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Lançamento do livro ORVIL – A Verdade sobre a Revolução de 1964

10/10/2012

A Casa da Republica – Democracia – Soberania Unidade Nacional – Patriotismo

A Casa da República

Lançamento do Livro “ORVIL”

O livro “ORVIL – Tentativas de Tomada do Poder”, foi lançado no dia 20, no 18º andar da Sede Central do Clube Militar.

Quem desejar comprá-lo deverá solicitar diretamente à editora, pelo site: www.editoraschoba.com.br/livraria/orvil-tentativas-de-tomada-do-poder.html

Este livro conta a verdade sobre as quatro tentativas de tomada do poder pela esquerda, para implantar no Brasil um governo totalitário. Estiveram presentes o Presidente dos Clubes Militar, Naval e de Aeronáutica, além de sócios e convidados.

Curiosidades sobre os presidentes do Brasil

27/08/2011

No Brasil, devido ao fato de vários políticos terem sido depostos da presidência, outros terem exercido o cargo interinamente e outros terem sido impedidos de tomarem posse e pelo fato de juntas militares terem governado o país, não existe uma contagem oficial, numerando os presidentes, como acontece nos Estados Unidos onde George Washington encabeça a lista como o primeiro presidente e Barack Obama a fecha atualmente como o 44º presidente.

No Brasil, existem listas de presidentes da república com numerações divergentes.

O presidente da Câmara dos Deputados tem precedência, na linha sucessória, sobre o presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, devido à Constituição de 1891, (artigo 32), que, copiando a constituição americana, declarava que o vice-presidente da república presidiria o Senado Federal, assim o segundo substituto do presidente da república era sempre o presidente da Câmara dos Deputados.

Na Constituição de 1946, (artigo 61) e na Constituição de 1967 (artigo 79) o vice-pesidente da república continuou exercendo o cargo de presidente do Senado Federal.

O vice-presidente deixou de ser o presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, apenas a partir da Emenda Constitucional nº 1, editada, em 17 de outubro de 1969, pela Junta Governativa Provisória de 1969 que assumiu o poder em 31 de agosto de 1969, situação esta mantida na Constituição de 1988.

A Emenda Constitucional nº 1 e a Constituição de 1988, (artigo 80), mantiveram o presidente da Câmara dos Deputados como o segundo na linha sucessória porque os deputados federais do Brasil nunca aceitaram perder esta prerrogativa de ter a segunda vice-presidência da república.

O mandato do presidente da República do Brasil é atualmente de quatro anos com direito a uma reeleição.

A atual Constituição de 1988 havia fixado inicialmente mandato de 5 anos sem reeleição.

As anteriores constituições do Brasil fixaram mandatos de quatro, cinco e seis anos.

Eurico Gaspar Dutra, Juscelino Kubitschek, Ernesto Geisel e José Sarney foram os presidentes que exerceram mandatos de cinco anos.

O único presidente a exercer o mandato de seis anos foi João Figueiredo.

Os ex-presidentes que ainda se encontram vivos são: Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello, Dilma Roussef e José Sarney.

O último presidente a falecer foi Itamar Augusto Cautieiro Franco, em 2 de julho de 2011.

O presidente mais jovem a assumir o cargo foi Fernando Collor, aos 40 anos, em 1990.

O presidente mais idoso foi Michel Temer, que tomou posse, aos 75 anos, em2016.

Tancredo Neves foi eleito aos 75 anos, sendo o mais idoso a ser eleito presidente, e Rodrigues Alves foi eleito, aos 70 anos, mas ambos morreram antes de poderem tomar posse.

Nove presidentes foram membros das Forças Armadas, mas desses, apenas dois chegaram ao cargo eleitos por sufrágio universal, Hermes da Fonseca, em 1910, e Eurico Gaspar Dutra, em 1946.

Após Artur Bernardes (1922-1926), os únicos presidentes civis a cumprirem integralmente seus mandatos foram Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

Os seguintes presidentes foram maçons: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Sales, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Delfim Moreira, Washington Luís, Nereu Ramos e Jânio Quadros.

O primeiro presidente do Brasil eleito por eleições diretas e pelo voto popular foi Prudente de Morais, eleito presidente da república em 1 de março de 1894.

Foram eleitos, por via indireta, por Assembleia Nacional Constituinte: Deodoro da Fonseca em 1891, e Getúlio Vargas em 1934.

Pelo Congresso Nacional foram eleitos: Humberto de Alencar Castelo Branco, em 1964, na forma do artigo 2º do AI-1; Costa e Silva, em 1966, na forma do artigo 9º do AI-2; Emílio Médici, em 1969, na forma do artigo 4º do AI-16.

Por colégios eleitorais, formados pelo Congresso Nacional e por representantes das assembleias legislativas, foram eleitos, também por via indireta: Ernesto Geisel, João Figueiredo e Tancredo Neves.

Morreram quando exerciam o cargo de presidente: Afonso Pena, Getúlio Vargas.

Costa e Silva, doente, foi afastado e morreu meses depois em dezembro de 1969.

