regressivo) e que pode ser conduzido sem violência ou grandes choques para a população.
O regressista, diferente do reacionário, consegue estabelecer objetivos mais realistas porque pauta o seu programa político num passado histórico que pode ser conhecido quase que na totalidade pelos registros disponíveis. As suas fundações não estão perdidas em tempos longínquos ou reinterpretações do passado: ele consegue estabelecer um caminho de volta através do estudo de leis, políticas e tradições que foram outrora estabelecidas, revogando as leis modernas que vão na direção contrária das mesmas.
Exemplos de ideologias regressistas são o tradicionalismo, e, no Brasil, o monarquismo.
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III. O conservador ou moderador.
O conservador defende que a sociedade em que vivemos deve ser conservada, preservada e protegida. Ele não acredita numa ruptura radical com o presente para arriscar um futuro utópico ou uma tentativa de restabelecer uma sociedade já extinta. O conservador acredita que as mudanças da sociedade devem ser feitas de maneira natural, lenta e gradual. Ele acredita que instituições lôngevas e que resistiram ao teste do tempo devem ser mantidas, pois tornam-se essenciais para a manutenção da sociedade. Por exemplo a moral religiosa, a família, a defesa dos mais necessitados. Toda e qualquer mudança que um conservador proponha tem o propósito único de corrigir aquilo que ele considera um desvio de rota, algo que possa destruir a sociedade vigente.
O conservador nutre um profundo respeito pelo passado, pela história e pela tradição, mas não as idealiza ao ponto de querer parar ou retroceder as formas de governo. O conservador não despreza as inovações técnicas e científicas, mas também não acredita que exista uma medida exata do progresso, nem que uma melhoria material deva antepor-se à conservação de uma ordem moral duradoura. O conservador não acredita que a novidade seja uma qualidade em si, que o novo seja necessariamente melhor que o velho. Pelo contrário, acredita que o que já está estabelecido é certo e o que é novo é duvidoso, tendo o inovador portanto o ônus da prova de que sua proposta é melhor que a vigente. O conservador é sobretudo um cético.
Exemplos de ideologias conservadoras são o conservadorismo burkeano e o conservadorismo latino (ou continental).

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IV. O reformador ou progressista.
O progressista, assim como o revolucionário, tem uma visão idealizada de um futuro que ele pretende tornar real. Porém, o progressista não prega uma ruptura radical com a sociedade moderna e não pretende instaurar esta nova sociedade pela violência. O progressista acredita que se deve construí-la em etapas, com avanços políticos progressivos e que podem ser conduzido sem grandes choques para a população.
O progressista, diferente do revolucionário, consegue estabelecer objetivos mais realistas porque pauta o seu programa político numa evolução histórica que pode ser inferida logicamente. Os seus objetivos não estão perdidos num futuro hipotético e surreal: ele consegue estabelecer um caminho através da implantação de leis, políticas e costumes que serão estabelecidas, atacando as leis e costumes que possam impedir este suposto progresso ou que ele julgue “reacionárias” (neste caso, regressistas ou conservadoras).
Exemplos de ideologias progressistas são o socialismo fabiano, o positivismo e a social-democracia.


V. O revolucionário ou futurista.
O que define um revolucionário é a sua defesa de uma ruptura com o passado e a instauração de um novo modelo de sociedade mais moderno, futurístico. Contudo, não é de um futuro previsível e realista que ele fala. O futuro para um revolucionário é uma coisa idealizada. O revolucionário prega uma ruptura radical com o mundo atual (“passadismo”) para implantar um novo modelo de sociedade baseado numa idealização do que a civilização deve ser.
Os comunistas, por exemplo, tentaram estabelecer uma sociedade socialista baseada naquilo que os bolcheviques acreditavam ser a melhor representação do socialismo marxista, com a organização da sociedade em moldes militares – formando verdadeiros exércitos de operários e camponeses, com a centralização de toda a Economia nas mãos do Estado, extinção da propriedade privada e abolição da religião. Porém, o erro típico do revolucionário é desconsiderar que muito daquilo que ele pretende destruir não só era um pilar da sociedade anterior como é também um princípio básico sobre o qual toda sociedade se sustenta. Ao extinguir a propriedade privada e tentar abolir a religião, os comunistas enfrentaram não só uma forte resistência como também desastrosas consequências econômicas que acabaram obrigando os comunistas não só a alinhar-se posteriormente com a Igreja Ortodoxa, como a implantar o NEP e, posteriormente, tentar emular o sistema de preços de mercados livres dentro de uma Economia planificada. Era simplesmente impossível manter o sistema econômico sem o sistema de precificação de mercado e simplesmente impossível planejar toda a Economia, e isto levou a sérios problemas que culminaram com a morte de dezenas de milhões de pessoas na URSS não só de fome, como também nos campos de trabalho escravo, agora necessários numa Economia planificada.
O que difere o revolucionário de um reacionário é que o primeiro pretende estabelecer, após a revolução, um modelo de sociedade completamente novo, planejado milimetricamente por seus proponentes, mas nunca antes testado.
Exemplos de ideologias revolucionárias são o socialismo (“marxismo”, “comunismo”) e o fascismo.

Créditos:
http://direitasja.com.br/2012/03/27/as-cinco-mentalidades-politicas/

Bolsonaro rasga o verbo e diz a verdade sobre o Brasil:

05/03/2013

A última da esquerda Light: Não é mais Cumpanheiro – É Conselheiro:

25/01/2013

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Conheça o Tea Party – Um dia o Brasil terá políticos realmente anti comunistas:

19/01/2013

About Us  

http://www.teaparty.org/

  • The Tea Party is a grassroots movement that calls awareness to any issue which challenges the security, sovereignty, or domestic tranquility of our beloved nation, the United States of America. From our founding, the Tea Party represents the voice of the true owners of the United States: WE THE PEOPLE.

Many claim to be the founders of this movement; however, it was the brave souls of the men and women in 1773, known today as the Boston Tea Party, who dared to defy the greatest military might on earth. We are the beneficiaries of their courage.

The Tea Party includes those who possess a strong belief in the foundational Judeo-Christian values embedded in our great founding documents. We believe the responsibility of our beloved nation is etched upon the hearts of true American Patriots from every race, religion, national origin, and walk of life sharing a common belief in the values which made and keep our beloved nation great. This belief led to the creation of the modern-day Tea Party.

Many Republicans, Democrats, Libertarians, and Independents identify with the premises set forth by the Tea Party Movement, which is striking a chord and ringing true with the American Spirit.

We stand by the Constitution as inherently conservative. We serve as a beacon to the masses that have lost their way, a light illuminating the path to the original intentions of our Founding Fathers. We must raise a choir of voices declaring America must stand on the values which made us great. Only then will the politically blind see and deaf hear!

By joining the Tea Party, you are taking a stand for our nation. You will be upholding the grand principles set forth in the U.S. Constitution and Bill of Rights.

15 Non-negotiable Core Beliefs

1. Illegal aliens are here illegally.
2. Pro-domestic employment is indispensable.
3. A strong military is essential.
4. Special interests must be eliminated.
5. Gun ownership is sacred.
6. Government must be downsized.
7. The national budget must be balanced.
8. Deficit spending must end.
9. Bailout and stimulus plans are illegal.
10. Reducing personal income taxes is a must.
11. Reducing business income taxes is mandatory.
12. Political offices must be available to average citizens.
13. Intrusive government must be stopped.
14. English as our core language is required.
15. Traditional family values are encouraged.

The Tea Party Movement

Reminiscent of Tiananmen Square where a few stood to defy tyranny and demand liberty and democracy, a few patriots stood in protest representing the American people. We were more than lowly protestors; we were the type of Americans the Founding Fathers envisioned over 200 years ago as true Patriots of courage and valor.

TeaParty.org and soon other fearless Patriots began to join in our solitary stance; The Tea was brewing! Young and old, wealthy and poor, patriots of all colors and backgrounds began to rally with a new energy, an energy reminiscent of pictures in old American History books. Word of mouth began to spread. Citizens began calling loved ones, proclaiming, “We must take back our nation!” Many blogged on their laptops, or messaged family and friends. The energy began to sweep across the nation.

The media began to take notice. America was deeply moved, right down to her soul. A new voice began to speak, and a new hope was spawned. Gathering crowds grew from hundreds to thousands, and then swelled to the millions.

As citizens became increasingly frustrated by “politics as usual,” patriots across America began seeking a new voice, one that echoes from the pages of history. What would we name this voice? It soon became obvious, for our very own heritage held the key to unleashing the American Spirit. The Tea Party was the perfect choice. The Tea Party concept was far superior because it removed all the obstacles of party lines along with the baggage of confused issues, and focused only on a few key points.

From this humble beginning a movement was born. The Tea Party Movement, born from obscurity, without funding, without planning, is a spontaneous force shaking the very glass foundation of the oligarchy that rules in our name, but without our blessing.

We took our stand, thousands joined, and then millions assembled across our beloved nation. Today, tens of millions of Patriot voices resonate in unison “We The People Rule!” In spite of ongoing hateful ridicule from socialists and leftists, we stood our post, day by day, month by month and now year in and year out. We will not stop.

Needless to say, this Tea Party Movement has grown far beyond belief, from a handful of brave Patriots to tens of millions. Many have been declared as the founder of the modern-day Tea Party; to that we can say: “The true founders of the Tea Party were the brave Patriots who dared challenge the status quo in 1773; we are merely their beneficiaries.”

A word from TeaParty.Org

Many of America’s dilemmas lay squarely on the shoulders of We The People. Meanwhile, economic issues burden small businesses. However, we must not define ourselves by the calamities in our lives, but by our resolve to pick up the pieces and move on. The power of a few can change a nation, save a people and illuminate a generation.

Commonsense, Conservative, Constitutional Self-Governance Is Our Mode Of Operation. Yes, we are a Christian nation. However, you do not have to be a Christian to enjoy freedom. The Tea Party welcomes all red-blooded U.S. Citizens.

TeaParty.org is the only Tea Party organization praised by Dr. Michael Savage in his book, Trickle Up Poverty, pages 18 through 24. The book is highly recommended!

We may be old fashioned, but we believe it is not foolish to pledge our lives, liberty and sacred honor to the greatest nation that ever was or ever will be. The nation of the people, by the people and for the people, to that we shall strive to carry forward the mantle of the Tea Party, keeping alive the voice of freedom.


