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A Visão de Estadista de Margareth Thatcher

15/09/2013

Margaret Thatcher insistia que:

“Não façamos projetos, sigamos princípios. Seguindo princípios, cada um os aplicará no caso concreto à sua vida e ao seu projeto pessoal. Ao invés de obrigar por meio de um plano governamental a “abolição da propriedade privada da terra”, como determinava a Constituição da União Soviética no art. 3º (e também determinava no mesmo artigo a “impiedosa repressão da resistência dos exploradores” que se opusessem a isso), Thatcher adotou o princípio da liberdade e da propriedade e deixou que cada cidadão britânico os aplicasse em suas vidas particulares, em seus próprios projetos, sem o governo a controlar-lhes e a dizer como seriam suas vidas. O resultado foi o maior boom econômico da história recente da Grã-Bretanha.

Princípios são perenes; princípios e valores são válidos em todos os tempos, em todos os lugares, para todos. Qual homem nunca quis ser realmente livre? Qual homem nunca defendeu sua casa – sua propriedade – e sua família que lá morava? Qual homem nunca buscou a felicidade?

Vida, liberdade e a busca da felicidade, estes são os fins da sociedade humana, os fins a que o governo deve sempre servir. Esses princípios nos fornecem o critério pelo qual o nosso progresso deve ser julgado” (Margaret Thatcher, Discurso “A consciência pode fazer de todos nós homens livres”, 14 de dezembro de 1978).

Há valores válidos de forma eterna e universal: a vida – sem a qual nenhum direito pode ser garantido –, a liberdade, a propriedade, a família, o direito de buscar a própria felicidade, o direito de falar…

“Enumerei os princípios que eu acredito que devem nos guiar. Sugeri que há alguns que devem ser observados sempre e em toda parte, princípios que são preceitos morais, não apenas metas desejáveis ​​do esforço humano […]. Quaisquer que sejam as licenças que tenhamos de dar quando aplicamos os nossos princípios em face da diversidade e do erro humano, nós ainda podemos manter os nossos princípios claros. Nós não podemos justificar o que é injustificável, aceitar como verdade o que sabemos ser falso, podemos evitar colocar o nosso selo de aprovação sobre o que não pudermos impedir. ‘Acima de todas as liberdades’, escreveu Milton, ‘dê-me a liberdade para saber, para proferir e discutir livremente de acordo com a consciência.’ A consciência pode fazer de todos nós homens livres” (Margaret Thatcher, Discurso “Conscience can make free men of us all”, 14 de dezembro de 1978).

Os princípios que defendeu, os valores pelos quais lutou: este é o mais importante legado de Margaret Thatcher, o que ela realmente quis deixar para a posteridade.

Vida, liberdade e busca da felicidade

Como vimos há pouco, Thatcher mencionava essa tríade de princípios como a mais fundamental. De fato, há diversos outros valores perenes, mas todos encontram sua substância nestes três. A vida é o mais fundamental de todos: sem ela é impossível qualquer um ser livre, ter sua propriedade e buscar a própria felicidade. A busca da felicidade, por sua vez, é o ideal do homem: já Aristóteles dizia que a busca incessante do homem era a felicidade, e Cristo propunha a salvação, isto é, a bem-aventurança e felicidade completa em Deus.

Mas Thatcher, apesar de enumerar a tríade que ela considerava fundamental nos princípios que defendia, cresceu e atuou politicamente numa conjuntura em que um deles, em especial, era atacado de todos os lados: a liberdade.

