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A infame Carta Capetal é daquelas que quando falta argumento berra: Racista, …..

12/12/2013

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CENSURA BRUTAL E AINDA QUERER QUE NÃO SE DIVULGUE O CRIME CONTRA OS DIREITOS HUMANOS, QUEREM MULTAR QUEM DIVULGA TANTO O CRIME DE DOUTRINAÇÃO QUANTO O CRIME BÁRBARO DE CENSURA.

Site Escola Sem Partido tem texto censurado por decisão judicial surrealmente contraditória e vaga

By on 12 de dezembro de 2013 • ( 0 )

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Não se pode esperar coerência judicial quanto a esquerda leva suas brigas para o campo da guerra jurídica. Ações absurdas e sem o menor sentido tendem a aparecer. O objetivo é o mesmo de sempre: censurar opiniões discordantes e fugir do debate. É uma regra da propaganda: quem controla o fluxo de informações vence o jogo.

As solicitações da esquerda sempre são ilógicas, como no caso da ação judicial lançada contra o site Escola Sem Partido, que usa o recurso da vagueza intencional, o qual será identificado aqui.

A ação começou por que a professora Cléo Tibiriçá não gostou que o site Escola sem Partido tenha denunciado sua doutrinação esquerdista em sala de aula. Ao invés de contra-argumentar, Cléo lançou uma ação judicial absurda. Acredite se quiser, a juíza Daniela Nudeliman conferiu a tutela antecipada, beneficiando a professora, configurando um caso absurdo de censura à divulgação de informações públicas e implementação de crime de opinião.

Vejamos o que diz a decisão de Daniela:

Recebo a petição inicial presentes os requisitos legais. No mais, defino parcialmente a tutela antecipada pleiteada.

Ok, vamos avaliar os motivos…

Isso porque, embora o requerido tenha direito a manifestar sua opinião sobre as aulas ministradas pela autora, existem indícios nos autos de que ele está extrapolando este direito, ao veicular críticas ofensivas à requerente, lesando, assim, a sua honra.

Se existe o direito à manifestação de opinião, qual seria o evento a causar a extrapolação deste direito? Quais críticas são ofensivas? Quais são as ofensas? Quais destas críticas “lesam a honra” da requerente? Isso abre um precedente para que nenhuma crítica desse tipo possa ser feita na mídia? Por exemplo, quando uma ombudsman da Folha diz que existe uma “direita hidrófoba” ou o Brasil247 ofende verbalmente Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho, estas ofensas são mais ou menos lícitas de acordo com a juíza? Por que ela não descreveu critérios a partir dos quais podemos, de forma universal, definir quais conteúdos podem ou não ser divulgados? Se em sala de aula as críticas da professora à direita tiverem o mesmo tom, as aulas podem ser proibidas também? Em suma, QUAL É O CRITÉRIO?!?!

Detalhe: não sou a favor de censura, seja por opinião, seja pela divulgação de fatos. Mas é importante entender o critério, e, de forma inacreditavelmente vaga, a decisão de Daniela não explica absolutamente nada disso.

Com isso, ressalto que o direito à livre manifestação é limitado pelo direito à imagem e à honra daqueles sobre quem se manifesta. Assim, não pode o reú sob o fundamento de dar sua opinião contrária sobre o conteúdo das aulas ministradas pela autora, ofende-la em sua dignidade.

Mas por que a juíza não explica o que é ofensa à dignidade? Por que ela não traz casos que possam funcionar como um checklist? Do jeito que está escrito pela juíza, pode-se usar o precedente para que José Serra possa bloquear o site Conversa Afiada por chamá-lo de Cerra? Contra o mesmo site de PHA, a Marina Silva pode bloquear o mesmo site por chamá-la de Bláblárina? Estranhamente, a decisão da juíza não dá nenhuma informação a respeito desssa regras de conduta, que, se não atendidas, configurariam “ofensa a dignidade a ponto de merecer censura judicial”. Em processos corporativos, costumamos dar exemplos de “como fazer” e “como não fazer”, para evitar a vagueza. Mas ela simplesmente escreve sobre “ofensa à dignidade” e não nos dá um roadmap de como podemos automaticamente ser protegidos de “ofensa à dignidade” nos mesmos casos. A regra que vale para proteger a professora da FATEC vale para os outros? Mas cadê a regra?

Desta forma, defiro parcialmente a tutela antecipada, a fim de que o réu retire no prazo de 24 horas do seu site/blog o artigo “Doutrinação Ideológica na FATEC – 1º parte”, bem como se abstenha de publicar qualquer artigo que mencione a autora ou o curso por ela ministrado, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00, a ser revertida em indenização em favor da autora.

Essa parte esta bem clara, mas nos abre outras questões. Pelo que se entende, Miguel Nagib não pode nem lançar um novo artigo citando o caso? Independemente do seu conteúdo? Se ele substituir o artigo original por um outro, isso também não é possível? Ou seja, por lei temos um cidadão que não pode falar absolutamente nada a respeito da professora em questão. Mas a professora pode falar algo sobre o caso? A Revista Forum publicou uma matéria sobre o assunto, e à favor da professora. Veja: Professora da FATEC é perseguida por grupo que prega a neutralidade em sala de aula. Também fiz uma busca no site da Carta Capital, e encontrei quatro artigos defendendo a professora e atacando o site Escola Sem Partido. Depreende-se de que estes artigos não estão proibidos, certo? Se não estão proibidos, podemos entender que elogiar a professora é permitido, mas criticá-la não é? Nesses artigos, Miguel Nagib é chamado de “perseguidor”, “macartista” e a denúncia dele é chamada de “ridícula”. Segundo os critérios da juíza, essas críticas não “ofendem à honra” e não atentam contra o “direito de imagem” de Nagib?

Em um dos artigos da Carta Capital, um comentarista diz: “Parabéns ao juiz. Esse blog é racista, hipócrita, ideológico, mentiroso e deve ser fechado!” Pelas regras da juíza, isso vale? Se qualquer artigo tiver frases assim, a juíza emitiria uma tutela antecipada vetando os conteúdos da Revista Fórum e da Carta Capital (publicações assumidamente de esquerda)?

Da mesma forma, sendo responsável por repassar o conteúdo de seu artigo a terceiros, deverá o réu cuidar para que os mesmos, citados pela autora, se abstenham de divulgar qualquer notícia ou informação sobre a requerente e seu curso, sob pena de arcar com a multa supramencionada.

