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OPINIÕES DO PAPA FRANCISCO COMEÇAM A FAZER OS CATÓLICOS TROPEÇAREM

24/09/2013

OPINIÕES DE FRANCISCO COMEÇAM A ESCANDALIZAR OS CATÓLICOS:


“Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus.” (Ef. 5, 15-16)

O Papa quer renovar o discurso da Igreja? Pois bem, que os padres, nos sermões, voltem a falar dos milagres, um assunto em que hoje eles têm inibição de tocar. Que mostrem aos fiéis os corpos intactos dos santos. Que mostrem os vídeos do Dr. Ricardo Castañon e desafiem a contestá-los. Que chamem os ateus para a briga tomando como ringue os milagres do Padre Pio.
Que tornem os milagres o assunto mais falado do mundo, como deveriam ser.


Amolecer com gayzismo e abortismo vai fazer tanto bem quanto isso? Para que precisamos alisar as cabeças de malucos, quando podemos injetar nelas alguma sanidade, bastando ter coragem para isso?


Rodrigo Machado: De repente a linha de entendimento do Papa esteja agora mais voltada para como o próprio Jesus agiria nos dias de hoje. Quem conhece o Novo Testamento sabe que Jesus comia com publicanos e pecadores, pois sua estratégia de evangelismo era com base no amor. Notem que durante o ministério de Jesus a perseguição a ele era de origem político-religiosa. Cristo chama sua igreja de pequeno rebanho… Neste mundo a voz do povo não é voz de Deus, mas sim a do Espírito Santo que convence do pecado, da justiça e do
juízo.


Olavo de Carvalho: Alguém viu Jesus atenuar o discurso contra os poderes deste mundo? A fala do papa não ajuda nenhum homossexual em particular, mas favorece o movimento gayzista e abortista. Isto é o óbvio dos óbvios. E por que o Papa não mostra um pouco de amor aos católicos tradicionalistas que tanta discriminação vêm sofrendo há meio século.

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O católico modelo fica incorrupto


Sendo fiel ao antigo ditado que diz, “quem cala consente, torna-se conivente…” decidi reproduzir a seguir a parte do diálogo (constatações e desabafos indignados com expressões fortes…) do católico mariano Olavo de Carvalho com seus seguidores no Facebook, sobre as posições de Francisco em relação ao aborto, casamento gay e contracepção. Filósofo brasileiro, Olavo é um cidadão de total independência, sinceridade e plena fidelidade ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Doutrina Católica e a sua consciência:
(…)


19.
(acesse) http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/09/1344294-papacritica-obsessao-da-igreja-com-aborto-casamento-gay-e-contracepcao.shtml
(Olavo de Carvalho)

O esforço intenso que esse Papa desempenha em lisonjear os inimigos e escandalizar os católicos não parece deixar margem a dúvidas sobre quem é ele e quais as suas intenções.
Bergóglio está para a Igreja Católica como Barack Hussein Obama está para a nação americana.
Li a declaração no original. Não há desculpa. Não é a Igreja quem “fala muito desses assuntos”. É o movimento gayzista internacional, que tem todos os megafones à disposição, e perto do qual a voz da Igreja se torna um sussurro inaudível. E, se é para dar aos gayzistas o conforto do silêncio, é preciso conceder o mesmo benefício aos adúlteros, aos masturbadores, etc. que pelo menos pecam em privado e não se arrogam o direito de achincalhar a Igreja em público.

Esse é o ponto mais importante. Se o Papa tivesse recomendado mais discrição da Igreja ao falar dos pecados sexuais em geral (inclusive o homossexualismo, é claro), tendo em vista a ascensão generalizada de pecados infinitamente mais graves, como o homicídio em massa, o tráfico de pessoas, a prostituição infantil, etc., eu seria o primeiro a aplaudi-lo.

Não tem sentido, no mundo atual, achar que o garoto que tocou uma (…) no banheiro vai para o inferno ao lado de Fidel Castro, Pol Pot e Robert Mugabe. Mas o homem (Francisco) concedeu uma trégua especial ao gayzismo e ao abortismo, que são forças políticas mundiais organizadas, sem estendê-la a todos os pecados da carne, esmo infinitamente menos graves que o aborto, o qual não é um simples pecado da carne e sim um homicídio.