O mais longevo dos presidentes foi Venceslau Brás que faleceu aos 98 anos de idade. Venceslau também foi o político que viveu mais tempo na condição de ex-presidente da república, 48 anos, de 1918 até 1966, quando faleceu.

Getúlio Vargas foi quem ficou por mais tempo na Presidência: dezoito anos, contando seus dois períodos no executivo, (1930-1945) e (1951-1954). O presidente que governou por menos tempo foi Carlos Luz, que esteve no cargo por apenas quatro dias em 1955.

Apenas três presidentes exerceram o cargo por mais de um mandato: Getúlio Vargas, de 1930 a 1934, depois de 1934 a 1937, seguindo pelo Estado Novo, de 1937 a 1945, e, depois eleito em 1950, para governar até 1956; Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 1999 e de 1999 a 2003; e Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a 2007 e de 2007 a 2010.

Rodrigues Alves foi presidente de 1902 a 1906, e foi eleito novamente em 1918, mas, como já foi dito, morreu antes de tomar posse.

Luiz Inácio Lula da Silva é o recordista de candidaturas à presidência. Disputou cinco vezes seguidas a presidência, quebrando o recorde que pertencia a Rui Barbosa.

Foram depostos quatro presidentes: Washington Luís em 1930, Getúlio Vargas em 1945 (e que formalmente renunciou à presidência), Carlos Luz em 1955, e João Goulart em 1964.

Em 1955, Café Filho licenciou-se da presidência, por problemas médicos, e foi impedido de voltar ao cargo.

Foram eleitos e não tomaram posse Rodrigues Alves que morreu de gripe espanhola, Júlio Prestes, por causa da revolução de 1930, e Tancredo Neves, por motivo de doença e morte.

Júlio Prestes foi o único político eleito presidente da república, pelo voto popular, que foi impedido de tomar posse.

Renunciaram os presidentes Deodoro da Fonseca em 1891, Getúlio Vargas em 1945, Jânio Quadros em 1961, e Fernando Collor em 1992, (antes de ter tido cassado seus direitos políticos por oito anos pelo Senado Federal).

Dois presidentes saíram  motivado por processo de impeachment: Fernando Collor de Mello. Mesmo tendo renunciado, Collor teve seus direitos políticos cassados por oito anos, pelo Senado Federal, e Dilma Roussef em 2016.

Presidentes do STF também assumiram a presidência: José Linhares assumiu a presidência, em 1945, após a renúncia de Getúlio Vargas, e governou até a posse de Eurico Dutra em 1946. José Linhares assumiu a presidência porque a Constituição de 1937 não contemplava o cargo de vice-presidente e não havia, no Estado Novo, um Congresso Nacional funcionando, assim o primeiro sucessor do presidente da república era o presidente do STF.

A última vez que isso ocorreu foi em maio de 2002 quando o Ministro Marco Aurélio Mello assumiu interinamente a presidência por sete dias, quando uma comitiva do presidente Fernando Henrique Cardoso, que incluía o vice-presidente e os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, viajou para a Europa.

Por três vezes, presidentes da Câmara assumiram pelo motivo do cargo de presidência da república ficar vago: Carlos Luz em 1955, e Ranieri Mazzilli em 1961 e em 1964.

Uma única vez, o vice-presidente do Senado Federal, em exercício da presidência do Senado Federal, assumiu a presidência da república, quando os cargos de presidente e de vice-presidente da república (o qual era, pela constituição de 1946, o presidente do Senado Federal) ficaram vagos: foi o senador Nereu Ramos, em 1955, que completou o mandato iniciado em 31 de janeiro de 1951 por Getúlio Vargas, e, passou a presidência para Juscelino Kubitschek em 31 de janeiro de 1956.

Duas juntas militares assumiram a Presidência: a primeira, em 1930, que governou de 24 de outubro de 1930 até 3 de novembro de 1930 com a posse de Getúlio Vargas, e, a segunda, em 1969, quando assumiram o governo, os ministros militares, após a morte do presidente Costa e Silva.

A Junta Militar de 1969 não aceitou a posse do vice-presidente, o civil Pedro Aleixo.

A constituição de 1934 e a constituição de 1937 não contemplavam a figura do vice-presidente da República, assim, de 1930 a 1945, Getúlio Vargas governou sem ter um vice-presidente.

Os vice-presidentes que foram chamados a completar o mandato foram: Floriano Peixoto, em 1891, com a renúncia de Manuel Deodoro; Nilo Peçanha, em 1909, com a morte do titular Afonso Pena; Delfim Moreira, em 1918, com a morte do presidente eleito Rodrigues Alves, e  Michel Temer em 2016 para completar o mandato de Dilma Roussef.

A Constituição de 1891, no seu artigo 42º, dizia que se, “por qualquer causa”, ficasse vago o cargo de presidente, não havendo decorrido, ainda, dois anos de mandato do titular, seriam realizadas novas eleições para presidente. Assim se realizaram novas eleições, em 1919, e Epitácio Pessoa completou o mandato de Rodrigues Alves, e, por este motivo, o mandato de Floriano Peixoto como presidente, que se estendeu de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894, foi considerado, pelos seus adversários, como sendo inconstitucional.

