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Abaixo assinado do Movimento Legislação e Vida

30/12/2013

O Movimento Legislação e Vida, da diocese de Taubaté, no estado de São Paulo, está promovendo uma coleta de assinaturas para solicitar, via iniciativa popular, a inclusão do direito à vida desde a concepção na constituição do estado de São Paulo. Clique no link abaixo para ler as instruções e participar da campanha:

http://www.citizengo.org/pt-pt/963-inclusao-do-direito-vida-concepcao-com-emenda-constitucional-na-constituicao-paulista-iniciativa

Embora a Constituição Federal não permita emendas propostas por via de iniciativa popular, o estado de São Paulo possui esta prerrogativa. Por essa razão, o Movimento Legislação e Vida colocou em prática a proposta de tentar fazer com que São Paulo seja o primeiro estado brasileiro a garantir o direito à vida desde a concepção.

A campanha está coletando, prioritariamente, assinaturas impressas das pessoas que moram no estado de São Paulo. Porém também está coletando assinaturas eletrônicas, não apenas dos habitantes do estado de São Paulo, mas também de brasileiros de outras regiões. As assinaturas eletrônicas serão entregues à Assembleia Legislativa de São Paulo junto com as 330 mil assinaturas de habitantes deste estado, necessárias formalizar o pedido de emenda à sua constituição. O objetivo é mostrar que não só os que residem no estado de São Paulo defendem a vida desde a concepção, mas também a maioria da população brasileira.

Se você é de São Paulo, ou conhece alguém que mora lá, clique no link abaixo, leia as instruções e envie sua assinatura. Se você não é de São Paulo, não deixe de participar assinando a petição eletronicamente ou divulgando-a para algum parente, amigo ou conhecido de São Paulo.

http://www.citizengo.org/pt-pt/963-inclusao-do-direito-vida-concepcao-com-emenda-constitucional-na-constituicao-paulista-iniciativa

Vamos continuar trabalhando para que a Cultura da Vida impere sobre a Cultura da Morte em nosso país, especialmente por meio da proteção das crianças não nascidas!

Só São Paulo – São Paulo só – Já é hora dos vagões andarem sob suas próprias rodas

25/12/2013

O Movimento São Paulo Independente é uma associação de direito privado, legalmente constituída, que tem por finalidade a promoção de ações sociais e culturais voltadas ao Estado de São Paulo e seu povo, visando à defesa dos interesses Paulistas, promoção de debates, estudos livres e eventos, referentes ao papel de São Paulo dentro da federação, bem como, a conscientização do povo de São Paulo para reconhecer-se como membros de uma verdadeira e legítima nação, a NAÇÃO PAULISTA, fomentando ainda o Direito de Autodeterminação do Povo Paulista, rumo a sua soberania.

1. Nós cremos na autodeterminação dos povos, proclamado desde a antiguidade como um princípio amplamente legítimo e na modernidade consagrado na Resolução 1514 – XV da ONU, que afirma categoricamente:

“todos os povos tem o direito a livre autodeterminação”. Nossa posição é de solidariedade e irmandade com todas as nações subjugadas e oprimidas por falta de liberdade. Baseamo-nos ainda no Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que no Artigo 1º dispõe:

“Todos os povos têm o direito a dispor deles mesmos. Em virtude deste direito, eles determinam livremente o seu estatuto
político e asseguram livremente o seu desenvolvimento econômico, social e cultural.”
2. Nosso Movimento busca e privilegia o mérito do trabalho de nossos ativistas.

Aqueles que trabalham pelo MSPI, com garra e abnegação, merecem ter o seu trabalho reconhecido com o respeito de nossos associados.
O papel do associado não é apenas ser simpatizante da causa, mas ser militante integral, real e consistente, dentro de suas possibilidades individuais.
3- As decisões tomadas a respeito dos rumos deste Movimento deverão sempre observar os princípios da democracia e da cidadania, bem como visar o bom andamento interno e institucional do MSPI, tudo com respeito à ordem e a hierarquia necessárias. Nossos associados deverão sempre opinar e questionar livremente, visando mantermos uma constante autocrítica no Movimento. Como buscamos aplicar a democracia dentro do MSPI, não poderíamos nunca ser contraditórios e pregar outra forma de regime para São Paulo:

Defendemos uma democracia harmônica, que aproxime o cidadão diretamente dos centros de decisão política que lhe dizem respeito.
4. Somos um movimento estritamente extrapartidário. Pessoas de diversos agrupamentos políticos e partidários serão bem vindas a participarem desse Movimento, desde que comunguem com os nossos princípios e normas básicos.

