Posts Tagged ‘índios’

Dilma manda bala em mestiços

06/01/2014

Organização política administrativa local no Brasil e em Portugal – Vilas – Municípios no Brasil e em Portugal

29/08/2013

Abra estes PDFs explicação completa:

 

Estado independente indígena em Roraima

09/08/2010

Planalto ordena que governo, mídia e militares se calem sobre estado indígena em Roraima

 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta Segunda)No relatório, a Abin adverte ao GSI que governos estrangeiros e ONGs têm interesse e dão apoio ao Conselho Indígena de Roraima em sua ação para defender, abertamente, a ampliação e demarcação de outras áreas indígenas. A Abin destaca, no relatório, que a Intenção do CIR é transformar a reserva Raposa do Sol no primeiro território autônomo indígena do Brasil. A Abin teme que o próximo Congresso (ou o atual, a toque de caixa, no apagar das luzes) ratifique a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, assinada em 2007, pelo governo brasileiro, na ONU, que dá status de “independência” aos territórios indígenas.Ainda mais depois que vazou a denuncia que a Polícia Federal investiga possíveis abusos de violência, invasão à residências, prisões ilegais, tortura e até homicídios praticados pela milícia indígena autointitulada “Polícia Indígena do Alto Solimões (Piasol)”.

O próprio Exército, a Abin e a Polícia Federal também investigam uma suposta ligação dos indígenas com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que já estão no fogo lento do debate na sucessão presidencial, pelas ligações do PT com o Foro de São Paulo, organismo que simpatiza com os narcoguerrilheiros colombianos.

No Palácio do Planalto, a ordem gerada pelo Ministério da Defesa para o Forte Apache é que o Comando Militar da Amazônia não intervenha.

Mesmo diante do caos institucional e da ameaça à Garantia da Lei e da Ordem, gerado pelos milicianos indígenas e pelo risco concreto de perda de soberania do Brasil nas terras indígenas criminosamente homologadas pelo espírito entreguista

Por Jorge Serrão

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República não vai se pronunciar oficialmente sobre um relatório reservado que recebeu da Agência Brasileira de Inteligência, advertindo sobre a real possibilidade de quebra da integridade do patrimônio nacional, com o movimento para a criação de um Estado indígena independente em Roraima. A mídia amestrada pelas verbas públicas do governo e suas estatais recebeu orientações do Palácio do Planalto para omitir do noticiário ou não jogar uma carga editorial pesada sobre o assunto. Os militares da ativa também devem manter silêncio obsequioso sobre o caso.

Atualmente, as 32 “nações indígenas” de Roraima ocupam 46% da área daquele Estado sob ameaça de ser “brasileiro” apenas do ponto de vista formal. Com a homologação do tratado das Nações Unidas, ali será uma área sob proteção internacional, onde quem vai mandar são os interesses da Oligarquia Financeira Transnacional, cujos membros defendem, abertamente, a “internacionalização da Amazônia como patrimônio verde da humanidade”. O risco de perda de soberania brassileira é enorme. Bassta recordar que a Raposa do Sol foi homologada, em 2008, com a conivência dos ministros do Supremo Tribunal Federal, exceto Marco Aurélio de Mello.

 

Tititi nas Legiões

O caso de Roraima já gera profundo desconforto na área militar.
 

A retirada dos Arrozeiros de Roraima – Quartiero—Lula atenta contra a soberania nacional – a primeira micro nação indígena – Roraíma não é mais parte do Brasil – o primeiro território indígena libre e independente

23/03/2009

http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/03/lula-lanca-hoje-o-primeiro-territorio.html

QUARTIERO PREVÊ BANHO DE SANGUE:  QUEM É CAPAZ DE TIRAR OS ARROZEIROS?

WILLAME SOUSA – Folha de Boa Vista – 23 de março de 2009

Polícia Federal e Exército Brasileiro não teriam capacidade para retirar os arrozeiros que ocupam a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, cujo processo de demarcação de forma contínua foi validado na semana passada, o que acarretará a retirada de não-índios residentes na região. 

A declaração foi concedida pelo arrozeiro Paulo César Quartiero, em entrevista ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha (AM 1020). Para ele, apenas os produtores de arroz têm condições para realizar a retirada.

