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Dizem que o Avaaz é do PT – Aqui eles dizem que acabarm com o voto secreto para cassação de mandatos de parlamentares

01/12/2013

Caros membros da Avaaz em todo o Brasil,

Nós conseguimos! O Congresso finalmente acabou com o voto secreto para cassação de mandatos de parlamentares. Nossa comunidade esteve por trás de cada etapa. Esta semana, o Senador Rodrigo Rollemberg disse que a nossa vitória só foi possível “graças à participação da sociedade, e a Avaaz teve um papel fundamental ao levar a voz de tanta gente para o Congresso Nacional.”

É uma vitória enorme. Dá para dizer que políticos condenados ou envolvidos em esquemas de corrupção – como Donadon e Jaqueline Roriz, por exemplo – não vão mais conseguir se manter no poder por meio de acordos, chantagem e intimidação em troca de proteção. Com o voto aberto, nenhum político vai arriscar sua reputação para salvar corruptos e condenados. A cada semana, a cada ano, essa mudança vai limpar nosso Parlamento e nossa política.

Nos disseram que era impossível. Que éramos ingênuos e que os interesses envolvidos estavam enraizados no Congresso. Mas nós insistimos, dia após dia, e juntos fizemos do impossível o inevitável, fortalecendo nossa democracia.


Esta é a incrível história de como nós mudamos nossa política

Nossa ação no aeroporto de Brasília e a vitória na Câmara dos Deputados!
Nossa ação no aeroporto de Brasília e a vitória na Câmara dos Deputados!
Nosso ato no aeroporto de Brasília e a vitória na Câmara dos Deputados!

Nós colocamos o assunto na agenda do Congresso

Após anos de tentativas de deputados e senadores para acabar com o voto secreto, em junho de 2012 tivemos uma oportunidade única para isso. A comunidade da Avaaz, então, tomou uma atitude. Em questão de dias, 110 mil membros assinaram a petição urgente, exigindo que o Congresso aprovasse a proposta de emenda constitucional. Nossa campanha fez barulho, pegando o Senado de surpresa e forçando a aprovação da votação, levando à Câmara de Deputados a proposta de voto aberto para cassação de mandatos. Foi o passo inicial de todo o processo.

O movimento cresceu

A PEC perdeu força na Câmara mas, com a eleição ultrajante de Renan Calheiros à presidência do Senado, a indignação pública veio à tona. Em poucos dias, centenas de milhares de nós nos juntamos ao apelo do senador Pedro Taques por eleições transparentes para a presidência do Congresso. Esse apoio foi sentido em Brasília, que achava que a pressão já havia minguado. Em seguida, os gigantes protestos de rua entraram em erupção e nossa petição disparou para 400 mil assinaturas exigindo “Voto aberto já!”. Os políticos já não podiam mais se dar ao luxo de ficarem quietos, e um número cada vez maior passou a apoiar o projeto.

Vencemos a primeira batalha

Com a votação na Câmara chegando mais perto, a pressão aumentou. No dia do voto, nós da equipe da Avaaz recebemos deputados no aeroporto de Brasília e, com toda a imprensa presente, os encurralamos um a um, perguntando como votariam. Depois, entregamos as vozes de 650 mil brasileiros diretamente em plenário. Nossa pressão olho no olho funcionou. Mais tarde, naquele mesmo dia, o projeto de lei foi aprovado. O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, disse que o sucesso deveu-se à pressão popular.


Em ato com pessoas seminuas, pressionamos pela aprovação do voto na Comissão de Constituição e Justiça
Em ato com pessoas seminuas, pressionamos pela aprovação do voto na Comissão de Constituição e Justiça

Renan e seus aliados reagem

A proposta foi então enviada para o Senado, e o momento era nosso. Mas alguns senadores se sentiram ameaçados pela perda de sua arma mais poderosa: o sigilo. Renan e seus aliados começaram a se mobilizar para impedir a votação, usando as estratégias de sempre – trabalhando nos bastidores para fechar acordos suspeitos.

Mas quando ele estava na iminência de acabar com a proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, os membros da Avaaz deram as caras. Sabendo que apenas grande pressão popular poderia salvar o voto aberto, um grupo tirou suas roupas e mandou a seguinte mensagem ao Senado: “Nós não temos nada a esconder. E você, senador?” Em menos de três horas, o protesto estava na primeira página de sites de notícias do mundo todo, e a CCJ não podia mais resistir. A proposta foi aprovada e enviada ao plenário.


Nossa ação no aeroporto de Brasília e a vitória na Câmara dos Deputados
Nossa ação no aeroporto de Brasília e a vitória na Câmara dos Deputados
Entrega da petição aos senadores e aprovação da PEC em plenário

Superamos os obstáculos, e ganhamos na reta final

Nós sabíamos que haveria estratégias para atrasar a votação, e que o placar seria apertado, então próximo à votação em plenário aumentamos a pressão. A maior parte dos senadores raramente ouve o povo sobre uma votação, mas juntos nós fizemos com que eles fossem bombardeados com mensagens e telefonemas. Nós os surpreendemos com dezenas de milhares de mensagens no Facebook, tuítes e telefonemas diretamente aos gabinetes – tantos que as linhas telefônicas ficaram congestionadas!

Então, no dia da votação, nós colocamos pressão em um dos homens mais influentes no Senado: Aécio Neves. A Avaaz sabia que a maioria de seus colegas de partido eram opositores do voto aberto, e muitos achavam que eles não mudariam de posição. Por isso, durante várias horas, membros da Avaaz em Minas Gerais inundaram o gabinete do senador Aécio com centenas de mensagens e telefonemas. A equipe da Avaaz viajou para Brasília e levou as nossas centenas de milhares de vozes diretamente ao senador e ao PSDB. Apesar da oposição de seu partido, Aécio se juntou à maioria e a PEC foi aprovada!

Levou quase um ano e meio, mas o Senado finalmente mudou a Constituição. Agora todas as votações para cassar o mandato de parlamentares e para analisar vetos presidenciais serão decididas por voto aberto!


A luta ainda não acabou. As manobras de Renan Calheiros conseguiram evitar o voto aberto para a eleição da presidência do Senado, o que inevitavelmente o impediria de ser reeleito. Mas o sucesso da nossa campanha nos fez crer que, se seguirmos juntos, podemos nos livrar de Renan. E vamos continuar nossa campanha até que consigamos um Parlamento verdadeiramente limpo.

Esta vitória pertence a todos nós. Pertence a cada pessoa que assinou a petição, fez um telefonema ou enviou um tuíte ou mensagem no Facebook, a cada encontro realizado com parlamentares. Tudo isso junto fez a diferença. O movimento Avaaz conduziu esse apelo popular mês após mês até acabarmos com o voto secreto, contra todos os desafios. No final, nós vencemos.

Chegou a hora de comemorarmos. E, depois, vamos voltar à luta pela democracia que merecemos, na qual os votos de nossos representantes serão totalmente transparentes e abertos para seus eleitores. Somos quase 6 milhões de membros no Brasil, e podemos acabar com a corrupção. De fato, apenas o céu é o limite para o que podemos fazer juntos.

Com gratidão e determinação,

Michael, Diego, Nádia, Carol, Ben, Joseph, Alice, Luis, Ricken e toda a equipe da Avaaz

Começa a surgir a Esperança Verde Oliva

22/09/2013

Estudante do Colégio Militar mostra jornal distribuído dentro do Colégio. No expediente, o “Editor-redator” do jornal é de um Coronel de Minas Gerais. Na capa, o chamado: “As forças armadas têm o dever sagrado de impedir, a qualquer custo, a implantação do comunismo no Brasil”. Em outras páginas do jornal, ataques a Lula, Dilma, ao Foro de São Paulo, aos “vândalos e comunistas”, ao PMDB, aos “comunistas assassinos” cubanos, e um apelo a que o Congresso Nacional “ponha um fim ao governo Lula”.

