0 – A Teologia da Libertação chega ao poder: Lula e PT no governo – Entrevista histórica de Leonardo Boff – O Que é a Teologia Marxista da Libertação de Boff e Frei Beto

Recentemente foi revelado que a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO FOI INVENÇÃO DA KGB inspirada na OLP Organização para a Libertação da Palestina. Foi realmente inventada em Moscou.

Leia antes sobre a KGB e a Teologia da Libertação

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A cruzada religiosa do Kremlin

ESCRITO POR ION MIHAI PACEPA | 30 ABRIL 2013
ARTIGOS – MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

pseudochristiancommunism

Ex-agente soviético afirma: “Khrushchev nomeou “Teologia da Libertação” a nova religião criada pela KGB.”


Novas revelações dos arquivos da KGB sugerem que a “Teologia da Libertação” foi mais bem sucedida que nos sonhos mais ousados de Khrushchev.

Se você pensa que a Rússia se tornou nossa amiga, pense novamente. Não vamos gastar todo o nosso dinheiro em bem-estar e em aquecimento global. A “eleição” do novo patriarca da Rússia em 2009 mostra que ainda precisamos nos defender contra os sonhos imperiais do Kremlin.

Há tempos o Kremlin usa a religião para manipular as pessoas. Os czares utilizaram a Igreja para instilar a obediência doméstica. Os governantes soviéticos apaziguaram a população com a KGB, mas eles sonhavam com a revolução mundial. Depois que a casa já tinha sido acalmada, então eles encarregaram a KGB de trabalhar – através da igreja – para ajudar o Kremlin a expandir sua influência na América Latina. Desde Pedro, o Grande, os czares russos conservam a obsessão de encontrar um meio para entrar no Novo Mundo.

Criar um exército secreto de inteligência formado por servos religiosos, e utilizá-lo para promover os interesses do Kremlin no exterior, foi um trabalho importante para a KGB ao longo dos 27 anos em que fiz parte dela. Centenas de religiosos que não cooperavam foram assassinados ou enviados para os Gulags. Os complacentes foram utilizados. Como não era permitido aos padres serem agentes da KGB, eles assumiram a condição de cooptador ou de agente disfarçado. Um cooptador recebia privilégios da KGB (promoções, viagens internacionais, cigarros e bebidas importados, etc.). Um agente disfarçado gozava dos mesmos privilégios, além de receber um salário suplementar secreto de acordo com a sua posição real ou imaginária na KGB. Para preservar o sigilo, todos os padres que se tornaram cooptadores ou agentes disfarçados eram conhecidos, dentro da KGB, apenas pelos seus codinomes.

Revelações recentes mostram que a KGB continua, como antes, a mesma cruzada religiosa, apesar de a agência ter sido discretamente renomeada – FSB (1)– para promover a ideia de que a criminosa polícia política soviética, que matou mais de 20 milhões de pessoas, tinha sido dissipada pelos ventos da mudança.

No dia 5 de dezembro de 2008, morreu o patriarca russo Aleksi II. A KGB o conduziu sob o codinome “DROSDOV” e o premiou com Certificado de Honra, como mostra um arquivo da KGB acidentalmente deixado para trás na Estônia (2). Pela primeira vez na história a Rússia poderia agora eleger democraticamente um novo patriarca.

Em 27 de janeiro de 2009, os 700 delegados sinodais reunidos em Moscou foram presenteados com uma lista fechada com 3 candidatos. Todos, no entanto, pertenciam ao exército secreto da KGB: o metropolitano Kirill, de Smolensk, trabalhou para a KGB sob o codinome “MIKHAYLOV”; o Filaret, metropolitano de Minsk, foi identificado como tendo trabalhado para a KGB sob o codinome “OSTROVSKY”; e o Kliment, metropolitano de Kaluga, foi recentemente descoberto, tinha sido listado com o codinome “TOPAZ” [3].