É absurdo, é injusto, é um escândalo em toda a linha.
20.

O abortismo já alcançou as dimensões de um genocídio mundial, e dar-lhe trégua sem poupar garotos de 13 anos que se masturbam é TOTAL falta de senso das proporções.
21.
Aos adeptos do “senta que o leão é manso”: O mesmo pretexto, de que se trata apenas de pastoral, não de doutrina, foi usado para justificar todos os erros do Concílio Vaticano II que estão destruindo a Igreja há meio século. Chega.
Olavo de Carvalho: Não esqueçam que a Reforma Protestante na Inglaterra se fez por mudanças na liturgia, pouco a pouco, sem tocar ostensivamente na doutrina.


22.
Qualquer evangélico que deseje se prevalecer desta situação deprimente para falar mal da Igreja Católica em geral, que o faça em sua própria página. Se o fizer aqui, será bloqueado para sempre.
Daniel Gaspar: “desta situação deprimente”. Qual situação? Ser evangélico?
Deiby Mendes: Ser luterano é uma condição deprimente?
Olavo de Carvalho: Deiby Mendes e Daniel Gaspar, vocês não sabem ler? A situação deprimente a que me refiro são as declarações do papa. Não sei se vocês são analfabetos funcionais ou maliciosos que se fazem de sonsos.
23.
Por que alguns fulanos insistem em vir falar mal de mim na minha página, em vez de fazê-lo nas suas próprias? Essa parasitagem, por si, já mostra que são canalhas em toda a linha.
Olavo de Carvalho: Mário Souza e Thiago Oliveira, é de vocês mesmos que estou falando. Sanguessugas, parasitas, canalhas, (…) se fazendo de católicos devotos.
24.
Vou repetir os argumentos. Não vou aceitar que (…) entrem aqui de carimbo em punho, fazendo-se de gostosões sem ser capazes de refutar o que eu disse:
[repete o item 19, a partir de “Li a declaração original (…)”]
25.
Perguntas que eu faria ao Papa:
1) É a Igreja que faz mas barulho contra o abortismo ou os abortistas que fazem mais barulho contra a Igreja? Somos nós ou eles quem tem o apoio da mídia mundial?
2) É a Igreja que faz mais barulho contra o gayzismo ou os gayzistas que fazem mais barulho contra a Igreja? Somos nós ou eles quem tem o apoio da mídia mundial?
3) Vossa Santidade acha mesmo que recuar vai fazê-los calar? O recuo do Concílio Vaticano II ante o comunismo impediu que os comunistas continuassem a matar pessoas na China, no Camboja, no Vietnã, superando, em números, até os crimes de Stalin?
4) Vossa Santidade acha que dar trégua ao abortismo vai diminuir o número de abortos?
26.
Todos vocês são testemunhas de que sempre combati exageros moralistas contra gays, adúlteros, (…), etc. NÃO É por “conservadorismo” que estou criticando o pronunciamento do Papa. É por um exame estritamente objetivo,
que ninguém até agora conseguiu contestar, só resmungar contra. A PIOR

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Roberto Campos fala do revanchismo dos comunistas brasileiros

05/12/2012
Por este artigo de Roberto Campos é possível ter uma boa sinopse dessa época do regime militar.
 “Atualmente fala-se novamente nos atos revolucionários ou melhor dos atos do regime militar, muitos jovens não vivenciaram esta época então aproveito este momento no blog para mostrar  esta matéria de Roberto Campos publicada no O Globo e Folha de Sâo Paulo em 04.08.1996 e que parece bem atual.”
O artigo  chama-se  : “A nostalgia das Ossadas”
Roberto Campos“A nostalgia das Ossadas”