“Não tem ninguém que faça a não ser nós. Polícia Federal e Exército não têm capacidade para isso e Governo Federal muito menos. Eles são bons para destruir, não para construir. Quem pode fazer a retirada somos nós, arrozeiros. Nós temos capacidade, porque trabalhamos com agricultura e, por isso, poderemos desmontar as máquinas”, afirmou.

Desta forma, segundo ele, a Justiça deve estipular prazos possíveis de serem cumpridos para a retirada, pois, caso contrário, a alternativa seria quebrar equipamentos, matar o gado e atear fogo nas benfeitorias. Quartiero afirma já ter realizado levantamento de qual o período necessário para deixar a propriedade que ocupa. “Nós precisamos de seis meses. Se não quiserem dá este prazo, vão lá e ateiem fogo nos bens, matem o gado e acabem com tudo”, declarou.

Ele afirma que, não pretende resistir à retirada, entretanto, pede respeito e não descarta a possibilidade de conflitos. “Eu tenho compromisso moral de obedecer a decisão judicial, agora se eu for agredido tenho que me defender, pois a maneira de sair terá de ser exeqüível e possível”, declarou.

Quartiero informa ainda que, solicitou ao seu Departamento de Contabilidade a realização de um levantamento de quanto gastará para retirar máquinas, gado, estruturas de armazéns, balsas, dentre outros equipamentos, da reserva. Segundo ele, serão necessários R$ 2,8 milhões, algo que dificultaria a saída imediata da região, em virtude da dificuldade de obter o recurso.

Questionado em relação à declaração concedida pela PF de que a retirada de não-índios não está condicionada à indenização, Quartiero criticou à instituição. “Policial federal é para obedecer a ordens. Então, não é de se esperar e nem pode se esperar que eles tenham inteligência. Por isso, ficar questionando o que a PF está dizendo é perder tempo. A única coisa que eles podem fazer é ir lá é quebrar tudo, mas até para quebrar dá trabalho”, critica ele, destacando ainda que, o não pagamento das indenizações antes da retirada seria outro ponto que dificultaria esse processo, porque é necessário recursos para isto.

Quanto ao fato de o estado não dispor de terras propícias ao cultivo de arroz, o produtor questiona sobre os seis milhões de hectares repassados pela União, no final de janeiro, e diz não ter certezas em relação ao desenvolvimento local. “Hoje em dia, ser traficante de drogas é um posto mais tranquilo, pois dá menos problema do que ser produtor rural. Mas, quem vai se responsabilizar em produzir emprego e gerar renda no estado?”, observou.

Infanticídio em nome do relativismo cultural

05/01/2009

Infanticídio

Denis Lerrer Rosenfield

O Brasil está sendo tão acometido da sanha do politicamente correto que o olhar de muitos não consegue ver coisas que acontecem ao nosso redor. Assim, há em curso uma tentativa de resgate de nossa história que está escorregando no seu contrário, como quando os indígenas são vistos segundo a ótica do “bom selvagem”, no sentido de Rousseau. A política indigenista aí enraizada, com apoio explícito de movimentos ditos sociais, termina por pactuar com comportamentos que atentam diretamente contra a própria Constituição. Em nome do relativismo moral, da igualdade entre todas as culturas, comportamentos dos mais inusitados, para não dizer bárbaros, são admitidos.

Há vários relatos de infanticídios entre as populações indígenas, que são simplesmente tolerados, se não explicitamente admitidos, em nome da igualdade entre culturas. As causas podem ser as mais variadas, desde a existência de gêmeos até a escolha de sexo, passando pelos mais distintos motivos. Em terra ianomâmi, tão celebrada como exemplo de política indigenista, tudo indica que se trata de uma prática comum.

Observe-se que esses índios são os que vivem mais à parte do contato com os civilizados, embora em muitas aldeias existam postos da Funai e da Funasa. Habitam um imenso território e, no entanto, vivem subnutridos, o que é visível à simples observação dos homens e das mulheres. O argumento de que amplas extensões de terras são fundamentais para a sua reprodução física parece não se sustentar, dadas as suas condições precárias de vida. A ideia do bom selvagem em condições idílicas parece ser mais um produto ideológico da Funai, do Cimi e dos movimentos sociais em geral.