Mas a própria publicação da decisão judicial é um noticiamento a respeito da requerente (no caso, de uma decisão judicial a favor dela). Se a divulgação de “qualquer notícia é proibida”, então como a juíza noticiou sua decisão? Deixe-me clarear um pouco: será que está proibida a divulgação de “qualquer notícia” só se for no site do Nagib? Mas devemos entender que a própria divulgação de que existiu uma decisão judicial a favor da professora é proibida? A sentença simplesmente não deixa isso claro.

Caso o réu não consiga cessar a divulgação feita por terceiros, deverá comprovar que tentou cumprir a decisão, sem êxito, sob pena do pagamento de referida multa.

Quais são as provas que ele deverá trazer neste caso? Quais os mecanismos de controle ele terá? Assim fica difícil… Em tempo: Emissão de opiniões a respeito da ação judicial são permitidas?

Outrossim, quanto à varredura de qualquer material alusivo à autora, entendo que tal obrigação é impossível de ser cumprida pelo réu, da forma como pleiteada pela requerente, razão pela qual fica indeferido o pedido neste tocante.

Ufa, isso deve ter sido um alívio para o Nagib. Sem comentários.

Uma pergunta: se eu disser que a sentença da juíza é vaga em vários pontos estou ofendendo a honra da juíza?

Nota-se que nesta republiqueta de bananas parece que agora temos que nos precaver. Entretanto, em qualquer país de primeiro mundo, solicitações como a da professora seriam claramente definidas como litigância de má fé.

José Serra é e sempre foi comunista – PSDB – A falsa oposição – Saco de pancadas de Lula

21/05/2013

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Lançamento do Livro do Lobão denunciando golpe comunista do PT foi dia 6 de maio de 2013 e não contou com a presença de nenhum político tucano.

05/05/2013

merdaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

Covardes, omissos, falsa oposição.

COMPRE O LIVRO DO LOBÃO:

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4891350/lobao-manifesto-do-nada-na-terra-do-nunca

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FALOU O QUE TODO POLÍTICO SABE E TEM MEDO DE DIZER:
LEIA AQUI SOBRE O GOLPE COMUNISTA QUE O PT PREPARA PARA ESSE ANO: O GRANDE SALTO:
http://desmascarandoaesquerda.blogspot.com.br/2013/04/pt-anuncia-golpe-de-estado-no-brasil-propaganda-2013.html

Compositor lança “Manifesto do Nada na Terra do Nunca” com duras críticas a figuras dos meios artístico e político do país; capítulo dedicado à presidente é intitulado de:

“Vamos Assassinar a Presidenta da República?”

Faltou chamar de cúmplice do assassinato do soldado Mário Kozel Filho e ladra do Cofre do Doutor Adhemar Pereira de Barros.

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Em livro, Lobão chama Dilma de torturadora (Foto: Divulgação)

O músico e compositor Lobão ataca novamente de escritor. Depois de vender 150 mil exemplares de sua autobiografia (“Lobão – 50 Anos a Mil”, editora Nova Fronteira), agora ele lança “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”.

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Com tiragem inicial de 40 mil exemplares, o livro traz duras críticas a figuras dos meios artístico e político do país.

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A presidente Dilma Rousseff é chamada de “torturadora” – em capítulo cujo título é “Vamos Assassinar a Presidenta da República?”-, Roberto Carlos, de “múmia deprimida” e os Racionais MCs, de “braço armado do PT”.

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Além disso, ele explica sua briga com os organizadores do festival Lollapalooza, no ano passado, quando desistiu de se apresentar por ter se considerado subestimado.

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De acordo com o jornal comunista Falha de S.Paulo, Lobão acredita que sua apresentação na Virada Cultural, em maio, será um termômetro da reação do público.

FICHA CRIMINAL DO TEMPO DO ROUBO DO COFRE DO DOUTOR ADHEMAR PEREIRA DE BARROS.

e Ficha de bandido no DOPS,

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“Quando escrevia o livro, tive medo de ser ‘simonalizado’ [referência a Wilson Simonal], tachado de reacionário. Vamos ver se terei espaço para trabalhar.”

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Claro que vai ser xingado de tudo quanto é nome feio pelos petralhas imundos.

Serra critica Bolívia e Evo , motivos para votar em candidato 2010 José Serra o que fez e o que vai fazer razões para votar em josé serra sabe que GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS vicinais paulistas estradas levam alimentos até sua casa e é o gasto mais social que existe melhor caminho

22/05/2010

maravilha de rodoanel http://aluizioamorim.blogspot.com/2010/05/rodoanel-veja-aqui-aquilo-que-grande.html

Novo metrô nova linha:

Melhor Caminho

Melhor Caminho preserva estradas rurais e facilita o escoamento da produção agrícola

O Programa Melhor Caminho é uma iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que visa melhorar a condição de escoamento da produção agrícola do Estado.

O objetivo é aperfeiçoar o sistema de transporte incluindo construção, recuperação e manutenção das estradas de terra.

Daniel Guimarães Melhor Caminho
Aperfeiçoamento do sistema de transporte diminui as perdas da safra.
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Desde 2007, em parceria com as prefeituras de 566 municípios, o Melhor Caminho já recuperou 3,4 mil quilômetros de estradas, com um investimento de, aproximadamente, R$ 237,6 milhões. Para 2010, estão previstos investimentos de R$ 80 milhões, recuperando mais mil quilômetros.

Nos primeiros dez anos do programa, criado em 1997, foram concluídas as obras de recuperação de 5 mil quilômetros.

Os benefícios desta iniciativa vão além dos sentidos pelo agricultor. A questão da sustentabilidade ambiental das estradas recuperadas está entre as preocupações do Melhor Caminho.

O projeto, feito pelos engenheiros da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), garante melhores condições de escoamento, armazenamento e infiltração das águas pluviais, controlando e prevenindo a erosão e o assoreamento dos mananciais e aumentando a recarga do lençol freático.

Serra critica Chaves Chávez por se meter interferir em outros países, leitor da venezuela apóia as críticas

10/05/2010

Candidato brasileño José Serra criticó a Chávez “por interferir en otros países”

Foto archivo.

El candidato socialdemócrata a suceder al presidente brasileño, Luiz Inacio Lula da Silva, en las presidenciales de octubre en Brasil, José Serra, criticó al Mercosur y al presidente de Venezuela, Hugo Chávez, en su primera gran entrevista preelectoral, este lunes en la radio CBN.

