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A Desmestiçagem da América Latina – Leão Alves

25/10/2013

 

Está ocorrendo no Brasil a Desmestiçagem.

Não se trata de transformar pessoas miscigenadas em pessoas de “raça pura”,  como se houvesse um aparelho transformador de DNA no qual um caboclo entrasse por um lado e saísse do outro como um índio pré-colombiano ou um branco “a toda prova”.

Não se trata disso, mas da eliminação étnica dos povo mestiço brasileiro. O objetivo da Desmestiçagem é fazer o mestiço deixar de se identificar como mestiço e passar a se identificar como índio, como negro, como branco, ou outra identidade racial ou étnica.

A “máquina de eliminar mestiços” atua de forma pavloviana, incentivando o mestiço a se identificar com uma raça e castigando o mestiço que não o faz. Ela é formada, entre outros, por ONGs bilionárias, por instituições religiosas e acadêmicas, por partidos políticos, como o Partido dos Trabalhadores, por órgãos do Estado onde esta ideologia racista cristalizou-se como lei.

A máquina promove a criação de direitos especiais para índios e apóia violências contra mestiços, como a limpeza étnica destes na criação de “territórios indígenas”.

Ela promove a criação de direitos especiais para negros e fecha a porta do poder público para os mestiços.

Ela exalta a indianidade e a negritude e associa mestiçagem a violência e a vergonha.

Isto não vem ocorrendo só no Brasil. Grupos racistas bilionários têm investido contra mestiços de outros países, marcantemente na América Latina, onde a mestiçagem é o elemento fundador da identidade de diversas nações, como México e Paraguai.

Com a Desmestiçagem, os grupos que a financiam visam, entre outros, enfraquecer a nacionalidade e a democracia nestes países, promovendo o poder de grupos racistas sobre o povo mestiço e a centralização continental ou global das decisões.

Um dos casos mais emblemáticos é o da Bolívia, onde o governo masista de Evo Morales, que é índio aimará, eliminou do último censo as opções mestiço e branco, de modo que quem respondesse ao formulário de perguntas tivesse que optar entre uma etnia indígena, ser afro-boliviano ou marcar “ninguno” (nenhum). O tiro saiu pela culatra, pois os mestiços adotaram a opção “ninguno”, que chegou a quase 70% no resultado e a população auto-declarada índia reduziu em relação ao censo anterior pondo abaixo o argumento central que o governo marxista usou para transformar a Bolívia num Estado plurinacional indígena.

Enquanto na Bolívia o comunismo vai implementando a Desmestiçagem pela transformação de mestiços em índios, no Brasil o petismo a promove tentando transformar oficialmente mestiços em negros, através de instrumentos como o Estatuto da Igualdade Racial e o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3). Os direitos especiais que a legislação brasileira dispõe para os índios tem provocado também a Desmestiçagem pela indianização, às vezes até pelo “ressurgimento” de povos considerados extintos há séculos.

Políticas no mesmo sentido vêm ocorrendo em países como México, Colômbia, Nicarágua, Equador, Venezuela, Honduras, Uruguai, Chile e Argentina.

A Desmestiçagem vem sendo financiada por organizações não governamentais multiculturalistas que interagem com governos e que vêm tendo influência sobre as políticas culturais e étnicas da Organização das Nações Unidas.

Estas ONGs atuam de forma a ocupar espaços nas instituições públicas e meios acadêmicos a fim de firmar sua ideologia racista não só como respeitável, mas como imperativa.

Com este fim, bancam cursos de pós-graduação para estudantes de antropologia e de outras áreas de seu interesse de modo que os futuros profissionais venham a ocupar os cargos de decisão das instituições responsáveis pela administração de políticas raciais e étnicas.

A ideologia da Desmestiçagem tem sua origem no verwoerdismo, a ideologia que estabeleceu o apartheid sul-africano e que repintada vem se firmando no Brasil através do branco-indigenismo e outras ideologias segregacionistas.

Leão Alves é secretário geral do Nação Mestiça.

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Julian Assange, fundador do Wikileaks, conta que toda nossa vida é controlada via Google

07/02/2013

Refugiado na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange, fundador do Wikileaks, recebeu o jornalista Jamil Chade, correspondente do Estado de S. Paulo, para falar sobre sei livro Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet, que está sendo lançado no Brasil pela Boitempo Editorial.

Na entrevista, ele disse que um dos principais problemas da América Latina é a concentração da mídia. “No Brasil, seis famílias controlam 70% da informação”.

http://www.folhademaringa.com.br/no-brasil-seis-familias-controlam-70-da-informacao-diz-fundador-do-wikileaks/