Numa das aldeias, é comum o relato do infanticídio enquanto prática cultural dessas populações. Nas palavras de um interlocutor, matar ou não um recém-nascido é uma “decisão dos pais”. Ou seja, cabe ao livre-arbítrio dos pais manter ou não em vida um recém-nascido, não havendo nenhuma lei que se sobreponha a essa. Nesse sentido, eles se situariam fora ou acima da Constituição brasileira, que assegura o direito à vida. Os argumentos apresentados podem ser vários, desde o tamanho da roça até o fato de os indivíduos do sexo masculino serem privilegiados, com a morte consequente de recém-nascidos do sexo feminino. Imaginem se tal prática fosse universalizada, tornando-se válida para todos os brasileiros!

Ora, quem sustenta o infanticídio como sendo apenas uma prática cultural compactua, na verdade, com um crime severamente punido pela legislação brasileira. Os indígenas são, assim, tratados como se não fossem brasileiros, a lei não se aplicando a eles. Temos aqui um evidente paradoxo: como a Constituição brasileira não se aplicaria a eles, estando suas aldeias situadas em território nacional e sendo auxiliados, e mesmo apoiados, por instituições do Estado? Como pode uma cláusula pétrea ser relativizada dessa maneira?

Ainda numa outra aldeia, da mesma tribo, há relatos de que o infanticídio seria cometido com o conhecimento de missionárias ali instaladas. As mulheres vão para o mato antes do parto, costumam ter seus filhos sozinhas, voltando, depois, sem o recém-nascido. A morte é feita por sufocamento, com a mãe asfixiando a criança no chão, com o pé. A situação não poderia ser mais escandalosa, pois esse tipo de conivência contraria frontalmente os princípios do cristianismo e, de modo mais geral, de toda a humanidade. Os princípios mesmos do Evangelho são frontalmente desrespeitados.

Como pode uma prática dita cultural se sobrepor a um princípio universal? Salvo se partirmos de uma outra posição, a saber: a inexistência de princípios universais, o que equivaleria a remeter toda a humanidade à barbárie. Por que não reintroduzir, então, a antropofagia, prática que foi comum a determinadas tribos na história brasileira, em nome da “igualdade” entre diferentes culturas?

A situação deveria suscitar a indignação moral. Em nome de uma “prática cultural”, haveria conivência com o assassinato de recém-nascidos, como se esta prática devesse ser “culturalmente” preservada. Ou ainda, em nome do “estruturalismo”, é como se devêssemos abdicar de nossa capacidade de julgar. Parece, no entanto, haver uma tergiversação geral sobre o assunto, englobando as diferentes autoridades envolvidas. Trata-se de uma manobra propriamente política perante a opinião pública brasileira, que desaprovaria tal prática se dela tivesse conhecimento. Vendem, porém, um outro produto, o de que os indígenas são “bons selvagens”, havendo uma harmonia natural entre eles, como se o assassinato, por exemplo, fosse fruto do mundo civilizado. Para que possam guardar as suas respectivas posições de poder, continuam insistindo nessa ideia rousseauniana ao arrepio completo da verdade.

A opinião pública condena severamente o infanticídio. Uma menina que teria sido assassinada pelo pai e pela madrasta, atirada de um edifício, ocupou durante semanas o noticiário radiofônico, televisivo e impresso do País, causando indignação geral. Provocou uma verdadeira comoção nacional. Outros casos são também relatados com detalhes, produzindo uma intensa reação e suscitando fortes emoções. Mesmo criminosos, nos presídios, não compactuam com essa prática, procurando eliminar fisicamente os que realizam tais atos. O próprio “código” dos criminosos exclui essa prática, por se colocar fora dos parâmetros de qualquer tipo de humanidade. Por que seria ela tolerável entre os indígenas? No fundo, o que está em questão, para aqueles que defendem tais posições ou são omissos em relação a elas, é o medo da perda de suporte junto à opinião pública. Se fossem mostrados coniventes e cúmplices com tal prática, perderiam sustentação e seriam forçados a abdicar de suas posições ideológicas e políticas. Eis por que o ocultamento é aqui a regra.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS.
E-mail: denisrosenfield@terra.com.br

O comunismo em Roraima

01/01/2009

Entrevista com o prefeito Paulo César Quartiero

 

A retirada dos brancos da Reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, não convém ao Brasil. Há, entretanto, interesses internacionais representados por ONGs estrangeiras que manipulam nossos índios.