O vice-presidente Café Filho assumiu a presidência, em 1954, com o suicídio de Getúlio Vargas. João Goulart assumiu a presidência, em 1961, com a renúncia de Jânio Quadros. Itamar Franco assumiu a presidência, em 1992, após a renúncia de Fernando Collor.

José Sarney, eleito vice-presidente de Tancredo Neves, foi empossado, em 15 de março de 1985, na Presidência da República, porque Tancredo, adoentado, não tomou posse. Com a morte de Tancredo Neves, em 21 de abril de 1985, Sarney assumiu em caráter definitivo a presidência e cumpriu o mandato de Tancredo, na íntegra, de 1985 a 1990. Itamar Franco, em 1992, assumiu a presidência após a renúncia de Collor que foi seguida da cassação de seus direitos políticos pelo Senado Federal.

O vice-presidente Manuel Vitorino governou o Brasil, por sete meses (período no qual mudou a Sede do Governo) em 1897, quando Prudente de Morais se afastou por motivos de saúde.

Getúlio Vargas, durante o Governo Provisório, entre 1930 e 1934, usava o título de “Chefe do Governo Provisório” e não o de presidente da república, o mesmo fazendo Deodoro da Fonseca, desde a proclamação da república até a promulgação da Constituição de 1891.

Em todo o período republicano, uma única mulher foi empossada na presidência, foi Dilma Rousseff, eleita pelo voto direto, em 31 de Outubro de 2010, com mais de 55 milhões de votos.

No Império do Brasil, assumiram, interinamente, a regência do país, a imperatriz Leopoldina e a Princesa Isabel.

Uma Rainha de Portugal governou o Brasil: Dona Maria I.

14/05/2010

TEXTOS POLÍTICOS DA HISTÓRIA DO BRASIL
autor: Paulo Bonavides e Roberto Amaral

Descrição: Editor: Conselho Editorial/Senado FederalAno: 2002

Descrição de Conteúdo: Obra em 9 volumes reunindo os mais importantes textos de teor político da História do Brasil, desde os primórdios até a atualidade. Segundo os seus autores, “esta Série há de servir de instrumento auxiliar indispensável aos cursos de História do Brasil, Ciência Política, Direito Constitucional e Direito Político Comparado, pela importância dos textos reproduzidos”.

Descrição Física: 9 volumes, aprox. 9.000 páginas

   

 

R$ 400,00

 

Novos estudos reformulam a História do Brasil zumbi escravos que tinham escravos

16/04/2010

Novos estudos reformulam a História do Brasil.

Pesquisadores que tiveram acesso a documentos, antes secretos, produziram novas teses sobre a História do nosso país.

O historiador Marco Antônio Villa e o jornalista Leandro Narloch falam sobre o assunto.

 “A história consagrada nos livros é de esquerda” .

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1493775-17665-309,00.html

O maior sonho dos negros depois de obter a liberdade era…? Possuir escravos. . Muitos dos traficantes de escravos para o Brasil eram eles mesmos negros, que não apenas vendiam os escravos para os portugueses na costa africana, mas eram também os donos e a tripulação dos navios que traziam os escravos até o Brasil, açoitando eles pelo caminho até os portos brasileiros, mantendo-os acorrentados em porões imundos, e atirando-os aos tubarões quando já muito fracos – nada muito diferente do que eles já faziam na Africa durante séculos antes. No final do século XVIII o maior traficante de escravos para o Brasil era um negro. .

Dito isto surge a pergunta: quantos cotistas que estão hoje nas universidades não são eles mesmos descendentes de negros que eram senhores de escravos?

O escravo José Francisco dos Santos conquistou a liberdade. Depois de anos de trabalho forçado na Bahia, viu-se livre da escravidão, provavelmente comprando sua própria carta de alforria ou ganhando-a de algum amigo rico. Estava enfim livre do sistema que o tirou da África quando jovem, jogou-o num navio imundo e o trouxe amarrado para uma terra estranha.

José tinha uma profissão – havia trabalhado cortando e costurando tecidos, o que lhe rendeu o apelido de “Zé Alfaiate”.

No entanto, o ex-escravo decidiu dar outro rumo a sua vida: foi operar o mesmo comércio do qual tinha sido vítima. Voltou à África e se tornou traficante de escravos. Casou-se com uma das filhas de Francisco Félix de Souza, o maior vendedor de gente da África atlântica, e passou a mandar ouro, negros e azeite de dendê para vários portos da América e da Europa.

Foi o fotógrafo e etnólogo Pierre Verger que encontrou, com um neto de Zé Alfaiate, uma coleção de 112 cartas escritas pelo ex-escravo.

 As mensagens foram enviadas entre 1844 e 1871 e tratam de negócios com Salvador, Rio de Janeiro, Havana (Cuba), Bristol (Inglaterra) e Marselha (França).

Em 22 de outubro de 1846, numa carta para um comerciante da Bahia, o traficante conta que teve problemas ao realizar um dos atos mais terríveis da escravidão – marcar os negros com ferro incandescente.

