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Liberdade e verdade Bento XVI

22/07/2008
Liberdade e tolerância não devem separar-se da verdade, adverte Bento XVI
ACI

 

SYDNEY, 17 Jul. 08 (ACI) .- O Papa Bento XVI denunciou que atualmente na sociedade “há também algo sinistro que brota do fato de que a liberdade e a tolerância estão freqüentemente separadas da verdade. Isto está fomentado pela idéia, hoje muito difundida, de que não há uma verdade absoluta que guie nossas vidas“.
 
Diante de mais de 500 mil pessoas presentes na Baía de Sydney, o Santo Padre advertiu como com esta maneira de pensar “o relativismo, dando na prática valor a tudo, indiscriminadamente, fez que a ‘experiência’ seja o mais importante de tudo”.
 
“Em realidade, as experiências, separadas de qualquer consideração sobre o que é bom ou verdadeiro, podem levar, não a uma autêntica liberdade, porém a uma confusão moral ou intelectual, a uma debilitação dos princípios, à perda da auto-estima, e inclusive ao desespero”, precisou.
 
“Queridos amigos, a vida não está governada pelo azar, não é casual. A vossa existência pessoal foi querida Por Deus, abençoada por Ele e com um objetivo que lhe foi dado. A vida não é uma simples sucessão de fatos e experiências, por úteis que pudessem ser. É uma busca do verdadeiro, bom e formoso. Precisamente para obter isto fazemos as nossas opções, exercemos a nossa liberdade e nisto, quer dizer, na verdade, o bem e a beleza, encontramos felicidade e alegria. Não vos deixeis enganar pelos que vêem em vós simplesmente consumidores em um mercado de possibilidades indiferenciadas, onde a eleição em si mesma se converte em bem, a novidade se disfarça de beleza e a experiência subjetiva suplanta à verdade.
 
Diante desta situação, disse o Papa, “Cristo oferece mais. É mais, oferece tudo. Só ele, que é a Verdade, pode ser a Via e, portanto, também a Vida. Assim, a ‘via’ que os Apóstolos levaram até os limites da terra é a vida em Cristo. É a vida da Igreja. E o ingresso nesta vida, no caminho cristão, é o Batismo”.
 
Seguidamente o Pontífice lembrou a importância do Batismo para os cristãos e sublinhou às centenas de milhares de assistentes que “estão neste mundo sabendo que Deus tem um rosto humano, , o ‘caminho’ que preenche todo desejo humano e a ‘vida’ da que estamos chamados a dar testemunho, caminhando sempre iluminados por sua luz”.
 
Bento XVI disse logo que a tarefa do “testemunha não é fácil. Hoje muitos sustentam que a Deus se lhe deve ‘deixar no banquinho’, e que a religião e a fé, embora convenientes para os indivíduos, têm que ser excluídas da vida pública, ou consideradas só para obter limitados objetivos pragmáticos. Esta visão secularizada tenta explicar a vida humana e plasmar a sociedade com poucas ou nenhuma referência ao Criador. apresenta-se como uma força neutra, imparcial e respeitosa de cada um. Em realidade, como toda ideologia, o laicismo impõe uma visão global”.
 
“Se Deus for irrelevante na vida pública, a sociedade poderá plasmar-se segundo uma perspectiva carente de Deus. Entretanto, a experiência ensina que o afastamento do desígnio de Deus criador provoca uma desordem que tem repercussões inevitáveis sobre o resto da criação. Quando Deus fica eclipsado, nossa capacidade de reconhecer a ordem natural, a finalidade e o «bem», começa a dissipar-se. O que se promoveu ostentosamente como engenhosidade humana se manifestou bem logo como loucura, avidez e exploração egoísta. E assim nos damos conta cada vez mais de quão necessária é a humildade ante a delicada complexidade do mundo de Deus”.
 