O valor da liberdade é o que mais encontramos na vida e nos discursos da Dama de Ferro. Ela desenvolveu um verdadeiro corpo de ensinamentos sobre a liberdade. Thatcher entendia que, para buscar a própria felicidade, o ser humano deveria ser livre e não tutelado por um governo controlador que lhe dissesse o que devia fazer, como acontecia nas ditaduras comunistas que enfrentou em sua época. O governo não deveria determinar como as pessoas deviam usar seu dinheiro ou seus bens, mas cada um deveria investir onde entendesse lhe dar mais retorno. Thatcher promoveu uma verdadeira reforma econômica e desoneração de tributos, no que ela chamava de “capitalismo popular”: dar a cada cidadão, do mais pobre ao mais rico, o direito de ter sua propriedade, de ter algo para chamar de seu, e de investir nela livremente. Liberdade econômica que levou ao crescimento.

“A essência de uma sociedade livre é que há áreas inteiras da vida onde o Estado não tem nada que ver, não tem o direito de interferir. O movimento espontâneo de união das pessoas em torno de um interesse comum leva a relações criativas entre elas de uma maneira que grupos criados pela força da autoridade nunca poderiam competir. Muitos dos melhores resultados da nossa história derivam disto” (Margaret Thatcher, Discurso “The Ideals of an Open Society”, 6 de Maio de 1978).

Mas era mais do que só liberdade econômica. Era também a liberdade de viver, de falar e de pensar sem o controle da burocracia governamental, mas pela própria consciência – “A consciência pode fazer de todos nós homens livres”, dizia ela, citando Milton.

Óbvio que, se de um lado Thatcher lutava contra as ditaduras – e era também uma luta contra as “ditaduras disfarçadas”, aqueles países que diziam ser livres e controlavam a vida dos cidadãos por uma série de leis restritivas de pensamento e de propriedade, como é o modelo brasileiro atual –, a Dama de Ferro estava ciente de que havia um outro perigo: o risco de que a liberdade se tornasse libertinagem.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Se há liberdade, não se pode esquecer de que há valores morais que legitimam esta liberdade. Não há liberdade para fazer o mal ou defender o erro: liberdade de assassinar, de roubar, de destruir famílias; não existe. A liberdade é uma liberdade de fazer o bem, não o mal. É por isso que toda liberdade deve estar amparada na moralidade. Cristo dizia que “conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”, condicionando a liberdade à verdade. Há, portanto, um conjunto de valores morais verdadeiros que tornam a liberdade – também ela – verdadeira. Sem isso esta se perderia em libertinagem. E as leis do estado só são legítimas se protegem esse conjunto de valores: uma lei que protege a vida e a família deve ser seguida, pois garante a verdadeira liberdade; uma lei que ofende a vida e a família é ditatorial e destrói a liberdade.

“Isso significa que devemos ter liberdade e devemos ter moralidade – sozinhas não são suficientes. Porque a liberdade torna o homem livre para fazer o mal tanto quanto para fazer o bem, ela só pode florescer sob a proteção de uma lei justa e imparcial. O papel mais importante do estado em uma democracia é defender o Estado de Direito.” (Margaret Thatcher, Discurso “Conscience can make free men of us all”, 14 de dezembro de 1978).

“Eu trabalho por uma sociedade livre e responsável. Liberdade não é sinônimo de uma vida fácil. Na verdade, a minha fé na liberdade não se baseia em última instância em argumentos utilitaristas. […] Há muitas coisas difíceis sobre a liberdade: ela não lhe dá segurança, ele lhe cria dilemas morais, exige auto-disciplina, impõe grandes responsabilidades, mas esse é o destino do homem e, em tal consiste a sua glória e salvação. Mais ainda: mesmo quando a liberdade parece estar trabalhando contra a harmonia social, como às vezes acontece, é preciso lembrar que ele tem o seu próprio valor intrínseco, justamente porque os homens e as mulheres nasceram para ser livres” (Margaret Thatcher, Discurso “I BELIEVE – A Speech on Christianity and Politics”, 30 de março de 1978).