Diz ele:  ‘Por esta goleta [uma espécie de escuna] embarquei por minha conta em nome do sr. Joaquim d’Almeida 20 balões [escravos] sendo 12 H. e 8 M. com a marca “5” no seio direito. Eu vos alerto que a marca que vai na listagem geral é “V seio” mas, como o ferro quebrou durante a marcação, não houve então outro remédio senão marcar com ferro “5”.’ .

Talvez Zé Alfaiate tenha entrado para o tráfico por um desejo de vingança, na tentativa de repetir com outras pessoas o que ele próprio sofreu. O mais provável, porém, é que visse no comércio de gente uma chance comum e aceitável de ganhar dinheiro, como costurar ou exportar azeite.

Havia muito tempo que o costume de atacar povos inimigos e vendê-los era comum na África. Com o tráfico pelo oceano Atlântico, as pilhagens a povos do interior, feitas para capturar escravos, aumentaram muito – assim como o lucro de reis, nobres cidadãos comuns africanos que operavam a venda.

Essa personalidade dupla da África diante do tráfico de escravos às vezes aparece num mesmo indivíduo, como é o caso de Zé Alfaiate. Ex-escravo e traficante, foi ao mesmo tempo vítima e carrasco da escravidão.””

morte de getúlio vargas agosto 1954 Discurso de Osvaldo Aranha no enterro de Getúlio Vargas

05/12/2008

“Getúlio,

 Não era possível os teus restos serem recolhidos ao seio maternal de tua terra sem que antes, tendo contigo vivido os últimos dias de tua vida, eu procurasse, ante a eternidade que nos vai separar, conversar contigo, como costumávamos conversar, nos nossos despachos, sobre a vida, as criaturas e os destinos do Brasil. Não sei se, neste instante, poderei conversar contigo como outrora conversamos.

Eu estou, como todos os brasileiros, constrangido, dolorido, ferido na alma, ao ver que te arrancaram a a vida aqueles que te deviam conservar para melhor sorte do povo e do Brasil. Quero que Deus me dê, neste instante, um pouco da tua mansidão, um pouco da tua bondade e generosidade, para que nós possamos suportar neste transe, quando já no horizonte do do Brasil, na sorte do povo e no futuro de nossa Pátria, já se carrega de nuvens negras da insegurança e da violência. Disseste que só o amor constrói para a eternidade, e este teu amor será aquele que vai construir o Brasil.

Não há quem tenha forças nem poder para trocar o amor que está no coração dos brasileiros e não tenha forças e poder para mudar os destinos desta Pátria contrariamente às suas tradições, pelos golpes da ilegalidade, da traição e das armas. Neste momento, Getúlio, conversando com aquela intimidade boa e generosa com que nos entendíamos, quero te dizer que o povo todo chorou, chora e chorará por ti, como nunca imaginei pudesse um povo chorar.

Se é verdade aquilo que se disse, quando morreu um grande homem da História que orgulha todos os sul-rio-grandenses, quando morreu Castilhos; se é verdade o que disse Pereira da Cunha, numa hora de emoção, declarando que, se houvesse um processo para a cristalização da lágrima, o túmulo dele não seria de mármore, eu te diria que se houvesse esse processo para a cristalização da lágrima, tu não te enterrarias no fundo da terra de São Borja e do Rio Grande, mas na mais alta montanha da geografia política do Brasil, porque nunca se chorou tanto, nunca um povo foi tão dominado pela dor ao perder um filho, como neste instante o povo brasileiro diante de tua morte. 

Getúlio, 

Saímos juntos daqui há vinte e tantos anos; íamos todos levados pelo teu sonho e teu ideal. A tua filosofia era inspirada nos humildes, nos necessitados, na assistência de quantos viviam à margem da sociedade brasileira, espalhados por esta imensidão, por estas terras abandonadas e abandonados eles também em suas terras, os trabalhadores. Todos tínhamos um só sonho: era integrar o Brasil em si mesmo, era fazer com que o Brasil não pertencesse às classes dominantes, aos potentados, ou poderosos, e que entre nós existisse, pela condição humana, de pobres e ricos, maior igualdade e fôssemos todos igualmente brasileiros.

A preocupação dominante da tua vida eu não direi que era fraternal, direi que era material, porque eu o testemunhei: o teu ideal era dividir igualmente entre todos os seus filhos o carinho, o amor e a possibilidade de assistência, de vida e de futuro. O que mais te feria eram as discriminações, as separações, era este contraste horrível que só não emociona os homens que não têm formação cristã e faz com que enquanto uns vivam no gozo, no luxo e na grandeza, outros se afundem na fome, na miséria e no desespero. Conheci o teu íntimo, como talvez poucos homens puderam conhecer, porque, entre os grandes títulos de minha vida, um dos maiores era a confiança do teu pensamento e do teu sentimento, a honra da tua amizade, que acidentes políticos nunca modificaram, antes estreitaram e engrandeceram entre nós.