Uma revolução não é o mesmo que convidar alguém para jantar, escrever um ensaio, ou pintar um quadro… Uma revolução é uma insurreição, um ato de violência pelo qual uma classe derruba a outra”     Mao Tsé-Tung
Dizia-me um amigo argentino, nos anos 60, que seu país, rico antes da Segunda Guerra, optara no pós-guerra pelo subdesenvolvimento e pelo terceiromundismo. E não se livraria dessa neurose enquanto não se livrasse de três complexos: o complexo da madona, o fascínio das ossadas e a hipóstase da personalidade. Duas madonas se tinham convertido em líderes políticos – Evita e Isabelita. As ossadas de Evita foram alternativamente sequestradas e adoradas, exercendo absurdo magnetismo sobre a população. E a identidade nacional era prejudicada pelo fato de o argentino ser um italiano que fala espanhol e gostaria de ser inglês…
A Argentina parece ter hoje superado esses complexos. Agora, é o Brasil que importa (sem direitos aduaneiros como convêm ao Mercosul) um desses complexos.
Os estrangeiros que abrem nossos jornais não podem deixar de se impressionar com o espaço ocupado pelas ossadas: as ossadas sexuais de PC Farias, as ossadas ideológicas dos guerrilheiros do Araguaia e as perfurações do esqueleto do capitão Lamarca! Em vez de importarmos da Argentina a tecnologia de laticínios, estamos importando peritos em “arqueologia moderna”, para cavoucar as ossadas do cemitério da Xambioá. Há ainda quem queira exumar cadáveres e ressuscitar frangalhos do desastre automobilístico que matou Juscelino, à procura de um assassino secreto. Em suma, estamos caminhando com olhos fixos no retrovisor. E o retrovisor exibe cemitérios.
Na olimpíada mundial de violência, os militares brasileiros da revolução de 1964 não passariam na mais rudimentar das eliminatórias. Perderiam feio para os campeões socialistas, como Lênin, Stálin e Mao Tsé-Tung. Seriam insignificantes mesmo face a atletas menores, como Fidel Castro, Pol Pot, do Camboja, ou Mengistu, da Etiópia.

Fidel Castro e Che Guevara

Os 136 mortos ou desaparecidos em poder do Estado, ao longo das duas décadas de militarismo brasileiro, pareceriam inexpressivos a Fidel, que só na primeira noite pós-revolucionária fuzilou 50 pessoas num estádio. Nas semanas seguintes, na Fortaleza La Cabaña, em Havana, despachou mais 700 (dos quais 400 membros do anterior governo). E ao longo de seus 37 anos de ditadura, estima-se ter fuzilado 10 mil pessoas. Isso em termos da população brasileira equivaleria a 150 mil vítimas. Tiveram de fugir da ilha, perecendo muitos afogados no Caribe, 10% da população, o que, nas dimensões brasileiras, seria equivalente à população da Grande São Paulo.

Definitivamente, na ginástica do extermínio, os militares brasileiros se revelaram singularmente incompetentes. Também em matéria de tortura nossa tecnologia é primitiva, se comparada aos experimentos fidelistas no Combinado del Este, na Fortaleza La Cabaña e nos campos de Aguica e Holguín. Em La Cabaña havia uma forma de tortura que escapou à imaginação dos alcaguetes da ditadura Vargas ou dos “gorilas” do período militar: prisioneiros políticos no andar de baixo recebiam a descarga das latrinas das celas do andar superior.
O debate na mídia sobre os guerrilheiros do Araguaia precisa ser devidamente “contextualizado” (como dizem nossos sociólogos de esquerda). Sobretudo em benefício dos jovens que não viveram aquela época conturbada. A década dos 60 e o começo dos 70 foram marcados mundialmente por duas características: uma guinada mundial para o autoritarismo e o apogeu da Guerra Fria. Basta notar que um terço das democracias que funcionavam em 1956 foram suplantadas por regimes autoritários nos principais países da América Latina, estendendo-se o fenômeno à Grécia, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e à própria Índia, onde Indira Ghandi criou um período de exceção.
Na América Latina, alastrou-se o que o sociólogo O’Donnell chamou de “autoritarismo burocrático”. O refluxo da onda democrática só viria nos anos 80, que assistiria também à implosão das ditaduras socialistas.
Uma segunda característica daqueles anos foi a agudização do conflito ideológico. Na era Kennedy (1961-63), que eu vivenciei como embaixador em Washington, houve nada menos que duas ameaças de conflito nuclear. Uma, em virtude do ultimato de Kruschov sobre Berlim, e outra, a crise dos mísseis em Cuba. Em meados da década, viria a tragédia do Vietnã.
É nesse contexto que deve ser analisado o episódio dos guerrilheiros do Araguaia e da morte de Lamarca. Não se tratavam de escoteiros, fazendo piqueniques na selva com canivetes suíços. Eram ideólogos enraivecidos, cuja doutrina era o “foquismo” de Che Guevara: criar focos de insurreição, visando a implantar um regime radical de esquerda. Felizmente fracassaram, e isso nos preservou do enorme potencial de violência acima descrito.