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Foto: Alexandre Haubrich / Jornalismo B

Acorda Brasil!

Postado por um militar aposentado,

“Povo brasileiro, não votem no PT, são 38 Generais que se negam a se subordinar ao Ministério da Defesa, e em caso de ser eleito qualquer que seja o candidato petista, não chegará sequer a comemorar a vitória, não aceitamos e nem correremos o risco de que o Brasil adote um sistema de governo Bolivariano”.

Alertam ainda para que o povo retome nas mãos o direito e o dever democrático agindo contra o STF, mensaleiros e o Planalto.

Pode não parecer nada 38 pessoas, mas são 38 generais que comandam as Forças Armadas e que segundo o post vão agir em caso de reeleição ou eleição de qualquer que seja o candidato petista.

Caso o povo não se manifeste e acabe com as falcatruas, no Executivo e no Judiciário eles entrarão em ação. Destituirão Presidente e Ministros do STF assim como efetuarão as prisões de todos os ladrões do erário público que continuam impunes e não condenados e presos como manda a lei.

Obs: Onde estava esse post, fui o único a votar, ler e comentar, a menos que esteja postado em outros lugares além de onde vi, quem postou foi um militar aposentado e o post ficou no ar por exatamente uma semana, após isso foi deletado.

Estou repassando a mensagem e tudo que falei acima estava nesse post, nada adicionei.

Aurélio

http://rosasevinho.com/eleicoes-2014/38-generais-alerta/

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O Lado comunista de Ouro Preto – Centro de Difusão do Comunismo Norte-Coreano

29/08/2013
http://voltaudn.ning.com/profiles/blogs/justi-a-suspende-funcionamento-de-centro-de-difus-o-da-ideologia

A Vila Rica do Ouro Preto é explícita: Não é Petista, socialista, é COMUNISTA mesmo.

Dinheiro público de cristãos pagadores de impostos gastos para fazer propaganda de países que assassinam quem é pego com Bíblia na mão:

Mundo Ex-affair de Kim Jong-un foi presa e executada, diz imprensa sul-coreana Hyon Song-wol foi acusada de gravar e vender pornografia, diz jornal. Romance não teve aprovação do pai e antecessor do ditador, Kim Jong-il. 29/08/2013 08h11 – Atualizado em 29/08/2013 10h42

A cantora Hyon Song-wol (Foto: Reprodução/YouTube)
Da EFE

A cantora Hyon Song-wol, tida como um possível affair do ditador norte-coreano Kim Jong-un, foi executada na Coreia do Norte junto a um grupo de músicos acusados de gravar e vender pornografia, informou nesta quinta-feira (29) o jornal sul-coreano “Chosun Ilbo”.

O jornal de maior tiragem do país, que cita fontes chinesas, revelou que a cantora foi detida no último dia 17 de agosto por violar as leis norte-coreanas contra pornografia e, apenas três dias depois, foi executada em público.

O suposto affair de Kim Jong-un foi executada junto a outras 11 pessoas, muitos membros da orquestra Unhasu, assim como músicos e dançarinos do grupo Wangjaesan Light Music Band.

Todos eles estavam acusados de gravar e vender vídeos pornográficos e, segundo uma fonte citada pelo jornal, também foram condenados por possuírem muitas bíblias, fato que fez com que os mesmos fossem tratados como dissidentes políticos.

Acredita-se que Kim Jong-un manteve, há 10 anos, uma relação com a cantora.

Eles teriam rompido porque Kim não teve aprovação de King Jong-il, seu pai e antecessor.

Após a ruptura, Hyon se casou com um soldado, enquanto Kim Jong-un se casou com outra cantora, Ri Sol-ju, que também foi integrante da orquestra Unhasu.

A fonte citada pelo jornal sul-coreano revelou que os 12 artistas foram executados diante de outros membros de seus grupos e de seus familiares, os quais teriam sidos transferidos para campos de trabalho.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, vistoria fábrica que produz o smartphone Arirang

Organização política administrativa local no Brasil e em Portugal – Vilas – Municípios no Brasil e em Portugal

29/08/2013

Abra estes PDFs explicação completa:

 

Os PeTralhas PT Dilma Governo vão acabar com a Polícia Federal !! Vejam a reportagem !!!

28/08/2013

http://videos.r7.com/policiais-denunciam-cupula-da-pf-de-minas/idmedia/521d42e90cf20ab9b131f502.html

Alguns inocentes assassinados covardemente por comunistas entre 1964 e 1971, por gente que hoje inferniza o Brasil