Saímos daqui há vinte e poucos anos. Voltamos juntos, e tenho consciência de que se tu voltas, neste momento, para a terra de São Borja, para um túmulo, e eu não volto para a cidade de Alegrete, ainda é por causa do teu amor, da tua generosidade e do teu desprendimento, porque sei, tenho consciência e devo dizer a todos e a todo o País, que tu morreste para que nós, os que te assistiam, os teus amigos, não morressem contigo. Devo declarar que, se ainda vivemos, é porque tu te antecipaste na morte, para nos deixar na vida. O teu suicídio é o grande suicídio, o suicídio altruístico, aquele que faz a mãe,e do pai pelo filho, o pai, e que foste pai e filho como ninguém, e por isso soubeste fazer pelos teus. Ninguém mais do que eu o pôde testemunhar. Todos os meus apelos eram no sentido de que a tua vida era da maior necessidade para o Brasil. Praticaste não o ato de renúncia da tua vida, praticaste a grande opção, que só os fortes sabem fazer, a opção altruística que, entre a vida e os seus prazeres e a morte, decide-se pela última. 

Se ele tivesse querido, nesta hora, meus senhores, seria mais forte do que nunca, em vida; mas não mais forte do que é agora na morte, porque a morte é eterna e a vida, passageira. Ele seria mais forte porque tinha no seio das Forças Armadas e no coração do povo, que é invencível, os elementos para resistir, dominar e vencer. Mas procurou vencer-se a si mesmo, não derramar o sangue daqueles que sabia, como disse momentos antes, os melhores, os bons, os amigos.

Não foi, como se disse, o suicídio de um grande homem, tu te mataste para evitar que o novo Brasil se suicidasse e para que, de ti, da tua morte e do teu sangue, surjam, como numa transfiguração, o futuro e o destino, e nós, nos contemplando, possamos ter, neste momento, a convicção de que deste com o teu sangue a certeza de que o Brasil surgiu de ti, da tua filosofia, de nossa Pátria! Este destino surgirá como uma emanação deste túmulo e se espraiará pelo tempo dos tempos e por todos os horizontes, numa afirmação renovada das tuas idéias e dos teus sentimentos. Quando se quiser escrever a História do Brasil, queiram ou não, tem-se de molhar a pena no sangue do Rio Grande do Sul, e ainda hoje, quem quiser escrever e descrever o futuro do Brasil, terá de molhar a pena no sangue do teu coração. 

Getúlio, 

Saímos daqui juntos. Tenho consciência de que não voltamos juntos porque tu quiseste poupar a minha vida. Naquela horas trágicas e difíceis, quando o Judas preparava um novo Cristo na História do Brasil, nós sentíamos que a traição estava às nossas portas, e a negação de apóstolo e do Senhor era feita pelos que mais juravam a sua fé. Naquela hora, nós tínhamos um pacto, o pacto dos homens desta terra, o pacto dos homens dignos, que todos poderiam derramar sangue para te conservares no poder, mas nós decidimos ficar juntos de ti, porque estávamos dispostos a fazer tudo pelo Brasil, a fazer todos os sacrifícios, menos o de sermos humilhados, porque a humilhação é incompatível com a dignidade humana. Tu te antecipaste para nos poupar a vida. Não sei ! As tuas decisões sempre foram as melhores, mas não sei se não fora talvez melhor para nós termos idos juntos, já que juntos vivemos, juntos sonhamos, e eu te acompanhei por toda esta tua longa vida. 

Quando, há vinte e tantos anos, assumiste o governo deste País, o Brasil era uma terra parada, onde tudo era natural e simples; não conhecia nem o progresso, nem as leis de solidariedade entre as classes, não conhecia as grandes iniciativas, não se conhecia o Brasil. Nós o amávamos, de uma forma estranha e genérica, sem consciência da nossa realidade. Tu entreabriste para o Brasil a consciência das coisas, a realidade dos problemas, a perspectiva dos nossos destinos. Ao primeiro relance, viste que a grande maioria dos brasileiros estava à margem, e a outra parte estava a serviço das explorações estrangeiras.

E então, este espírito que conhecemos, retemperado no drama da fronteira, se alarmou nos seus estudos e se multiplicou na generosidade de seus sentimentos. Trouxeste uma cruzada que não está marcada no tempo e não tem horizonte fixado, que é a da integração dos brasileiros pelos brasileiros no seu próprio destino. Até então o Brasil não era nada, esperava por tudo.

Não havia consciência do nosso progresso. Tu ofereceste a realidade, penetraste nela, tudo deste pelo novo Brasil que há de surgir, que há de crescer e se multiplicar e, quando integrado na sua grandeza entre as maiores nações do mundo, que fatalmente viremos a ser, o teu nome estará não neste túmulo, mas no topo de um pedestal, onde a gratidão de todos os brasileiros te levará como reconhecimento. 

Getúlio, 

Não tenho nem idéias, nem pensamento, nem forças para falar. Estou vivendo, nesta hora, ao teu lado, o turbilhão das minhas emoções, que se agrupam entre espasmos de dor e lágrimas, entre conjecturas e dúvidas, e, olhando para ti, sei que estou olhando para o Brasil e vendo que tu, ao entrares para a eternidade, tornaste maior o teu nome na História. Começo a pensar o que será de nós, os brasileiros, neste transe que se abre com a tua morte. 

Direi, procurando interpretar as palavras que João Goulart acabou de proferir em nome de seu partido, que nós, os teus amigos, continuaremos, depois da tua morte, mais fiéis do que na vida: nós queremos o que tu sempre quiseste para este País. Queremos a ordem, a paz, o amor para os brasileiros. 