Capitão Lamarca

Durante nossos “anos de chumbo”, não só os guerrilheiros sofreram; 104 militares, policiais e civis, obedecendo a ordens de combate ou executados por terroristas, perderam a vida. Sobre esses, há uma conspiração de silêncio e, obviamente, nenhuma proposta de indenização. Qualquer balanço objetivo do decênio 1965-75 revelará que no Brasil houve repressão e desenvolvimento econômico (foi a era do “milagre brasileiro”), enquanto nos socialismos terceiromundistas e no leste europeu houve repressão e estagnação.

É também coisa de politólogos românticos pensar que a revolução de 1964 nada fez senão interromper um processo normal de sucessão democrática. A opção, na época, não era entre duas formas de democracia: a social e a liberal. Era entre dois autoritarismos: o de esquerda, ideológico e raivoso, e o de direita, encabulado e biodegradável.
Hoje se sabe, à luz da abertura de arquivos, que a CIA e o KGB (que em tudo discordam) tinham surpreendente concordância na análise do fenômeno brasileiro: o Brasil experimentaria uma interrupção no processo democrático de substituição de lideranças. Reproduzindo o paradigma varguista, Jango Goulart, pressionado por Brizola, queria também seu “Estado Novo”. Apenas com sinais trocados: uma república sindicalista.
As embaixadas estrangeiras em Washington, com as quais eu mantinha relações como embaixador brasileiro, admitiam, nos informes aos respectivos governos, três cenários para a conjuntura brasileira: autoritarismo de esquerda, prosseguimento da anarquia peleguista com subsequente radicalização, ou guerra civil de motivação ideológica. Ninguém apostava num desenlace democrático…
Parece-me também surrealista a atual romantização pela mídia (com repercussões no Judiciário) da figura do capitão Lamarca, que as Forças Armadas consideram um desertor e terrorista. Ele faz muito melhor o perfil de executor do que de executado. Versátil nos instrumentos, ele matou a coronhadas o tenente Paulo Alberto, aprisionado no vale da Ribeira, fuzilou o capitão americano Charles Chandler, matou com uma bomba o sargento Mário Kozell Filho, abateu com um tiro na nuca o guarda-civil Mário Orlando Pinto, com um tiro nas costas o segurança Delmo de Carvalho Araujo e procedeu ao “justiçamento” de Mário Leito Toledo, militante do Partido Comunista que resolvera arrepender-se.
Aliás, foram dez os “justiçados” pelos seus próprios companheiros de esquerda. Se o executor acabou executado nos sertões da Bahia, é matéria controvertida. Os laudos periciais revelam vários ferimentos, mas nenhum deles oriundo de técnicas eficientes de execução que o próprio Lamarca usara no passado: tiro na nuca (metodologia chinesa), tiro na cabeça (opção stalinista) ou fuzilamento no coração (método cubano). As Forças Armadas têm razão em considerar uma profanação incluir-se Lamarca na galeria de heróis.
As décadas de 60 e 70, no auge da Guerra Fria, foram épocas de imensa brutalidade. Merecem ser esquecidas, e esse foi o objeto da Lei de Anistia, que permitiu nossa transição civilizada do autoritarismo para a democracia. Deixemos em paz as ossadas. Nada tenho contra a monetização da saudade, representada pela indenização às famílias das vítimas. Essa indenização é economicamente factível no nosso caso. Os democratas cubanos, quando cair a ditadura de Fidel Castro, é que enfrentariam um problema insolúvel se quisessem criar uma “comissão especial” para arbitrar indenizações aos desaparecidos. Isso consumiria uma boa parte do minguado PIB cubano!
Nosso problema é saber se a monetização da saudade deve ser unilateral, beneficiando apenas as famílias dos que se opunham à revolução de 1964. Há saudades, famílias e ossadas de ambos os lados.”
Roberto Campos escreveu este artigo quando tinha 78 anos, e era deputado federal pelo PPB do Rio de Janeiro.
Foi senador pelo PDS-MT e ministro do Planejamento (governo Castello Branco).
É autor de “A Lanterna na Popa” (Ed. Topbooks, 1994)