O MSPI deve servir somente aos mais altos interesses do POVO DE SÃO PAULO!
5. Os princípios da autonomia política, e da liberdade e responsabilidade pessoal são fundamentais para iniciarmos o percurso de reforma da sociedade Paulista, assim como o princípio presente em nosso terceiro ponto, que é a valorização dos méritos individuais, em prol de si mesmo e da coletividade paulista. Somos defensores da descentralização do poder, revalorizando a esfera municipal, a real e plena participação do cidadão como vigilante e partícipe dos poderes administrativos constituídos.
6. Defendemos a identidade do Povo Paulista. A manutenção e a valorização da identidade cultural tradicional de São Paulo são armas de coesão e força entre nós, e, portanto, devem ser nossos guias ideais na caminhada rumo à Nação Paulista. Do que adianta um povo com posses materiais, mas sem alma?
7. Afirmamos com força a ideia de diversidade cultural. Ressaltamos, não obstante, que a causa da diversidade cultural é distinta do uso ideológico que se faz da ideia de multiculturalismo, sobretudo na forma que assume quando direcionada como ferramenta, justamente, contrária à diversidade cultural, pregando a descaracterização das tradições dos povos em nome de uma igualdade padronizadora, homologada aos avatares do ‘politicamente correto’. No fundo, a meta daqueles que adotam tais posturas é destruir os laços dos homens com as tradições dos seus povos (sociais, culturais, espirituais, políticas e econômicas), criando
uma cultura global uniformizada. O que defendemos, mais uma vez, é a CONSERVAÇÃO e DIFUSÃO das tradições do Povo de São Paulo.
8. O espírito Paulista é de um empreendedorismo civilizacional, demonstrado pela livre iniciativa econômica e pela nossa força vital de trabalho, aliada às bases civilizacionais herdadas dos nossos antepassados ibéricos.
Esse empreendedorismo sempre buscou a maior realização social e o desenvolvimento da Nação Paulista.
9. Cremos nos princípios de garantia às liberdades de expressão e de imprensa. São Paulo deve pautar-se nessa liberdade. Os regimes totalitários do Século XX deixaram evidentes, aos olhos da História, os prejuízos sociais da supressão das várias liberdades civis. Essa supressão não deverá jamais ocorrer em São Paulo.
10. Firmamos compromisso com o ordenamento jurídico vigente na República Federativa do Brasil. Pregamos soluções possíveis dentro da lei e com a lei, para a transformação real dos problemas sociais que o Movimento São Paulo Independente vem apontando através de seu trabalho. Se existem leis em relação às quais nos opomos, nossos princípios nos obrigam a cumpri-las, sem prejuízo da nossa busca, através da pressão popular e da sociedade civil organizada, para efetuar as mudanças legislativas possíveis. As leis são pensadas para ter vigência perpétua, mas os cidadãos organizados podem fazer mudar qualquer norma ou cláusula pétrea. Não se pode frear a ação histórica!
11. Nós damos apoio e solidarizamo-nos com as instituições que, historicamente, são resultado do bom andamento e da ordem social de São Paulo. Sejam essas instituições de caráter cultural, educacional, histórico, jurídico, governamental, econômico e outras, públicas ou privadas.
12. Temos por preceito básico a não discriminação do indivíduo, seja por razão de fé, etnia, sexo ou condição social.
13. Defendemos a aqueles que são socialmente vulneráveis, tais como os idosos, os deficientes físicos, as crianças, os órfãos e outros. Também somos defensores dos princípios da família tradicional, como base de sustentação de uma sociedade firmemente estruturada e sadia.
MOVIMENTO SÃO PAULO INDEPENDENTE

Jornalistas petralhas abominam o agro negócio

31/10/2013

Mesmo com a consolidação do Brasil como um dos líderes mundiais do setor, a mídia não especializada pouco aborda o tema.

Redação *

O 1° Fórum ESPM/MSD de Comunicação, realizado no último dia 22, em São Paulo (SP), reuniu renomados profissionais da comunicação e apresentou os resultados de uma pesquisa que analisou como jornalistas de grandes veículos nacionais têm pautado a pecuária brasileira. Segundo o estudo, mesmo com a consolidação do Brasil como um dos líderes mundiais do segmento, a mídia urbana não especializada pouco aborda o tema.