Contact The Tea Party

California Office:

Tea Party 24338 El Toro Rd, Suite E-108 Laguna Woods, California 92637

Ex petistas mostram o quanto Lula não presta

22/10/2012

Fico pensando se a população inteira que vota no Brasil, tivessem acesso a informação, educação, cultura e lessem ou ouvissem de ex-petistas, o que eles pensam e sabem de Lula e do PT…
1- Dr. Hélio Bicudo, jurista, fundador do PT, e desde 2005 desfiliou-se do partido por não concordar com o governo Lula, hoje é presidente da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos, diz: ” Lula é autoritário e mira mais o poder pessoal do que os objetivos do PT . O Governo Lula ameaça a democracia. O Lula ignora a nossa Constituição e se acha acima do bem e do mal.” …
2- Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, mais conhecido como Chico de Oliveira, sociólogo, marxista, um dos fundadores do PT, desfiliou-se do partido em 2003, por também não concordar com a forma governista de Lula, diz: ” Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista. O Lula é uma vocação de caudilho, a ante-sala do ditador.”
3- Ferreira Gular, poeta, crítico de arte, biógrafo fala sobre Lula: ”
” O Lula é um farsante, não merece confiança. Não entendemos o que ele faz. Não entendo Lula, é um governo para enganar as pessoas. O Lula é de esquerda? Não me faça rir. O Lula é de fato uma pessoa desonesta, um demagogo, e isso é muito perigoso. Lula comprou os pobres do Brasil. Para Lula, não há valores, vale o que o levar ao PODER.”
4 – Heloísa Helena, ex-petista, hoje vereadora em Maceió, diz:
” Lula sabia de tudo sobre o mensalão. Ele sabia de tudo e por isso não abriu um único processo investigatório, uma única auditoria, falo isso com muita tristeza.
Eu nunca imaginei que tivessem coisas relacionadas a crimes, assassinatos, além dos crimes contra a administração pública.” ” O Ex-Presidente Lula é um gângster, ele chefia uma organização criminosa, capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela sua frente ameaçando seu projeto de poder.”
Se ex-petistas falam tudo isso de Lula e do PT, qual a coerência em votar nesse partido? Qual a coerência de ainda existirem brasileiros que acreditam no Ex-Presidente Lula?
O Mensalão é apenas “a ponta do Iceberg” , sabemos que existe muito mais sujeiras, contudo, é SUFICIENTE para que nós brasileiros, no dia 28/10, no 2º Turno da Eleições/2012, digamos: NÃO ao PT, NÃO a Lula !!!!

Uribe: O que é direita:

11/05/2012

Ser de derecha significa, en primer lugar, reconocer el caracter subversivo de los movimientos salidos de la Revolución Francesa, sean ellos el Liberalismo, la Democracia o el Socialismo. Ser de derecha significa, en segundo lugar, detectar la naturaleza decadente de los mitos racionalistas, progresistas, materialistas, que preparan la llegada de la civilización plebeya, el reino de la cantidad, la tiranía de la masa anónima y monstruosa.

http://uribistasencolombia.blogspot.com.br/

Para onde devem ir os políticos corruPTos, gaynistas e abortistas?

02/11/2011

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de um leitor do augusto nunes, como chegar ao poder enganando todos – Quem você conhece que faz ou fez isso? poder, golpe de estado, demagogos,

26/01/2010

“‘1 – Era membro de Exército e usava esta função para espionar e tentar intervir na arena política.
2 – Aproximou-se do Partido que observava, alterando o nome do mesmo para atender às próprias crenças/idéias.
3 – Usou o poder para crescimento da influência do partido, fazendo-o preferencial (exclusivo) em empregos públicos ou nomeações.
4 – Discursos longos, de horas, com ataques a outros países se transformam em base da pregação política.
5 – Tentou tomar o poder à força, através de um golpe de estado contra o Governo e Parlamento.
6 – Após isto, entendeu que somente através de meios aceitos pela sociedade, poderia enfim chegar ao poder. Ou seja, eleições onde a pregação nacionalista-populista se tornou a alavanca para obter o poder.
7 – Transformou comícios em batalhas campais, onde seguidores estavam sempre a postos para usar da violência contra opositores.
8 – Nas eleições parlamentares, oposicionistas foram impedidos de participar das eleições, pelas regras excludentes editadas.
9 – Consegui poderes ditatoriais através de leis de exceção.
10 – Para isso foi necessária a aprovação do parlamento, facilmente obtido pela dominação absoluta que detinha sobre o mesmo.
11 – Levou o país ao caos.””

O que é o Partido dos Trabalhadores

25/12/2008

o pt é iqual…………

é igual a LAGOSTA

é vermelhada………..casca grossa tem merda na cabeça…………vive nas costas do BRASIL ………..e custa muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito caro

10 mandamentos do político mineiro, sabedoria mineira, como se faz política em Minas Gerais

24/12/2008

Os dez mandamentos do político mineiro:

Em Minas se diz que Política é como nuvem, cada vez que olha está de um jeito.

01 — Mineiro só é solidário no câncer.

02 — O que vale não é o fato, é a versão.

03 — Aos inimigos, quando eles estão no poder, não se pede nada. Nem demissão.

04 — Para os amigos tudo. Para os inimigos, a lei.

05 — Respeitar, sobretudo, o padre que consegue votos, o juiz que proclama o eleito e o soldado que garante a posse.

06 — Conversa de políticos mineiros só se faz com dois ou três participantes,  mais de três é comício.

07 — Voto comprado não é atraso, é progresso. Se o voto é comprado é porque tem valor.

08 — Poder que vale é o que “nomeia, demite, transfere, prende e manda soltar“.

 09 — Mais vale  o governo que ajuda do que quem cedo madruga.

10 — Reunião política só se faz depois de tudo decidido.

morte de getúlio vargas agosto 1954 Discurso de Osvaldo Aranha no enterro de Getúlio Vargas

05/12/2008

“Getúlio,

 Não era possível os teus restos serem recolhidos ao seio maternal de tua terra sem que antes, tendo contigo vivido os últimos dias de tua vida, eu procurasse, ante a eternidade que nos vai separar, conversar contigo, como costumávamos conversar, nos nossos despachos, sobre a vida, as criaturas e os destinos do Brasil. Não sei se, neste instante, poderei conversar contigo como outrora conversamos.

Eu estou, como todos os brasileiros, constrangido, dolorido, ferido na alma, ao ver que te arrancaram a a vida aqueles que te deviam conservar para melhor sorte do povo e do Brasil. Quero que Deus me dê, neste instante, um pouco da tua mansidão, um pouco da tua bondade e generosidade, para que nós possamos suportar neste transe, quando já no horizonte do do Brasil, na sorte do povo e no futuro de nossa Pátria, já se carrega de nuvens negras da insegurança e da violência. Disseste que só o amor constrói para a eternidade, e este teu amor será aquele que vai construir o Brasil.

Não há quem tenha forças nem poder para trocar o amor que está no coração dos brasileiros e não tenha forças e poder para mudar os destinos desta Pátria contrariamente às suas tradições, pelos golpes da ilegalidade, da traição e das armas. Neste momento, Getúlio, conversando com aquela intimidade boa e generosa com que nos entendíamos, quero te dizer que o povo todo chorou, chora e chorará por ti, como nunca imaginei pudesse um povo chorar.

Se é verdade aquilo que se disse, quando morreu um grande homem da História que orgulha todos os sul-rio-grandenses, quando morreu Castilhos; se é verdade o que disse Pereira da Cunha, numa hora de emoção, declarando que, se houvesse um processo para a cristalização da lágrima, o túmulo dele não seria de mármore, eu te diria que se houvesse esse processo para a cristalização da lágrima, tu não te enterrarias no fundo da terra de São Borja e do Rio Grande, mas na mais alta montanha da geografia política do Brasil, porque nunca se chorou tanto, nunca um povo foi tão dominado pela dor ao perder um filho, como neste instante o povo brasileiro diante de tua morte. 

Getúlio, 

Saímos juntos daqui há vinte e tantos anos; íamos todos levados pelo teu sonho e teu ideal. A tua filosofia era inspirada nos humildes, nos necessitados, na assistência de quantos viviam à margem da sociedade brasileira, espalhados por esta imensidão, por estas terras abandonadas e abandonados eles também em suas terras, os trabalhadores. Todos tínhamos um só sonho: era integrar o Brasil em si mesmo, era fazer com que o Brasil não pertencesse às classes dominantes, aos potentados, ou poderosos, e que entre nós existisse, pela condição humana, de pobres e ricos, maior igualdade e fôssemos todos igualmente brasileiros.

A preocupação dominante da tua vida eu não direi que era fraternal, direi que era material, porque eu o testemunhei: o teu ideal era dividir igualmente entre todos os seus filhos o carinho, o amor e a possibilidade de assistência, de vida e de futuro. O que mais te feria eram as discriminações, as separações, era este contraste horrível que só não emociona os homens que não têm formação cristã e faz com que enquanto uns vivam no gozo, no luxo e na grandeza, outros se afundem na fome, na miséria e no desespero. Conheci o teu íntimo, como talvez poucos homens puderam conhecer, porque, entre os grandes títulos de minha vida, um dos maiores era a confiança do teu pensamento e do teu sentimento, a honra da tua amizade, que acidentes políticos nunca modificaram, antes estreitaram e engrandeceram entre nós.

Saímos daqui há vinte e poucos anos. Voltamos juntos, e tenho consciência de que se tu voltas, neste momento, para a terra de São Borja, para um túmulo, e eu não volto para a cidade de Alegrete, ainda é por causa do teu amor, da tua generosidade e do teu desprendimento, porque sei, tenho consciência e devo dizer a todos e a todo o País, que tu morreste para que nós, os que te assistiam, os teus amigos, não morressem contigo. Devo declarar que, se ainda vivemos, é porque tu te antecipaste na morte, para nos deixar na vida. O teu suicídio é o grande suicídio, o suicídio altruístico, aquele que faz a mãe,e do pai pelo filho, o pai, e que foste pai e filho como ninguém, e por isso soubeste fazer pelos teus. Ninguém mais do que eu o pôde testemunhar. Todos os meus apelos eram no sentido de que a tua vida era da maior necessidade para o Brasil. Praticaste não o ato de renúncia da tua vida, praticaste a grande opção, que só os fortes sabem fazer, a opção altruística que, entre a vida e os seus prazeres e a morte, decide-se pela última. 

Se ele tivesse querido, nesta hora, meus senhores, seria mais forte do que nunca, em vida; mas não mais forte do que é agora na morte, porque a morte é eterna e a vida, passageira. Ele seria mais forte porque tinha no seio das Forças Armadas e no coração do povo, que é invencível, os elementos para resistir, dominar e vencer. Mas procurou vencer-se a si mesmo, não derramar o sangue daqueles que sabia, como disse momentos antes, os melhores, os bons, os amigos.

