Posts Tagged ‘moura andrade’

Antônio Joaquim de Moura Andrade, fazenda guanabara, mouran, noroeste do brasil, variante, brotas, águas de são pedro, pecuária, rei do gado, andradina

01/11/2008

Antonio Joaquim de Moura Andrade nasceu em 22 de dezembro de 1.889 na Espraiada do Varjão, freguesia de Brotas, no Estado de São Paulo, onde seus pais Joaquim Theodoro de Andrade e Maria Júlia das Dores eram sitiantes, sendo o segundo dos oito filhos do casal.

=

VEJA AQUI VIDEO DAS MUSICAS DE ANTONINHO MOURA ANDRADE E PAIZINHO prefeito e vice de Andradina-SP

ASSISTAM É SENSACIONAL.. MARAVILHOSO EM 1968:

OS VIDEOS SÃO CURTINHOS,,,,, NÃO TENHA PREGUIÇA,,,, DIVULGUE-OS AO MÁXIMO.

=

=

=

VEJA TAMBEM: AQUI TEM DEPOIMENTOS BONITOS TAMBÉM …nas mensagens,.

https://homemculto.wordpress.com/2007/09/09/um-exemplo-de-coronel-o-rei-do-gado-e-fundador-de-andradina-sp/

 

Estudou as primeiras letras com seu bisavô paterno, Francisco Antonio Gouvea. Em 1904 seus pais mudaram-se para a cidade de Brotas, onde estabeleceram pequeno comércio de suínos e carne. Apesar de sua pouca idade, já começou a trabalhar como “caixeiro” em uma loja da cidade. Em 1.906 mudou-se para a cidade de Monte Alto e depois para Taiúva, ambas no Estado de São Paulo, sempre trabalhando como “guarda-livros” em fazendas da região.

 

Em 1.908 casou-se com Guiomar Soares Andrade, companheira dedicada, que lhe deu decisivo apoio em sua vitoriosa vida. Tiveram os filhos Eurico casado com Maria Gertrudes Almeida de Moura Andrade, Aluizio, Auro casado com Beatriz Stella Prado de Moura Andrade, Antonio casado com Regina Silvia Costa Andrade, Wanda casada com Favorino Rodrigues do Prado, Nelson, Lúcia casada com José Luiz Toledo Piza e Luiz Soares Andrade casado com Maria Regina Bueno de Andrade.

 

Em 1.913 associa-se a Seraphim Collettes, sitiante na região, e a Guilherme Moura, telegrafista da estação de trem em Taiúva, e juntos fundam a empresa “Collettes, Moura, Andrade & Cia”, dedicando-se ao comércio de cereais, tendo comprado uma máquina de beneficiar arroz. Com o advento da I Guerra Mundial, em 1.914, o comércio de cereais é muito ativado pelas exportações, e inicia a carreira de “comissário de café”, comprando as primeiras safras da região. No ano de 1.915 retira-se da sociedade o Sr. Collettes, ocasião em que a empresa tem alterada sua razão social para “Moura Andrade & Cia.”

 

Com seu instinto de desbravador de terras começa a adquirir quinhões da antiga Fazenda Barra do Tietê, na Comarca de Araçatuba, em 1.917, no extremo oeste do Estado de São Paulo. Era uma região de mata virgem, com imensos perobais, terra ubérrima onde a prodigalidade da Natureza compensava o esforço humano. Em 1.918 inicia a derrubada da mata visando a implantação de moderna fazenda a que deu o nome de “Guanabara”, confiando a empreitada a seu tio, Francisco Theodoro de Andrade.

 

No ano de 1.927 retira-se da sociedade o Sr. Guilherme Moura mas que pela amizade e recíproca confiança, compromete-se a aguardar o ano de 1.931 para formalizar sua retirada, época em que o irmão caçula de Antonio Joaquim, Octavio, já estaria formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na Capital de São Paulo, e assumiria seu lugar na sociedade, o que de fato ocorreu. Entretanto, devido à crise de 1.929, sua retirada somente foi formalizada em 1.937. Em homenagem ao amigo e então antigo sócio, os irmãos Andrade passam a assinar e conservar o sobrenome “Moura”.

 

O espírito empreendedor não se esgota nem se cansa. Já não bastava implantar uma fazenda. Urgia partilhar a riqueza oferecida pela Natureza, razão de sua decisão de lotear as terras e fundar a cidade de Andradina.