Os sinos da Catedral de Cristo Salvador anunciaram em Moscou que um novo patriarca tinha sido eleito. O metropolitano Kirill, também conhecido como “MIKHAYLOV”, havia sido o vencedor. Provavelmente a KGB/FSB o considerou em uma condição melhor para executar seus projetos internacionais, domínio no qual ele concentrou seus esforços durante a maior parte de sua vida profissional. Em 1971, a KGB o enviou a Genebra (Suíça) como representante da Igreja Ortodoxa Russa no Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a maior organização ecumênica internacional depois do Vaticano, que representa aproximadamente 550 milhões de cristãos de várias denominações em 120 países. ( N. do E.: O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), desde que surgiu, representa apenas os inúmeros agentes da esquerda infiltrados em denominações cristãs diversas, que, com o apoio de milhares de idiotas úteis, endossam e fomentam, além do mais relativista e caótico liberalismo teológico, movimentos subversivos de toda espécie, incluindo aí terroristas, bem como toda a agenda do marxismo cultural: aborto, gayzismo, feminismo, etc.) O objetivo era usar sua posição no CMI para espalhar a doutrina da Teologia da Libertação – um movimento religioso marxista que nasceu na KGB – pela América Latina. Em 1975, a KGB infiltrou “MIKHAYLOV” no Comitê Central do CMI, e em 1989 a KGB o apontou como presidente de relações internacionais do patriarcado russo – posições que ele mantinha quando foi “eleito” patriarca. De fato, no seu discurso de posse ”MIKHAYLOV” anunciou que fundaria canais de televisão religiosos na Rússia que fariam transmissões internacionais.

O fato de “MIKHAYLOV” ser um bilionário provavelmente também o fez mais apropriado para a Rússia, que agora é conduzida por uma cleptocracia da KGB – meu antigo colega da KGB, Vladimir Putin, que é co-proprietário de reservas de gás da Rússia, tornou-se um dos homens mais ricos da Europa. Por sua vez, “MIKHAYLOV” foi incluído no mercado livre de tabaco. A licença foi concedida a ele pelo governo Putin, que é composto, sobretudo, por antigos oficiais da KGB [4].

Meu primeiro contato com o empenho da KGB de utilizar a religião para ampliar a influência estrangeira do Kremlin aconteceu em 1959. “A religião é o ópio do povo” [5]. Eu ouvi Nikita Khrushchev dizer, citando a famosa máxima de Marx, “então vamos dar-lhes ópio”. O líder soviético veio a Bucareste junto com o seu principal espião, o General Sakharovsky, meu chefe de facto naquele tempo, que em 1949 tinha criado a “Securitate”, o equivalente romeno da KGB, e que se tornou seu primeiro conselheiro soviético. Khrushchev queria discutir um plano para assumir o oeste de Berlim, que havia se tornado uma rota de fuga através da qual mais de 3 milhões de europeus do leste fugiram para o Ocidente.

Naquele tempo eu era o chefe interino da Missão Romena na Alemanha Ocidental e chefe da estação de inteligência romena lá. Como um “especialista em Alemanha”, eu participava da maioria das discussões. “Nós chegaremos a Berlim”, Khrushchev nos assegurou. Sua “arma secreta” era Cuba. “Quando os yankeessouberem que estamos em Cuba eles vão esquecer que estamos no oeste berlinense, e nós o tomaremos. Então usaremos Cuba como trampolim para lançar uma religião concebida pela KGB na América Latina”, retratada por Khrushchev como uma fortaleza já cercada que logo se renderia ao Kremlin. Complexo? Absolutamente, mas é assim que a mente de tiranos comunistas funciona.

Khrushchev nomeou “Teologia da Libertação” a nova religião criada pela KGB. A inclinação dela para a “libertação” foi herdada da KGB, que mais tarde criou a Organização para a “Libertação” da Palestina (OLP), o Exército de “Libertação” Nacional da Colômbia (ELN), e o Exército de “Libertação” Nacional da Bolívia. A Romênia era um país latino, e Khrushchev queria nossa “visão latina” sobre sua nova guerra de “libertação” religiosa. Ele também nos queria para enviar alguns padres que eram cooptadores ou agentes disfarçados para a América Latina – queria ver como “nós” poderíamos tornar palatável para aquela parte do mundo a sua nova Teologia da Libertação. Khrushchev obteve o nosso melhor esforço.