 

 

O gaúcho e desbravador Paulo César Quartiero, 55 anos, tornou-se protagonista de feitos dignos de admiração no que se refere à conquista e manutenção da brasilidade setentrional do País, em Roraima.

 

Seu modo de pensar e agir promete ser um divisor de águas na questão indígena no Brasil, que de um momento para outro gerou uma polêmica que está longe do fim. Prefei­to do município de Pacaraima, na reserva indígena São Marcos, preside a Associação estadual dos Arrozeiros. Além disso, possui as maiores lavouras de arroz e soja na área que o governo federal quer desapropriar: a já bastante conhecida Reserva Raposa/Serra do Sol.

 

Paulo Quartiero está em Roraima desde 1976, quando, recém-formado em Agronomia, mudou-se para lá na caudal política da colonização de nossas fronteiras agrícolas lançada pelos governos militares da época, sob o lema inte­grar para não entregar.

Em entrevista concedida há três meses aos colaboradores de Catolicismo, Paulo Henrique Chaves e Nelson Ramos Barretto, o tema da defesa de nosso território é o ponto-chave de seu empenho em permanecer na área, posição que agora depende de decisão do Supremo Tribunal Federal.

 

 

Catolicismo — O que vem ocorrendo em Ro­raima nestes últimos tempos?

 

Sr. Paulo Quartiero — É a indignação de sua população contra a política do governo federal em relação ao estado de Roraima. Não se trata apenas da reação de meia dúzia de fazendeiros rurais, co­mo parece estar sendo difundido Brasil afora. A reserva Raposa/Serra do Sol é uma en­tre cerca de 40, mas que ganhou especial interesse porque é onde se encontra a produção do estado.

 

Foi exatamente a essa região que os primeiros colonizadores chegaram. Seus habitantes –– índios, não-índios e mestiços –– têm um sentimento muito arraigado pela região. Na verdade, a população daqui não aceita a po­lítica do PT para Roraima. No úl­timo pleito nacional, Lula perdeu no estado; aliás, ele nunca veio aqui enquanto presidente.

 

 

Catolicismo — Qual é, a seu ver, a situação de Roraima como um estado da Federação? O senhor crê que o estado ainda é tratado como mero Território por parte do governo federal?

 

Sr. Paulo Quartiero — Roraima não deseja e nem precisa viver às expensas da nação brasileira. O estado apresenta um potencial agrícola muito grande. Julgo isso assim enquanto agrônomo, filho e neto de produtores rurais. Considero Roraima um dos melhores locais do País para produzir.

 

Outra coisa que o estado não quer é ser uma mini-Bras­ília e viver, como se costuma dizer, de “chapa branca”, sem produção. Com um território quase do tamanho do estado de São Paulo, Roraima tem apenas 400 mil habitantes, o equivalente à população de um bairro da capital paulista.

 

E mesmo assim, por incrível que possa parecer, o governo federal quer tirar as pessoas de suas propriedades alegando falta de terras para alguns poucos índios. Estamos nos sentindo tolhidos em nossa vocação de desbravadores, de produtores, em nossa ânsia de progresso. A política atual de Brasília implica na eliminação de qualquer possibilidade de as pessoas progredirem. E impede até o progresso dos índios. Os defensores de tal política certamente querem que os pobres indígenas fiquem confinados para sempre em jardins antropológicos e eternamente explorados por ONGs e grupos religiosos com interesses muito pouco definidos e convincentes em relação a eles.

 

Catolicismo — Para o Sr., que é protagonista da história de Roraima desde 1976 – depois dessa data a população saltou de 40 mil para 400 mil habitantes – qual seria a política ideal para fazer cessar toda essa confusão aqui reinante?

 

Sr. Paulo Quartiero — O governo federal precisa permitir ao estado levar sua vida própria dentro do regime federativo. Se ele não quiser ajudar, pelo menos não atrapalhe. Toda essa questão indígena do estado e o conflito gerado aqui dentro são importados. O estado precisa ter autonomia para afastar as pessoas de fora que vêm aqui para estabelecer as balizas da política local.