E se a liberdade se torna libertinagem, já não é mais liberdade, é escravidão à desordem, ao caos, à destruição:

“A liberdade destruirá a si mesma se não for exercida dentro de algum tipo de embasamento moral, um corpo de crenças comuns, alguma herança espiritual transmitida através da Igreja, da família e da escola. Ela também irá destruir a si mesma se não tem nenhum propósito. Há uma oração bem conhecida que se refere ao serviço de Deus como ‘perfeita liberdade’. Meu desejo para o povo deste país é que haveremos de ser ‘livres para servir’” (Margaret Thatcher, Discurso “I BELIEVE – A Speech on Christianity and Politics”, 30 de março de 1978).

Modernidade demais, valores de menos

Margaret Thatcher foi uma mulher dos nossos tempos. E, nestes nossos tempos, defendeu os princípios de sempre, mostrando que eles não são coisa de museu, que têm lugar nos dias atuais. Ela era consciente de que sem estes princípios não havia propósito algum para viver, a sociedade e o ser humano se destruiriam a si próprios por não terem um caminho seguro pelo qual trilhar. Por causa disso, a luta pelos valores era a luta mais importante. Não bastava derrubar a União Soviética, destruir pela guerra uma ditadura. Não. Era preciso restaurar a cultura, restaurar os princípios esquecidos. Ainda hoje essa é a luta mais importante: idéias não são destruídas por armas, mas por outras idéias. “Precisamos apenas substituir as más idéias por idéias melhores”, dizia o economista Ludwig Von Mises, uma das influências da Dama de Ferro.

“Nunca antes os nossos valores mais básicos, os valores cristãos que vão de encontro às tradições hebraicas e gregas, foram tão ameaçados como são hoje. A vida em família, a inocência das crianças, a decência pública, o respeito pela lei, o orgulho de um bom trabalho, o patriotismo, o democracia, todos estão sob ataque. […] Para derrotar os sabotadores precisamos de coragem moral fundamentada em crenças e valores atestados. Armados desta coragem, podemos erguer-nos perante a ameaça, o escárnio e a difamação. Nossos antepassados ​​se levantaram contra coisas muito piores e venceram” (Margaret Thatcher, Discurso “Heritage under Attack”, 9 de setembro de 1977).

Eis o verdadeiro legado de Margaret Thatcher.

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Nota: Todos os trechos de discursos de Margaret Thatcher foram traduzidos a partir dos originais disponíveis em Margaret Thatcher Foundation (http://www.margaretthatcher.org).

O Que é a ONU – O mundo sofre, cada região sofre de uma maneira

05/11/2012

Deus Pátria e Família

02/11/2012

Defenda a família, defenda o direito de apropriedade, a livre empresa e a liberdade, defenda o Estado de Direito, ameaçados pelo PT

20/09/2012

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Liberdade e verdade Bento XVI

22/07/2008
Liberdade e tolerância não devem separar-se da verdade, adverte Bento XVI
ACI

 

SYDNEY, 17 Jul. 08 (ACI) .- O Papa Bento XVI denunciou que atualmente na sociedade “há também algo sinistro que brota do fato de que a liberdade e a tolerância estão freqüentemente separadas da verdade. Isto está fomentado pela idéia, hoje muito difundida, de que não há uma verdade absoluta que guie nossas vidas“.
 
Diante de mais de 500 mil pessoas presentes na Baía de Sydney, o Santo Padre advertiu como com esta maneira de pensar “o relativismo, dando na prática valor a tudo, indiscriminadamente, fez que a ‘experiência’ seja o mais importante de tudo”.
 
“Em realidade, as experiências, separadas de qualquer consideração sobre o que é bom ou verdadeiro, podem levar, não a uma autêntica liberdade, porém a uma confusão moral ou intelectual, a uma debilitação dos princípios, à perda da auto-estima, e inclusive ao desespero”, precisou.
 