“El Mercosur tiene que ser reformado”, expresó Serra, al considerar que “no existe libre comercio” entre sus miembros, y que “las reuniones de presidentes del Mercosur pasaron a ser más un espectáculo”, donde “no hay avance concreto”.

Serra propuso fortalecer la función original de área de libre comercio del Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay, Uruguay y Venezuela en proceso de adhesión) y sugirió dejar de lado el resto de las ambiciones, como la negociación en bloque con terceros países.

“Creo importante salvar al Mercosur, y ahí hay que dar un paso atrás para poder dar dos adelante. O sea, fortalecer el libre comercio”, dijo.

Consultado sobre las relaciones con Venezuela y con el presidente Hugo Chávez, Serra dijo defender “una relación amistosa con Venezuela”.

Pero fue tajante al afirmar que en esa relación no cabe “meterse en asuntos de otros países como Venezuela acostumbra hacer. Chávez lo hace, interfiere en otros países y eso Brasil no lo puede apoyar de ninguna manera”.

También dijo que cuando el asunto sean los derechos humanos, si se entiende que hay una violación de derechos fundamentales, “Brasil tiene que asumir una posición”.

En una reciente visita a Brasil, Chávez declaró su preferencia por la candidata de Lula, la ex ministra jefa de gobierno Dilma Rousseff. “Chávez tiene sus preferencias electorales, yo también las tendría, no le habría votado”, respondió Serra.

Serra, de 68 años, lidera las intenciones de voto en Brasil, con 36% según una reciente encuesta de Ibope, contra 29% de la candidata de Lula a sucederlo. Las elecciones tendrán una segunda vuelta si ninguno de los candidatos alcanza 50% de los sufragios en la primera.

Vía Agence France-Presse

LANÇAMENTO DA CANDIDATURA JOSÉ SERRA EM BRASÍLIA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA ELEIÇÕES 2010 notícia no El País

10/04/2010

El exgobernador del Estado de São Paulo, José Serra, es oficialmente desde ayer el precandidato del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) a disputar las elecciones presidenciales que se celebrarán el próximo tres de octubre.

En un acto de carga festiva celebrado en Brasilia, ante la presencia de 3.500 personas y con profusión de personalidades de los partidos de la oposición, Serra proclamó: “Quiero ser el presidente de la Unión. Vamos juntos, brasileños y brasileñas, porque Brasil puede más”.

Ésta última frase resume a la perfección el talante del político que se enfrentará a la candidata del Partido de los Trabajadores (PT) y del propio presidente Lula da Silva, Dilma Rousseff.

 Serra no buscará de momento la colisión frontal con Lula ni con su candidata, porque sabe de sobra que el apoyo popular a la gestión del Ejecutivo que ha gobernado durante los últimos ocho años está blindado a prueba de obuses. 

El precandidato del PSDB dejó traslucir ayer una estrategia electoral centrada en la idea de que Brasil ha mejorado mucho en los últimos años, no sólo por mérito de Lula, sino también por el trabajo realizado durante los Gobiernos anteriores a enero de 2003, y que ahora ha llegado el momento de que el país dé un nuevo salto cualitativo.

Serra destacó que hay que redoblar los esfuerzos en políticas de sanidad, educación, seguridad pública, agricultura y medio ambiente. De esta manera, se desmarcaba sutilmente del discurso del actual Gobierno, que airea a los cuatro vientos sus logros en materia de disminución de la desigualdad social con la introducción de una vasta red de programas sociales. 

Entre las tibias críticas que Serra hizo ayer a la gestión de Lula destacó la referente a la política exterior brasileña: “Para mí, los derechos humanos nos son negociables. No cultivemos ilusiones: las democracias no condenan o encarcelan a las personas por pensar diferentes de quien está en el Gobierno. Las democracias no tienen a trabajadores muriendo en huelgas de hambre porque no están de acuerdo con el régimen”.

Serra se refería al apoyo explícito dado por el Gobierno de Lula a los regímenes cubano, venezolano e iraní, con los que mantiene unas excelentes relaciones. 

El que fuera ministro de Salud durante el último Gobierno de Fernando Henrique Cardoso defendió ayer los valores éticos y morales de la política – no en vano, ya que el primer mandato de Lula estuvo salpicado por escándalos de corrupción que llegaron a la cúspide de su Gobierno y del PT -. En el más reciente sondeo de intención de voto difundido por Datafolha, Serra aventaja a Rousseff en nueve puntos.

Será prácticamente imposible que pueda mantener esta holgada distancia hasta el final de la campaña, ya que Lula invertirá a partir e ahora todo su carisma y los éxitos de su Gobierno en revertir la situación y aupar a Rousseff a la Presidencia.

leia na íntegra discurso de lançamento da candidatura de José Serra em Brasília

10/04/2010

O Brasil pode mais

Venho hoje, aqui, falar do meu amor pelo Brasil; falar da minha vida; falar da minha experiência; falar da minha fé; falar das minhas esperanças no Brasil. E mostrar minha disposição de assumir esta caminhada. Uma caminhada que vai ser longa e difícil mas que com a ajuda de Deus e com a força do povo brasileiro será com certeza vitoriosa.

Alguns dias atrás, terminei meu discurso de despedida do Governo de São Paulo afirmando minha convicção de que o Brasil pode mais. Quatro palavras, em meio a muitas outras. Mas que ganharam destaque porque traduzem de maneira simples e direta o sentimento de milhões de brasileiros: o de que o Brasil, de fato, pode mais. E é isto que está em jogo nesta hora crucial!

Nos últimos 25 anos, o povo brasileiro alcançou muitas conquistas: retomamos a Democracia, arrancamos nas ruas o direito de votar para presidente, vivemos hoje num país sem censura e com uma imprensa livre. Somos um Estado de Direito Democrático. Fizemos uma nova Constituição, escrita por representantes do povo. Com o Plano Real, o Brasil transformou sua economia a favor do povo, controlou a inflação, melhorou a renda e a vida dos mais pobres, inaugurou uma nova Era no Brasil. Também conquistamos a responsabilidade fiscal dos governos. Criamos uma agricultura mais forte, uma indústria eficiente e um sistema financeiro sólido. Fizemos o Sistema Único de Saúde, conseguimos colocar as crianças na escola, diminuímos a miséria, ampliamos o consumo e o crédito, principalmente para os brasileiros mais pobres. Tudo isso em 25 anos. Não foram conquistas de um só homem ou de um só Governo, muito menos de um único partido. Todas são resultado de 25 anos de estabilidade democrática, luta e trabalho. E nós somos militantes dessa transformação, protagonistas mesmo, contribuímos para essa história de progresso e de avanços do nosso País. Nós podemos nos orgulhar disso.