 

Antes da demarcação de terras indígenas por parte do governo federal, em Roraima nunca houve conflitos. Temos capacidade para traçar nosso plano de desenvolvimento. Temos a obrigação de povoar nossas fronteiras, de garantir nelas a presença brasileira, sob pena de um dia perdermos partes do território, tão árdua e heroicamente conquistado pelos nossos antepassados.

 

Por outro lado, Roraima tem a vocação e a obrigação de ser o celeiro da Amazônia. Temos quatro milhões de hectares de cerrado — o que aqui intitula-se lavrado ou savana — onde se pode produzir sem desmatar uma árvore sequer. O que se quer fazer com Roraima é um contra-senso: retirar os brasileiros e substituí-los por ONGs estrangeiras.

 

 

 

Catolicismo — Existem muitas ONGs atuando aqui na região? Que tipo de trabalho elas realizam?

 

 

Sr. Paulo Quartiero — Existem sim, e todos de Roraima as conhecem bem. Há uma delas que se propôs desenvolver um Programa de Proteção das Terras da Amazônia Brasileira. Parece ter sido ela fruto de um acordo entre Brasil e Alemanha, quando Luís Felipe Lampreia era ministro das Relações Exteriores do governo Fernando Henrique Cardoso. Pelo estabelecido no acordo, as áreas indígenas não teriam mais fiscalização dos governos federal e estadual. Ou seja, duas ONGs alemãs se encarregaram de fiscalizar as áreas demarcadas para as reservas indígenas! Se levarmos em conta que tais áreas confinam pelo leste com a Guiana Inglesa — que, aliás, acabou de ceder suas florestas para a Inglaterra — e ao norte com a Venezuela, temos ainda o contencioso das FARC, um pouco mais além. 

 

Diante de tudo isso, não parece sensato entregarmos a guarda de nosso território a ONGs que ninguém sabe de onde vêm e a serviço de quem elas estão.

 

 

 

Catolicismo — E o trabalho desenvolvido pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil?

 

Sr. Paulo Quartiero — Infelizmente não tem sido bom. Esses padres e religiosos certamente pertencem à ala da Teologia da Libertação e trabalham atiçando índios contra não-índios, concorrendo assim para a criação de conflitos sociais e mesmo religiosos. Na verdade, eles querem não apenas a retirada dos produtores rurais da região, mas de toda a população brasileira radicada aqui. E isso não nos interessa, não interessa aos índios e ao Brasil. A quem interessa? Tudo indica que apenas a organismos internacionais.

 

Essas ONGs, na verdade, utilizam-se do índio como meio para conseguirem dinheiro no exterior. Muitas vezes elas disputam entre si determinadas áreas como reservas de mercado, e quem acaba sendo explorado é o índio, que elas dizem defender. Está sendo feito aqui um verdadeiro apartheid. Fa­mílias que convivem há séculos vão se separar porque o mari­do é branco e a mulher é índia. E como ficarão os filhos? É isso que vem causando indignação em nossa população ordeira, pacífica e, sobretudo, muito brasileira. Caso tal política do governo continue, a situação não fará senão piorar.

 

Catolicismo — Pela posição de resistência que o Sr. vem assumindo, além de ter sido algemado e preso durante uma semana em Brasília, sofreu algum outro tipo represália?

 

Sr. Paulo Quartiero — Sim. Por exemplo, recebi uma multa de trinta milhões de reais sob alegação de dano ambiental. O governo federal, o CIMI, a FUNAI e as ONGs exploram o assunto através de questões simpáticas à opinião pública, e delas fazem uso político. Por exemplo, quem é contra preservar a natureza? Quem é contrário à preservação de uma minoria étnica?  31/12/08 (12 horas atrás) Don Fernando

Entretanto, aqui em Roraima o governo federal e as entidades acima mencionadas vêm utilizando isso como escudo para atender a interesses muito pouco claros, que certamente nos prejudicam, como por exemplo, o de uma tutela internacional sobre a nossa Amazônia. Já temos visto declarações no estilo de que o Brasil não pode ser o único detentor da Amazônia, de que não é suficientemente sério para cuidar sozinho da Amazônia, etc. Tenho lido e ouvido isso em palestras das quais tenho participado pelo Brasil afora, inclusive de altas autoridades brasileiras.

 

 

 

Catolicismo — E se acontecer de o STF decidir pela demarcação contínua da Reserva Raposa Serra do Sol?