Não foi, como se disse, o suicídio de um grande homem, tu te mataste para evitar que o novo Brasil se suicidasse e para que, de ti, da tua morte e do teu sangue, surjam, como numa transfiguração, o futuro e o destino, e nós, nos contemplando, possamos ter, neste momento, a convicção de que deste com o teu sangue a certeza de que o Brasil surgiu de ti, da tua filosofia, de nossa Pátria! Este destino surgirá como uma emanação deste túmulo e se espraiará pelo tempo dos tempos e por todos os horizontes, numa afirmação renovada das tuas idéias e dos teus sentimentos. Quando se quiser escrever a História do Brasil, queiram ou não, tem-se de molhar a pena no sangue do Rio Grande do Sul, e ainda hoje, quem quiser escrever e descrever o futuro do Brasil, terá de molhar a pena no sangue do teu coração. 

Getúlio, 

Saímos daqui juntos. Tenho consciência de que não voltamos juntos porque tu quiseste poupar a minha vida. Naquela horas trágicas e difíceis, quando o Judas preparava um novo Cristo na História do Brasil, nós sentíamos que a traição estava às nossas portas, e a negação de apóstolo e do Senhor era feita pelos que mais juravam a sua fé. Naquela hora, nós tínhamos um pacto, o pacto dos homens desta terra, o pacto dos homens dignos, que todos poderiam derramar sangue para te conservares no poder, mas nós decidimos ficar juntos de ti, porque estávamos dispostos a fazer tudo pelo Brasil, a fazer todos os sacrifícios, menos o de sermos humilhados, porque a humilhação é incompatível com a dignidade humana. Tu te antecipaste para nos poupar a vida. Não sei ! As tuas decisões sempre foram as melhores, mas não sei se não fora talvez melhor para nós termos idos juntos, já que juntos vivemos, juntos sonhamos, e eu te acompanhei por toda esta tua longa vida. 

Quando, há vinte e tantos anos, assumiste o governo deste País, o Brasil era uma terra parada, onde tudo era natural e simples; não conhecia nem o progresso, nem as leis de solidariedade entre as classes, não conhecia as grandes iniciativas, não se conhecia o Brasil. Nós o amávamos, de uma forma estranha e genérica, sem consciência da nossa realidade. Tu entreabriste para o Brasil a consciência das coisas, a realidade dos problemas, a perspectiva dos nossos destinos. Ao primeiro relance, viste que a grande maioria dos brasileiros estava à margem, e a outra parte estava a serviço das explorações estrangeiras.

E então, este espírito que conhecemos, retemperado no drama da fronteira, se alarmou nos seus estudos e se multiplicou na generosidade de seus sentimentos. Trouxeste uma cruzada que não está marcada no tempo e não tem horizonte fixado, que é a da integração dos brasileiros pelos brasileiros no seu próprio destino. Até então o Brasil não era nada, esperava por tudo.

Não havia consciência do nosso progresso. Tu ofereceste a realidade, penetraste nela, tudo deste pelo novo Brasil que há de surgir, que há de crescer e se multiplicar e, quando integrado na sua grandeza entre as maiores nações do mundo, que fatalmente viremos a ser, o teu nome estará não neste túmulo, mas no topo de um pedestal, onde a gratidão de todos os brasileiros te levará como reconhecimento. 

Getúlio, 

Não tenho nem idéias, nem pensamento, nem forças para falar. Estou vivendo, nesta hora, ao teu lado, o turbilhão das minhas emoções, que se agrupam entre espasmos de dor e lágrimas, entre conjecturas e dúvidas, e, olhando para ti, sei que estou olhando para o Brasil e vendo que tu, ao entrares para a eternidade, tornaste maior o teu nome na História. Começo a pensar o que será de nós, os brasileiros, neste transe que se abre com a tua morte. 

Direi, procurando interpretar as palavras que João Goulart acabou de proferir em nome de seu partido, que nós, os teus amigos, continuaremos, depois da tua morte, mais fiéis do que na vida: nós queremos o que tu sempre quiseste para este País. Queremos a ordem, a paz, o amor para os brasileiros. 

Neste instante, quando ainda agitados pelo remorso ou atormentados e com as mãos tintas da traição, eu, receoso diante da afronta que se fez ao povo brasileiro com o teu afastamento do poder e da vida, a maior afronta que registra a história política do Brasil, porque se verificou não uma eleição com a tua morte, mas a consagração defintiva do teu povo pelo teu amor pelo Brasil: neste instante, diante do teu túmulo, não há lugar para exaltações, para paixões, o que ofenderiam a tua bondade, de que tanto se abusou neste país.

Diante de ti não há lugar para recriminações. Há sim, para afirmar ao Brasil inteiro a mensagem de um homem que não queria morrer, mas continuar os seus ideais. Nós queremos, seguindo as tuas lições, um entendimento, mas fique bem claro que os entendimentos têm de se fazer entre os humildes, entre os trabalhadores, entre o povo e os homens capazes de assumir responsabilidades, mas jamais com os traidores. A traição não teve guarida no teu coração, não pode ter no nosso.

Assim como detestamos a traição, perdoaremos os traidores. Sigam o seu destino, perseguidos como Judas, pelo tempo dos tempos, recebendo o castigo da reprovação. Pela torpeza que cometeram, apesar do dever e dos compromissos de honra assumidos. Nesta hora, aos que já estão adotando providências que indicam para o Brasil o rumo da violência, da supressão de direitos elementares, da perseguição, responderemos como o povo brasileiro com o coro de suas lágrimas. 

Haveremos, juntamente com aqueles que rendem as homenagens ao teu sentimento, de jurar fidelidade eterna às idéias do teu amor, que desse túmulo emana, como disseste do teu próprio sangue, a flâmula da redenção, pela ordem, pela concórdia, pela paz. Estão eles atemorizados com o que fizeram. Estão atemorizados pelo remorso. Estamos ameaçados de dias incertos, negros e sangrentos, mas contra tudo isso, contra este crime que se pressente contra o povo brasileiro, clama a tua vida de tolerância, de bondade e de generosidade, porque se é verdade que sabias ser bom com os teus amigos, eu que testemunhei a tua vida, posso dizer que não houve no Brasil homem melhor para os seus inimigos. 

Getúlio, 

Vamos encerrar o nosso despacho, a nossa conversa, aquela conversa que tínhamos tantas vezes por semana, em que tanto me inspirava, me aconselhava e decidia. É que procurei dar o melhor de mim mesmo pela sorte e pelos destinos do nosso País. Vamos encerrar a nossa conversa com a afirmação, ou melhor, com a informação que te costumava dar do que sinto, vejo e prevejo para o nosso País. Teremos dias intranqüilos, criados por aqueles que disseram que iriam defender as leis, que são as que dão segurança à vida do povo.

Teremos dias de erros graves e de crimes, mas podes estar certo de que defenderemos a tua memória, porque tu não nos legaste a tua morte, mas a eternidade de tua vida. Podes ir tranqüilo, porque venceremos, inspirados em teus sentimentos de amor e de igualdade. O teu apelo será atendido. Tudo faremos para atendê-lo, para que o Brasil viva dirigido não por ódios, por sentimentos subalternos, nem por vinganças ou recriminações, mas dentro da realidade generosa e fraterna. A tua vida é a maior lição que recebeu o Brasil. A tua morte é apenas um episódio da tua vida. Não chega nem a interromper o teu destino. 

Muitas e grandes vozes te falaram neste instante, muitos e grandes pensamentos trouxeram-te nesta hora o testemunho da admiração que despertaste em todo o Brasil. O povo está falando nas ruas, com as suas lágrimas, com o seu desespero, com a sua inconformação. Tu ouviste a voz dos trabalhadores pelos seus líderes, a voz de Minas demonstrando a sua fidelidade mais alta que suas montanhas, para te trazer, através de um dos nossos companheiros, de um daqueles que ilustravam a tua família governamental, a sua palavra de despedida. 

Eu, Getúlio, não te dou minha despedida, posto que tu não te despediste de nós, porque nós iremos todos os dias, a ti, buscar inspiração para os nossos atos. 

Quero te dizer agora, homem que tem que enfrentar um futuro ao qual havia pretendido renunciar, por isso que era minha decisão encerrar a minha vida pública, que diante da nossa realidade, quando tu te tornas ainda maior, eu me reincorporarei a quantos de hoje para o futuro continuarão a obra daquele que foi, entre os brasileiros que eu conheci e entre os grandes homens com que tenho convivido no mundo, um dos maiores, mas sem dúvida, o melhor entre os melhores. 

Não te trouxe o meu abraço, que separa para sempre, que nem o meu abraço que une ainda mais, nem o beijo com que nos aproximamos dos mortos queridos, mas aquele aperto de mão amigo de todos os dias para que continuemos, tu na eternidade, eu nesta vida, o diálogo de dois irmãos ligados pela terra, pela raça, pelo serviço e pelo amor do Brasil”.

Vereadores eleitos em São Paulo – capital – 2008 – 2012

07/10/2008

PARA 2012 veja aqui:

https://homemculto.wordpress.com/vereadores-eleitos-em-sao-paulo-2012-resultado-final-tse-boletim-tre/