Mas, se avançamos, também devemos admitir que ainda falta muito por fazer. E se considerarmos os avanços em outros países e o potencial do Brasil, uma conclusão é inevitável: o Brasil pode ser muito mais do que é hoje.

Mas para isso temos de enfrentar os problemas nacionais e resolvê-los, sem ceder à demagogia, às bravatas ou à politicagem. E esse é um bom momento para reafirmarmos nossos valores. Começando pelo apreço à Democracia Representativa, que foi fundamental para chegarmos aonde chegamos. Devemos respeitá-la, defendê-la, fortalecê-la. Jamais afrontá-la.

Democracia e Estado de Direito são valores universais, permanentes, insubstituíveis e inegociáveis. Mas não são únicos. Honestidade, verdade, caráter, honra, coragem, coerência, brio profissional, perseverança são essenciais ao exercício da política e do Poder. É nisso que eu acredito e é assim que eu ajo e continuarei agindo. Este é o momento de falar claro, para que ninguém se engane sobre as minhas crenças e valores. É com base neles que também reafirmo: o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais.

Governos, como as pessoas, têm que ter alma. E a alma que inspira nossas ações é a vontade de melhorar a vida das pessoas que dependem do estudo e do trabalho, da Saúde e da Segurança. Amparar os que estão desamparados.

Sabem quantas pessoas com alguma deficiência física existem no Brasil? Mais de 20 milhões – a esmagadora maioria sem o conforto da acessibilidade aos equipamentos públicos e a um tratamento de reabilitação. Os governos, como as pessoas, têm que ser solidários com todos e principalmente com aqueles que são mais vulneráveis.

Quem governa, deve acreditar no planejamento de suas ações. Cultivar a austeridade fiscal, que significa fazer melhor e mais com os mesmos recursos. Fazer mais do que repetir promessas. O governo deve ouvir a voz dos trabalhadores e dos desamparados, das mulheres e das famílias, dos servidores públicos e dos profissionais de todas as áreas, dos jovens e dos idosos, dos pequenos e dos grandes empresários, do mercado financeiro, mas também do mercado dos que produzem alimentos, matérias-primas, produtos industriais e serviços essenciais, que são o fundamento do nosso desenvolvimento, a máquina de gerar empregos, consumo e riqueza.

O governo deve servir ao povo, não a partidos e a corporações que não representam o interesse público. Um governo deve sempre procurar unir a nação. De mim, ninguém deve esperar que estimule disputas de pobres contra ricos, ou de ricos contra pobres. Eu quero todos, lado a lado, na solidariedade necessária à construção de um país que seja realmente de todos.

Ninguém deve esperar que joguemos estados do Norte contra estados do Sul, cidades grandes contra cidades pequenas, o urbano contra o rural, a indústria contra os serviços, o comércio contra a agricultura, azuis contra vermelhos, amarelos contra verdes. Pode ser engraçado no futebol. Mas não é quando se fala de um País. E é deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil.

Não aceito o raciocínio do nós contra eles. Não cabe na vida de uma Nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros e não pela sua divisão. Pode haver uma desavença aqui outra acolá, como em qualquer família. Mas vamos trabalhar somando, agregando. Nunca dividindo. Nunca excluindo. O Brasil tem grandes carências. Não pode perder energia com disputas entre brasileiros. Nunca será um país desenvolvido se não promover um equilíbrio maior entre suas regiões. Entre a nossa Amazônia, o Centro Oeste e o Sudeste. Entre o Sul e o Nordeste. Por isso, conclamo: Vamos juntos. O Brasil pode mais. O desenvolvimento é uma escolha. E faremos essa escolha. Estamos preparados para isso.

Ninguém deve esperar que joguemos o governo contra a oposição, porque não o faremos. Jamais rotularemos os adversários como inimigos da pátria ou do povo. Em meio século de militância política nunca fiz isso. E não vou fazer. Eu quero todos juntos, cada um com sua identidade, em nome do bem comum.

Na Constituinte fiz a emenda que permitiu criar o FAT, financiar e fortalecer o BNDES e tirar do papel o seguro-desemprego – que hoje beneficia 10 milhões de trabalhadores. Todos os partidos e blocos a apoiaram. No ministério da Saúde do governo Fernando Henrique tomei a iniciativa de enviar ou refazer e impulsionar seis projetos de lei e uma emenda constitucional – a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Agência Nacional de Saúde, a implantação dos genéricos, a proibição do fumo nos aviões e da propaganda de cigarros, a regulamentação dos planos de saúde, o combate à falsificação de remédios e a PEC 29, que vinculou recursos à Saúde nas três esferas da Federação – todos, sem exceção, aprovados pelos parlamentares do governo e da oposição. É assim que eu trabalho: somando e unindo, visando ao bem comum. Os membros do Congresso que estão me ouvindo, podem testemunhar: suas emendas ao orçamento da Saúde eram acolhidas pela qualidade, nunca devido à sua filiaç ão partidária.

Se o povo assim decidir, vamos governar com todas e com todos, sem discriminar ninguém. Juntar pessoas em vez de separá-las; convidá-las ao diálogo, em vez de segregá-las; explicar os nossos propósitos, em vez de hostilizá-las. Vamos valorizar o talento, a honestidade e o patriotismo em vez de indagar a filiação partidária.

Minha história de vida e minhas convicções pessoais sempre estiveram comprometidas com a unidade do país e com a unidade do seu povo. Sou filho de imigrantes, morei e cresci num bairro de trabalhadores que vinham de todas as partes, da Europa, do Nordeste, do Sul. Todos em busca de oportunidade e de esperança.

A liderança no movimento estudantil me fez conhecer e conviver com todo o Brasil logo ao final da minha adolescência. Aliás, na época, aprendi mesmo a fazer política no Rio, em Minas, na Bahia e em Pernambuco, aos 21 anos de idade. O longo exílio me levou sempre a enxergar e refletir sobre o nosso país como um todo.