Lançar uma nova religião foi um evento histórico, e a KGB tinha se preparado cuidadosamente para isso. Naquele momento a KGB estava construindo uma nova organização religiosa internacional em Praga, chamada “Christian Peace Conference” (CPC), cujo objetivo seria espalhar a Teologia da Libertação pela América Latina. Diferentemente da Europa, a América Latina daqueles anos ainda não havia sido picada pelo besouro marxista. A maioria dos latino-americanos era pobre, camponeses devotos que tinham aceitado ostatus quo. A KGB pretendia infiltrar o marxismo naqueles países com a ajuda da “Christian Peace Conference”, que foi concebida para calmamente incitar os pastores a lutarem contra a “pobreza institucionalizada”.

Nós, romenos, contribuímos com o CPC com um pequeno exército de cooptadores e oficiais disfarçados. Para preservar o sigilo total da operação, nós também recebemos ordem para transformar todas as nossas organizações religiosas envolvidas em questão de assunto internacional dentro de entidades secretas de inteligência.

O novo CPC era subordinado ao respeitável Conselho Mundial da Paz (CMP) – outra criação da KGB, fundado em 1949 e agora sediado também em Praga. Quando ainda era um jovem oficial de inteligência, eu trabalhei para o CMP, e mais tarde dirigi suas operações romenas. Era genuinamente a KGB. Em 1989, quando a União Soviética estava à beira de um colapso, o CMP admitiu publicamente que 90% do seu dinheiro tinha vindo da KGB [6].

O CMP publicou um periódico francês – “Courier de la Paix” – impresso em Moscou. O “Christian Peace Conference” publicou um periódico em inglês, “CPC INFORMATION”, editado pela KGB, que apresentou o CPC ao mundo como uma organização global ecumênica preocupada com os problemas da paz. O objetivo secreto do CPC, no entanto, era incitar o ódio contra o capitalismo e contra o consumismo na América Latina, e espalhar a Teologia da Libertação naquela parte do mundo.

Até pouco tempo eu acreditava que a “Teologia da Libertação” havia sido apenas mais um projeto descuidado de Khrushchev que desceria junto com ele pelo ralo da história. Novas revelações dos arquivos da KGB, no entanto, sugerem que a “Teologia da Libertação” foi mais bem sucedida que nos sonhos mais ousados de Khrushchev.

Em 1968, o CPC – criado pela KGB – foi capaz de dirigir um grupo de bispos esquerdistas sul-americanos na realização de uma Conferência de Bispos Latino-americanos em Medellín, na Colômbia. O propósito oficial da Conferência era superar a pobreza. O objetivo não declarado foi reconhecer um novo movimento religioso, que encorajasse o pobre a se rebelar contra a “violência da pobreza institucionalizada”, e recomendá-lo ao Conselho Mundial de Igrejas para aprovação oficial. A Conferência de Medellín fez os dois. Também engoliu o nome de nascimento dado pela KGB: “Teologia da Libertação”.

A “Teologia da Libertação” foi então formalmente apresentada ao mundo pelo Conselho Mundial de Igrejas. Revelações mostram que todo o exército de cooptadores e de oficiais disfarçados da KGB foi enviado de Moscou para ajudar [7].

Aqui estão alguns extratos de documentos originais da KGB conhecidos como “Arquivo Mitrokhin” (descrito pelo FBI como o mais completo e amplo já recebido de qualquer fonte), e dos documentos do Politburo liberados pelo padre Gleb Yakumin, vice-presidente da comissão parlamentar russa que investigou a manipulação da igreja promovida pela KGB.