30/03/2013
COMISSÃO DA VERDADE APURE QUEM FORAM OS TERRORISTAS QUE ASSASSINARAM ESTES BRASILEIROS…

Aí abaixo são alguns que tombaram nas mãos dos que não estão sendo investigados

— 28 Mar 65 — (PR) — CARLOS ARGEMIRO CAMARGO, Sargento do Exército. Morto em combate contra um grupo de guerrilheiros comandados por JEFERSON CARDIN DE ALENCAR OSÓRIO;
— 25 Jun 66 — (PE) — EDSON REGIS DE CARVALHO, Jornalista. Morto em decorrência de atentado à bomba, no Aeroporto de Recife, contra o Gen Costa e Silva;
— 25 Jun 66 — (PE) — NELSON GOMES FERNANDES, Almirante. Morto nesse mesmo atentado;
— 15 Dez 67 — (SP) — OSIRIS MOTTA MARCONDES, bancário. Morto quando tentava impedir assalto de terroristas ao Sanco Mercantil, do qual era gerente;
— 10 Jan 68 — (AM) — AGOSTINHO FERREIRA LIMA, tripulante da Marinha Mercante. Morto ao tentar reagir ao subjugamento da lancha “Antônio Alberto”, no Rio Negro;
— 21 Jun 68 — (RJ) — NELSON DE BARROS, Sargento da PM. Morto após ser atingido por pedaços de madeira, atirados do alto de um edifício, quando da realização de uma passeata;
— 26 Jun 68 — (SP) — MARIO KOZEL FILHO, Soldado do Exército. Morto quando de sentinela ao QG do II Exército, por terroristas da ala MARIGHELLA, quando da explosão de um carro carregado de dinamite, atirado contra aquele quartel;
— 20 Ago 68 — (SP) — ANTÔNIO CARLOS JERRERY, Soldado PM. Abatido a tiros, quando de sentinela;
— 07 Set 68 — (SP) — EDUARDO CUSTODIO DE SOUZA, Soldado PM. Morto por terroristas, quando de sentinela no DEOPS/SP;
— 20 Jan 69 — (MG) — CECILDES MOREIRA DE FARIA, Subinspetor de Polícia. Morto em tiroteio com terroristas durante a invasão de um “aparelho” subversivo;
— 29 Jan 69 — (MG) — JOSÉ ANTUNES FERREIRA, Guarda Civil. Morto numa diligência de captura de terroristas;
— 07 Mai 69 — (SP) — JOSÉ DE CARVALHO, Investigador de Polícia. Morto por terroristas, durante assalto ao União de Bancos Brasileiros;
— 09 Mai 69 — (SP) — ORLANDO PINTO SARAIVA, Guarda Civil. Morto por terroristas, durante um assalto ao Banco Itaú;
— 27 Mai 69 — (SP) — NAUL JOSÉ MANTOVANI, Soldado PM. Morto por terroristas quando de sentinela. Motivo: roubar sua arma;
— 04 Jun 69 — (SP) — BOAVENTURA RODRIGUES DA SILVA, Soldado PM. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco Tozan;
— 22 Jun 69 — (SP) — GUIDO BONE, Soldado PM. Morto por terroristas, após incendiarem uma Viatura da PMESP;
— 22 Jun 69 — (SP) — NATALINO AMARO TEIXEIRA, Soldado PM. Morto por terroristas, após incendiarem uma viatura da PM;
— 11 Jul 69 — (RJ) — CIDELINO PALMEIRAS DO NASCIMENTO, motorista de táxi. Morto a tiros quando conduzia policiais em seu carro, em perseguição a terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança;
— 24 Jul69 — (SP) — APARECIDO DOS SANTOS OLIVEIRA, Soldado PM. Morto por terroristas, por ocasião de assalto ao Banco Bradesco;
— 31 Ago 69 — (MA) (Santa Luzia) — MAURO CELSO RODRIGUES, Soldado PM. Morto quando da luta armada entre lavradores e proprietários de terras incitados por movimentos subversivos;
— 03 Set 69 — (SP) — JOSÉ GETÜLIO BORBA, comerciário. Morto por terroristas. Tentava auxiliar na prisão de um terrorista que passava cheque sem fundos na Lutz Ferrando;
— 03 Set 69 — (SP) — JOÃO GUILHERME DE BRITO, Guarda Civil. Assassinado quando, em serviço, enfrentou terroristas que assaltavam uma loja;
— 30 Set 69 — (SP) — CLÁUDIO ERNESTO CANTON, Agente da Polícia Federal. Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência deste ferimento;
— 04 Out 69 — (RJ) — EUCLIDES DE PAIVA CERQUEIRA, guarda particular. Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães;
— 06 Out 69 — (SP) — ABELARDO ROSA DE LIMA, Soldado PM. Morto em tiroteio com um grupo de terroristas;
— 07 Out 69 — (SP) — ROMILDO OTTENIO, Soldado PM. Morto em tiroteio com terroristas;
— 07 Nov 69 — (MA) — MAURO CELSO RODRIGUES, Soldado PM. Morto em uma emboscada durante luta entre lavradores e proprietários de terras, incitada por militantes da Ação Popular;
— 04 Nov 69 — (SP) — ESTELA BORGES MORATO, Investigadora de Polícia do DOPS/SP. Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighella;
— 17 Nov 69 — (RJ) — JOEL NUNES, SubTen PM. Morto a tiros por terroristas do PCBR que haviam assaltado o Banco Sotto Mayor;
— 18 Dez 69 — (RJ) — ELIAS DOS SANTOS, Soldado do Exército. Morto a tiros durante a invasão de um “aparelho” subversivo;
— 17 Jan 70 — (SP) — JOSÉ GERALDO ALVES CURSINO, Sargento PM. Morto a tiros por terroristas;
— 21 Fev 70 — (SP) — ANTÔNIO APARECIDO PONCE NOGUEIRA, Sargento PM. Morto numa ação contra terroristas;
— 11 Mar 70 — (RJ) — NEWTON DE OLIVEIRA NASCIMENTO, Soldado PM. Morto quando transportava militantes da ALN, presos;
— 31 Mar 70 — (PE) — JOAQUIM MELO, Investigador de Polícia. Morto por terroristas, durante ação contra um “aparelho” terrorista;
— 02 Mai 70 — (SP) — JOÃO BATISTA DE SOUZA, guarda particular. Morto por terroristas, durante assalto a uma Agência da Companhia de Cigarros Souza Cruz;
— 10 Mai 70 — (SP) — ALBERTO MENDES JÚNIOR, 1.° Tenente PM. Morto a coronhadas de fuzil, em Registro, SP, por militantes da VPR, entre os quais Carlos Lamarca;
— 11 Jun 70 — (RJ) — IRLANDO DE MOURA REGIS, Agente Federal. Morto a tiros, durante seqüestro do Embaixador da Alemanha Federal no Brasil Von Holleben;
— 15 Jul 70 — (SP) — ISIDORO ZAMBOLDI, guarda de segurança. Morto por terroristas, durante assalto à loja Mappin;
— 12 Ago 70 — (SP) — BENEDITO GOMES, Capitão do Exército. Morto por terroristas no interior de seu carro, na Estrada Velha de Campinas;
— 19 Ago70 — (RJ) — VAGNER LUCIANO VITORINO DA SILVA, guarda particular. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais, realizado por terroristas do MR-8;
— 14 Set 70 — (SP) — BERTOLINO FERREIRA DA SILVA. Morto durante assalto ao carro
— 22 Jun 69 — (SP) — NATALINO AMARO TEIXEIRA, Soldado PM. Morto por terroristas, após incendiarem uma viatura da PM;
— 11 Jul 69 — (RJ) — CIDELINO PALMEIRAS DO NASCIMENTO, motorista de táxi. Morto a tiros quando conduzia policiais em seu carro, em perseguição a terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança;
— 24 Jul69 — (SP) — APARECIDO DOS SANTOS OLIVEIRA, Soldado PM. Morto por terroristas, por ocasião de assalto ao Banco Bradesco;
— 31 Ago 69 — (MA) (Santa Luzia) — MAURO CELSO RODRIGUES, Soldado PM. Morto quando da luta armada entre lavradores e proprietários de terras incitados por movimentos subversivos;
— 03 Set 69 — (SP) — JOSÉ GETÜLIO BORBA, comerciário. Morto por terroristas. Tentava auxiliar na prisão de um terrorista que passava cheque sem fundos na Lutz Ferrando;
— 03 Set 69 — (SP) — JOÃO GUILHERME DE BRITO, Guarda Civil. Assassinado quando, em serviço, enfrentou terroristas que assaltavam uma loja;
— 30 Set 69 — (SP) — CLÁUDIO ERNESTO CANTON, Agente da Polícia Federal. Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência deste ferimento;
— 04 Out 69 — (RJ) — EUCLIDES DE PAIVA CERQUEIRA, guarda particular. Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães;
— 06 Out 69 — (SP) — ABELARDO ROSA DE LIMA, Soldado PM. Morto em tiroteio com um grupo de terroristas;
— 07 Out 69 — (SP) — ROMILDO OTTENIO, Soldado PM. Morto em tiroteio com terroristas;
— 07 Nov 69 — (MA) — MAURO CELSO RODRIGUES, Soldado PM. Morto em uma emboscada durante luta entre lavradores e proprietários de terras, incitada por militantes da Ação Popular;
— 04 Nov 69 — (SP) — ESTELA BORGES MORATO, Investigadora de Polícia do DOPS/SP. Morta a tiros quando participava da operação em que morreu o terrorista Carlos Marighella;
— 17 Nov 69 — (RJ) — JOEL NUNES, SubTen PM. Morto a tiros por terroristas do PCBR que haviam assaltado o Banco Sotto Mayor;
— 18 Dez 69 — (RJ) — ELIAS DOS SANTOS, Soldado do Exército. Morto a tiros durante a invasão de um “aparelho” subversivo;
— 17 Jan 70 — (SP) — JOSÉ GERALDO ALVES CURSINO, Sargento PM. Morto a tiros por terroristas;
— 21 Fev 70 — (SP) — ANTÔNIO APARECIDO PONCE NOGUEIRA, Sargento PM. Morto numa ação contra terroristas;
— 11 Mar 70 — (RJ) — NEWTON DE OLIVEIRA NASCIMENTO, Soldado PM. Morto quando transportava militantes da ALN, presos;
— 31 Mar 70 — (PE) — JOAQUIM MELO, Investigador de Polícia. Morto por terroristas, durante ação contra um “aparelho” terrorista;
— 02 Mai 70 — (SP) — JOÃO BATISTA DE SOUZA, guarda particular. Morto por terroristas, durante assalto a uma Agência da Companhia de Cigarros Souza Cruz;
— 10 Mai 70 — (SP) — ALBERTO MENDES JÚNIOR, 1.° Tenente PM. Morto a coronhadas de fuzil, em Registro, SP, por militantes da VPR, entre os quais Carlos Lamarca;
— 11 Jun 70 — (RJ) — IRLANDO DE MOURA REGIS, Agente Federal. Morto a tiros, durante seqüestro do Embaixador da Alemanha Federal no Brasil Von Holleben;
— 15 Jul 70 — (SP) — ISIDORO ZAMBOLDI, guarda de segurança. Morto por terroristas, durante assalto à loja Mappin;