Minha história pessoal está diretamente vinculada à valorização do trabalho, à valorização do esforço, à valorização da dedicação. Lembro-me do meu pai, um modesto comerciante de frutas no mercado municipal: doze horas de jornada de trabalho nos dias úteis, dez horas no sábado, cinco horas aos domingos. Só não trabalhava no dia 1 de janeiro. Férias? Um luxo, pois deixava de ganhar o dinheiro da nossa subsistência. Um homem austero, severo, digno. Seu exemplo me marcou na vida e na compreensão do que significa o amor familiar de um trabalhador: ele carregava caixas de frutas para que um dia eu pudesse carregar caixas de livros.

E eu me esforço para tornar digno o trabalho de todo homem e mulher, do ser humano como ele foi. Porque vejo a imagem de meu pai em cada trabalhador. Eu a vi outro dia, na inauguração do Rodoanel, quando um dos operários fez questão de me mostrar com orgulho seu nome no mural que eu mandei fazer para exibir a identidade de todos os trabalhadores que fizeram aquela obra espetacular. Por que o mural? Por justo reconhecimento e porque eu sabia que despertaria neles o orgulho de quem sabe exercer a profissão. Um momento de revelação a si mesmos de que eles são os verdadeiros construtores nesta nação.

Eu vejo em cada criança na escola o menino que eu fui, cheio de esperanças, com o peito cheio de crença no futuro. Quando prefeito e quando governador, passei anos indo às escolas para dar aula (de verdade) à criançada da quarta série. Ia reencontrar-me comigo mesmo. Porque tudo o que eu sou aprendi em duas escolas: a escola pública e a escola da vida pública. Aliás, e isto é um perigo dizer, com freqüência uso senhas de computador baseadas no nome de minhas professoras no curso primário. E toda vez que escrevo lembro da sua fisionomia, da sua voz, do seu esforço, e até das broncas, de um puxão de orelhas, quando eu fazia alguma bagunça.

Mas é por isso tudo que sempre lutei e luto tanto pela educação dos milhões de filhos do Brasil. No país com que sonho para os meus netos, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político. E estou convencido de uma coisa: bons prédios, serviços adequados de merenda, transporte escolar, atividades esportivas e culturais, tudo é muito importante e deve ser aperfeiçoado. Mas a condição fundamental é a melhora do aprendizado na sala de aula, propósito bem declarado pelo governo, mas que praticamente não saiu do papel. Serão necessários mais recursos. Mas pensemos no custo para o Brasil de não ter essa nova Educação em que o filho do pobre freqüente uma escola tão boa quanto a do filho do rico. Esse é um compromisso.

É preciso prestar atenção num retrocesso grave dos últimos anos: a estagnação da escolaridade entre os adolescentes. Para essa faixa de idade, embora não exclusivamente para ela, vamos turbinar o ensino técnico e profissional, aquele que vira emprego. Emprego para a juventude, que é castigada pela falta de oportunidades de subir na vida. E vamos fazer de forma descentralizada, em parcerias com estados e municípios, o que garante uma vinculação entre as escolas técnicas e os mercados locais, onde os empregos são gerados. Ensino de qualidade e de custos moderados, que nos permitirá multiplicar por dois ou três o número de alunos no país inteiro, num período de governo. Sim, meus amigos e amigas, o Brasil pode mais.

Podemos e devemos fazer mais pela saúde do nosso povo. O SUS foi um filho da Constituinte que nós consolidamos no governo passado, fortalecendo a integração entre União, Estados e Municípios; carreando mais recursos para o setor; reduzindo custos de medicamentos; enfrentando com sucesso a barreira das patentes, no Brasil e na Organização Mundial do Comércio; ampliando o sistema de atenção básica e o Programa Saúde da Família em todo o Brasil; prestigiando o setor filantrópico sério, com quem fizemos grandes parcerias, dos hospitais até a prevenção e promoção da Saúde, como a Pastoral da Criança; fazendo a melhor campanha contra a AIDS do mundo em desenvolvimento; organizando os mutirões; fazendo mais vacinações; ampliando a assistência às pessoas com deficiência; cerceando o abuso do incentivo ao cigarro e ao tabaco em geral. E muitas outras coisas mais. De fato, e mais pelo que aconteceu na primeira metade do governo, a Saúde estagnou ou avançou pouco. Mas a Saúde pode avanç ar muito mais. E nós sabemos como fazer isso acontecer.

Saúde é vida, Segurança também. Por isso, o governo federal deve assumir mais responsabilidades face à gravidade da situação. E não tirar o corpo fora porque a Constituição atribui aos governos estaduais a competência principal nessa área. Tenho visto gente criticar o Estado Mínimo, o Estado Omisso. Concordo. Por isso mesmo, se tem área em que o Estado não tem o direito de ser mínimo, de se omitir, é a segurança pública. As bases do crime organizado estão no contrabando de armas e de drogas, cujo combate efetivo cabe às autoridades federais . Ou o governo federal assume de vez, na prática, a coordenação efetiva dos esforços nacionalmente, ou o Brasil não tem como ganhar a guerra contra o crime e proteger nossa juventude.

Qual pai ou mãe de família não se sente ameaçado pela violência, pelo tráfico e pela difusão do uso das drogas? As drogas são hoje uma praga nacional. E aqui também o Governo tem de investir em clínicas e programas de recuperação para quem precisa e não pode ser tolerante com traficantes da morte. Mais ainda se o narcotráfico se esconde atrás da ideologia ou da política. Os jovens são as grandes vítimas. Por isso mesmo, ações preventivas, educativas, repressivas e de assistência precisam ser combinadas com a expansão da qualificação profissional e a oferta de empregos.

Uma coisa que precisa acabar é a falsa oposição entre construir escolas e construir presídios. Muitas vezes, essa é a conversa de quem não faz nem uma coisa nem outra. É verdade que nossos jovens necessitam de boas escolas e de bons empregos, mas se o indivíduo comete um crime ele deve ser punido. Existem propostas de impor penas mais duras aos criminosos. Não sou contra, mas talvez mais importante do que isso seja a garantia da punição. O problema principal no Brasil não são as penas supostamente leves. É a quase certeza da impunidade. Um país só tem mais chance de conseguir a paz quando existe a garantia de que a atitude criminosa não vai ficar sem castigo.

Eu quero que meus netos cresçam num país em que as leis sejam aplicadas para todos. Se o trabalhador precisa cumprir a lei, o prefeito, o governador e o presidente da República também tem essa obrigação. Em nosso país, nenhum brasileiro vai estar acima da lei, por mais poderoso que seja. Na Segurança e na Justiça, o Brasil também pode mais.