Em seis meses de monitoramento (de julho a dezembro de 2012), foi considerada uma amostra composta de 31 palavras-chave ou expressões (todas ligadas à pecuária) em 10 veículos de comunicação (Jornal da Band, Jornal Nacional, Jornal da Record, Revista Época, Revista IstoÉ, Revista Veja, Jornal O Estado de São Paulo, Jornal Folha de São Paulo, Jornal O Globo e Jornal Valor Econômico), resultando no total de 497 matérias divulgadas.

Desse total, 472 matérias foram publicadas em jornais, 14 em revistas e apenas 11 nos telejornais. “A imprensa brasileira não noticia nossa agropecuária”, salientou o coordenador do Núcleo de Estudos em Agronegócio da pós-graduação da ESPM-SP, José Luiz Tejon, acrescentando que, se todo o setor tivesse sido monitorado, talvez o resultado tivesse sido outro.

Tejon disse acreditar que os resultados servirão para nortear ações no sentido de ter uma comunicação que seja menos subjetiva e que ajude a sociedade a entender que a relação entre a balança comercial e o crescimento do PIB está diretamente ligada a produção de proteínas de forma mais consciente. “A intenção é trazer para a sociedade a realidade do campo de forma sustentável e verdadeira”.

O especialista recordou que uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) constatou que 81,3% da população das grandes capitais brasileiras consideram o agronegócio como sendo uma atividade muito importante para a economia nacional.

Para o gerente de capacitação técnica da MSD Saúde Animal, Sebastião Pereira de Faria Jr, que falou sobre mitos e verdades sobre a produção de proteína animal, é preciso iniciar um diálogo a partir dos profissionais de comunicação. “Estabelecer interlocutores válidos na cidade e no campo para que a população urbana tenha uma percepção clara de que há uma revolução tecnológica no campo, o que permite uma produção eficiente de carnes e laticínios, com respeito aos animais, ao meio ambiente e à saúde dos consumidores”, destacou.

O debate contou com os jornalistas: Bruno Blecher – Revista Globo Rural/CBN, Heródoto Barbeiro – Record News, Humberto Pereira – Programa Globo Rural, Vera Ondei – Revista Dinheiro Rural, José Luiz Tejon – ESPM, Sebastião Faria Jr – MSD Saúde Animal e como mediadora Kellen Severo – Canal Rural.

Glossário de Pecuária para Jornalistas

A Universidade MSD Saúde Animal lançou no evento o Glossário de Pecuária para Jornalistas que tem o objetivo de aproximar a imprensa do tema, trazendo o significado dos termos mais comuns usados nas cadeias produtivas do leite e da carne. Apresenta também o panorama atual da pecuária brasileira e importantes programas voltados ao aumento da produtividade nas fazendas. “A companhia oferece um leque de serviços através da Universidade MSD, que tem como meta difundir conhecimento técnico, com foco em produtividade animal na pecuária de leite e de corte, técnicas de gestão, marketing e vendas”, destaca Faria.
* Divulgação

O Eterno Retorno das Mentiras do PT – Como funciona a Central de Boatos – A Fábrica de Dossiês.

18/08/2013

Você já viu esse filme:
1. PT em baixa nas pesquisas. Começa a pipocar ‘denúncias’. ‘dossiês’ e ‘vazamentos’ na imprensa contra o PSDB, normalmente na Folha de S. Paulo.
2. Blogueiros, jornalistas e os petistas de sempre reclamam da ‘parcialidade da mídia’ por não dar a atenção às denúncias que eles querem. Voltam as ameaças de controle social da midia pelo apparatchik.
3. Os analfabetos funcionais nas redações ficam assustados com a patrulha, com as cobranças dos amigos barbudos de mesa de bar, e começam a aumentar o espaço das ‘denúncias’ para tentar fugir da patrulha. Seus editores apóiam para não ficar para trás dos concorrentes.
4. Depois de algumas semanas de ‘escândalos’ fabricados na Folha de S. Paulo, aparece uma grande revelação no O GLOBO, seguido pelo Estadão. Não são mais denúncias. São “fatos concretos”.
5. Petistas e psolentos do congressos, ‘indignados’ com os escândalos, pedem CPIs e voltam a falar como opositores.
6. Elio Gaspari faz um artigo cheio de neologismos tentando passar a idéia de que se o PT erra a oposição é ‘demófoba’.
7. Celebridades, jornalistas e blogueiros invertebrados começam a dizer que ‘político é tudo igual‘ e fazem tábula rasa dos escândalos, igualando os reais e os imaginários.
8. PT retoma o protagonismo do noticiário com alguma medida publicitária e populista.
9. PT vence a eleição e o jogo é zerado.
10. Volte ao início.

