O que é cinema

O Cinema faz parte da indústria do entretenimento, como o circo, o carnaval (que também é industrializado), a televisão, o videogame, o teatro (o mais antigo), megashows, e, os casinos.


A Indústria do Cinema é extremamente profissionalizada. Seu ponto crucial é a distribuição: De pouco vale alguém imprimir um livro em uma gráfica e nenhuma livraria aceitar vendê-lo. Pouco adianta rodar um filme e não conseguir distribuí-lo. Este é o ponto forte dos 6 grandes estúdios (6 major studios).


A Indústria Cinematográfica funciona como qualquer outra grande indústria:

  • Tem o seu Setor de Folha de Pagamento, de Finanças, de Relação com Investidores, seu Departamento de Pessoal, de Pesquisa de Mercado, de Publicidade e Marketing; contrai empréstimos em bancos; tem ações em bolsa de valores, e, mantém a sua banca
    de advogados.

  • Todas as empresas de cinema, como as de qualquer outro setor da economia americana têm problemas com o Departamento do Comércio dos EUA..
    Como exemplo, qualquer compra de uma empresa por outra passa pela aprovação do departamento do comércio para ver se não fere as leis antitruste, como o caso atual da compra da Fox pela Disney/Buena Vista.
    Assim, como um exemplo, a indústria cinematográfica não pode possuir salas de exibição de filmes desde 1947, pois isto seria formar um monopólio.

  • Todas as seis grandes empresas cinematográficas dos EUA, (6 Major Studios), hoje existentes em Los Angeles, e em seus arredores, pertencem a grandes conglomerados de empresas, e, juntas com a Lionsgate, arrecadam 90 por cento da bilheteria das 4.500 salas de cinema nos EUA, quase todas em shopping centers e todos digitais.

  • As imagens são transmitidas, instantaneamente, via satélite, para as salas de cinema sem a necessidade de impressão de milhares de cópias de filmes a US 5,000.00 cada, e, sem necessidade de transporte de milhares de latas de filmes para os 9 milhões de km2 dos EUA.
    Como toda grande indústria, a indústria cinematográfica tem suas falsificações chinesas e indianas (as maiores).

  • Há ainda, mundo afora, malucos amadores que fazem filmes de fundo de quintal até hoje, pegando juros altos em bancos, e, de maneira improvisada, e, que estão cada vez mais raros.
    Quem não entende que o Cinema funciona como uma indústria como qualquer outra, é analfabeto de pai e de mãe em relação a Cinema.

  • As seis grandes (MAJOR) empresas de cinema, atualmente, estão situadas:
    Em Hollywood, Los Angeles, Califórnia – a Paramount.
    Em Los Angeles (Century City) – a Fox.
    Nos arredores de Los Angeles estão – a Disney/Buena Vista, Warner, Universal, e, a Sony/Columbia.

  • Cada uma das grandes empresas da indústria de cinema procura ocupar todos os espaços do setor de entretenimento por imagem:
    A tendência é todas terem tem sua rede de TV, (hoje, totalmente digital, nos EUA), sua TV a cabo, TV parabólica, sua divisão de videogame, de música, de Home-Vídeo, de desenho animado, de distribuição de filmes, de produtos derivados dos filmes como camisetas etc., seu resort, e, seu parque de diversões temáticos.

  • Com isto, seus filmes são distribuídos das mais diferentes formas, e, não só nas salas de cinema, além de melhorar o relacionamento com o cliente.
    Como os demais setores da economia, hoje, a relação com o cliente conta muito: visitas aos estúdios e aos parques dos estúdios são estimuladas.
    Roupa de Super Homem e merchandising em geral ajudam no relacionamento com os clientes.

  • O cinema também é indústria como qualquer outra também em relação aos sindicatos: hoje não se pode mais trabalhar sobre contrato, e, os atores trabalham como freelancer, o que tornou poderosos os agentes de talento que vendem pacotes às empresas produtoras de filmes.

  • Quem entende e gosta de cinema sabe que o começo da indústria não foi fácil, sendo por isto, ligado à história do cinema, aos seus heróis, e, aos seus pioneiros.

  • Tem-se sempre uma dívida de gratidão com aqueles malucos que cruzaram a América de trem, numa viajem de 5.000 km, para vir parar em um loteamento novo, e ali, na pobreza no meio dos porcos, e filmando na rua, por não ter luz elétrica, corriam pelas ruas de Hollywood e arredores, onde os ainda poucos moradores assustados começaram, por causa das correrias na Sunset, Melrose, Glendale, Silver Lake, e, na Prospect, chamarem-nos de “THE MOVIES”.

  • Não havia a menor chance, a menor lógica, a menor possibilidade econômica, política, técnica, financeira ou qualquer outra possibilidade de dar certo, em 1911, naquele fim de mundo, na esquina da SUNSET BOULEVARD com NORTH GOWER STREET, convencer atores e atrizes da Broadway, em Nova Iorque, a virem de trem para aquele fim de mundo, e, depois de produzido o filme, embarcar latas de filmes em trens para viajarem 5.000 km para serem exibidos em Nova York. Não havia a menor chance daquela loucura dar certo.

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