Lembro que os investimentos governamentais no Brasil, como proporção do PIB, ainda são dos mais baixos do mundo em desenvolvimento. Isso compromete ou encarece a produção, as exportações e o comércio. Há uma quase unanimidade a respeito das carências da infra-estrutura brasileira: no geral, as estradas não estão boas, faltam armazéns, os aeroportos vivem à beira do caos, os portos, por onde passam nossas exportações e importações, há muito deixaram de atender as necessidades. Tem gente que vê essas carências apenas como um desconforto, um incômodo. Mas essa é uma visão errada. O PIB brasileiro poderia crescer bem mais se a infra-estrutura fosse adequada, se funcionasse de acordo com o tamanho do nosso país, da população e da economia.

Um exemplo simples: hoje, custa mais caro transportar uma tonelada de soja do Mato Grosso ao porto de Paranaguá do que levar a mesma soja do porto brasileiro até a China. Um absurdo. A conseqüência é menos dinheiro no bolso do produtor, menos investimento e menos riqueza no interior do Brasil. E sobretudo menos empregos.

Temos inflação baixa, mais crédito e reservas elevadas, o que é bom, mas para que o crescimento seja sustentado nos próximos anos não podemos ter uma combinação perversa de falta de infra-estrutura, inadequações da política macroeconômica, aumento da rigidez fiscal e vertiginoso crescimento do déficit do balanço de pagamentos. Aliás, o valor de nossas exportações cresceu muito nesta década, devido à melhora dos preços e da demanda por nossas matérias primas. Mas vai ter de crescer mais. Temos de romper pontos de estrangulamento e atuar de forma mais agressiva na conquista de mercados. Vejam que dado impressionante: nos últimos anos, mais de 100 acordos de livre comércio foram assinados em todo o mundo. São um instrumento poderoso de abertura de mercados. Pois o Brasil, junto com o MERCOSUL, assinou apenas um novo acordo (com Israel), que ainda não entrou em vigência!

Da mesma forma, precisamos tratar com mais seriedade a preservação do meio-ambiente e o desenvolvimento sustentável. Repito aqui o que venho dizendo há anos: é possível, sim, fazer o país crescer e defender nosso meio ambiente, preservar as florestas, a qualidade do ar a contenção das emissões de gás carbônico. É dever urgente dar a todos os brasileiros saneamento básico, que também é meio ambiente. Água encanada de boa qualidade, esgoto coletado e tratado não são luxo. São essenciais. São Saúde. São cidadania. A economia verde é, ao contrário do que pensam alguns, uma possibilidade promissora para o Brasil. Temos muito por fazer e muito o que progredir, e vamos fazê-lo.

Também não são incompatíveis a proteção do meio ambiente e o dinamismo extraordinário de nossa agricultura, que tem sido a galinha de ovos de ouro do desenvolvimento do país, produzindo as alimentos para nosso povo, salvando nossas contas externas, contribuindo para segurar a inflação e ainda gerar energia! Estou convencido disso e vamos provar o acerto dessa convicção na prática de governo. Sabem por quê? Porque sabemos como fazer e porque o Brasil pode mais!

O Brasil está cada vez maior e mais forte. É uma voz ouvida com respeito e atenção. Vamos usar essa força para defender a autodeterminação dos povos e os direitos humanos, sem vacilações. Eu fui perseguido em dois golpes de estado, tive dois exílios simultâneos, do Brasil e do Chile. Sou sobrevivente do Estádio Nacional de Santiago, onde muitos morreram. Por algum motivo, Deus permitiu que eu saísse de lá com vida. Para mim, direitos humanos não são negociáveis. Não cultivemos ilusões: democracias não têm gente encarcerada ou condenada à forca por pensar diferente de quem está no governo. Democracias não têm operários morrendo por greve de fome quando discordam do regime.

Nossa presença no mundo exige que não descuidemos de nossas Forças Armadas e da defesa de nossas fronteiras. O mundo contemporâneo é desafiador. A existência de Forças Armadas treinadas, disciplinadas, respeitadoras da Constituição e das leis foi uma conquista da Nova República. Precisamos mantê-las bem equipadas, para que cumpram suas funções, na dissuasão de ameaças sem ter de recorrer diretamente ao uso da força e na contribuição ao desenvolvimento tecnológico do país.

Como falei no início, esta será uma caminhada longa e difícil. Mas manteremos nosso comportamento a favor do Brasil. Às provocações, vamos responder com serenidade; às falanges do ódio que insistem em dividir a nação vamos responder com nosso trabalho presente e nossa crença no futuro. Vamos responder sempre dizendo a verdade. Aliás, quanto mais mentiras os adversários disserem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles.

O Brasil não tem dono. O Brasil pertence aos brasileiros que trabalham; aos brasileiros que estudam; aos brasileiros que querem subir na vida; aos brasileiros que acreditam no esforço; aos brasileiros que não se deixam corromper; aos brasileiros que não toleram os malfeitos; aos brasileiros que não dispõem de uma ‘boquinha’; aos brasileiros que exigem ética na vida pública porque são decentes; aos brasileiros que não contam com um partido ou com alguma maracutaia para subir na vida.

Este é o povo que devemos mobilizar para a nossa luta; este é o povo que devemos convocar para a nossa caminhada; este é o povo que quer, porque assim deve ser, conservar as suas conquistas, mas que anseia mais. Porque o Brasil, meus amigos e amigas, pode mais. E, por isso, tem de estar unido. O Brasil é um só.

Pretendo apresentar ao Brasil minha história e minhas idéias. Minha biografia. Minhas crenças e meus valores. Meu entusiasmo e minha confiança. Minha experiência e minha vontade.

Vou lhes contar uma coisa. Desde cedo, quando entrei na vida pública, descobri qual era a motivação maior, a mola propulsora da atividade política. Para mim, a motivação é o prazer. A vida pública não é sacrifício, como tantos a pintam, mas sim um trabalho prazeroso. Só que não é o mero prazer do desfrute. É o prazer da frutificação. Não é um sonho de consumo. É um sonho de produção e de criação. Aprendi desde cedo que servir é bom, nos faz felizes, porque nos dá o sentido maior de nossas existências, porque nos traz uma sensação de bem estar muito mais profunda do que quaisquer confortos ou vantagens propiciados pelas posições de Poder. Aprendi que nada se compara à sensação de construir algo de bom e duradouro para a sociedade em que vivemos, de descobrir soluções para os problemas reais das pessoas, de fazer acontecer.

O grande escritor mineiro Guimarães Rosa, escreveu: O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. Concordo. É da coragem que a vida quer que nós precisamos agora.