A minha candidatura é o protesto do Povo!

25/06/2013

Minha candidatura é o protesto do povo

ADHEMAR DE BARROS

Devo a êste maravilhoso órgão de divulgação, mais esta oportunidade de continuar o meu diálogo com o povo brasileiro. Continuarei a fazê-lo na mesma linguagem das minhas palestras com a nossa gente em minhas peregrinações de tantos anos. Faço-o sem arrogância e sem imposições: de brasileiro para brasileiro, de igual para igual. Sei que, desde o mais humilde ao mais letrado, todos entendem a minha Mensagem de fé nos destinos da nacionalidade.

Uma longa jornada e uma extensa fôlha de serviços autorizam-me a falar com o povo e em nome dêsse mesmo povo, em nome do Brasil e em nome da Democracia. Sou homem de partido. Sou homem de ideais democráticos, homem de postulados políticos. Sou candidato, mas não o sou por imposições pessoais ou de grupos. Luto sòzinho. Não tenho pelas minhas costas, a impulsionar-me, nem o Govêrno Federal nem o Govêrno do Estado de São Paulo.

Eu não tenho os apoios oficiais, nem os apoios particulares. Eu só tenho você, brasileiro. E, só com você, eu tenho, graças a Deus, mais do que os meus opositores, pois o que vale é o voto e não essa avalancha de dinheiro que pode comprar políticos, mas não compra a consciência cívica dos brasileiros. Sou, portanto, candidato para vencer. Eu sinto que o povo repele a propaganda milionária dos candidatos dos Bancos oficiais do Poder Central e do Estado de São Paulo e dos grupos financeiros que temem a vitória de quem não tem compromissos com êles, mas apenas com as massas sofredoras da nossa terra.

Eu só tenho você brasileiro, que não tem o direito ao pão de cada dia, porque os preços estão pela hora da morte. Eu só tenho você, desabrigado, doente, sem trabalho, que precisa mais de um govêrno humano do que de palácios, espadas ou vassouras. Você, sem casa e sem pão, mas com a alma forte e corajosa. Você que aprendeu, nas vicissitudes por que tem passado, a retemperar a coragem cívica e protestar, através do voto que não se vende, contra êsse estado de coisas. Eu só tenho você, trabalhador espoliado do seu salário, que não lhe permite ter casa para morar, leite e escolas para os seus filhos.

Você, meu companheiro de lutas democráticas, você, povo, sabe que não gosto de acusar ninguém. Gosto, isto sim, de esclarecer a opinião pública. Eu não tenho inimigos pessoais. Os meus inimigos são os inimigos do povo. Se protesto, se mostro erros e desacertos, é porque os vândalos da nossa Economia, os grupos parasitários e os seus candidatos sem partidos, querem tirar ao povo o seu direito de livre escolha. Aí estão as marchas e contramarchas de candidatos que procuram assustar a opinião pública com ameaças de golpes e sangue nas ruas brasileiras, onde deveria correr sòmente a abundância de alimento e progresso. Aí estão as iras da derrota iminente que vem solapando, inclusive, o prestígio pessoal do Presidente JK.

Eu o avisei, de amigo para amigo, de brasileiro para brasileiro, de que uma candidatura imposta seria um abuso capaz de dar nisso que todos estão vendo: essa volúpia de ofensas de dois candidatos que se digladiam em praça pública, ao invés de apresentar idéias ou programas. Aí estão as reviravoltas do oportunismo. Aí estão as ideologias exóticas transparentes, que tomam as côres do momento, ao bel-prazer do oportunismo.

Novas armadilhas são preparadas para o povo, inclusive nas promessas de continuísmos dêsse estado de coisas, com palácios construídos a custa do pão do trabalhador. Então aí as artimanhas, as maquinações da intriga, o ópio com que pretendem dopar as nossas consciências, lançando carradas de papel com rótulo de dinheiro, um papel que não dá para pagar a conta do trabalhador no fim do mês. Aí está, também, a miragem da sêde do Poder a qualquer preço, ainda que seja o preço das maquinações realizadas em viagens nababescas fora da nossa Pátria.