— 12 Ago 70 — (SP) — BENEDITO GOMES, Capitão do Exército. Morto por terroristas no interior de seu carro, na Estrada Velha de Campinas;
— 19 Ago70 — (RJ) — VAGNER LUCIANO VITORINO DA SILVA, guarda particular. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais, realizado por terroristas do MR-8;
— 14 Set 70 — (SP) — BERTOLINO FERREIRA DA SILVA. Morto durante assalto ao carro pagador da Brink’s — Rua Paraíso; — 21 Set 70 — (SP) (Santo André) — CÉLIO TONELLY, Soldado PM. Morto quando de serviço em uma Rádio-Patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel;
— 22 Set 70 — (RJ) — ALTAIR MACEDO, guarda particular. Morto por terroristas, durante assalto à Empresa de Ônibus Amigos Unidos;
— 27 0ut 70 — (BA) — VALDER XAVIER DE LIMA, Sargento da FAB. Morto quando transportava terroristas presos;
— 10 Nov 70 — (SP) — GARIBALDO DE QUEIROZ, Soldado PM. Morto a tiros em confronto com terroristas;
— 10 Nov 70 — (SP) — JOSÉ ALEIXO NUNES, Soldado PM. Morto a tiros em confronto com terroristas;
— 07 Dez 70 — (RJ) — HÉLIO DE CARVALHO ARAÚJO, Agente Federal. Morto por terroristas, durante seqüestro do Embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher. Autor do disparo: Carlos Lamarca;
— 12 Fev 71 — (SP) — AMÉRICO CASSIOLATO, Soldado PM. Morto por terroristas na cidade de Pirapora do Bom Jesus, SP;
— 08 Mar 71 — (RJ) — DJALMA PELUCCI BATISTA, Soldado PM. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro;
— 24 Mar 71 — (PE) — MATEUS LEVINO DOS SANTOS, Tenente da FAB. Morto por terroristas do PCBR, que roubaram seu carro;
— 03 Abr 71 — (RJ) — JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ, Major do Exército. Morto durante a prisão de um casal terrorista do MR-8;
— 15 Abr 71 — (SP) — HENNING ALBERT BOILESEN, presidente da Ultragaz. Morto por terroristas do Movimento Revolucionário Tiradentes e ALN;
— 10 Mai 71 — (SP) — MANOEL SILVA NETO, Soldado PM. Morto por terroristas, durante assalto à Empresa de Transportes Tusa;
— 02 Set 71 — (RJ) — GAUDÊNCIO JAIME DOLCE, guarda de segurança. Morto por terroristas da ALN, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras;
— 02 Set 71 — (RJ) — SILVANO AMÂNCIO DOS SANTOS, guarda de segurança. Morto por terroristas durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras;
— 02 Set 71 — (RJ) — DEMERVAL FERREIRA DOS SANTOS, guarda de segurança. Morto por terroristas durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras;
— 22 Out 71 — (RJ) — JOSÉ DO AMARAL VILELA, Suboficial da Reserva da Marinha. Morto por terroristas da VAR-PALMARES, durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S.A., do qual fazia a segurança;
— 01 Nov 71 — (SP) — NELSON MARTINEZ PONCE, Cabo PM. Morto ao intervir em atentado realizado por cinco terroristas contra um ônibus da Empresa Transportes Urbanos S.A.;
— 10 Nov 71 — (SP) — JOÃO CAMPOS, Cabo PM. Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas;
— 27 Nov 71 — (RJ) — EDUARDO TIMÓTEO FILHO, Soldado PM. Morto por terroristas, durante assalto realizado contra as Lojas Gaio Marti;
— 13 Dez 71 — (RJ) — HÉLIO FERREIRA DE MOURA, guarda de segurança. Morto por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra;
— 18 Jan 72 — (SP) — TOMAZ PAULINO DE ALMEIDA, Sargento PM. Morto por terroristas, quando da invasão de um “aparelho” terrorista;
— 20 Jan 72 — (SP) — SYLAS BISPO FECHE, Cabo PM. Morto por terroristas da ALN, ao lhes pedir que se identificassem;
— 18 Fev 72 — (SP) — BENEDITO MONTEIRO DA SILVA, Cabo PM. Morto durante assalto terrorista a uma agência bancária, em Santa Cruz do Rio Pardo;
— 28 Fev 72 — (GO) — LUZIMAR DE OLIVEIRA, Soldado PM. Morto por terroristas em
tiroteio;
— 12 Mar 72 — (SP) — MANOEL DOS SANTOS, guarda de segurança. Morto por terroristas, durante assalto à Fábrica de Bebidas Charel Ltda.;
— 08 Mai 72 — (PA) — ODILO CRUZ ROSA, Cabo do Exército. Morto por terroristas;
— 02 Jun 72 — (SP) — ROSENDO, Sargento PM. Morto ao interceptar quatro terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste Ltda.;
— 09 Set 72 — (RJ) — MARIO DOMINGOS PANZARIELO, Detetive. Morto ao tentar prender um terrorista da ALN;
— 23 Set 72 — (PA) — MÁRIO ABRAHIM DA SILVA, Sargento do Exército. Morto por terroristas, durante assalto à Empresa de ônibus Barão de Mauá;
— 22 Fev 73 — (RJ) — PEDRO AMÉRICO MOTA GARCIA, civil. “Justiçado” por terroristas, por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal;
— 25 Fev 73 — (RJ) — OTÁVIO GONÇALVES MOREIRA JÚNIOR, Delegado de Polícia de São Paulo. Metralhado no Rio de Janeiro, por terroristas da ALN e da VAR-PALMARES;
– 10 Abr 74 — (SP) — GERALDO JOSÉ NOGUEIRA, Soldado PM. Morto quando da captura de terroristas
— 27 Jun 68 — (RJ) — NOEL DE OLIVEIRA RAMOS, civil. Morto em conflito de rua, no Largo de S. Francisco, por um agitador;
— 12 Out 68 — (SP) — CHARLES RODNEY CHANDLER, Capitão do Exército dos EUA. Assassinado ao sair de sua casa, perante seu filho e sua mulher, por terroristas, que lançaram panfletos no local, acusando-o de “Agente da Cia”;
— 24 Out 68 — (RJ) — LUIZ CARLOS AUGUSTO, civil. Morto por disparo de arma de fogo, quando de uma passeata estudantil;
— 07 Nov 68 — (SP) — ESTANISLAU IGNÁCIO CORRÊA. Morto por terroristas, que roubaram seu automóvel;
— 11 Jan 69 — (RJ) — EDMUNDO JANOT. Morto a tiros, foiçadas e facadas, por um grupo de terroristas que haviam montado uma base de guerrilha nas proximidades de sua fazenda;
— 31 Mar 69 — (RJ) — MANOEL DA SILVA DUTRA, comerciante. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco Andrade Arnaud;
— 14 Abr 69 — (SP) — FRANCISCO PINTO DA SILVA, bancário. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco Francês e Italiano;
— 08 Mai 69 — (SP) — VICENTE DE CARVALHO, civil. Morto por terroristas, durante assalto ao União de Bancos Brasileiros;
— 20 Ago 69 — (RJ) — JOSÉ SANTA MARIA, gerente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais. Morto por terroristas que assaltaram seu estabelecimento;
— 25 Ago 69 — (PA) — SULAMITA CAMPOS LEITE, parente do terrorista F.A.N.L.S. Morta em sua residência, ao fazer detonar, por inadvertência, uma carga explosiva;
— 20 Set 69 — (SP) — SAMUEL PIRES, trocador de ônibus. Morto por terroristas que assaltavam a empresa de ônibus;
— 22 Set 69 — (RS) — KURT KRIEGEL, civil. Morto durante assalto ao restaurante de sua propriedade;
— 04 Nov 69 — (SP) — FRIEDERICH ROHMANN, protético. Morto durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighella;
— 14 Nov 69 — (SP) — ORLANDO GIROLO, bancário. Morto por terroristas, durante assaltoao Banco Brasileiro de Descontos;
— 22 Fev 70 — (SP) — ANTÔNIO APARECIDO NOGUEIRA, civil. Morto em tiroteio entre terroristas e policiais;
— 29 Ago 70 — (CE) — JOSÉ ARMANDO RODRIGUES, comerciante. Seqüestrado, roubado e morto por terroristas da ALN, em São Benedito, CE;
— 10 Nov 70 — (SP) — JOSÉ MARQUES DO NASCIMENTO, motorista de táxi. Morto por terroristas, em confronto com policiais;
— 07 Jan 71 — (MG) — MARCELO COSTA TAVARES, estudante. Morto por terroristas, durante assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais;
— 26 Fev 71 — (RJ) — FERNANDO PEREIRA, comerciário. Morto por terroristas, durante assalto à “Casa do Arroz”, da qual era o gerente;
— 07 Abr 71 — (RJ) — MARIA ALICE MATOS, empregada doméstica. Morta por terroristas, quando do assalto a um depósito de material de construção;
— 14 Mai 71 — (RJ) — ADILSON SAMPAIO, artesão. Morto por terroristas, durante assalto às Lojas Gaio Marti;
— 09 Jun 71 — (RJ) — ANTÔNIO LISBOA CERES DE OLIVEIRA, civil. Morto por terroristas, durante assalto à Boite Comodoro;
— 01 Jul 71 — (RJ) — JAIME PEREIRA DA SILVA, civil. Morto por terroristas, na varanda de sua residência, durante tiroteio entre terroristas e policiais;
— Out 71 — (RJ) — ALBERTO DA SILVA MACHADO, civil. Morto por terroristas, durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários;
— 25 Jan 72 — (SP) — ELZO ITO, aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares. Morto por terroristas, quando do roubo de seu carro;
— 01 Fev 72 — (RJ) — IRES DO AMARAL, civil. Morto por terroristas, durante tiroteio com policiais;
— 05 Fev 72 — (RJ) — DAVID CUTHBERG, marinheiro inglês. Morto por terroristas da VAR-PALMARES, em Frente com a ALN e o PCBR;
— 27 Fev 72 — (SP) — NAPOLEÃO FELIPE BISCALDI, civil. Morto por terroristas, em tiroteio com policiais;
— 12 Mar 72 — (SP) — ANÍBAL FIGUEIREDO DE ALBUQUERQUE, Coronel R/1 do Exército. Morto por terroristas, quando do assalto à Fábrica de Bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários;
— 06 Out 72 — (PE) — SEVERINO FERNANDES DA SILVA. Assassinado por terroristas que agitavam o meio rural.
— 06 Out 72 — (PE) — JOSÉ INOCÊNCIO BARRETO, civil. Morto por terroristas, atuantes do meio rural;
— 21 Fev 73 — (SP) — MANOEL HENRIQUE DE OLIVEIRA, civil. Morto no bar de sua propriedade, por terroristas da ALN, porque suspeitavam que ele era colaborador da Polícia.