 

Sr. Paulo Quartiero — As conseqüências serão desastrosas para nós, para o estado, e sobretudo para o Brasil. Será o reconhecimento da falta de zelo de nossas autoridades por um território que foi árdua e valorosamente conquistado por nossos antepassados. Pode-se até não levar em conta o potencial agrícola de Roraima, apesar de ele ser rico e necessário. Mas nossa população certamente não vai se submeter a isso.

 

Apresento em defesa dessa posição algumas razões. Se se proibir as pessoas de trabalhar e produzir, como acondicioná-las? A questão não é a demarcação da área indí­gena, mas sim da política brasileira para a Amazônia que precisa ser mudada. Esta questão do preservacionismo, a meu ver, é uma política nociva aos interesses do País. Explorar nossas riquezas sem agredir o meio ambiente é uma posição razoável. Mas esse preservacionismo puro que engessa o País, proibindo-o de explorar suas riquezas naturais, inibe o nosso desenvolvimento. Isso só poderá servir a interesses alienígenas. 

 

Catolicismo — Pelo visto, a questão da Reserva Indígena Raposa/Serra do Sol transcende sua própria importância e acena para uma temática muito maior dentro do quadro atual da política brasileira…

 

Sr. Paulo Quartiero — Penso que se trata de um marco divisor, além de ser muito emblemático, pois inclui até a presença brasileira na Amazônia. Afirmo que a batalha da Amazônia já começou. Começou em Roraima e por Roraima.

 

 

 

Catolicismo — Caso continue este estado de tensão em Roraima, há risco de correr sangue de irmãos por aqui?

 

Sr. Paulo Quartiero — O que existe em Roraima é terrorismo. Mas terrorismo de Estado. A União vem fazer terrorismo em Roraima, seqüestrando as terras do estado, desalojando famílias estabelecidas e não permitindo que o estado tenha possibilidade de progredir economicamente. Nós, desde o começo, fomos a favor da judicialização da questão. O povo daqui é como todo brasileiro. Até os índios –– na verdade, todos aculturados –– têm o temperamento brasileiro. É por isso que desejamos que se aguarde a decisão do Supremo Tribunal Federal.

 

Diante dessa atitude do povo roraimense, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que ia combater a barbárie aqui. Mandou então um exército de 500 policiais federais e guardas nacionais, que vêm se comportando como se fossem os mari­nes ame­ricanos no Iraque, com a diferença de que os terroristas somos nós. Eles estão oprimindo nossa população, humilhando todo mundo.

 

Será possível que o ministro não sabia que tínhamos 33 ações tramitando no Supremo? Sem contar que fez um gasto extraordinário para enviar e manter essa gen­te até hoje aqui, à custa dos cofres públicos. Como a população reagiu, o Supremo tomou a decisão correta, acatando liminar pedida pelo governo estadual solicitando que se aguardasse a decisão final.

 

 

 

Catolicismo — Ocorreram ferimentos de índios numa invasão efetuada em sua fazenda. Como sucedeu isso? 

 

 

Sr. Paulo Quartiero — O grande culpado pelo que houve foi o ministro Tarso Genro. Quando saiu a liminar do STF, houve uma invasão — que nós chamamos de invasão “chapa branca” — na minha fazenda. “Chapa branca” porque promovida pela FUNAI, com índios transportados pelos padres do CIMI, com o apoio da Polícia Federal. Assim, eles invadiram as fazendas. Por quê? — Eles queriam fazer um “mártir”. Imaginavam uma reação violenta da qual surgisse um “mártir”, para assim conseguirem uma nova Doroty Stang ou um novo Chico Mendes. “Mártir”, graças a Deus, não houve. Infelizmente houve alguns feridos, pessoas inocentes que foram para lá iludidas. Os reais responsáveis pela invasão estavam em salas com ar-­condicionado, esperando uma vítima para depois comemorarem o ocorrido com o sangue alheio… Desse modo, as ONGs encheriam o bolso de dinheiro.

 

Estou certo de que, se o governo federal continuar com essa política do PT, tal teatro vai se repetir entre nós.

 

 

 

Catolicismo — O Sr. acredita na possibilidade de uma insurreição em Roraima, caso o STF mantenha a decisão de demarcação da reserva com área contínua?