Neste instante, quando ainda agitados pelo remorso ou atormentados e com as mãos tintas da traição, eu, receoso diante da afronta que se fez ao povo brasileiro com o teu afastamento do poder e da vida, a maior afronta que registra a história política do Brasil, porque se verificou não uma eleição com a tua morte, mas a consagração defintiva do teu povo pelo teu amor pelo Brasil: neste instante, diante do teu túmulo, não há lugar para exaltações, para paixões, o que ofenderiam a tua bondade, de que tanto se abusou neste país.

Diante de ti não há lugar para recriminações. Há sim, para afirmar ao Brasil inteiro a mensagem de um homem que não queria morrer, mas continuar os seus ideais. Nós queremos, seguindo as tuas lições, um entendimento, mas fique bem claro que os entendimentos têm de se fazer entre os humildes, entre os trabalhadores, entre o povo e os homens capazes de assumir responsabilidades, mas jamais com os traidores. A traição não teve guarida no teu coração, não pode ter no nosso.

Assim como detestamos a traição, perdoaremos os traidores. Sigam o seu destino, perseguidos como Judas, pelo tempo dos tempos, recebendo o castigo da reprovação. Pela torpeza que cometeram, apesar do dever e dos compromissos de honra assumidos. Nesta hora, aos que já estão adotando providências que indicam para o Brasil o rumo da violência, da supressão de direitos elementares, da perseguição, responderemos como o povo brasileiro com o coro de suas lágrimas. 

Haveremos, juntamente com aqueles que rendem as homenagens ao teu sentimento, de jurar fidelidade eterna às idéias do teu amor, que desse túmulo emana, como disseste do teu próprio sangue, a flâmula da redenção, pela ordem, pela concórdia, pela paz. Estão eles atemorizados com o que fizeram. Estão atemorizados pelo remorso. Estamos ameaçados de dias incertos, negros e sangrentos, mas contra tudo isso, contra este crime que se pressente contra o povo brasileiro, clama a tua vida de tolerância, de bondade e de generosidade, porque se é verdade que sabias ser bom com os teus amigos, eu que testemunhei a tua vida, posso dizer que não houve no Brasil homem melhor para os seus inimigos. 

Getúlio, 

Vamos encerrar o nosso despacho, a nossa conversa, aquela conversa que tínhamos tantas vezes por semana, em que tanto me inspirava, me aconselhava e decidia. É que procurei dar o melhor de mim mesmo pela sorte e pelos destinos do nosso País. Vamos encerrar a nossa conversa com a afirmação, ou melhor, com a informação que te costumava dar do que sinto, vejo e prevejo para o nosso País. Teremos dias intranqüilos, criados por aqueles que disseram que iriam defender as leis, que são as que dão segurança à vida do povo.

Teremos dias de erros graves e de crimes, mas podes estar certo de que defenderemos a tua memória, porque tu não nos legaste a tua morte, mas a eternidade de tua vida. Podes ir tranqüilo, porque venceremos, inspirados em teus sentimentos de amor e de igualdade. O teu apelo será atendido. Tudo faremos para atendê-lo, para que o Brasil viva dirigido não por ódios, por sentimentos subalternos, nem por vinganças ou recriminações, mas dentro da realidade generosa e fraterna. A tua vida é a maior lição que recebeu o Brasil. A tua morte é apenas um episódio da tua vida. Não chega nem a interromper o teu destino. 

Muitas e grandes vozes te falaram neste instante, muitos e grandes pensamentos trouxeram-te nesta hora o testemunho da admiração que despertaste em todo o Brasil. O povo está falando nas ruas, com as suas lágrimas, com o seu desespero, com a sua inconformação. Tu ouviste a voz dos trabalhadores pelos seus líderes, a voz de Minas demonstrando a sua fidelidade mais alta que suas montanhas, para te trazer, através de um dos nossos companheiros, de um daqueles que ilustravam a tua família governamental, a sua palavra de despedida. 

Eu, Getúlio, não te dou minha despedida, posto que tu não te despediste de nós, porque nós iremos todos os dias, a ti, buscar inspiração para os nossos atos. 

Quero te dizer agora, homem que tem que enfrentar um futuro ao qual havia pretendido renunciar, por isso que era minha decisão encerrar a minha vida pública, que diante da nossa realidade, quando tu te tornas ainda maior, eu me reincorporarei a quantos de hoje para o futuro continuarão a obra daquele que foi, entre os brasileiros que eu conheci e entre os grandes homens com que tenho convivido no mundo, um dos maiores, mas sem dúvida, o melhor entre os melhores. 

Não te trouxe o meu abraço, que separa para sempre, que nem o meu abraço que une ainda mais, nem o beijo com que nos aproximamos dos mortos queridos, mas aquele aperto de mão amigo de todos os dias para que continuemos, tu na eternidade, eu nesta vida, o diálogo de dois irmãos ligados pela terra, pela raça, pelo serviço e pelo amor do Brasil”.

Fé de Offício de Imperador do Brasil.

22/07/2008

Fé de Offício de Imperador do Brasil.