São Paulo de Piratininga – Terra Bandeirante

08/03/2013

Antecedentes históricos da Villa de São Paulo de Piratininga:

Primitivo Paço Municipal da Villa  Vila de São Paulo de Piratininga em 1628:
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Quadro a óleo baseado em desenho original obtido do Arquivo das Índias, Espanha.

A Paulicéia (do Latim, pequenina, delicada) foi a cidadela   implantada no planalto piratiningano  dos índios Guaianazes, como posto avançado e instrumento civilizador europeu. Os Guaianazes seguiam o morubixaba Tibiriçá, o qual fez sua primeira aliança com João Ramalho, dando-lhe sua filha Bartira ou Mbicy como esposa e a segunda com Martim Afonso de Sousa, que muito o impressionou, ao ponto de adotar o seu nome em seu batismo cristão: Martim Afonso Tibiriçá! A Villa de São Paulo de Piratininga constituiu-se na primeira plataforma – permanente e profunda – da exploração do interior continental brasileiro!
O povoamento serra acima logo se viu isolado da cabeça da capitania, São Vicente, sem poder contar também com a  ajuda da metrópole lusitana, cujo contato só era possível através do porto vicentino. Esse isolamento planáltico fez com que optasse por outras atividades exploratórias do sertão, que viriam determinar as suas características mais marcantes, destacando-se a extrema mobilidade assimilada dos índios e o forte sentimento nativista independente, herdado de seus ancestrais ibéricos e lusitanos!
Desde cedo se organizou numa república aristocrática, governada pelos “homens bons” (de castas reconhecidas), o que iria causar muitos atritos com os futuros governos lusitanos e com os intransigentes capitães loco-tenentes da Capitania de São Vicente. Mas a Paulicéia se ancorava firmemente no foral de donataria de  D. João III, que lhes garantia total autonomia* (veja texto mais abaixo). A resistência da cidadela paulistana contra as ingerências lusitanas e vicentinas sempre foi legítima!(aliás, São Paulo sempre teve foral próprio de donataria separado de São Vicente).
Na realidade, metade da paulicéia dirigente era de origem castelhana (imigrada entre 1580 e 1640, período do governo espanhol), de temperamento mais forte, independente, aguerrido, traço inconfundível da sua origem “pasiega” da região cantábrica da Espanha, que contribuiu decisivamente para o expurgo dos invasores mouros-muçulmanos do território ibérico.
Cavaleiro Medieval Pasiego,  protótipo ancestral dos bandeirantes paulistanos Camargo e outros.
 Este é D. Alffonso García de Camargo, Cavaleiro da Ordem de Santiago, Alcaide de Burgos em 1335, ancestral do 1º Camargo imigrado ao Brasil em 1582, Juseph Ortiz de Camargo, tronco da família Camargo de São Paulo, Rio, Minas, Paraná e Sta. Catarina.
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O Brasão Camargo de Santillana e Burgos, ostentado por D. Alffonso
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Aliados aos  mais intrépidos vicentinos lusitanos, que abdicaram das facilidades litorâneas para enfrentar heroicamente as agruras do sertão bravio, amalgamaram a feliz composição da “Raça de Gigantes” que viria a conquistar e expandir todo o hinterland brasileiro nos séculos vindouros!  Seu núcleo social era oriundo das pequenas nobrezas portuguesa e espanhola, aqui aclimatadas e convertidas em Bandeiras conquistadoras de índios, territórios e minas (a Bandeira era originalmente uma instituição militar espanhola, daí seus líderes serem chamados de capitães e coronéis).  As grandes bandeiras de exploração que culminaram na descoberta das Minas Gerais e de Goiás, foram grandemente estimuladas pelo excelente governador D. Francisco de Sousa, em seu segundo mandato de 1609.Exteriorizavam uma mentalidade medieval autodeterminada com “valores e comportamentos próprios” (“motu-próprio”),  senhores de “muitos arcos” ou exércitos de indígenas bem treinados e com eles foram conquistando territórios,  fundando cidades e promulgando suas próprias leis. Nenhuma força invasora estrangeira (inglesa, francesa, castelhana e holandesa) pode vencer em batalha aquele original exército eurobugre** piratiningano! (**perdoem nosso neologismo).
El Rey D. João III
0 0 0 D.joão III
*…”e por folgar de lhe fazer mercê do meu próprio motu”…”Outrossim, hei por bem e me praz que nas terras da dita capitania não entre nem possa entrar, em tempo algum corregedor nem alçada, nem outras algumas justiças para nelas usarem de jurisdição alguma, por nenhuma via nem modo que seja, nem menos será o dito capitão suspenso da dita capitania e governança e jurisdição dela”… (trecho do foral real de donataria da Cap. S. Vicente, concedida por ElRey D. João III de Portugal).
                                                                                             D. Martim Afonso de Sousa
0 0 0 Martim-Afonso-de-Souza
Em função destes e de outros fatores condicionantes, estabeleceu-se como gente única e espelho prototípico da nação brasileira, de renome internacional. E isto fez com que fosse a um mesmo tempo, um povo respeitado, temido e admirado, mas também  invejado pelas gentes  “caranguejeiras” das praias litorâneas, odiados pelos invasores estrangeiros e afrontados pelos padres catequistas da Cia. De Jesus.
Estes últimos foram expulsos em 1640 (actas v.5), por carta da CMSP, obedecendo a um abaixo-assinado da Pauliceia e das outras vilas adjacentes e despachada pelo então Juiz Ordinário Fernão de Camargo, “O Tigre”,acusados de tumultuar a colonização,  interferindo hipocritamente*** na atividade de preamento indígena destinado à imprescindível mão de obra das lavouras sempre crescentes (***os padres jesuítas também desfrutavam de igual mordomia).
O despeito decorrente da sua expulsão, como narra o livro “Memórias Para a História da Capitania de S. Vicente” de 1797, do frei beneditino Gaspar da Madre de Deus, fez com que atirassem muita lama na boa imagem paulistana, através de cartas à corte e ao Papa, e de rançoso livro publicado na Europa, acusando os paulistanos com inúmeras difamações.
A grandiosa obra do frei vicentino veio justamente desfazer todas essas calúnias, corroborada ainda pela sua similar e antecessora “Nobiliarchia Paulistana” (original passado de mão-em-mão), que só viria a ser publicada no século XIX, de autoria de seu primo paulistano, Pedro Taques de Almeida Paes Leme. Constituíram-se nas duas maiores referências da história e genealogia paulistana, em defesa da sua honra.
Quem quiser pesquisar a fundação de São Paulo e do Brasil, deverá começar por elas, patrioticamente reeditadas pela Editora Itatiaia (a coleção é grande). Lá e também nos melhores sebos ainda podem ser encontrados os livros sobre bandeirismo de Afonso de Taunay, Alfredo Ellis Jr e Alcântara Machado. Na Internet (dominiopublico.gov.br) é possível baixar  “Na Capitania de São Vicente”, de Washington Luiz e outros.  Vale a pena ler todos, sua cabeça vai endireitar! Conheça melhor a sua História e valorize a sua cidadania! Temos outro blog que trata de genealogia paulistana, caráter dos índios e bandeirantes segundo os melhores autores.
Mas primeiro, continue lendo as demais postagens.
Engenhosa maquete reconstituindo a topografia do antigo Campo de Piratininga e seu promontório cercado de rios, sobre o qual foi edificada a Paulicéia. Note-se as lagoas ou igarapés de águas escuras formadas pelo transbordamento dos rios Tamanduateí e Anhembi (Tietê), onde peixes represados ficavam secando  ao sol, daí o nome “Piratininga”, ou, “peixe-a-secar”, na língua Tupi (O autor nasceu ao lado de uma dessas lagoas do Tatuapé, onde banhou os seus pés infantis e é hoje a Avenida Marginal).
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                          (Clique sobre a imagem e ela se ampliará – para voltar, clique fora da imagem ampliada).