 

Sr. Paulo Quartiero — É difícil dizer, pois não se trata de uma questão matemática, mas sim de sentimento. E o sentimento aqui é de um povo ultrajado, que presencia a bandeira nacional ser pisoteada, enquanto os estrangeiros dão as ordens. É o sentimento de a pessoa se sentir humilhada em seu próprio País. Como se trata de sentimentos, não se pode aquilatar. Pode surgir revolta? — Pode. Pode dar em nada? —Também pode.

 

 

(REVISTA CATOLICISMO DE NOVEMBRO DE 2008)

Mato Grosso do Sul pede socorro contra entrega de terras produtivas aos índios – um terço do Ms vai virar terra de índio – comunidade do orkut desesperada tenta salvar mato grosso do sul

28/12/2008

MATO GROSSO DO SUL

 É NOSSO!!

 

descrição:

Amigos do Brasil: CAMPANHA “JUNTOS PELO MS”

MATO GROSSO DO SUL pede socorro. Querem nos transformar numa grande aldeia indígena. A FUNAI quer fazer uma demarcação que atingiria aproximadamente 26 municipios. Somente as áreas mais produtivas do Estado.

Nada contra a população indígena que aqui vive, nossos irmãos. O que ocorre é que não se trata de preservar os interesses das minorias indigenas e sim dos interesses das minorias corruptas e safadas que impregnam o nosso país.

 

Existe muito dinheiro envolvido. Dinheiro de Ong’s internacionais. Será que eles estão preocupadas com os indios? Claro que não. Aqui temos a maior reserva de agua doce do planeta. Estamos em pleno desenvolvimento agrícola e somos o celeiro do Brasil. Fazemos frente em produção agrícola para os maiores produtores de soja do mundo (EUA por exemplo).

 

 A população do Estado está se mobilizando, precisamos do apoio do restante do país.

APOIO
SINDICATOS RURAIS DO MS
FEDERAÇÃO TRAB TRANSPORTES MS
SINDICATO TRAB TRANSPORTES MS

estrada de ferro noroeste do brasil, construção

31/10/2008

Correia das Neves

R$ 150,00 
editora: Tipografia e Livraria do Brasi
ano: 1958
estante: Livros Raros
meta-estante: Livros Raros
peso: 800g
cadastrado em: quinta-feira, 30/10/2008. 17:29:30
descrição: As linhas da Noroeste, pode-se afirmar, foram construidas com com sangue, suor e lágrimas, sangue vertido pelos que tombaram durante as investidas traiçoeiras dos ferozes índios coroadps ou caingangs, suor vertido pelos que enfrentaram um trabalho árduo e penoso, sofrendo os efeitos das endemias, rompendo os osbstáculos que oferecia o terreno inóspito e desconhecido; Nesta obra está registraado tudo que foi construido de mais importante desde Bauru até o último quilometro.todo ilustrado com fotos, 150páginas, livro sem capa, somente com contra-capa.excelente documento.raro;

Movimento Nacional de Produtores Contra o confisco desapropriação de terras produtivas no Mato Grosso do Sul para ampliar as enormes reservas indígenas

26/09/2008

A diretoria do MNP convoca todos os cidadãos para manifestarem sua insatisfação quanto à demarcação de propriedades rurais.

CONVOCAÇÃO!

O MNP – Movimento Nacional de Produtores – convoca todos os cidadãos sul-mato-grossenses para participarem da manifestação pública que será realizada em Miranda-MS nesta segunda-feira dia 29 de setembro de 2008, com o objetivo de demonstrar a insatisfação da população do estado contra a ampliação das terras de aldeias indígenas já existentes, comprometendo a economia das cidades, expropriando terras produtivas.

Local: Cidade de Miranda – no Zero Hora (na entrada da cidade).
Data: 29 de setembro de 2008
Horário: Reunião a partir das 6 horas
Saída da passeata 7 horas e 30 minutos em direção ao centro da cidade

Compareçam!

Só seremos fortes se estivermos unidos!

Movimento Nacional de Produtores

carlos Voges: Governador do Mato Grosso do Sul André Pucinelli Puccinelli entrevista: Funai não faz nada – nós cuidamos dos índios situação dos índios no MS

06/09/2008

http://www.carlosvoges.com.br/?meio=entrevistas

Carlos Voges: Os produtores que comemoram a liberação da carne, por outro lado protestam contra a portaria da Funai de demarcação de terras indígenas. Como conviver com essas duas situações?