2008 abaixo

* 1 45633 – GABRIEL CHALITA PSDB / PHS 102.048 1,70

* 2 15651 – GOULART PR / PMDB / DEM 90.054 1,50

* 3 65000 – NETINHO DE PAULA PC do B / PRB / PT / PSB 84.406 1,41

* 4 25250 – MILTON LEITE PR / PMDB / DEM 80.051 1,33

* 5 45177 – MARA GABRILLI PSDB / PHS 79.912 1,33

* 6 13800 – SENIVAL PC do B / PRB / PT / PSB 66.139 1,10

* 7 13696 – ARSELINO TATTO PC do B / PRB / PT / PSB 59.292 0,99

* 8 45000 – VEREADOR NETINHO PSDB / PHS 54.726 0,91

* 9 22888 – AURÉLIO MIGUEL PR / PMDB / DEM 50.804 0,85

* 10 45321 – CARLOS ALBERTO BEZERRA JR. PSDB / PHS 50.536 0,84

* 11 13700 – DONATO PC do B / PRB / PT / PSB 50.388 0,84

* 12 14000 – CELSO JATENE PTB 49.777 0,83

* 13 43666 – TRIPOLI PV 45.750 0,76

* 14 22678 – ANTONIO CARLOS RODRIGUES PR / PMDB / DEM 43.601 0,73

* 15 14200 – ADILSON AMADEU PTB 41.686 0,69

* 16 20012 – MARCELO AGUIAR PSC / PRP 41.506 0,69

* 17 15622 – JOOJI HATO PR / PMDB / DEM 40.847 0,68

* 18 25400 – MARTA COSTA PR / PMDB / DEM 39.192 0,65

* 19 25005 – MARCO AURELIO CUNHA PR / PMDB / DEM 38.421 0,64

* 20 13900 – FRANCISCO CHAGAS PC do B / PRB / PT / PSB 37.878 0,63

* 21 25200 – DOMINGOS DISSEI PR / PMDB / DEM 37.739 0,63

* 22 14444 – PAULO FRANGE PTB 36.881 0,61

* 23 22611 – TONINHO PAIVA PR / PMDB / DEM 35.535 0,59

* 24 45222 – ADOLFO QUINTAS PSDB / PHS 34.209 0,57

* 25 13644 – JOÃO ANTONIO PC do B / PRB / PT / PSB 33.899 0,56

* 26 45157 – VEREADOR CLAUDINHO DE SOUZA PSDB / PHS 33.726 0,56

* 27 13110 – ALFREDINHO PC do B / PRB / PT / PSB 33.417 0,56

* 28 45133 – JUSCELINO PSDB / PHS 32.484 0,54

* 29 45678 – GILSON BARRETO PSDB / PHS 32.079 0,53

* 30 45444 – FLORIANO PESARO PSDB / PHS 31.733 0,53

* 31 40123 – ELISEU GABRIEL PC do B / PRB / PT / PSB 31.602 0,53

* 32 45699 – SOUZA SANTOS PSDB / PHS 31.352 0,52

* 33 12345 – CLAUDIO PRADO PDT 31.014 0,52

* 34 40401 – NOEMI NONATO PC do B / PRB / PT / PSB 30.734 0,51

* 35 13222 – JULIANA CARDOSO PC do B / PRB / PT / PSB 30.607 0,51

* 36 13650 – ITALO CARDOSO PC do B / PRB / PT / PSB 30.541 0,51

* 37 13100 – JOSÉ AMÉRICO PC do B / PRB / PT / PSB 30.027 0,50

* 38 25699 – KAMIA PR / PMDB / DEM 29.915 0,50

* 39 11624 – WADIH MUTRAN PP 29.039 0,48

* 40 11611 – MISSIONARIO JOSE OLIMPIO PP 28.921 0,48

* 41 65123 – JAMIL MURAD PC do B / PRB / PT / PSB 28.145 0,47

* 42 13133 – ZELÃO PC do B / PRB / PT / PSB 28.085 0,47

* 43 45194 – RICARDO TEIXEIRA PSDB / PHS 27.248 0,45

* 44 13123 – CHICO MACENA PC do B / PRB / PT / PSB 26.513 0,44

* 45 22123 – AGNALDO TIMÓTEO PR / PMDB / DEM 26.180 0,44

* 46 43543 – PENNA PV 25.820 0,43

* 47 10123 – ATÍLIO FRANCISCO PC do B / PRB / PT / PSB 25.684 0,43

* 48 25012 – CARLOS APOLINARIO PR / PMDB / DEM 25.609 0,43

* 49 25000 – SANDRA TADEU PR / PMDB / DEM 25.173 0,42

* 50 45654 – DALTON SILVANO PSDB / PHS 24.084 0,40

* 51 45695 – GILBERTO NATALINI PSDB / PHS 23.872 0,40

* 52 22222 – MARCOS CINTRA PR / PMDB / DEM 22.881 0,38

* 53 43010 – ABOU ANNI PV 22.615 0,38

* 54 23000 – CLAUDIO FONSECA PPS 21.038 0,35

* 55 23140 – DR. MILTON FERREIRA PPS 14.874 0,25

Os vinte anos (20 anos) da constituição cidadã de Ulisses Guimarães, a constituição de 1988, o confisco de terras produtivas latifúndios indígenas

02/10/2008

A grande mentira:

“Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”

“‘Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.””

Não, a verdade é:

TODO PODER EMANA DE DEUS E EM SEU NOME É EXERCIDO.

A grande tragédia contra os produtores rurais que alimentam o Brasil:

Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

        § 1º – São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.

        § 2º – As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

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A grande piada: Assegurar direito à vida aos idosos:

Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.

doutrina e tática dos comunistas bezmenov URSS kgb dominando os idiotas úteis e a imprensa conservadora

25/09/2008

http://www.faroldademocracia.org/yuri_bezmenov.pdf

Esquerdistas, os primeiros a serem mortos quando vier o comunismo.

BRASILEIRO ANALFABETO POLÍTICO: PT antes e depois da posse – leia de frente para trás e de trás para frente

06/09/2008
BRASILEIRO ANALFABETO POLÍTICO:
APRENDA A LÊR COM O PT…

ANTES DA POSSE:

>Nosso partido cumpre o que promete.
>Só os tolos podem crer que
>não lutaremos contra a corrupção.
>Porque, se há algo certo para nós, é que
>a honestidade e a transparência são fundamentais.
>para alcançar nossos ideais
>Mostraremos que é grande estupidez crer que
>as máfias continuarão no governo, como sempre.
>Asseguramos sem dúvida que
>a justiça social será o alvo de nossa ação.
>Apesar disso, há idiotas que imaginam que
>se possa governar com as manchas da velha política.
>Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
>se termine com os marajás e as negociatas.
>Não permitiremos de nenhum modo que
>nossas crianças morram de fome.
>Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
>os recursos econômicos do país se esgotem.
>Exerceremos o poder até que
>Compreendam que
>Somos a nova política.

DEPOIS DA POSSE
Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA!

Maçonaria brasileira indiginada com descaminhos da política

24/08/2008

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/

Você é conservador? – quer os comunistas longe do governo – leia isto: O que é Foro de São Paulo, Ursal, subversão ideológica nas escolas, multiculturalismo, Teologia da Libertação,

23/08/2008

“””””É o Foro de SP, a URSAL, o Obama, o esquerdismo infiltrado na religião, o relativismo moral, o perigo do pensamento revolucionário, o projeto de nova civilização mundial, a subversão ideológica nas escolas e faculdades, as minorias sociais do multiculturalismo que se subjugam a toda sociedade, etc.

Por fim, tudo desemboca no ponto crucial, qual seja, a ausência de um partido verdadeiramente conservador que se contraponha a tudo isso.

A questão é; quando nós, a “resistência conservadora”, os detentores da informação omitida pela grande mídia tomaremos alguma atitude concreta??

ENTENDAM, não estou aqui para desafiar ninguém, também não me acho o mais sábio dentre os colegas, sou apenas, talvez, o mais indignado com toda essa situação caótica que assola o nosso país.

É FATO, falta um BOM PARTIDO CONSERVADOR NO BRASIL, aceito pelos conservadores, sejam eles católicos, protestantes, ou de qualquer outra linha religiosa e filosófica.

Alerto. Façamos algo concreto, enquanto há tempo, enquanto não há censura na internet, enquanto nossa voz ainda não é calada, enquanto ainda é possível criar uma trincheira conservadora no Brasil. “””””””” do orkut.

Sátira política = humor político = ache graça da catástrofe

13/08/2008

http://verdadeabsoluta.net/category/politica/

O que é ser de direita – 10 mandamentos da ordem, da liberdade

08/08/2008

Direita…

I – Crer em Deus, amar a Pátria, sustentar o princípio da Família,

II – Pugnar pela soberania  da Nação, lutando pela liberdade do Brasil e dos brasileiros das garras do comunismo internacional,

III – Combater o comunismo materialista em todas suas formas.

IV – Incutir no espírito das novas gerações a imagem de um Brasil grande, forte, respeitado, potência internacional, e para isso elevar o nível cultural da juventude, arrancando-a da descrença, do ceticismo, cosmopolitismo, das idéias dissolventes,

V – Criar na consciência brasileira um novo espírito de confiança nas forças da raça, nas energias de um povo, nas tradições históricas, dando às novas gerações um sentido de afirmação corajosa a de expansão da Pátria,

VI – Lutar pela igualdade de oportunidades: o amparo às nossas populações pobres e desprotegidas, um padrão de vida mais elevado para o infeliz caboclo brasileiro, a solução do problema do menor abandonado,

VII – Promover a cultura geral do povo,

VIII – Ensinar a doutrina da ordem, do princípio da autoridade, da harmonia entre todas as classes, da solidariedade entre os filhos de uma mesma Nação, da perfeita disciplina de cada um nos ramos de atividade civil ou militar em que se empregar,

IX – Combater o cosmopolitismo, o esnobismo, o sensualismo, o sexualismo desenfreado (hoje valorizados e difundidos pelos meios de comunicação, mormente a televisão, o cinema , o teatro – e internet), o alcoolismo, os tóxicos, todos os vícios enfim, em nome das energias de uma raça e dos direitos sagrados de um povo,

X – Dizer ao menino, à menina, ao moço, à moça: sejam bons filhos e bons irmãos; ao homem: seja bom esposo e bom pai; à mulher: seja boa esposa e boa mãe; ao cidadão: ame o Brasil e se sacrifique por ele; a todos: façamos a grandeza moral, intelectual e material da Pátria brasileira, livrando-a dos agentes da desordem e da destruição.

Com Lula e Pt no governo, a comunista Teologia da libertação chega ao poder no Brasil: A entrevista histórica de Leonardo Boff

08/08/2008

http://www.radiobras.gov.br/especiais/boff/boff_capa.htm
1 de dezembro de 2003

Igreja da Libertação chegou ao poder, diz Boff
Participante da Conferência Nacional do Meio Ambiente, teólogo fala à Agência Brasil
sobre evolução, fé e política – e o que tudo isso tem a ver com ecologia

 

Spensy Pimentel/ABr

Brasília – Teólogo, filósofo, antropólogo, místico e… ecologista. Membro da Comissão de Honra da 1a Conferência Nacional do Meio Ambiente, Leonardo Boff, 64, exercitou no último fim de semana essa última faceta, menos conhecida do grande público, mas nem tão surpreendente para quem acompanha a evolução de seu pensamento em mais de 60 livros – quatro só em 2002, e cinco em 2001.

“Deus é aquele elo que faz com que o meio ambiente seja um ambiente inteiro”, responde, rápido, quando lhe perguntam o que tem religião a ver com ecologia. Ecologia ambiental, social e mental, que evolui para a “ecologia integral”, segundo um de seus escritos. O fenômeno, segundo Boff, surge quando os primeiros astronautas enxergam lá do espaço a Terra aqui embaixo e percebem, enfim, que estamos todos no mesmo barco.

Neto de imigrantes italianos, nascido em Concórdia (SC) de pai professor e mãe “roceira”, tornou-se doutor em teologia e filosofia pela Universidade de Munique. Depois de 33 anos de ordenação, Boff desligou-se da Igreja Católica em 1992, mas não abandonou o trabalho de divulgação da “igreja da Libertação”, que ele considera fruto da primeira teologia surgida na periferia do “Império Cristão”.