Gaycracia em Minas Gerais, Para ninguém dizer que PSDB é de direita: GLBTTS podem usar nome de guerra no governo de Minas Aécia Anastasia

17/10/2011

Travestis e transexuais de Minas vão poder usar nome social em serviços públicos

17/10/2011 16h36
MÁBILA SOARES

http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=132575

Travestis e transexuais de Minas Gerais vão poder usar o nome social no âmbito da administração pública direta e indireta. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Wander Borges, durante a abertura da II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT, realizada nesse fim de semana, no Sesc Venda Nova, em Belo Horizonte.

O decreto 8496, que estabelece a adoção do nome social, foi publicado na edição de sábado (15) do Minas Gerais. O documento foi assinado pelo secretário Wander Borges e pela secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena.

A iniciativa vai possibilitar, por exemplo, a travestis e transexuais serem chamados e identificados pelo nome que se reconhecem e são reconhecidos na sociedade, conforme ocorre com pessoas que são chamadas pelo apelido, como Xuxa e Pelé.

Para a coordenadora Especial de Políticas de Diversidade Sexual, Walkiria La Roche, a medida vai contribuir para diminuir o preconceito e acabar com o constrangimento que travestis e transexuais sofrem, por exemplo, quando vão a uma delegacia.

Conferência
A II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT reuniu mais de 400 pessoas de várias cidades mineiras e promoveu um debate intenso durante dois dias. Mais de 80 propostas (50 em âmbito estadual e 30 nacional) foram aprovadas e serão apresentadas no encontro nacional, a ser realizado em Brasília.

Professora desesperada em Minas Gerais: desce a lenha nos políticos

01/10/2011

Vamos espalhar esse vídeo pela internet e ajudar os professores nessa luta contra o governo de Minas Gerais, Aécio-Anastasia.

10 mandamentos do político mineiro, sabedoria mineira, como se faz política em Minas Gerais

24/12/2008

Os dez mandamentos do político mineiro:

Em Minas se diz que Política é como nuvem, cada vez que olha está de um jeito.

01 — Mineiro só é solidário no câncer.

02 — O que vale não é o fato, é a versão.

03 — Aos inimigos, quando eles estão no poder, não se pede nada. Nem demissão.

04 — Para os amigos tudo. Para os inimigos, a lei.

05 — Respeitar, sobretudo, o padre que consegue votos, o juiz que proclama o eleito e o soldado que garante a posse.

06 — Conversa de políticos mineiros só se faz com dois ou três participantes,  mais de três é comício.

07 — Voto comprado não é atraso, é progresso. Se o voto é comprado é porque tem valor.

08 — Poder que vale é o que “nomeia, demite, transfere, prende e manda soltar“.

 09 — Mais vale  o governo que ajuda do que quem cedo madruga.

10 — Reunião política só se faz depois de tudo decidido.

A CRIAÇÃO DE UBERABA MINAS GERAIS

15/10/2007

História Topographica da Freguesia do Uberaba vulgo Farinha Podre (*) escrita pelo Vigário Silva

 

Entre o Rio Grande e o Rio das Velhas na Provincia de Minas Geraes, Comarca de Paractú do Principe, julgado do Dezemboque Prelasia de Goyaz, está a Povoação de St°. Antônio e Sam Sebastião do Uberaba.

Os lugares que ela compreende, erão incultos e desertos até 1807, e apenas conhecida a estrada, que a atraves de S. Paulo para Goyas, onde residião alguns Indios, que tinhão sahido da Aldeia de Santa Anna, os quaes nunca tiverão animo de alongar-se para algum dos lados da mesma estrada, nem ao menos meia legoa, como depois se conheceo pelas culturas sempre visinhas as suas habitações: então Januario Luis da Silva, Pedro Gonsalves da Silva, José Gonsalves Eleno, Manoel Francisco, Manuel Bernardes Ferreira, e outros moradores na Freguezia de Dezemboque entrarão até a distancia de algumas lagoas de Sertão, e descobrindo lindas campinas, e optimos matos, appossiarão algumas Fazendas, e voltarão tanto por falta de mantimentos, como pelo terror, que lhes inspirava o Gentio Caiapó, cujo vestígio incontrarão em diversas partes.