cÉ o protesto do único partido que tem candidato próprio e leva à praça pública um ideal, uma ideologia de trabalho e progresso, com um programa realista e uma Plataforma, a única apresentada até agora ao povo. Eu protesto, portanto, em nome do povo contra a ameaça de agressão à Democracia. Eu protesto contra a deturpação do regime. Se não vamos entrar numa guerra, para que espada? Se não vamos fazer ditadura, mas democracia, para que precisamos do ódio, da vingança, das perseguições e do juízo final, a que se propõe o homem da vassoura?

ademar

Pelos símbolos se conhecem os homens. Um apresenta por símbolo, que é aquilo que deve haver de melhor em sua alma, uma vassoura que, por sinal, serviu de símbolo a tôdas as feiticeiras do passado; o símbolo do mal. O outro, apresenta uma espada, símbolo da prepotência e da fôrça. É por isso que o povo já anda dizendo, com a sua sabedoria divina, que Entre a Fôrça do Mal e o Mal da Fôrça, símbolizados na vassoura e na espada, eu sou o caminho. O caminho da Democracia, da Verdade e do Entendimento, simbolizado num salva-vidas que é o de que a Nação anda precisando neste caos em que se debate.

Eu protesto. Eu não deixarei esta ânsia de poder a qualquer preço chegar à agressão ao direito do voto livre. Em 3 de outubro, o povo brasileiro vai ajudar-me a dar uma lição de Democracia a êsses senhores.

Agora mesmo estamos vendo a confirmação dos meus cálculos de aumento dos preços de gêneros. Está publicada no Correio da Manhã do dia 28 de agôsto último. Eu disse que os preços tinham encarecido 50 anos em 5. A banha aumentou 350% ! A batata, a cebola, o feijão, a farinha de mandioca, o milho e até o amendoim subiram até 600%.

Nunca se viu isto em nossa História. Agora, eu pergunto: onde está o candidato da Oposição que não apresenta solução verdadeira para a alta desmedida dos preços, chegando mesmo a louvaminhar o govêrno do Senhor Juscelino em muitas de suas manifestações, como o fêz recentemente em Brasília? E o candidato do govêrno terá uma boa defesa para essa alta astronômica do custo da vida, quando o govêrno gasta bilhões para uma obra faraônica?

Não, brasileiros! Não farão nada pelo povo, simplesmente porque ambos são candidatos dêles próprios, sem partidos, sem ideais e sem programas.

Eu converso com o povo e lhe digo que, de início, sustarei as emissões desenfreadas; modificarei a distribuição orçamentária, dando 30% ao município, 30% ao Estado e 40% à União; darei preferência, nesse orçamento, aos Ministérios da Educação, Saúde e da Agricultura, não como ora se faz, quando os três Ministérios, Aeronáutica, Marinha e Exército, consomem mais de 50% do orçamento num país pacífico como o nosso, dentro de um mundo dominado por potências que podem anular as nossas fôrças com as suas fabulosas bombas de hidrogênio e atômicas e com as suas frotas aéreas, de teleguiados de capacidade arrasadora nunca vista.

Eu tenho programa e tenho idéias. Quero o Govêrno não para fazer prevalecer a ganância de grupos, sejam os ora dominantes ou os inconformados que vão buscar um candidato fora de suas hostes sòmente para se servirem dêle e não para servir o povo.

Eu não sou problema. Não sou a inflação arrasadora de situações econômicas ou morais. Não sou o alto custo da vida para o qual não contribuí, pois em meus governos, realizando mais que todos os governos, jamais aumentei impostos ou taxas. Eu não sou a fome. Não sou a doença do corpo, nem a doença da alma, nem a doença do regime. Não sou o desemprêgo e nem a falência da Previdência Social. Não a pompa e nem o desperdício. Não sou a volúpia do poder, nem o ódio ou a vingança. Não sou a espada, nem a vassoura: sou o salva-vidas. Sou a solução. Sou a solução para o Brasil, como fui, mercê de Deus, a solução para São Paulo. Sou a solução do Brasil, porque sou a solução para o homem do Brasil e para o regime democrático.

A candidatura do povo está intacta. A vitória do povo, ninguém a tira. A plataforma de govêrno do povo é a resposta aos seus algozes, aos prepotentes e aos místicos da política. Vamos abrir novos caminhos para o Brasil. O Brasil tem um lugar reservado entre as potências em choque. O Brasil será aquela potência moral, que atuará como um freio entre as ideologias em luta. O mundo fica cada vez menor. Um conflito mundial pode causar danos indiretos ao Brasil.