Creio em Deus.
Fez-me a reflexão sempre conciliar as suas qualidades infinitas: Previdencia, Omnisciencia e Misericordia.
Possuo o sentimento religioso: innato ao homem, é despertado pela contemplação da Natureza.
Sempre tive fé e acreditei nos dogmas.
O que sei, devo-o, sobretudo, á pertinácia.
Reconheço que sou muito somenos no que é relativo aos dotes da imaginação, que posso bem apreciar nos outros.
Muito me preoccuparam as leis sociaes; e não sou o mais competente para dizar a parte que de continuo tomei em seu estudo e applicação.
Sobretudo me interessei pelas questões economicas, estudando com todo o cuidado as pautas das alfandegas no sentido de proteger as industrias naturaes até o periodo do seu prospero desenvolvimento.
Invariavelmente propendi para a instrucção livre, havendo sómente inspecção do Estado quanto á moral e á hygiene, devendo pertencer a parte religiosa ás familias e aos ministros das diversas religiões.
Pensei tambem no estabelecimento de duas Universidades, uma no Norte e outra no Sul, com as faculdades e institutos necessarios e portanto apropriados ás differentes regiões, sendo o provimento das cadeiras por meio do concurso.
Igreja livre no Estado livre; mas isso quando a instrucção do povo pudesse aproveitar de taes instituições.
Estudei com cuidado o que era relativo á moeda corrente e se prendia a questão dos bancos. Quanto a legislação sobre privilegios, oppuz-me aos que se ligam á propriedade literaria, sustentando assim as opiniões de Alexandre Herculano, antes que ele as tivesse manifestado.
Cautelosa e insistentemente estudei questões de immigração sobre a base da propriedade e o aproveitamento das terras, explorações para o conhecimento das riquezas naturaes, navegação de rios e differentes vias de communicação.
Pensava na installação de um observatorio astronomico, moldado nos mais modernos estabelecimentos desse genero. Segundo as minhas previsões e estudos, poderia ser superior ao de Nice.
Cogitei sempre em todos os melhoramentos para o exercito e a marinha, affim de que estivessemos preparados para qualquer eventualidade, embora contrario ás guerras. Buscava assim evita-las.
Preoccuparam-me seriamente os estudos de hygiene publica e particular, de modo a nos livrar das epidemias; e isso sem grande vexame para as populações.
Acompanhava-me sempre a idéia de ver o Brasil que me é tão caro, o meu Brasil, sem ignorancia, sem falsa religião, sem vicios e sem distancias.
Para mim, o homem devia ser regenerado e não supprimido; e por isso muito estudava a penalidade, tomando grande parte no que se fez relativamente a prisões e pesanto todas as questões modernas, que tendiam a seu melhoramento.
Procurei abolir a pena capital, tendo-se encarregado o Visconde de Ouro-Preto de apresentar ás Camaras um projecto para a abolição legal da mesma pena.
Pacientemente compulsava todos os processos para a commutação da pena ultima : quando não encontrava base para isso, guardava-os, sendo a incerteza já uma pena gravissima para os réos.
Muito me esforcei pela liberdade das eleições e, como medida provisoria, pugnei pela representação obrigada do terço, preferindo a representação uninominal de circulos bem divididos; pois o systema, ainda por ora impraticavel, deve ser o da maioria de todos os votantes de uma nação.
Conselho de Estado, organisado o mais possivel como o da França, reformando-se a Constituição, para que pudesse haver direito administrativo contencioso.
Provimento de 1. lugar da magistratura por concurso perante tribunal judiciario para formar lista dos mais habilitados, onde o governo pudesse escolher; concurso também para os lugares de administração; categorias de presidencias para que se preparassem os que deviam rege-las, conforme a importância de cada uma.
Trabalhei muito para que só votasse quem soubesse lêr e escrever, o que suppõe riqueza moral e intellectual, isso é, a melhor.
Sempre procurei não sacrificar a administração á política.
Cogitava da construção de palacios para os ramos legislativo e judiciario e para a administração, para
bibliotheca e exposições de differentes especies, para conferencias publicas.
Nunca me descuidei da sorte physica do povo, sobretudo em relação a habitações salubres e a preço commodo e á sua alimentação. Nunca deixei de estudar um só projecto, discutindo com os seus autores e procurando esclarecer-me.
O meu dia era todo ocupado no serviço publico, e jamais deixei de ouvir e fallar a quem quer que fosse.
Lia todas as folhas e jornaes da capital e alguns das provincias para tudo conhecer por mim quanto possível, mandava fazer e fazia extractos nos das provincias dos factos mais importantes que se ligavam á administração, com a idéia constante de justiça a todos.
Assistia a todos os actos publicos para poder ver e julgar por mim mesmo.
Em extremo gostei do theatro dramatico e lyrico, cogitando sem cessar da idéia de um theatro nacional.
Nunca me esqueci da Academia de Bellas Artes, pintura, esculptura, desenho e gravura, e fiz o que pude pelo Lycêo de Artes e Officios.
Desejava estabelecer maior numero de dioceses, conforme comportasse o território, assim como differentes seminarios.
Sempre me interessei pelas expedições scientificas, desde a do Ceará, que publicou trabalhos interessantes, lembrando-me agora da de Agassiz e de algumas que illustraram nossos patricios no continente europêo.
Presidia ultimamente a commissão encarregada do Codigo Civil e esperava que, em pouco tempo, apresentasse ella trabalho digno do Brasil.
Pensava na organização de um instituto scientifico e litterario, como o da França, utilisando para isso alguns estabelecimentos de instrucção superior que já possuíamos; e para isso encarreguei o Dr. Silva Costa e outros de formarem projecto de estatutos.
Sempre procurei animar palestras, sessões, conferencias scientificas e litterarias, interessando-me muito pelo desenvolvimento do Musêu Nacional. O que ahi fez o Dr. Couty tornou esse estabelecimento conhecido na Europa; muitos dos trabalhos do Musêu são hoje citados e applaudidos.
Preoccuparam-me as escolas praticas de agricultura e zootechnia.
Dei toda a attenção ás vias de communicação de todas as especies no Brasil, tendo feito, além de outros, estudo especial dos trabalhos do engenheiro Hawkshaw relativos aos melhoramentos da barra do Rio Grande do Sul. Do mesmo modo, tudo quanto se referia a estabelecer a circulação do Brasil por agua desde o Amazonas até ao Prata e dahi ao São Francisco, da fóz para o interior, ligando-se por estradas de ferro a região dos Andes ás bacias do Prata e Amazonas.
Oxalá pudesse a navegação por balões aerostaticos tudo dispensar e, elevando-se bem alto assim como a submarina aprofundando-se bastante, nos livrassem ambas das tempestades.
São, porém, devaneios…
Nas preoccupações scientíficas e no constante estudo é que acho consolo e me preservo das tempestades moraes…