Communicarão o resultado da sua entrada o S. Mr. Antonio Eustaquio da Silva, e a outros, e aquelle por gênio emprehendedor de novas descobertas projectou logo explorar todo o Sertão, que podesse, e convidou muitas pessos das Geraes para companheiros: entretanto passou para o Norte da Provincia de Goyaz o Coronel José Manoel da Silva e Oliveira, e sabendo e pertenção, que tinha e do Sargento Mor seu Irmão, a declarou o Eximo. Marquez de S. João de Palma, que então governava aquella Provincia que pertencia o Julgado do Desemboque, e este conhecendo quanto podia interessar esta nova descoberta, intervindo a direcção do referido S. Mr. de quem tinha muito boas noticias, o nomeou Commandante Regente dos Sertoes da Farinha Podre por Portaria de 27 de Outubro de 1809.

Nos primeiros dias do mez de Julho de 1810 o Sargento Mr. munido das necessárias provisões de mantimentos, associando-se os que primeiro havião entrado, e alguns outros Geralistas, formando todos huma bandeira de 30 homens ingredirão pelo Sertão dentro até o Rio da Prata na distância de 30 legoas, a contar-se o caminho em direitura, encontrando a cada passo o embaraço, já de Rios, já de pântanos, que dificultosamente transivão, sempre temerosos do Gentio, cuja existência se conhecia, os dos aqui, e ali.

He de notar se o perigo, que se achavão expostos estes emprehendedores, quanto aos animaes silvestres e ferozes, pelo o que aconteceu a Antonio Rodrigues da Costa, o qual acomettido cara a cara por uma onça pintada, que avançou furiosamente ao cavalo, em que hia montado, e o segurou com unhas e dentes, pode com destreza (depois de falhar-lhe o recurso da espingarda, cujo gatilho nunca mais o encontrou) defender-se com a espada, que trazia o lado, dando algumas estocadas, com a dor das quase largou a onça o cavalo, e fugio até morrer a chumbo, depois de perseguida pelos cães em um capão, que se achava vizinho, e que pelo acontecimento ficou denominado o capão de onça.

O referido Sargento M. e toda a sua comitiva depois de lançar algumas posses, ou sinaes pelo Sertão na decurrencia de dois meses, e feitas algumas pequenas rossas, voltou a cuidar de meios para transportar-se, assim como alguns de seus companheiros; pois havião todos conhecido a transcedencia, tanto dos campos, como dos matos.

Em 1812, quando a Povoação constava de uns poucos de moradores, alem dos Indios da estrada, fez segunda entrada, trazendo consigo muitas pessoas, que de novo convidará e alguns das quases o haviam acompanhado a primeira vez, entre as quases se contava o Reverendo Hermogenes Casimiro d’Araujo, que dormia junto a ele em certa noite, quando huma grande cobra Jararaca-assú passou por cima de ambos e sendo percebida, a expellirão com a colxa, e depois a matarão, antes de que mordeu a um cão, que imediatamente morreu, o que de certo aconteceria aos dois, se a fortuna os não bafejasse.

Depois desta segunda entrada, as noticias, que derão os que haviam acompanhado a S. Mr. os convites e as persuações deste atrahirão em breve muitas pessoas, que vinham das Geraes a procurar novos estabelicimentos, não obstante o medo de Gentio, que se antolhava.

Em 13 de Fevereiro de 1811 obtiverão o mesmo S. M.  Eustaquio e outros Provisão da Meza da Conciencia e Ordens para erigirem uma Capela com o Orago da Senhora do Monte de Carmo; mas até o presente não levarão a pratica sua pertenção, sem duvida, porque a povoação do lugar, onde querem e rigir a referida Capella, ainda hoje é muito pouco considerável.

Em 1812 se levantou no sitio chamado o Legeado uma pequena Caza de Oração, onde se colocarão Santo Antonio e Sam Sebastiam: celebrou ali por pouco tempo os Santos Mistérios com Autoridade de Reverendo Antonio Jose Tavares Vigario do Desemboque o P. José de Moraes; e depois se transferiu por comodidade para a margem do (Rio) Uberaba junto a estrada de Goyaz, onde está hoje formado o Arraial.

O referido P. Moraes demorou-se apenas até junho de 1813, e despediu-se, ficando os poucos moradores que estão existiam com os recursos espirituais muito distantes até Maio de 1814, quando entrou por Capellão o Padre Silverio da Costa Oliveira legitimamente autorizado, o qual esteve até 7 de Setembro, dia ‘em que se retirou’ para a Capela de N. Senhora S.S. Sacramento do Burá.

Em 17 deste mesmo mês de Setembro e ano de 1820 tomou posse de Vigario da Freguezia, erecta alguns meses antes a requerimento do S. Mr. Antonio José da Silva, que atualmente serve:

Tem a Freguezia de longitude mais de 40 legoas, e de latitude mais de 20, e de sua Filial a Capela de N. Senhora das Dores distante da Matriz 10 legoas, erecta em 1823.

Divide pelo Nascente com a Freguesia do Desemboque pelo Ocidente com o Sertão, pelo Norte com as Freguesias do Araxá, e Aldeia de Santa Anna, e pelo Sul com a Freguesia da Villa Franca do Imperador.

Dista o Arraial do Uberaba da Cabeça do Julgado 18 legoas, do Araxá 22, da Aldeia de S. Anna 15, da Villa Franca 15, e da Cabeça da Comarca(Paracatu) 60.

Contem a Freguezia dentro do Arraial 91 fogos habitados, e fora 300. A sua Povoação, que em 1820 constava de 1.300 almas monta hoje a 3.000 a fora os Indios Aldeianos a margem do Rio Grande na distancia de 40 lagoas do Arraial, cujo numero excede a 1.000 de ambos os sexos.

Este Indios (Caiapos) passeião de tempos em tempos por toda a Freguesia; mais não commettem a menor hostilidade, o que se deve sem duvida ao jeito, e ao amor, com quem tem sido sempre tratados pelo Sarg. Mor Antonio Eustáquio da Silva, que os visita todos os anos, prodigalizando-lhe roupas, e ferramentas, ora a sua custa, ora a custa da Fazenda Pública e também em cooperado muito para a sua pacificação João Baptista de Siqueira, que mora visinho aos mesmos indios, com que tem freq. Comunicações e os supre, muitas vezes, com mantimentos do seu Paiol.

He por lamentar-se a desgraças destes Entes embrutecidos; por isso que não se tem adoptado as necessárias e urgentes medidas para a sua cathequisação.

 

RECEBENDO CULTURA NA FONTE!

13/10/2007

Viajando, visitando a Fazenda que era do trisavô Antônio Vallim de Mello,  e de meu pentavô Capitão Domingos da Silva e Oliveira, tirando fotos, perguntando, encontrando fotos antigas, escutando os antigos, anotando histórias da família e a sabedoria dos antigos.

Sem medo de perguntar, sem medo de ter orgulho dos antepassados.

Isto é cultura.

Isto é ter raiz. Isto é encontrar as raízes.

Depois conto com mais detalhes.

Fim de semana prolongado e cultural. Cultura pura.

CRIAÇÃO DO MUNICÍPIO DE UBERABA PELO CAPITÃO DOMINGOS:

Ata da instalação do município de Uberaba:

“Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil oitocentos e trinta e sete, décimo sexto da Independência e do Império, aos sete dias do mês de janeiro do dito ano, neste Arraial de Santo Antônio e São Sebastião do Uberaba, Comarca do Rio Paracatu do Príncipe, Província de Minas Gerais, em nova Casa, construída pelos Cidadãos do novo Termo, para servir de Paço da Câmara que vai se instalar perante os novos vereadores que hão de formar, eleitos na forma da Lei. E, em presença dos cidadãos que concorrerão a este Ato, leu, o Capitão Domingos da Silva e Oliveira, o Ofício da Câmara Municipal da Vila do Araxá, pelo qual o convidava, como cidadão mais votado, a prestar juramento para Presidente da nova Câmara; E declarando que o tinha feito, leu a Certidão do mesmo juramento prestado a 20 de dezembro de mil oitocentos e trinta e seis. Leu a Portaria da Presidência da Província de Minas Gerais, de vinte de julho do dito ano, que ordena a execução da Lei Mineira número 28, que elevou este Arraial à Vila e que lhe marcou seus limites“.