 Assim os irmão Andrade iniciaram a dinamização de dois empreendimentos que assombrariam sua geração: a implantação de uma cidade de modernos bandeirantes onde a energia dos paulistas frutificasse o sonho de Euclides da Cunha- a cidade de Andradina, fundada em 11 de julho de 1.937- e a criação de outra cidade, não menos vibrante e apaixonante, onde os brasileiros pudessem restaurar as energias gastas nos embates da vida- a estância de Águas de São Pedro, a 25 de julho de 1.940.

 

Assim, os dois Andrade, irmãos também nos sonhos de amor à terra, iniciaram juntos estes dois empreendimentos, cuidando cada um de um setor. A Antonio Joaquim coube zelar e desenvolver Andradina; a Octavio tocou Águas de São Pedro.

 

O desenvolvimento de Andradina foi consequência da fertilidade da terra escolhida, da segurança da direção progressista do empreendimento decorrente da personalidade e liderança carismática de Antonio Joaquim de Moura Andrade, que superando todas as adversidades com sua capacidade, dinamismo e otimismo, transformava derrotas em vitórias, vencidos em vencedores, empolgando a todos com o seu trabalho e ação.

 

O respeito e carinho que dedicava a todos os seus auxiliares, desde o mais humilde, aliado à nobreza de seus propósitos fazia com que todos se confraternizassem com seus ideais. Sua visão de homem sem barreiras trouxe os recursos modernos do século XX para os confins do sertão.

 

Utilizando-se largamente do rádio e do aeroplano, o que multiplicava sua presença em seus empreendimentos, logo percebeu que esses dois poderosos meios de comunicação seria imprescindíveis para o bom desenvolvimento social. Juntamente com outros eméritos progressistas e contando com o apoio de homens como o jornalista Assis Chateaubriant- que o chamou de “descomunal Moura Andrade” em seu necrológico- iniciou uma campanha maciça que culminou com a solidificação da aviação civil no país.

 

Mas o sucesso de seus feitos antes de ensejar um merecido repouso ainda mais o estimulava. Fronteiras não existiam e, após a vitória de Andradina, cruzou o Rio Paraná em 1.938 e, juntamente com Jaime Ferreira Barbosa adquiriu parte da fazenda “São Bento”, no então município de Rio Brilhante, que desde o início do século pertencia a Domingos Barbosa Martins, alcunhado de “Gato Preto” e sua mulher, Dna. Maria Crescencia Vilhalba Barbosa Martins. Alguns anos depois, juntamente com Túlio Garcia de Souza e Etalívio Pereira Martins adquiriu outras glebas na margem direita do Rio Paraná, dando início à implantação da Fazenda Primavera, hoje Município de Bataiporã, MS.

 

Por volta de 1.948 adquiriu de Henrique Martins a “Fazenda Baile”, também parte da antiga “Fazenda São Bento” e, partindo da barranca do Rio Paraná, onde havia estabelecido o Porto Primavera, lançando mão de grandes e modernas máquinas de terraplanagem, abriu 60 quilômetros de estrada, ligando as duas fazendas, vencendo a mata virgem e transpondo extenso varjão. É importante salientar que todas essas fazendas foram adquiridas de particulares radicados na região há muitos anos e não, como era praxe da época, requeridas ao governo estadual.

 

Com recursos próprios rasga mais de 350 quilômetros de estradas por toda a região, transpondo matas, rios, varjões e grimpas, unindo diversas vilas e lugarejos, permitindo a vinda de outros colonizadores para o desenvolvimento dessa região, hoje no Estado do Mato Grosso do Sul.

 

Em um espigão da Fazenda Baile funda, em 20 de dezembro de 1.958, outra cidade, Nova Andradina, hoje progressista município sul-matogrossense. Antonio Joaquim de Moura Andrade foi o exemplo vivo do progresso. Exaltou a força do trabalho e a confiança no homem, semeando escolas por onde passou, dando oportunidades aos que tinham ânimo, estimulando os mais acomodados. Provou que a vontade é potente alavanca que alça riquezas morais e materiais, desde que apoiada no trabalho.

 

Faleceu em São Paulo, Capital, em 8 de fevereiro de 1.962, deixando Exemplo e Saudades.

 

Nova Andradina, MS, dezembro de 1.984.  

 

Antonio Fernando Andrade Prado, advogado e fazendeiro, é neto de Antonio J. de Moura Andrade.

 

Fonte de pesquisa: Arquivo pessoal do Dr. Antonio Moura Andrade.