Dom Pedro de Alcantara.
Cannes, 23 de abril de 1891.

O Sr. Visconde de Taunay, a propósito da Fé de Offício, fez esta declaração :
” Eis o que recebi de Sua Magestade o Senhor Dom Pedro II e entrego á publicidade, como um dos documentos mais bellos, mais sinceros e honrados da história do Brasil.”
Visconde de Taunay.
Rio de Janeiro, 27 de maio de 1891.

Fonte:
Pedro II. Visconde de Taunay. Segunda edição. Companhia Editora Nacional. 1938. 248 pp.
A Fé de Offício se encontra publicada nas pp. 193-200. A citação do Visconde de Taunay à p. 203.

“”Foi esse homem, o maior dos brasileiros, que banimos para a Europa com toda a sua família. Por favor divulguem esse belo documento mas não se esqueçam de mencionar a comunidade aonde o encontraram.”” do orkut.

Pérola do orkut.!

21/07/2008

Coincidência ou não, mas desde o descobrimento, o Brasil é um país ligado a PC .

01. Foi descoberto por PC (Pedro Cabral);

02. A primeira carta foi escrita por PC (Pero Caminha);

03. É conhecido como PC (País do Carnaval);

04. No Rio, a sede do governo era no PC (Palácio do Catete);
05. Atualmente, a sede do governo é no PC (Planalto Central);

06. Recentemente foi governado por um PC (Presidente Collor);

07. Que se apaixonou por um belo par de PC (Pernas da Cunhada);

08. E que estava envolvido com um outro PC (PC Farias);

09. Que foi denunciado por um outro PC (Pedro Collor);

10. E nós, PC (Pobres Coitados), enquanto outros PC
(Políticos Corruptos) acham que aqui é um PC-2 (País do Caixa-dois)!!!

11. Ainda mais, hoje, sendo governado por um outro PC (Pé de Cana)*

LIVROS ONLINE SOBRE A REVOLUÇÃO DE 1932 REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA

30/11/2007

Livros eletrônicos sobre a revolução

“”””””””””Olá, amigos.
Tenho vários livros escritos por ex-combatentes de 32, cuja maioria foi escrita entre 1932 e 1936.

Como observo que essas memórias, experiências de vida muito ricas, acabam por se perder, coloquei alguns desses livros em formato digital.
Não haverá problemas de direitos autorais, pois, após mais de 70 anos de sua última publicação, o livro entra no domínio público.

Os links:

Livro “estilhaços de granada”. Escrito por Euclides Andrade, contando episódios engraçados (na época) da revolução:
http://www.4shared.com/file/30014649/744a3a63/Estilhaos_de_granada.html

Livro “capacetes de aço”. Escrito por Samuel Baccarat contando suas experiências no front e na retaguarda:
http://www.4shared.com/file/29376213/140e852c/Capacetes_de_ao.html

Mais um:

Livro: A EPOPEA. Escrito por Aureo de Almeida Camargo.
Livro escrito pelo ex-combatente da revolução de 1932 narrando episódios vividos Por ele quando era voluntário no Batalhão “14 de julho”.
Além de algumas fotos e mapas, o exemplar usado para digitalização tem observações à mão feitas pelo seu antigo dono, o Sr. Daniel de Silos que, pelo que está escrito, também foi combatente em 1932:
http://rapidshare.com/files/72386152/A_EPOPEA.pdf  “”””””””””‘do orkut