Agosto 1969
Agentes “Svyatoslav”, “Adamant”, “Altar”, “Magister”, “Roschin”, e “Zemnogorsky” foram enviados pela KGB até a Inglaterra para participarem no trabalho do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas. A agência [KGB] manobrou para frustrar atividade hostil [contra a Teologia da Libertação], e o agente “Kuznetsov” manejou para penetrar o diretório do CMI.
“ADAMANT”, que comandou este grupo de assalto da KGB, era o Metropolitano Nikodim. “KUZNETSOV” era Aleksey Buyevsky, secretário leigo do departamento de relações internacionais do patriarcado, comandado por Nikodim.


Fevereiro 1972
Agentes “Svyatoslav” e “Mikhailov” foram para a Nova Zelândia e Austrália para sessões do Comitê Central do CMI.
Como indicado anteriormente, “MIKHAYLOV” é Kirill, o patriarca da Rússia.


Julho 1983
47 agentes de órgãos da KGB entre autoridades religiosas, clero e pessoal técnico da delegação da URSS foram enviados para Vancouver (Canadá) para a 6a Assembleia Geral do CMI.

Agosto 1989O Comitê Central do CMI organizou uma sessão especial sobre perestroika. … Agora a agenda do CMI é também nossa [8].
O “Arquivo Mitrokhin”, contendo cerca de 25 mil páginas de documentos da KGB altamente confidenciais, representa uma parte minúscula do arquivo completo da KGB, estimado em aproximadamente 27 bilhões de páginas (a “Stasi” da Alemanha Oriental tem 3 bilhões). Se este arquivo da KGB for realmente aberto sem ser higienizado, ele contará a verdadeira e assustadora história.

Em 1984, o Papa João Paulo II encarregou a Congregação para a Doutrina da Fé, conduzida pelo Cardeal Joseph Ratzinger, agora Papa Bento XVI, de preparar uma análise da “Teologia da Libertação”. O estudo devastador apresentou a “Teologia da Libertação” como uma combinação de “luta de classes” e “Marxismo violento” [9], dando nela um sério golpe.

A “Teologia da Libertação” – criada pela KGB – está ainda aumentando suas raízes na Venezuela, Bolívia, Honduras e Nicarágua, onde camponeses apoiam as tentativas dos ditadores marxistas Hugo Chávez, Evo Morales, Manuel Zelaya e Daniel Ortega de transformarem os seus países em ditaduras policiais de tipo KGB. Há poucos meses a Venezuela e a Bolívia expulsaram – na mesma semana – os embaixadores dos Estados Unidos, e apelaram à proteção militar russa. Embarcações militares e bombardeiros russos estão agora de volta a Cuba – e novamente na Venezuela – pela primeira vez desde a crise dos mísseis cubana. O Brasil, a décima maior economia do mundo, parece estar seguindo os passos do seu governante marxista, Lula da Silva, que em 1980 criou o “Partido dos Trabalhadores” (PT), um clone do Partido Trabalhador da Romênia Comunista. Com a recente inclusão da Argentina, onde a presidente, Christina Fernandez de Kirchner, está conduzindo o país a uma dobra marxista, o mapa da América Latina aparece, sobretudo, em vermelho.

Quando a “Teologia da Libertação” foi lançada no mundo, a KGB era um Estado dentro do Estado. Agora a KGB É o Estado. Mais de 6 mil antigos oficiais da KGB são membros dos governos local e federal da Rússia, e 70% de suas atuais figuras políticas tinham associações, de uma maneira ou de outra, com a KGB [10].

Logo que moveu seus quadros para dentro do Kremlin, a “nova” KGB/FSB decidiu enviar armas nucleares para armar a teocracia religiosa anti-americana que governa o Irã. Ao mesmo tempo, centenas de técnicos russos começaram a ajudar “mullahs” iranianos a desenvolver mísseis de longo alcance que podem carregar ogivas nucleares ou bacteriológicas a qualquer lugar do Oriente Médio e da Europa [11].

A antiga manipulação da religião promovida pela KGB se transformou em uma política externa letal da Rússia.

Notas:

[1]. Federalnaya Sluzhba Bezopasnost, Serviço de Segurança Federal da Federação Russa.

[2]. Seamus Martin, “Russian Patriarch was KGB agent, Files Say”. The Irish Times, 23 de Setembro, 2000. Publicado em [http://www.orthodox.net/russia/2000-09-23-irish-times.html].