Hoje, com velhos amigos como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo, Boff considera que a Libertação chegou ao poder. Na entrevista a seguir, concedida no sábado à noite, na Universidade de Brasília, onde aconteceu a conferência, ele fala da responsabilidade ética desse grupo e da “mediocridade” na condução atual da igreja Católica, entre outros temas.

Agência Brasil – O sr. dizia, em sua palestra na Conferência do Meio Ambiente, que o ancestral do homem surgiu simultaneamente com as primeiras flores…

Leonardo Boff – É um fato da evolução que, quando surgiu aquele mamífero que não tinha mais que o tamanho de um coelho e vivia no topo das altas árvores 70 milhões de anos atrás, ele surgiu exatamente no momento em que as plantas, que eram todas verdes, começaram a se enrolar sobre si mesmas e apareceram as cores e, a partir das cores, as flores.

Não é uma coincidência, porque nada é coincidência no processo de evolução. Tudo tem algum propósito secreto. O nosso ancestral mamífero, que depois deu origem aos primatas, aos antropóides, até chegar a nós, era um ser complexo, que ia ser portador de consciência, inteligência, amorosidade. Como que o universo inteiro se alegrou com isso e ofereceu um ramalhete de flores. E esse ser é o nosso ancestral humano. Nós não somos o centro do universo, porque somos um elo da imensa cadeia de vida, mas somos seguramente, dos seres que nós conhecemos, o mais complexo.

Então, o universo dá uma manifestação da grandeza dessa erupção presenteando o ser humano com as flores. Esse ancestral só se alimentava de flores e de brotos. Ele vivia no tronco das grandes árvores e assim escapava dos dinossauros. Quando os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos, eles puderam descer e fazer a evolução que culminou na espécie humana.

ABr – Que importância o sr. enxerga nesta Conferência do Meio Ambiente?

Boff – Primeiro, este congresso é a culminância de toda uma mobilização na sociedade civil, em todos os estados, grupos de reflexão, grupos ecologistas, escolas. Cerca de 5 milhões de meninos e meninas, mais de 65 mil pessoas adultas discutiram. Esse congresso recolhe os frutos dessa enorme fermentação de idéias. Esse momento é democrático, vem de baixo para cima. É importante porque a ecologia se torna efetiva, e a preservação dos ecossistemas é feita na medida em que as pessoas se sensibilizam, sentem na pele, amam a natureza, lamentam os seus riscos, se comprometem na sua regeneração. Esse processo é pedagogicamente muito interessante e é um exercício de democracia participativa.

Segundo, porque se realiza aqui, em Brasília, onde representantes do país inteiro se encontram, trocam experiências. Cresce o sentimento de pertença, de que eles não estão isolados lá nas lutas locais, mas que são elo de um imenso movimento e têm preocupações parecidas, tem convergências nos objetivos que querem e aqui podem colocar em comum, fazer um amarramento das questões de base, para que o governo sancione essas decisões e faça política de estado.

Aqui temos uma estratégia política nova, democrática, de envolvimento, com capacidade de criar sujeitos que vão realizar aquilo que vai ser decidido aqui em cima lá nas suas bases, para que o movimento ecológico e ambientalista se transforme numa cultura brasileira. Que não seja deste ou daquele movimento. Que seja incorporado como um valor que todos os movimentos vão assumir, e o estado cria o quadro de legitimidade, de apoio para a preservação do nosso país, daí o lema, “Cuidando do Brasil”.

ABr – Professor, como herdeiro da tradição cristã, como o sr. vê este momento do pensamento ecológico?Boff – O cristianismo tem uma função ambígua no pensamento ecológico. Por um lado, ele reforçou o antropocentrismo, que é a primeira página do Gênesis: dominai a terra, submetei os animais – é a posição do ser humano como rei e rainha da criação. Essa visão reforçou uma atitude adâmica, de estar por cima das coisas, dominá-las, fazê-las propriedades suas, tratar a natureza a seu bel prazer.

  

Mas, essa é uma página da Bíblia. A segunda página, que é o capítulo segundo do Gênesis, coloca o ser humano no Jardim do Éden com a missão de cuidar, de ser o jardineiro. Como todo jardineiro, ele sabe tratar as coisas, limpar as ervas daninhas, incentivar o crescimento e a beleza da natureza. Ele tem uma responsabilidade ética.

Essa tradição não foi desenvolvida na nossa cultura. Hoje, devido à crise ecológica, resgatamos essa dimensão, fazemos uma autocrítica ao Cristianismo: ele foi cúmplice da degradação. E devemos nos perguntar: que coisas erradas o cristianismo fez na sua catequese, na formação das consciências, que não ajudou as pessoas a preservarem as plantas, os animais, as águas.

Hoje, o cristianismo é uma das muitas fontes que têm recursos para ajudar o resgate da natureza. Mas, tem que, primeiro, se penitenciar e depois oferecer a sua colaboração. Isso está se dando até junto às Cebs, Comunidades Eclesiais de Base, que estão sendo interpretadas como Cebs – Comunidades Ecológicas de Base. Ali, junto com a fé, a leitura dos textos sagrados, as pessoas aprendem a justiça social, mas também a justiça ecológica, respeitar as águas, não maltratar os animais. Essa combinação de valores faz com que, lá na base da sociedade, haja cristãos que utilizam o capital simbólico do cristianismo para ajudar a superar a crise ecológica.

ABr – O contexto atual é da chegada ao poder de um grupo político muito ligado à organização da base cristã no Brasil. Como o sr. assiste a este momento?

Boff – Eu estou muito feliz, porque a Teologia da Libertação, que nasceu no final dos anos 60 e se consolidou nos anos 70, 80 e até hoje, criou lideranças muito grandes na sociedade. São cristãos que, a partir da fé, militam contra a pobreza, a favor da justiça, comunidades de base, que são mais de um milhão, círculos bíblicos, que são mais de dois milhões. Ajudaram a criar sindicatos, é uma das pilastras que criaram o PT.

Muitas lideranças hoje no governo são crias da igreja. Acho que cinco ministros vêm dessa fermentação da igreja da Libertação. O governador Zeca, do Mato Grosso do Sul também. O governador Jorge Viana foi aluno meu, amigo quando eu trabalhava no Acre durante muitos anos no mês de janeiro, fevereiro. Tanto o irmão dele, Tião, como a Marina Silva são fruto dessa igreja da Libertação, que hoje chegou ao poder e carrega junto o sonho dos cristãos, não só o de criar uma sociedade boa, mas uma antecipação do reino de Deus, o reino da fraternidade, da justiça, do resgate da criação.

É um sonho generoso e de uma densidade ética poderosa, de transparência, de evitar toda mentira, todo engodo, toda manipulação do bem público. É uma contribuição que a Libertação trouxe à sociedade brasileira e que se esperava do cristianismo durante 500 anos. Ele foi cúmplice da colonização como invasão, foi cúmplice da escravidão. Hoje há um cristianismo de libertação, que resgata o sonho de Jesus, que é uma força de mudança. Ela está ajudando a melhorar o país, junto com outras forças políticas sindicais, de outras religiões cristãs ou afro-brasileiras que também assumiram a causa dos pobres.É uma força que garante que alguma coisa vai mudar nesse país.

ABr – Tendo vivido o movimento que resultou nisso tudo, como o sr. assistiu ao refluxo dessas discussões que aconteceu na igreja Católica nos últimos anos?

Boff – Nos anos 80, cardeais como Dom Paulo Evaristo, Dom Aloísio Lorscheider, uma gama de arcebispos, muitos bispos, padres, teólogos, religiosos, milhares de leigos, esse bloco chamado de igreja da libertação recebeu repressão do Vaticano. Era o tempo da Guerra Fria ainda, e eles temiam essa igreja que quer as mudanças sociais, em uma visão mais participativa, democrática. Não era socialista, mas apontava para ideais que o socialismo sempre sustentou, ela podia favorecer os grupos de esquerda marxistas.

Eu mesmo tive que sentar na cadeirinha onde sentaram Galileu Galilei, Giordano Bruno, para defender meu livro “Igreja: Carisma e Poder”, em que aplicava a Teologia da Libertação e dizia que a igreja não é uma instância de libertação. Ela quer libertação na sociedade, mas não a aplica internamente, então ela se desmoraliza. Para ela ser realmente uma igreja de libertação, tem que dar mais liberdade aos leigos, participação às mulheres, respeitar melhor os direitos humanos internamente. Essa mensagem não agradou ao Vaticano. Eu enfrentei um processo judicial e fui punido, silenciado, perdi a cátedra, meus escritos foram proibidos etc.

O efeito disso tudo foi um retrocesso da dimensão eclesiástica da Teologia da Libertação, mas ela caiu na sociedade, foi levada adiante pelos leigos, pelos políticos, pelos sindicatos, que são o caminho mais verdadeiro da libertação. Todas as dioceses que fazem uma opção pelos pobres, contra a pobreza, em favor da justiça têm como referência a teologia da libertação. Ela ganhou foi uma certa invisibilidade institucional, pelo controle a que o Vaticano a submetia. Na sociedade ela cresceu.

Nós não devemos esquecer que o movimento dos sem-terra veio da teologia da libertação. O movimento dos sem-teto, o movimento dos negros, dos meninos e meninas de rua, a CUT, foi tudo criação da igreja da Libertação. Então, ela está viva hoje na sociedade e é patrimônio da cultura de esquerda, da cultura mudancista. Isso é melhor do que ela ser um patrimônio da igreja. Por isso essa teologia continua, ela é viva hoje, e é a primeira grande teologia que nasceu na periferia do Império Cristão, que fala para o centro. Talvez hoje, de todas as teologias, seja a mais viva, a que mais tem a dizer. É a mais lida, na Alemanha, na França, na Itália, na África, na Coréia, na Índia, nos Estados Unidos, na Europa mesmo. É uma teologia que dialoga permanentemente com a crônica do dia-a-dia, da violência, da opressão, da exclusão social, da crítica ao mercado, a crítica à Alça – a esse tipo de Alca que querem criar.

É uma teologia que faz sentido, que ajuda a criar uma visão das coisas, não necessariamente cristã, porque nós não estamos interessados em que haja mais cristãos, estamos interessados em que haja mais cidadãos participativos, sensíveis, justos, lutadores pela libertação dos seres humanos, e o cristianismo como uma fonte geradora de pessoas assim. Isso é que nos interessa, porque Jesus não quis fundar uma nova religião, ele quis criar um homem novo, uma mulher nova. Esse é o propósito dos cristãos, e as igrejas existem é para que surja algo bom dentro da criação e da sociedade.

ABr – Que perspectiva o sr. vê para essa estrutura de poder em que se constitui a igreja católica hoje?