Governador Puccinelli: É importante que se diga, não é demarcação de área. É unilateralmente um estudo antropológico, sócio cultural étnico, para que digam que os Guaranis e Caiuás, povo nômade por sinal, isso é importante que se guarde, digam que teriam o direito a 3,5 milhões e meio de hectares. Antes de virem estes antropólogos, já havia um estudo consolidado e escrito que nós resgatamos, de maio de 2007. Então contos da carochinha, falácias, nós não aceitaremos. O que é a Funai? A Funai é uma fundação de direito público que vê a ótica do indígena, unilateral e parcial. Nós vamos ter, por parte do Estado,por parte do produtores, a ótica dos produtores. Não dos grandes produtores tão somente como alegam eles na questão, mas dos pequenos produtores inclusive. Eu tive contatos com os da agricultura familiar, sete mil e tantas famílias que se encontram na região. Como é que ficam eles? Como é que fica o Estado que, no meu entender e na minha ótica pessoal,que se sentiu afrontado porque a Funai sequer telefonou, falou ou passou ofício ao governador. Aqui tem gestor público que cuida não só de índios, mas de quilombolas, de grandes produtores, de agricultores em escala e de agricultura familiar.Então, a ótica do índio é vista pela Funai que, por sinal, nada fez até hoje no Estado de Mato Grosso do Sul, a não ser, desculpem a expressão chula, encher o saco.

Carlos Voges: Como assim encher o saco?

Governador Puccinelli: Vou dar exemplos: quem é que paga todas as cestas de alimentos, hoje, para os indígenas? O Governo Estadual de MS. O que a Funai paga? Nada. Quem é que fez o plano de trabalho para os indígenas em 19 de abril deste ano? O Governo de MS que previu que as áreas que estão de posse dos índios, as aldeias, pudessem ter por assistência técnica do Governo do Estado de MS, por aquisição de insumos, por parte do Governo de MS,de sementes, por parte do Governo do Estado de MS, de 68 patrulhas mecanizadas, por parte do Governo do Estado de MS um plano. O que a Funai fez? Nada.Nem o ar para encher o pneu dos tratores a Funai até hoje deu. Então, a Funai tem que nos respeitar e não nos respeitou. E o antropólogo andou dizendo numa assembléia que o Governo do Estado e o Governo Federal nada tinham feito agora. Ele precisava vir do Nordeste, sem conhecer o Estado para, desculpem novamente a expressão,para nos encher o saco.Nós cuidamos dos indígenas. O Governo atual do Estado de MS tem senso da sua responsabilidade. Nós queremos proteger, amparar e fazer com que os indígenas em suas aldeias produzam, mas vir com teorias estranha da nossa realidade, passando por cima do Governo do Estado, comigo no Governo não farão isso.

Carlos Voges: O senhor teme conflitos?

Governador Puccinelli: Não,nós temos que apaziguar os ânimos. Os indígenas têm os seus direitos, os agricultores familiares tem os seus direitos e o Governo do Estado é o indultor e fomentador do desenvolvimento para todos. Não só os indígenas, mas os quilombolas, os pequenos produtores, os movimentos sociais, os industriais, os da agricultura em escala. Portanto da nossa parte não haverá conflito. Agora haverá conflitos se antropólogo quiser entrar em propriedade, não vai entrar. A não ser que haja determinação judicial porque estudo já feito para vir desarquivar e, em pouco tempo, trazerem nós não vamos engolir. Eles tem que conversar conosco. Porque até agora a Funai não fez nada para a proteção dos indígenas do Estado de MS. Não tem levantamento de quantos existem nas aldeias, não tem levantamento de quantos índios desaldeados estão e eu, desde que estava na prefeitura de Campo Grande, já tinha isso. Tanto é que os cinco mil índios terenas desaldeados em Campo Grande que os atendeu? O prefeito André Puccinelli, eu já tenho história. Não me venham com falácias de que o André está contra os índios porque não está, nunca esteve e não estará. Agora, ordem e disciplina, ordem e progresso está na bandeira e o Estado vai cumprir.