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História Topographica da Freguesia do Uberaba vulgo Farinha Podre (*) escrita pelo Vigário Silva

 

Entre o Rio Grande e o Rio das Velhas na Provincia de Minas Geraes, Comarca de Paractú do Principe, julgado do Dezemboque Prelasia de Goyaz, está a Povoação de St°. Antônio e Sam Sebastião do Uberaba.

Os lugares que ela compreende, erão incultos e desertos até 1807, e apenas conhecida a estrada, que a atraves de S. Paulo para Goyas, onde residião alguns Indios, que tinhão sahido da Aldeia de Santa Anna, os quaes nunca tiverão animo de alongar-se para algum dos lados da mesma estrada, nem ao menos meia legoa, como depois se conheceo pelas culturas sempre visinhas as suas habitações: então Januario Luis da Silva, Pedro Gonsalves da Silva, José Gonsalves Eleno, Manoel Francisco, Manuel Bernardes Ferreira, e outros moradores na Freguezia de Dezemboque entrarão até a distancia de algumas lagoas de Sertão, e descobrindo lindas campinas, e optimos matos, appossiarão algumas Fazendas, e voltarão tanto por falta de mantimentos, como pelo terror, que lhes inspirava o Gentio Caiapó, cujo vestígio incontrarão em diversas partes.

Communicarão o resultado da sua entrada o S. Mr. Antonio Eustaquio da Silva, e a outros, e aquelle por gênio emprehendedor de novas descobertas projectou logo explorar todo o Sertão, que podesse, e convidou muitas pessos das Geraes para companheiros: entretanto passou para o Norte da Provincia de Goyaz o Coronel José Manoel da Silva e Oliveira, e sabendo e pertenção, que tinha e do Sargento Mor seu Irmão, a declarou o Eximo. Marquez de S. João de Palma, que então governava aquella Provincia que pertencia o Julgado do Desemboque, e este conhecendo quanto podia interessar esta nova descoberta, intervindo a direcção do referido S. Mr. de quem tinha muito boas noticias, o nomeou Commandante Regente dos Sertoes da Farinha Podre por Portaria de 27 de Outubro de 1809.

Nos primeiros dias do mez de Julho de 1810 o Sargento Mr. munido das necessárias provisões de mantimentos, associando-se os que primeiro havião entrado, e alguns outros Geralistas, formando todos huma bandeira de 30 homens ingredirão pelo Sertão dentro até o Rio da Prata na distância de 30 legoas, a contar-se o caminho em direitura, encontrando a cada passo o embaraço, já de Rios, já de pântanos, que dificultosamente transivão, sempre temerosos do Gentio, cuja existência se conhecia, os dos aqui, e ali.

He de notar se o perigo, que se achavão expostos estes emprehendedores, quanto aos animaes silvestres e ferozes, pelo o que aconteceu a Antonio Rodrigues da Costa, o qual acomettido cara a cara por uma onça pintada, que avançou furiosamente ao cavalo, em que hia montado, e o segurou com unhas e dentes, pode com destreza (depois de falhar-lhe o recurso da espingarda, cujo gatilho nunca mais o encontrou) defender-se com a espada, que trazia o lado, dando algumas estocadas, com a dor das quase largou a onça o cavalo, e fugio até morrer a chumbo, depois de perseguida pelos cães em um capão, que se achava vizinho, e que pelo acontecimento ficou denominado o capão de onça.

O referido Sargento M. e toda a sua comitiva depois de lançar algumas posses, ou sinaes pelo Sertão na decurrencia de dois meses, e feitas algumas pequenas rossas, voltou a cuidar de meios para transportar-se, assim como alguns de seus companheiros; pois havião todos conhecido a transcedencia, tanto dos campos, como dos matos.

Em 1812, quando a Povoação constava de uns poucos de moradores, alem dos Indios da estrada, fez segunda entrada, trazendo consigo muitas pessoas, que de novo convidará e alguns das quases o haviam acompanhado a primeira vez, entre as quases se contava o Reverendo Hermogenes Casimiro d’Araujo, que dormia junto a ele em certa noite, quando huma grande cobra Jararaca-assú passou por cima de ambos e sendo percebida, a expellirão com a colxa, e depois a matarão, antes de que mordeu a um cão, que imediatamente morreu, o que de certo aconteceria aos dois, se a fortuna os não bafejasse.

Depois desta segunda entrada, as noticias, que derão os que haviam acompanhado a S. Mr. os convites e as persuações deste atrahirão em breve muitas pessoas, que vinham das Geraes a procurar novos estabelicimentos, não obstante o medo de Gentio, que se antolhava.

Em 13 de Fevereiro de 1811 obtiverão o mesmo S. M.  Eustaquio e outros Provisão da Meza da Conciencia e Ordens para erigirem uma Capela com o Orago da Senhora do Monte de Carmo; mas até o presente não levarão a pratica sua pertenção, sem duvida, porque a povoação do lugar, onde querem e rigir a referida Capella, ainda hoje é muito pouco considerável.

Em 1812 se levantou no sitio chamado o Legeado uma pequena Caza de Oração, onde se colocarão Santo Antonio e Sam Sebastiam: celebrou ali por pouco tempo os Santos Mistérios com Autoridade de Reverendo Antonio Jose Tavares Vigario do Desemboque o P. José de Moraes; e depois se transferiu por comodidade para a margem do (Rio) Uberaba junto a estrada de Goyaz, onde está hoje formado o Arraial.

O referido P. Moraes demorou-se apenas até junho de 1813, e despediu-se, ficando os poucos moradores que estão existiam com os recursos espirituais muito distantes até Maio de 1814, quando entrou por Capellão o Padre Silverio da Costa Oliveira legitimamente autorizado, o qual esteve até 7 de Setembro, dia ‘em que se retirou’ para a Capela de N. Senhora S.S. Sacramento do Burá.

Em 17 deste mesmo mês de Setembro e ano de 1820 tomou posse de Vigario da Freguezia, erecta alguns meses antes a requerimento do S. Mr. Antonio José da Silva, que atualmente serve:

Tem a Freguezia de longitude mais de 40 legoas, e de latitude mais de 20, e de sua Filial a Capela de N. Senhora das Dores distante da Matriz 10 legoas, erecta em 1823.

Divide pelo Nascente com a Freguesia do Desemboque pelo Ocidente com o Sertão, pelo Norte com as Freguesias do Araxá, e Aldeia de Santa Anna, e pelo Sul com a Freguesia da Villa Franca do Imperador.

Dista o Arraial do Uberaba da Cabeça do Julgado 18 legoas, do Araxá 22, da Aldeia de S. Anna 15, da Villa Franca 15, e da Cabeça da Comarca(Paracatu) 60.

Contem a Freguezia dentro do Arraial 91 fogos habitados, e fora 300. A sua Povoação, que em 1820 constava de 1.300 almas monta hoje a 3.000 a fora os Indios Aldeianos a margem do Rio Grande na distancia de 40 lagoas do Arraial, cujo numero excede a 1.000 de ambos os sexos.

Este Indios (Caiapos) passeião de tempos em tempos por toda a Freguesia; mais não commettem a menor hostilidade, o que se deve sem duvida ao jeito, e ao amor, com quem tem sido sempre tratados pelo Sarg. Mor Antonio Eustáquio da Silva, que os visita todos os anos, prodigalizando-lhe roupas, e ferramentas, ora a sua custa, ora a custa da Fazenda Pública e também em cooperado muito para a sua pacificação João Baptista de Siqueira, que mora visinho aos mesmos indios, com que tem freq. Comunicações e os supre, muitas vezes, com mantimentos do seu Paiol.

He por lamentar-se a desgraças destes Entes embrutecidos; por isso que não se tem adoptado as necessárias e urgentes medidas para a sua cathequisação.