Coragem para fazer um projeto de País, com sonhos, convicções e com o apoio da maioria.

Juntos, vamos construir o Brasil que queremos, mais justo e mais generoso. Eleição é uma escolha sobre o futuro. Olhando pra frente, sem picuinhas, sem mesquinharias, eu me coloco diante do Brasil, hoje, com minha biografia, minha história política e com . esperança no nosso futuro. E determinado a fazer a minha parte para construir um Brasil melhor. Quero ser o presidente da união. Vamos juntos, brasileiros e brasileiras, porque o Brasil pode mais

josé serra deixa governo de são paulo para se candidar a presidente

31/03/2010

Sou considerado um grande obsessivo, mas minha grande obsessão foi servir aos interesses gerais do meu estado e do meu país (…) Estou convencido que o governo, como as pessoas, tem que ter honra. Assim falo não apenas porque aqui não se cultivam escândalos, malfeitos, roubalheira. Mas porque nunca incentivamos o silêncio da cumplicidade e da conivência com o malfeito

RODOANEL TRECHO SUL GRANDE GOVERNADOR JOSÉ SERRA SE DESPEDE DOS PAULISTAS DEPOIS DE EXCELENTE GOVERNO ESSE SABE QUE GOVERNAR É ABRIR ESTRADAS OBRAS DE JOSÉ SERRA

30/03/2010

Dom, 28/03/10 – 17h30

RODOANEL, ABRA O LINK

http://www.novamarginal.sp.gov.br/portal.php/novamarginal_pistas

http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=208900 

Governador discursa na entrega de obra do Complexo Anhanguera

 

Governador José Serra: Esta é uma inauguração que me preenche muito, pessoalmente. Depois que voltei ao Brasil, do exílio, fui e até me aposentei como professor da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas). Já naquela época, décadas atrás, era uma aventura chegar na hora, entrando na (rodovia) Anhanguera vindo da Lapa. Isso foi piorando ao longo dos anos. Dar uma entrevista no SBT era… ou de helicóptero, ou chegando muito antes, ou muito atrasado. Não dava para chegar na hora… Isso vale também para as gráficas do jornal Diário de São Paulo. Da mesma maneira que quando nós fizemos o Complexo da Castello (rodovia Castello Branco), 240 milhões de reais… Nós fizemos um complexo menor do que este, mas semelhante, na Castello. Permitiu-se também que as pessoas pudessem dar entrevista na Rede TV, ou em jornais da Folha (de S. Paulo) – que chegassem na hora, porque as empresas estão localizadas lá.

São casos que apenas exemplificam o grau de estrangulamento que a cidade tinha aqui nesta região, do acesso às marginais. É um tráfego sempre crescente. Aqui, o (secretário estadual dos Transportes) Mauro Arce calcula que, no complexo ampliado, são 200 mil veículos por dia. Não é brincadeira. Nós, ontem, inauguramos a Nova Marginal (Tietê), e estas obras são o complemento essencial da Nova Marginal. Na verdade, é todo um conjunto de ações destinadas a desobstruir esta via coronária que indiretamente beneficiam a todo o Estado. Quando o (Orestes) Quércia foi governador (de São Paulo) ele duplicou a Anhanguera, de Ribeirão Preto a Igarapava. Isso aumentou o fluxo ao longo destes anos todos – e é até bom que seja assim.  Deu mais segurança para o pessoal do interior, mas apressou também a chegada na Capital, aumentou o volume.

Portanto, é fundamental, é crucial a gente fazer as obras que facilitem essa circulação. Da mesma forma que o nosso Rodoanel (Mário Covas) – o Trecho Oeste, que o (ex-governador) Mário Covas fez e o (ex-governador Geraldo) Alckmin concluiu, e o Trecho Sul, que nós estamos concluindo agora, que vai permitir que milhares e milhares de caminhões, carros e ônibus que se dirigem a outras cidades, que não São Paulo, o façam contornando a nossa cidade. Aqui nós gastamos, em um complexo amplo, que se prolonga alguns quilômetros pela Anhanguera, cerca de 410 milhões de reais, tudo através das concessões.

Olha, eu vou dizer uma coisa para vocês: as concessões têm sido um sucesso no Estado de São Paulo. Um sucesso! Basta dizer o seguinte: de 2000 até agora caíram 40% os acidentes. Quer dizer, é um problema de vida, não é só de rapidez não, é um problema de vidas que são poupadas. Tem sido um sucesso! E nós fizemos na nossa gestão 6 concessões, estradas mais o Rodoanel Trecho Oeste. Isso implicou em outorgas, dinheiro para o Governo do Estado que é gasto em estradas, 5,5 bilhões de reais, que o Estado recebeu e investe, por exemplo, no maior programa de reforma de vicinais do Estado de São Paulo. E (tem ainda) investimentos das empresas, 8 bilhões de reais, e gastos de manutenção das empresas, 4 bilhões de reais. É um sistema que funciona.

Não é por menos, aliás, que das 10 melhores estradas brasileiras, 10 são paulistas. Isso é pesquisa da CNT, da Confederação Nacional dos Transportes, que além do mais mostrou que 75% das estradas de São Paulo são consideradas boas ou ótimas – 75%! Aí não é nem o caso do copo meio cheio ou meio vazio. Aí é um copo 75% cheio, que não se repete em nenhum outro lugar do nosso País. Isso, graças a uma política que não fomos nós que inventamos, foi o (ex-governador) Paulo Egídio (Martins) – eu não estava no Brasil, mas eu acho que foi o Paulo Egídio que fez a (rodovia dos) Bandeirantes. O (ex-governador Orestes) Quércia duplicou 1.200 quilômetros de estradas… Enfim, cada governador foi fazendo. Ninguém reinventou a roda aqui. Apenas as coisas foram se modernizando, os esquemas de financiamento se aprimorando -e esta parceria com o setor privado entrando como inovação e sendo aperfeiçoada também ao longo dos anos. Eu lembro que na concessão da (rodovia) Airton Senna, o pedágio do concessionário resultou mais de 40% menor que o pedágio da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), graças à concorrência feita na nova modalidade que nós criamos.

Por outro lado, eu quero dizer que é grande a minha satisfação de homenagear aqui o prefeito Olavo Setúbal e a dona Deise, que nos deixou há tão poucos dias. Queria aqui também expressar a toda família o nosso pesar e o nosso sentimento pela dona Deise.