“Queridos amigos, a vida não está governada pelo azar, não é casual. A vossa existência pessoal foi querida Por Deus, abençoada por Ele e com um objetivo que lhe foi dado. A vida não é uma simples sucessão de fatos e experiências, por úteis que pudessem ser. É uma busca do verdadeiro, bom e formoso. Precisamente para obter isto fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisto, quer dizer, na verdade, o bem e a beleza, encontramos felicidade e alegria. Não vos deixeis enganar pelos que vêem em vós simplesmente consumidores em um mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a eleição em si mesma se converte em bem, a novidade se disfarça de beleza e a experiência subjetiva suplanta à verdade.
 
Diante desta situação, disse o Papa, “Cristo oferece mais. É mais, oferece tudo. Só ele, que é a Verdade, pode ser a Via e, portanto, também a Vida. Assim, a ‘via’ que os Apóstolos levaram até os limites da terra é a vida em Cristo. É a vida da Igreja. E o ingresso nesta vida, no caminho cristão, é o Batismo”.
 
Seguidamente o Pontífice lembrou a importância do Batismo para os cristãos e sublinhou às centenas de milhares de assistentes que “estão neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano, , o ‘caminho’ que preenche todo desejo humano e a ‘vida’ da que estamos chamados a dar testemunho, caminhando sempre iluminados por sua luz”.
 
Bento XVI disse logo que a tarefa do “testemunha não é fácil. Hoje muitos sustentam que a Deus se lhe deve ‘deixar no banquinho’, e que a religião e a fé, embora convenientes para os indivíduos, têm que ser excluídas da vida pública, ou consideradas só para obter limitados objetivos pragmáticos. Esta visão secularizada tenta explicar a vida humana e plasmar a sociedade com poucas ou nenhuma referência ao Criador. apresenta-se como uma força neutra, imparcial e respeitosa de cada um. Em realidade, como toda ideologia, o laicismo impõe uma visão global”.
 
“Se Deus for irrelevante na vida pública, a sociedade poderá plasmar-se segundo uma perspectiva carente de Deus. Entretanto, a experiência ensina que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem que tem repercussões inevitáveis sobre o resto da criação. Quando Deus fica eclipsado, nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, a finalidade e o «bem», começa a dissipar-se. O que se promoveu ostentosamente como engenhosidade humana se manifestou bem logo como loucura, avidez e exploração egoísta. E assim nos damos conta cada vez mais de quão necessária é a humildade ante a delicada complexidade do mundo de Deus”.
 
Seguidamente denunciou que no entorno social das pessoas muitas vezes não se respeita a dignidade das pessoas e questionou: “Sabemos reconhecer que a dignidade inata de toda pessoa se apóia em sua identidade mais profunda –como imagem do Criador– e que, portanto, os direitos humanos são universais, apoiados na lei natural, e não algo que depende de negociações ou concessões, fruto de um simples compromisso? Isto nos leva refletir sobre o lugar que ocupam em nossa sociedade os pobres, os anciões, os emigrantes, os que não têm voz. Como é possível que a violência doméstica atormente a tantas mães e crianças? Como é possível que o seio materno, o âmbito humano mais admirável e sagrado, converteu-se em lugar de inexprimível violência?”
 
“Nosso mundo está cansado da cobiça, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e respostas parciais, e do pesaroso das falsas promessas. Nosso coração e nossa mente desejam uma visão da vida onde reine o amor, onde se compartilhem os dons, onde se construa a unidade, onde a liberdade tenha seu próprio significado na verdade, e onde a identidade se encontre em uma comunhão respeitosa”.
 
“Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança que oferece o Evangelho de Jesus Cristo. Fostes recriados no Batismo e fortalecidos com os dons do Espírito na Confirmação precisamente para dar testemunho desta realidade. Que seja este a mensagem que vós levem a mundo desde Sydney”, concluiu.
(destaques nossos)

 


    Para citar este texto:

Liberdade e tolerância não devem separar-se da verdade, adverte Bento XVI
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=ultimas&artigo=20080717&lang=bra
Online, 22/07/2008 às 08:44h

Papa fala da liberdade americana e seu culto aos seus heróis

17/04/2008

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=257401