Seguidamente denunciou que no entorno social das pessoas muitas vezes não se respeita a dignidade das pessoas e questionou: “Sabemos reconhecer que a dignidade inata de toda pessoa se apóia em sua identidade mais profunda –como imagem do Criador– e que, portanto, os direitos humanos são universais, apoiados na lei natural, e não algo que depende de negociações ou concessões, fruto de um simples compromisso? Isto nos leva refletir sobre o lugar que ocupam em nossa sociedade os pobres, os anciões, os emigrantes, os que não têm voz. Como é possível que a violência doméstica atormente a tantas mães e crianças? Como é possível que o seio materno, o âmbito humano mais admirável e sagrado, converteu-se em lugar de inexprimível violência?”
 
“Nosso mundo está cansado da cobiça, da exploração e da divisão, do tédio de falsos ídolos e respostas parciais, e do pesaroso das falsas promessas. Nosso coração e nossa mente desejam uma visão da vida onde reine o amor, onde se compartilhem os dons, onde se construa a unidade, onde a liberdade tenha seu próprio significado na verdade, e onde a identidade se encontre em uma comunhão respeitosa”.
 
“Esta é obra do Espírito Santo. Esta é a esperança que oferece o Evangelho de Jesus Cristo. Fostes recriados no Batismo e fortalecidos com os dons do Espírito na Confirmação precisamente para dar testemunho desta realidade. Que seja este a mensagem que vós levem a mundo desde Sydney”, concluiu.
(destaques nossos)

 


    Para citar este texto:

Liberdade e tolerância não devem separar-se da verdade, adverte Bento XVI
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=imprensa&subsecao=ultimas&artigo=20080717&lang=bra
Online, 22/07/2008 às 08:44h

Conferência Nacional exclui juventude mestiça

28/04/2008

Conferência Nacional exclui juventude mestiça

RACISMO
Conferência Nacional da Juventude discrimina juventude mestiça
28/04/2008

A Comissão Organizadora da 1ª Conferência Nacional da Juventude, realizada em Brasília – DF (27-30/04/2008), coordenada pela Secretaria Geral da Presidência da República, e pela Secretaria Nacional de Juventude, não pagou as passagens da representação da juventude mestiça, impedindo a participação desta no evento. A União da Juventude Mestiça, sediada em Manaus, é constituída por jovens mestiços caboclos, mulatos, cafuzos, etc. O movimento mestiço tem denunciado discriminação do governo Lula contra mestiços e informa que não é a primeira vez que o governo federal não paga o transporte e estadia de representantes mestiços eleitos para conferências nacionais.

RACISM
National Youth Conference discriminates Multiracial youth
April 28, 2008

The Organizing Committee of the 1 st National Youth Conference, held in Brasilia – DF (April 27-30, 2008), coordinated by the Secretariat General of the Presidency of the Republic, and the National Department of Youth, has not paid the passages of the representation of Multiracial youth,preventing their participation in this event. The Multiracial Youth Union, based in Manaus, State of Amazon, is made up by caboclos, mulatto, cafuzos, and other Multiracials. The Multiracial movement has denounced the Lula’s government discrimination against Multiracials and inform that it is not the first time that the federal government does not pay the transport and stay of Multiracial representatives elected to national conferences.

http://br.groups.yahoo.com/group/nacaomestica/message/651

O Japão nos anos 1975 a 1985

30/01/2008

No final da década de 1970 e no início da década de 1980, no Brasil, os jovens estavam maravilhados com as máquinas de calcular eletrônicas japonesas. A própria palavra “eletrônica” fascinava os jovens.

Eles, então, diziam, com convicção, que os japoneses eram seres superiores quando comparados com o resto do mundo, e diziam, também, os jovens, que o Japão era o país mais adiantado do mundo.

Esta é apenas uma pequena amostra dos muitos erros dos jovens: a conclusão precipitada baseada apenas em circunstâncias de momento, sem aprofundamento histórico e lógico e uma vontade desesperada de encontrar explicação fácil e simplista para tudo que ocorre no mundo.

Qual a solução para estes eternos erros dos jovens?  Porque isto ocorre? , quais são as causas deste fenômeno?

Estas perguntas exigem um estudo detalhado dos jovens e um aprofundamento muito grande nestes temas da educação e da vontade de ter respostas.

O que não podemos fazer aqui é cometer o mesmo erro dos jovens: Querer respostas prontas e fáceis.