Boff – A tendência, hoje, é o cristianismo conhecer o seu limite interno. Ele é um pedaço do ocidente, que, cada vez mais, é um acidente na história global da humanidade. A chance do cristianismo, na perspectiva global, é ele entrar na teia das relações comunitárias, dos grupos que assimilam a mensagem cristã como uma das fontes que dão sentido à vida junto com o taoísmo, o hinduísmo, as religiões africanas, outras visões que a sociedade produz, que humanizam o ser humano. Que o cristianismo renuncie à arrogância de ser a única que carrega a verdade revelada. Deus não cabe na cabeça cristã, Ele é muito maior, está em todas as pessoas. A função do cristianismo, junto com outras religiões, é alimentar a chama sagrada dentro de cada ser humano, aquele impulso de espiritualidade.

Essa civilização beligerante e violenta com a qual o cristianismo se associou, não apresenta uma agenda positiva para o futuro da humanidade, não desenha um cenário esperançador. O cristianismo tem que se distanciar, fazer a crítica e beber da fonte originária, o movimento de Jesus, antes de ele ser igreja, instituição. Jesus não fundou uma igreja, ele criou o sonho de um reino de Deus, uma humanidade mais integrada na fraternidade, na igualdade, no amor, na capacidade de convivência dos diferentes.

Ou o cristianismo bebe dessa fonte e se recria junto, em diálogo com outras fontes, ou ele, então, fica irrelevante no mundo, fica uma seita do ocidente. Isso seria a pior coisa que aconteceria ao cristianismo. Lamentavelmente, sob esse pontificado de João Paulo II se reforçou enormemente a ocidentalização e a romanização da igreja. O Papa confunde Cracóvia e Roma, duas dimensões da cultura ocidental, com o mundo. Ele mediocrizou o cristianismo, ocidentalizou mais do que tudo o cristianismo, não permitiu um diálogo inter-religioso, não abriu o cristianismo para a ousadia de inovar, levantar grandes sonhos, mas reforçou a instituição ao redor da figura do papa, do bispo, do clérigo, mediocrizou os leigos, marginalizou as mulheres.

O cristianismo institucional calcado sob o poder clerical não está à altura da grandeza do sonho de Jesus. Por isso a igreja da libertação, que pensa esses problemas mais globais, não deixa morrer essa chama e continua, apesar das pressões que sofre, a levantar esse sonho de uma visão mais global da humanidade, dentro da qual o cristianismo tem algo a dizer, que nós supomos que seja bom para aqueles que o acolherem na liberdade.

ABr – Em relação à questão agrária no Brasil, recentemente grupos de latifundiários divulgaram um documento acusando o PT e a igreja de montarem algo como uma frente progressista de desestabilização do campo. Como o sr. vê o posicionamento cristão diante desse tipo de questão?

Boff – A igreja no Brasil, desde os anos 30, teve uma posição uníssona e coerente, sempre apoiou a reforma agrária, ajudou a fundar sindicatos, apoiou os sem-terra e sustenta a bandeira da reforma agrária, apesar de grupos também cristãos e católicos, como a TFP – Tradição, Família e Propriedade -, que estão aí para defender o latifúndio. Quase 90% do clero têm extração do campo, são filhos de colonos. Meu pai era professor de escola, mas a minha mãe era uma roceira.

Nós sentimos na pele o que significa a defesa de justiça na terra. Os latifundistas não erram em acusar a igreja, mas acusam a igreja no melhor que ela tem, que é defender a justiça no campo. Não é possível que 27 mil grandes latifundistas possuam 80% das terras no Brasil e 25 milhões de sem-terra perambulem como abraãos, buscando terra como se no Brasil não houvesse terra. Há um dado objetivo, injusto, que fez com que a Constituição assimilasse na sua letra que a reforma agrária é um preceito constitucional. Não é uma proposta da igreja, hoje é uma proposta oficial de governo, de estado. Discutimos as estratégias de como é feito isso, mas ela tem que ser feita.

A igreja, nisso, nunca se dividiu, e ela é uma força poderosa para sustentar isso. Esse papa, contraditoriamente com a visão conservadora dele, quando fala do Brasil, sempre repete: “sobre a propriedade privada no Brasil, pesa uma hipoteca social”. A propriedade é para o benefício social e não só privado. Deus não vendeu a escritura a ninguém da terra, a terra é um bem da humanidade, nós a dividimos entre nós por interesses escusos. Quando alguém pega um pedacinho de terra porque não tem onde morar, viver e comer, essa ocupação não é invasão, é um direito dele como habitante da terra. É um direito de grau zero de todas as culturas mundiais, que a cultura capitalista esqueceu porque estabeleceu a propriedade privada como valor supremo – e não é: o supremo é a utilização social, comum dos bens. Podemos dividi-los, mas nunca esquecendo que, em caso de necessidade, esse privado está aberto a ajudar os outros.

ABr – Os cristãos também têm se posicionado nesse debate sobre a diminuição da maioridade penal.

Boff – Aí, a igreja teve uma posição sapiencial. Primeiro, um menino de 16 ou 15 anos que comete um crime, isso tem que ser reconhecido como crime. Ele não fez por incúria, fez por todo um processo de desgarramento social e familiar, que deve ser considerado, mas é um crime.

Pessoalmente, acho que, em vez de mandá-los de vez para as prisões, devia haver instituições adequadas onde eles não ficassem apenas três anos, mas que passassem realmente aquilo que a lei manda, penas mais longas. Claro que eles têm direito de ser acompanhados pedagogicamente e não ser jogados junto com o criminoso comum, porque aí seria a melhor escola para fazê-lo um criminoso consumado, seria um erro. Mas, para evitar esse erro, não fazemos nada, só colocamos lá nas Febens para que ele fique três anos e depois seja liberado.

ABr – Como o sr. vê a proximidade de figuras como Frei Betto, Gilberto Carvalho, gente tão próxima dessa tradição cristã, ali no núcleo de poder?

Boff – Nós nos sentimos, pela primeira vez, como pessoas da casa. Até hoje o governo era nosso contraditório, era alvo da nossa crítica, não era de cunho popular, nem fazia políticas sociais que nós queríamos. De repente, os nossos companheiros estão lá. Lula é amigo de caminhada há trinta anos. A Marina (ministra do Meio Ambiente), eu e o meu irmão ajudamos a alfabetizá-la, a criar a cabeça da teologia da libertação nela, da mesma forma a Benedita (ministra da Assistência Social), das lutas nas favelas do Rio. Frei Betto (assessor especial da Presidência) é um irmão, sempre trabalhamos juntos. Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula) é uma pessoa de grande espiritualidade e senso ético.

De repente, nós nos sentimos colocados em uma conjuntura de grande responsabilidade. É dado a nós poder ajudar a nação a fazer mudanças fundamentais, e temos quadros de competência para isso. Cometem equívocos aqui e acolá, mas a linha de fundo é verdadeira, o caminho é correto. Ele pode fazer curvas, ter decidas e subidas, eventualmente tropeços, mas é esse, quer dizer, criar políticas sociais, dar centralidade ao povo brasileiro, fazer que a sociedade se crie de baixo para cima e de dentro para fora, contra a lógica comum que era de fora para dentro, de cima para baixo. Isso nos dá esperança de que podemos ajudar na mudança do nosso país.

Agora, nós, que não estamos no poder, temos a função de reforçar as bases. Temos que ficar continuamente chamando o poder para as bases, para que ele fique mais na planície do que no planalto. O poder inclui uma tentação fantástica, porque ele é o arquétipo mais poderoso da alma humana, nos dá a percepção da onipotência, de poder mudar, de poder trazer vida, eventualmente, morte. Esse arquétipo tem que ser tratado com muita sabedoria, para não incorporar patologias, não se substantivar. O poder tem que ser sempre meio, em função da justiça, das mudanças.

A nossa função é, primeiro, de colaboração. Eles são nossos companheiros e estão realizando, pela política, o nosso sonho. Só que o nosso sonho é mais do que o PT, é mais que esse governo, nós queremos um Brasil de outros quinhentos, uma sociedade brasileira muito mais rica. A mediação agora é o PT. Queremos que tudo dê certo, mas, se não der certo, nosso sonho não morre, continua avante, e vamos tentar reconquistar os nosso companheiros para esse sonho maior, de um povo brasileiro integrado e de uma humanidade mais reconciliada consigo mesma. Nós, no nosso experimento civilizatório tão extraordinário, temos muito a dar a uma futura sociedade mundial.

Situação atual do Brasil – análise de conjutura feito por estudioso dos problemas brasileiros.

18/06/2008

“”””POBRE PAÍS…

Pobre país que, noite após noite, dorme inebriado de esperança e acorda entorpecido pela crueza da realidade que, dia a dia, lhe subtrai, paulatinamente, a expectativa de sonhar. Pobre país que se deixa enganar por justificativas irrisórias de acontecimentos inexplicáveis pela simples espera de estar frente ao último, fingindo ignorar que já, há muito, deparou-se com aquele que deveria ser o derradeiro.

Pobre país que convive com irregularidades e vilezas que o faz acreditar que as leis existem para disseminar e preservar as injustiças.

Pobre país dos ignorantes, que, na ausência de conhecimento, buscam na estupidez de suas escolhas tirar proveito daquilo que lhes é devido por direito.

Pobre país dos milhões de aposentados atormentados pelos empréstimos consignados, criação mórbida para subtrair-lhes uma pensão digna e iludi-los com o dinheiro fácil das financeiras, como se ele fosse um complemento salarial.

Pobre país de outros milhões de endividados, atraídos pelos créditos a longo prazo, que por terem as rendas totalmente comprometidas, serão alijados do encanto do consumo nos próximos anos.

Pobre país que perdeu a fé em seu destino e satisfaz-se com um presente maculado por erros que comprometem o seu futuro.

Pobre país dos Dirceus, dos Genuínos, dos Luizinhos e de tantos outros que iludiram uma geração inteira desfraldando a bandeira da ética e pregando a moralidade.

Pobre país dos Delúbios, dos Waldomiros, dos Marcos Valérios e dos Silvios que do alto de suas arrogâncias e da torpeza de suas fraudes mostraram que todas as siglas políticas são iguais, desde que lhes sejam facultadas as chaves do poder.

Pobre país dos Paulos, dos Barbalhos, dos Garotinhos, dos Rorizes e dos Zecas que concluem seus mandatos acossados pelo Ministério Público por irregularidades cometidas ao longo de seus governos.

Pobre país das CPIs, onde as apurações satisfazem egos e massageiam vaidades, e apresentam, nos holofotes, defensores intransigentes da probidade, como se as conclusões não obedecessem ao velho ritual dos acordos antecipados na perfídia das alcovas parlamentares.