O Olavo Setúbal foi um homem importante em São Paulo. Começou como empresário industrial, aspecto que ele nunca abandonou ao longo da sua vida, criando empresas e entrando, inclusive, em uma área difícil como a área da informática – a gente sabe pelas mudanças tecnológicas, pela concorrência externa e tudo mais – e na área financeira, por onde é mais conhecido. Mas é um homem que tinha uma visão do Brasil. Todas as vezes que eu conversava com o doutor Olavo – e posso dizer que éramos amigos – todas as vezes o tema da discussão era o Brasil, o conjunto do País. Nunca vi uma discussão setorial, preocupado com isso, com aquilo. É o nosso País, uma visão abrangente do Brasil. E foi um grande prefeito.

Me pareceu, quando se falou deste complexo, que seria uma homenagem justa a ele, porque eu tenho certeza absoluta que ele ficaria muito feliz com esta obra, com esta iniciativa. E eu acho que, às vezes, a gente tem que homenagear as pessoas pensando no que elas achariam da obra, ou da iniciativa que o seu nome vai encabeçar, vai dar, como no caso da Rede (de Reabilitação) Lucy Montoro. Nós estamos fazendo, já tem 3 hospitais funcionando. Me perguntaram: “Por que deram o nome da dona Lucy Montoro?” Eu disse: “Porque ela ficaria feliz de ver um centro de reabilitação como esse”. Eu acho que o doutor Olavo ficaria muito contente de ver uma obra como essa aqui, desafogando, descongestionando a nossa cidade. Como ficaria feliz também de saber que nós estamos investindo na área de trilhos , trens urbanos – CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Metrô – 3 a 4 vezes mais do que estamos investindo na obras viárias. Pode botar Rodoanel, pode botar Nova Marginal e pode botar as obras deste complexo.

Eu não sou capaz de descrever aqui essas obras. Já vim uma vez, sobrevoei agora com o helicóptero… é uma complicação de viadutos e pontes. São 5 onde antes tinha 1 – e esse 1, o Atílio Fontana, inclusive foi prolongado e virou mão única, que é quase como ter um viaduto novo, porque se eu transformo um de dupla mão em uma mão única eu duplico a velocidade. E é muito complicado de explicar. Eu só sei que dá para ir de um lado para o outro. Quem vem para cá, que vai para lá, todo mundo consegue cruzar, todo mundo consegue dar a volta de 180 graus. Dá para fazer tudo aqui agora. É a maneira mais simples de explicar. Dá para ir de qualquer lado para qualquer lado neste complexo – e mais depressa. Porque nós temos pressa. Pressa para economizar tempo, esse tempo para o lazer ou  para mais trabalho. A coisa mais cruel do transporte demorado é que rouba um tempo à toa, porque a pessoa podia estar descansando, podia estar estudando, podia estar trabalhando. E está lá, se irritando com a lentidão do trânsito.

Então, nós temos que trabalhar para isso, sempre tendo uma visão abrangente da questão dos transportes, cuja solução estrutural em uma cidade, eu não tenho dúvida, está no Metrô – e está na transformação dos trens urbanos em padrão de Metrô. E nós temos feito isso aceleradamente, inclusive, com trens novos. No caso do Metrô, nós vamos ter trens sem condutores, tal é o grau de automatização. Mas os trens da CPTM também são muito modernos. Eu fui outro dia à fabrica… custa a mesma coisa, eu sempre estou perguntando o preço – quanto custa um trem? Imagina, é uma fortuna, mas os trens da CPTM custam a mesma coisa que os trens do Metrô. Só tem diferenças. Por exemplo, o trem do Metrô é mais aquecido, porque ele anda em túneis – então tem que ter um sistema de refrigeração diferente.

Mas nós fizemos a maior encomenda da história e do mundo, na nossa gestão, de trens – com a única exceção, meio óbvia e rotineira, da China, porque aí também não dá. Mas, do contrário, é a maior encomenda, e isso é transporte para trabalhador, isso é salário, é a Bolsa Transporte, vamos ter isso claro. Porque transporte é uma coisa vital para a vida das pessoas. Eu acabei de dizer: ou é tempo para lazer, ou é tempo para trabalhar e ganhar mais dinheiro. Portanto, é um investimento eminentemente popular o que a gente está fazendo em São Paulo na área dos transportes – é isso.

E eu vou concluir com uma coisa que outro dia me ocorreu no interior, porque me perguntaram: “Por que você esta na vida pública?” Eu disse: “Olha, eu estou na vida pública já há muitos anos, há muitas décadas. Se eu for também incluir vida pública como militância em entidades da sociedade, eu não vou nem falar aqui quantas décadas fazem, desde 20 anos de idade. Eu estou na vida pública e sou muito feliz por estar na vida pública. Mas o que eu quero dela não é o prestígio, não é atrair atenção, não é ficar todo mundo olhando para mim, até porque eu sou tímido, tenho que fazer um esforço quando fica todo mundo olhando. Mas eu estou na vida pública para fazer as coisas acontecerem – e acontecerem na direção correta”.

E, francamente, depois de amanhã eu vou passar o cargo de governador para o (vice-governador) Alberto Goldman. Eu disse que ele era da (Escola) Politécnica (da USP – Universidade de São Paulo), porque o Olavo Setúbal também era da Politécnica, como também eu, embora eu não tenha podido terminar a faculdade. Mas o meu estudo de graduação no Brasil, a minha formação básica, foi a da Politécnica – e depois é que eu mudei para economia e também me tornei vice-presidente honorário da Academia Brasileira de Medicina, embora não saiba aplicar uma injeção, e nem possa ver porque já me dá tontura se eu ver uma injeção. Mas eu vou passar o cargo para o Goldman e eu vou passar com um misto de chateação de deixar o Governo, de deixar São Paulo. Eu não vou ficar eufórico com isso. Mas, do outro lado desse misto, com uma infinita alegria por ter perfeita consciência de que nós fizemos e que vamos continuar fazendo as coisas boas acontecerem no nosso Estado e no nosso País.

Muito obrigado!

JOSÉ SERRA A VERDADE SOBRE O GOVERNADOR SERRA SEU PASSADO SUA BIOGRAFIA DE GUERRILHEIRO DA AP (VERDADE SUFOCADA) GRUPO DE AÇÃO POPULAR DURANTE O GOVERNO JOÃO GOULART NA ESQUERDA CATÓLICA NO RELATÓRIO ORVIL

23/01/2010

http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=358&Itemid=78