Vamos lutar pela paz, com os nossos instrumentos de trabalho. O trabalho será a nossa linguagem democrática perante os outros povos. Mas trabalho que não seja castigo: trabalho que seja libertação! Vamos abrir os nossos portos ao mundo inteiro. Vamos vender e comprar, vamos negociar, em têrmos honestos, com todos os países do mundo. Mas vamos mostrar, com o nosso trabalho, com a organização da nossa vida, que esta é uma Democracia. Isso será o mesmo que dizer aos outros povos: esta é uma Democracia. Respeitai-a e vivereis felizes!

Vamos falar a linguagem da nossa tradição cristã, que é a linguagem do amor e não o ódio! Não nos vamos unir a ninguém para ir contra ninguém. O Brasil não entrará em guerra. Não pode entrar, pois temos que realizar uma guerra muito mais digna, aqui dentro mesmo: a guerra contra a fome, a sêca, o desabrigo, o desemprego e o subdesenvolvimento. Para isso, eu tenho uma plataforma de govêrno. E essa plataforma de govêrno traz as soluções para o homem do Brasil. A sua valorização e a valorização do seu trabalho. O pão, a água, a casa, a terra, o trabalho, a saúde, a educação. Uma coisa está ligada a outra. Por isso, solucionando o problema da saúde, com assistência real, postos de saúde, maternidades, assistência volante que atinja até o coração da Pátria, teremos um homem saudável. Mas é preciso educá-lo, dar-lhe escolas, cartilha, tabuada, transporte, merenda, tudo gratuito, principalmente a escola técnica, o artesanato, as escolas profissionais.

É preciso, também, remunerar o mestre de acôrdo com seus altos deveres, sem cercear as atividades legítimas do ensino particular onde temos tido a grande fôrça libertadora da ignorância em nossa terra. Somam as milhares as escolas religiosas e são incontáveis as ações dos missionários que levam até o índio a palavra da verdade, porque instrução é verdade. Quanto à terra, o homem deve conquistá-la com irrigação, instrumentos próprios, créditos, máquinas, sementes. A saúde e a instrução lhe darão maior capacidade de trabalho, e mais pão para todos. Não basta dar terra ao homem: é preciso dar o homem à terra! Com a liberdade sindical, previdência atuante e permanente, salário justo, as condições de trabalho melhoram. E, aí, o homem precisa da industrialização. O aço é a matéria-prima do progresso. Centenas de siderurgias nos darão aço suficiente para a industrialização. E aço quer dizer fartura. Com aço desencadearemos a espiral, não da inflação, mas do próprio desenvolvimento.

Transporte, Energia, Saúde e Educação devem ser resolvidos pela criação de sistemas de rêdes completas. Não adiantam as providências estanques. Por onde passar a Energia Elétrica, passarão o transporte, o médico e o livro.

Os recursos para realizar todo um programa de govêrno estarão à disposição no meu govêrno, com estas providências: a) eliminação das despesas supérfluas; b) reforma do orçamento; c) melhor distribuição das rendas, com 30% para os Municípios, 30% para os Estados e 40% para a União, como atrás falamos. O Município executará quase tudo e a União planificará quase tudo.

O princípio básico será: centralizar para planificar e descentralizar para executar.

A par disso, teremos que realizar o aumento da produção e das vendas para o exterior. Aumento da produção do petróleo para economizar divisas, bem como do trigo e do papel de imprensa. Venda em melhores condições do nosso minério de ferro, que nos poderá dar tanto quanto nos dá o café. Criação da cooperativa do café, para libertar os cofres públicos da sustentação cara dos preços. E, para baixar o custo da vida, a solução será a Reforma Tributária. Taxação pesada sôbre os artigos de luxo e as rendas altas. Libertação dos artigos e gêneros de primeira necessidade e dos salários. Salário não é renda, tenho afirmado e, se eleito, provarei que resolverei êsse problema.

Assim tenho falado ao povo nas minhas peregrinações por êste imenso País. Assim continuarei falando através dos órgãos de divulgação como esta brilhante Revista. Assim falarei quando eleito Presidente da República, porque gosto de dialogar com o povo e sei que lhe interpreto as mais sentidas aspirações. Assim irei falando, trabalhando, realizando a exemplo do que fiz em São Paulo e, agora, na Prefeitura da cidade que mais cresce no mundo, até que possamos construir um Brasil Melhor dentro de um Mundo Melhor.

A minha saudação a O Cruzeiro e, através dêste instrumento portentoso da opinião pública, a todo o povo brasileiro: Para a Frente e Para o Alto!

Desta Vez, Vamos!