Pobre país dos mensalões, dos dólares guardados nas partes íntimas, da compra de dossiês e dos dossiês “arquivo de dados”, do caso Alstom e o metrô de São Paulo, do advogado amigo do presidente e a compra da VarigLog, dos Fábios Luis e dos mais de 200 grandes escândalos surgidos nos últimos anos, mal-apurados ou não apurados, em que se sacrificam bagrinhos para a preservação de tubarões.

Pobre país da mãe do PAC e do pai dos pobres, estratégias marketeiras que dissimulam surrados rótulos eleitoreiros para divulgar programas antigos e projetos óbvios, como se desenvolver o país e praticar a justiça social não fossem obrigações constitucionais dos governantes.

Pobre país onde pequenas minorias impõem suas vontades e, paparicadas por políticos inescrupulosos, pretendem desqualificar, de uma só vez, valores, costumes e tradições, firmados e cultuados ao longo da história.

Pobre país onde sob o subterfúgio da discriminação a discordância em procedimentos é apresentada como delito, como se a liberdade de expressão fosse prerrogativa apenas daqueles que se nomeiam discriminados.

Pobre país onde a esperteza e a “lei da vantagem a qualquer custo” já ultrapassam os meios empresariais e políticos, chegando ao ambiente doméstico, onde estão sendo passadas de pai para filho como herança familiar.

Pobre país que assiste seus presidentes do Legislativo Federal, Câmara e Senado, Severino e Renan, serem afastados de seus cargos sob suspeita de corrupção e, mesmo assim, serem cortejados pelo chefe do Executivo Federal, como se seus modos fossem naturais na república dos imorais.

Pobre país em que um bacharel reprovado duas vezes em um concurso público para juiz poderá, por decreto presidencial e anuência do legislativo, ser transformado em ministro do Supremo Tribunal Federal.

Pobre país de tão poucos Odilons que, mesmo ameaçados e sabendo-se marcados, vão além de suas obrigações e, renunciando a coisas que todos outros almejam, devotam ao cumprimento do dever os melhores dos seus dias.

Pobre país de tão escassos Helenos que abdicando de cargos e posições de relevo, ainda que aspirados por toda uma existência, utilizam-se da simplicidade corriqueira aos soldados para dizer o que é de conhecimento comum, porém, que ninguém arrisca falar.

Pobre país de tão reduzidos Jatenes que pela inteireza de caráter são, há um só tempo, referência de capacidade cientifica e de procedimento como homem público.

Pobre país de tão parcos políticos honestos que adentrando na política desprovidos de interesses financeiros, não se deixam levar por maquiavelismos partidários e quando dela se afastam, saem com a cabeça erguida e a consciência limpa, exceções dificilmente distinguidas em um meio maculado pela improbidade que não é possível citar um nome sequer.

Pobre país onde honra, honestidade e caráter deixam de ser valores cultuados como atributos e, aos poucos, passam a ser vistos como aberrações.”””

Por Hélio de Souza Filho (Pós-graduado em Política e Estratégia) .

QUEM É DE ESQUERDA? todos os partidos políticos brasileiros se dizem de esquerda e brigam para serem mais de esquerda que os outros partidos!

30/10/2007

http://www.psdb.org.br/notaoficial.asp?id=2864  

 PORQUE? porque no Brasil é chic, é in ser de LEFT , gauche, esquerda ?

VEJA A NOTA DO PSDB JURANDO QUE MERECE SER CHAMADO DE SOCIALISTA:

BEM, PORQUE NO BRASIL CHAMAR ALGUÉM DE DIREITISTA É CHINGAR É OFENDER?

Data: 24/10/2003  
     
  Congresso da Internacional Socialista  
     
  Nota à ImprensaSó a ignorância pode explicar – sem, no entanto, justificar — o sectarismo presente à organização do XXII Congresso da Internacional Socialista, que acontece em São Paulo na próxima semana. O encontro deixou de lado forças representativas do campo progressista brasileiro, em especial o PSDB, numa demonstração de manipulação partidária, oficialismo e desconhecimento de nossa realidade política que é de causar vergonha aos que, ao longo da história, empunharam as bandeiras nobres da Internacional Socialista.

A clara perda de representatividade para o evento no plano nacional é resultado direto da simbiose entre um partido que não se cansa de mostrar tentações totalitárias e uma Internacional Socialista cujo comando se mostra, no mínimo, manipulável.

Estamos falando do PT, legenda de traço conservador indisfarçável, patente nas alianças que mantém com as piores oligarquias, no uso do marketing mais populista, no desprezo por conquistas sociais como o reforço das verbas para a saúde pública, no desrespeito a princípios básicos de proteção ao meio ambiente, na burla à ética pessoal mais óbvia que se exige do administrador público, no aparelhamento desenfreado da máquina estatal. Nada disso, nem a oportunista declaração do presidente Lula de que nunca foi de esquerda, impediu o PT de ser elevado à condição de anfitrião do congresso de São Paulo.

Com a agravante de que o ideologicamente vacilante Partido dos Trabalhadores é apenas observador na Internacional Socialista e assim irá se manter. Ao PDT, membro efetivo da organização, não foi dada a condição de atuar como anfitrião. É bom lembrar: o PDT hoje está longe do poder central.

Que interesses fizeram com que a organização do congresso, capitaneada pelo secretário-geral Luis Ayala, se permitisse envolver pelo canto de sereia do PT-governo? Chileno, Ayala deve ter conhecimento sobre os tantos quadros progressistas brasileiros — boa parte hoje do PSDB, mas também em outros partidos – que respaldaram e apoiaram seu povo contra a tirania de direita que assolou seu país. Procurando boa-fé, acreditemos que o viés sectário e chapa-branca do encontro de São Paulo é resultado de mera ignorância sobre o contexto político brasileiro ou fruto de incapacidade de fazer julgamentos ideológicos minimamente consistentes.

O fato é que, depois do ocorrido, expressões como representatividade, justiça, igualdade e, sobretudo, democracia, terão um pouco menos de significado cada vez que forem pronunciadas neste Congresso da Internacional Socialista.

José Aníbal
Presidente nacional do PSDB

OS BONS TEMPOS DA REPÚBLICA DA BUCHA E DOS CORONÉIS!

15/09/2007

Em 15 de novembro de 1889, o Brasil mudou sua forma de governo, tornou-se uma república, a qual, a partir da revolução de 1930, recebeu o nome de “República Velha“, em oposição à República Nova criada por Getúlio Vargas.

Esse período de 1889 até 1930 também ficou conhecido como “Primeira República”, “República dos Bacharéis”, “República Maçônica”, “República da Bucha” e “República do café-com-leite” , pois todos os presidentes civis daquela época eram bacharéis em direito, quase todos eram maçons e membros de uma sociedade secreta maçônica da Faculdade de Direito de São Paulo, chamada de Bürschenschaft (algo como confraria da camaradagem, em alemão), ou “Bucha“, criada pelo professor Julius Frank.

Os candidatos de oposição à presidência da república também foram maçons: Rui Barbosa, três vezes candidato, o grão-mestre Lauro Sodré, duas vezes candidato e Nilo Peçanha, candidato em 1922.

A influência da Bucha foi tão forte que levou Getúlio Vargas a afirmar a Ademar Pereira de Barros:

É impossível governar o Brasil sem esta gente.

Na república velha, houve três presidentes militares, todos os três maçons. Dos presidentes civis, três deles foram paulistas, quatro mineiros, dois fluminenses e um paraibano, Epitácio Pessoa, que foi o único presidente civil que não pertenceu à Bucha. Dois presidentes eleitos não assumiram a presidência: Rodrigues Alves em 1918 e Júlio Prestes em 1930. Um morreu no meio do mandato Afonso Pena e um enloqueceu Delfim Moreira. Dois eram republicanos históricos, quatro eram ex-monarquistas.

Segundo alguns, a República Velha pode ser dividida em dois períodos: O primeiro período chamado República da Espada, de 1889 a 1898 e o segundo período chamado República dos Bachareis e da Bucha que durou de 1898 a 1930. No primeiro período predominou o elemento militar e no segundo os Presidentes dos Estados, na chamada Política dos Estados, vulgarmente conhecida por “política dos governadores”, criada por Campos Sales.

A República velha conheceu seu fim na tarde de 3 de novembro de 1930, quando Getúlio Vargas tomou posse como Chefe do “Governo Provisório” da Revolução de 1930.

Com a saída de Floriano Peixoto, começou a se firmar a República dos Coronéis, dominada pelos  bacharéis membros da Bucha. Minas Gerais era o estado mais populoso e São Paulo o segundo estado mais populoso.

Presidente Campos Sales.

Presidente Campos Sales.

Mas não foi de imediato que os militares se afastaram da política. Só depois da morte de Floriano Peixoto em 1895 , do desgaste dos militares com a Campanha de Canudos e com o assassinato do ministro da Guerra de Prudente de Morais que os militares se afastaram do poder, voltando à política somente entre 1910 a 1914 no governo Hermes da Fonseca e no movimento denominado tenentismo na década de 1920.

Por isso pode-se afirmar que, de fato, a REPÚBLICA DOS BUCHA só se consolidou em 15 de novembro de 1898, com a posse do segundo presidente civíl, Campos Sales.

As eleições presidenciais ocorriam, de quatro em quatro anos, em 1 de março e a posse dos eleitos dava-se em 15 de novembro do ano da eleição presidencial.

Uma característica peculiar da política brasileira durante a República Oligárquica foi a “Política dos Estados“, vulgarmente conhecida como “política dos governadores“, instituída no governo de Campos Sales.

De acordo com essa obra de engenharia política, o poder federal não interferia na política dos estados e esses não interferiam na política dos municípios, garantindo-se lhes a autonomia política e a tranquilidade nacional.

O presidente da República era escolhido através de um acordo nacional entre os presidentes dos estados. O Presidente da República apoiava os atos dos presidentes estaduais como a escolha dos sucessores desses presidentes de estados, e, em troca, os governadores passaram a dar apoio e suporte garantido ao governo federal, colaborando com a eleição de candidatos para o Senado e para a Câmara dos Deputados, que dessem total apoio ao Presidente da República.

A carreira política era feita dentro dos partidos políticos republicanos estaduais; não havia partidos nacionais. Os principais partidos eram o PRM (Partido Republicano Mineiro), o PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRR (Partido Republicano Rio Grandense).

Predominava nestes políticos o espírito liberal de governo, sendo que políticos de tendência esquerdista apareceriam, em partidos políticos legalizados, somente depois de 1930, na “República Nova“.

O acesso à carreira política era aberto a todos, nos partidos republicanos estaduais, desde que não se desviasse do credo liberal republicano, na época chamado de conservador. Monarquistas nunca mais foram aceitos na política, até os dias de hoje.

Os presidentes da república seriam sempre ex-presidentes de estado, o que garantia que teriam grande experiência administrativa. Houve um presidente mulato: Nilo Peçanha; vários que tiveram infância pobre, como o próprio Nilo Peçanha, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes e Delfim Moreira.

A maioria dos presidentes da República Velha começou a carreira profissional como advogados e promotores públicos. Em geral, os presidentes da República Velha entraram na política, apoiados por líderes políticos locais (os Coronéis), mas com exceção dos 3 presidentes paulistas, não eram eles próprios coronéis.

A “Política dos Estados”  impossibilitava, graças a Deus, a oposição esquerdista na política brasileira, uma vez que os representantes populares eram escolhidos mediante pactos entre o governo federal e as elites estaduais, legitimadas por eleições fraudulentas, sem espaço para candidatos independentes de esquerda.

Nesse período, havia a “Comissão de Verificação de Poderes” do Congresso Nacional, que era um órgão encarregado de fiscalizar o sistema eleitoral brasileiro, que não ratificava parlamentares eleitos que não apoiassem a “Política dos Estados”.

O único momento em que a “Política dos Estados” falhou, foi quando Afonso Pena morreu durante a sua presidência e o controle da sucessão presidencial caiu nas mãos de Nilo Peçanha.

Marechal Hermes da Fonseca.

Marechal Hermes da Fonseca.

Foi então eleito para governar de 1910 a 1914, o militar Hermes da Fonseca. O resultado foi quatro anos de guerra civil nos estados que ficou conhecida como “Política das Salvações”, onde se tentava, com o apoio do governo federal, a derrubada de todos os presidentes dos estados que não apoiaram a eleição de Hermes da Fonseca.

Durante este período ocorreram grandes revoltas no país, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Guerra do Contestado, Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, Movimento Tenentista e finalmente a Revolução de 1930, que colocaria este regime abaixo.

No campo da economia, foi um período de modernização, com grandes surtos de industrialização, como o ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial, porém, a economia continuaria dominada pela cultura do café, até a Quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.

Ocorreram também as primeiras greves, e o crescimento de movimentos anarquistas e comunistas nos grandes centros urbanos do país.

A base da República Velha – O Coronel

Quem organizava a política, diretamente no contato com a população, nos municípios, era a figura “carismática” do “Coronel“. Sempre fazendeiro, o coronel, apesar do nome, era um líder essencialmente civil, em um país com 80% de sua população rural, onde tinha que se caminhar muito para fazer política. Era, em geral, o líder local da maçonaria. O Coronel garantia os votos locais do Presidente do Estado (hoje se diz Governador), em troca do apoio do governador à sua política. Nem sempre ocupava o cargo de Intendente Municipal, delegado de polícia ou o de vereador, mas, em geral, indicava os candidatos a esses cargos. O tipo do Coronel entrou em decadência com a urbanização do Brasil.

O poder e autonomia do Coronel eram muito grandes, a ponto de um irmão do Presidente Rodrigues Alves dizer:

– No Brasil manda o “Chiquinho de Paula”, aqui em Guaratinguetá mando eu.

Há 59 anos: Suicidou-se o Presidente Getúlio Vargas!

25/08/2007

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Na madrugada de 5 de agosto de 1954, um atentado a tiros de revólver, em frente ao edifício onde residia Carlos Lacerda, em Copacabana, no Rio de Janeiro, mata o major Rubens Florentino Vaz, da Força Aérea Brasileira (FAB), e fere, no pé, Carlos Lacerda, jornalista e ex-deputado federal da UDN, que fazia forte oposição a Getúlio.

O atentado foi atribuído a Alcino João Nascimento e o auxiliar Climério Euribes de Almeida, membros da guarda pessoal de Getúlio, chamada pelo povo de “Guarda Negra“. Esta guarda fora criada para a segurança de Getúlio, em maio de 1938, logo após um ataque de partidários do integralismo ao Palácio do Catete.

Ao tomar conhecimento do atentado contra Carlos Lacerda na rua Tonelero, Getúlio disse:

Carlos Lacerda levou um tiro no pé. Eu levei dois tiros nas costas!

Getúlio Vargas

 

A crise política que se instalou foi muito grave porque, além da importância de Carlos Lacerda, a FAB, a qual o Major Vaz pertencia, tinha como grande herói o Brigadeiro Eduardo Gomes, da UDN, que Getúlio derrotara nas eleições de 1950. A FAB criou uma investigação paralela do crime que recebeu a alcunha de “República do Galeão”.

No dia 8 de agosto, foi extinta a Guarda Negra.

Os jornais e as rádios davam em manchetes, todos os dias, a perseguição aos suspeitos. Alcino foi capturado no dia 13 de agosto. Climério foi finalmente capturado, no dia 17 de agosto, pelo coronel da Aeronáutica Délio Jardim de Matos que, posteriormente, chegaria a ser ministro da Aeronáutica. Na caçada aos suspeitos, chegou-se a utilizar uma novidade para a época, o helicóptero.

Existem várias versões para o crime da rua Tonelero nº 180. Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal do presidente Getúlio Vargas, chamado pelo povo simplesmente de Gregório, foi acusado de ser o mandante do atentado. Porém, o “Jornal do Brasil” entrevistou o pistoleiro Alcino João do Nascimento, aos 82 anos em 2004, o qual garantiu que o primeiro tiro que atingiu o major Rubens Vaz partiu do revólver de Carlos Lacerda. Existe também um depoimento de um morador da rua Tonelero, dado à TV Record, em 24 de agosto de 2004, que garante que Carlos Lacerda não foi ferido a bala.

Gregório confessou ser o mandante do atentado contra o jornalista e político Carlos Lacerda, ferrenho opositor de Getúlio Vargas. Em 1956, os acusados do crime da rua Tonelero foram levados a um primeiro julgamento: Gregório Fortunato foi condenado a 25 anos de prisão como mandante do crime, pena reduzida a vinte anos por Juscelino Kubitschek, pena reduzida a quinze anos por João Goulart.

Gregório foi assassinado em 1962, no Rio de Janeiro, dentro da penitenciária do Complexo Lemos de Brito, pelo também detento Feliciano Emiliano Damas. Os documentos, laudos e exames médicos de Carlos Lacerda, no Hospital Miguel Couto, onde ele foi levado para ser medicado, simplesmente desapareceram.

1954: Com um tiro no coração, Getúlio deixou a vida “para entrar na história”. Na foto, o pijama e pistola usados na madrugada do suicídio e que estão expostos no Museu da República.

A última reunião ministerial, o suicídio e a carta testamento

Por causa do crime da rua Tonelero, Getúlio foi pressionado, pela imprensa e por militares, a renunciar ou, ao menos, licenciar-se da presidência.

Esta crise levou Getúlio Vargas ao suicídio na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, logo depois de sua última reunião ministerial, na qual fora aconselhado, por ministros, a se licenciar da presidência. Getúlio concordou em se licenciar sob condições, que constavam da nota oficial da presidência da república divulgada naquela madrugada:

“Deliberou o Presidente Getúlio Vargas … entrar em licença, desde que seja mantida a ordem e os poderes constituídos …, em caso contrário, persistirá inabalável no propósito de defender suas prerrogativas constitucionais, com sacrifício, se necessário, de sua própria vida“.

Nota Oficial

 

Getúlio, no final da reunião ministerial, assina um papel, que os ministros não sabiam o que era, nem ousaram perguntar. Sobe as escadas para ir ao seu apartamento. Despede-se do ministro da Justiça Tancredo Neves, dando a ele uma caneta Parker 21 de ouro e diz:

Para o amigo certo das horas incertas![29]

A data não poderia ser mais emblemática: Getúlio, que se sentia massacrado pela oposição, pela “República do Galeão” e pela imprensa, escolheu a noite de São Bartolomeu para sua morte.

Suicidou-se com um tiro no coração, nos seus aposentos, no Palácio do Catete, naquela madrugada de 24 de agosto de 1954.

Assumiu então a presidência da república, no dia 24 de agosto, o vice-presidente potiguar Café Filho, da oposição a Getúlio, que nomeou uma nova equipe de ministros e deu nova orientação ao governo.

Getúlio deixou uma nota de suicídio, assinada, a sua versão manuscrita, no final da última reunião ministerial, “carta-testamento“, que foi lida, na sua versão datilografada, de maneira emocionada, por João Goulart, no enterro de Getúlio em São Borja.

Esta carta até hoje é alvo de discussões sobre sua autenticidade. Chama muito a atenção, na versão datilografada da carta-testamento, a frase em castelhano: “Se queda desamparado“. Assim, tanto na vida quanto na morte, Getúlio foi motivo de polêmica.

A família de Getúlio recusou-se a aceitar que um avião da FAB transportasse o corpo de Getúlio até o Rio Grande do Sul.

Também fez um discurso emocionado, no enterro de Getúlio, na sua cidade natal São Borja, o amigo e aliado de longa data Osvaldo Aranha que disse:

Nós, os teus amigos, continuaremos, depois da tua morte, mais fiéis do que na vida: nós queremos o que tu sempre quiseste para este País. Queremos a ordem, a paz, o amor para os brasileiros“!

Osvaldo Aranha

Oswaldo Aranha que tantas vezes rompera e se reconciliara com Getúlio, acrescentou:

Quando, há vinte e tantos anos, assumiste o governo deste País, o Brasil era uma terra parada, onde tudo era natural e simples; não conhecia nem o progresso, nem as leis de solidariedade entre as classes, não conhecia as grandes iniciativas, não se conhecia o Brasil. Tu entreabriste para o Brasil a consciência das coisas, a realidade dos problemas, a perspectiva dos nossos destinos“.

Osvaldo Aranha

[31].

No cinqüentenário de sua morte, em 2004, os restos mortais de Getúlio foram trasladados para um monumento no centro de sua cidade natal, São Borja.

 Conseqüências imediatas do suicídio

Há quem diga que o suicídio de Getúlio Vargas adiou um golpe militar que pretendia depô-lo. O pretendido golpe de estado tornou-se, então, desnecessário, pois assumira o poder um político conservador, Café Filho. O golpe militar veio, por fim, em 1964. Golpe de Estado que os partidários chamam de Revolução de 1964, e que foi feito, essencialmente, no lado militar, por ex-tenentes de 1930.

Para outros, o suicídio de Getúlio fez com que passasse da condição de acusado à condição de vítima. Isto teria preservado a popularidade do trabalhismo e do PTB e impedido Café Filho, sucessor de Getúlio, por falta de clima político, de fazer uma investigação profunda sobre as possíveis irregularidades do último governo de Getúlio.

E, por fim, o clima de comoção popular devido à morte de Getúlio, teria facilitado a eleição de Juscelino Kubitschek, (JK) , em 1955, derrotando a UDN, adversária de Getúlio. JK é considerado, por alguns, como um dos “herdeiros políticos” de Getúlio., fonte wikipedia