[3]. “Russian Orthodox Church chooses between ‘ex-KGB candidates’ as patriarch,” Times Online, January 26, 2009. Christopher Andrew e Vasily Mitrokhin, The Mitrokhin Archive and the secret history of the KGB (New York, Basic Books, 1999).

[4]. Patriarca Kirril (Gunialev) [http://www.russia-ic.com/people/general/328/].

[5]. Karl Marx, “Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”, 1843, que foi lançado um ano depois no próprio jornal de Marx, Deutsch-Französische Jahrbücher, uma colaboração com Arnold Ruge.

[6]. Herbert Romerstein, Soviet Active Measures and Propaganda, Mackenzie Institute Paper no. 17 (Toronto, 1989), pp. 14-15, 25-26. WPC Peace Courier, 1989, no. 4, in Andrew and Gordievsky, KGB, p. 629.

[7]. “Manipulation of the Russian Orthodox Church & the World Council of Churches,” publicado em [http://intellit.muskingum.edu/russia_folder/pcw_era/sect_16e.htm].

[8]. New Times (revista secreta da KGB publicada em inglês para consumo no Ocidente), Julho 25-31, ed. 1989.

[9]. “Liberation Theology by Joseph Cardinal Ratzinger,” Ratzinger Home Page, publicado em [http://www.christengom-awake.org/pages/ratzinger/liberationtheol.htm].

[10]. De acordo com Gary Kasparov, “KGB State,” parte das posições governamentais russas é ocupada por antigos oficiais da KGB. The Wall Street Journal, September 18, 2003, encontrado em [http://online.wsj.com/article_print/0,,SB10638498253262300,00.html].

[11]. William Safire, “Testing Putin on Iran, The New York Times, May 23, 2002, internet edition.

ionmihaipacepa

Ion Mihai Pacepa (Lt. Gen. R) é o mais alto funcionário do bloco soviético ao qual foi concedido asilo político nos Estados Unidos. No Natal de 1989, Ceausescu e sua mulher foram executados depois de um julgamento – as acusações presentes no processo foram publicadas quase que palavra-por-palavra no livro de Pacepa, “Red Horizons”, posteriormente traduzido para 27 idiomas.

 

Publicado na FrontPage Magazine em junho de 2009.

Essa Radiobras é do PT.

http://www.radiobras.gov.br/especiais/boff/boff_capa.htm
1 de dezembro de 2003

Igreja da Libertação chegou ao poder, diz Boff
Participante da Conferência Nacional do Meio Ambiente, teólogo fala à Agência Brasil
sobre evolução, fé e política – e o que tudo isso tem a ver com ecologia

Spensy Pimentel/ABrBrasília – Teólogo, filósofo, antropólogo, místico e… ecologista. Membro da Comissão de Honra da 1a Conferência Nacional do Meio Ambiente, Leonardo Boff, 64, exercitou no último fim de semana essa última faceta, menos conhecida do grande público, mas nem tão surpreendente para quem acompanha a evolução de seu pensamento em mais de 60 livros – quatro só em 2002, e cinco em 2001.“Deus é aquele elo que faz com que o meio ambiente seja um ambiente inteiro”, responde, rápido, quando lhe perguntam o que tem religião a ver com ecologia. Ecologia ambiental, social e mental, que evolui para a “ecologia integral”, segundo um de seus escritos. O fenômeno, segundo Boff, surge quando os primeiros astronautas enxergam lá do espaço a Terra aqui embaixo e percebem, enfim, que estamos todos no mesmo barco.Neto de imigrantes italianos, nascido em Concórdia (SC) de pai professor e mãe “roceira”, tornou-se doutor em teologia e filosofia pela Universidade de Munique. Depois de 33 anos de ordenação, Boff desligou-se da Igreja Católica em 1992, mas não abandonou o trabalho de divulgação da “igreja da Libertação”, que ele considera fruto da primeira teologia surgida na periferia do “Império Cristão”.Hoje, com velhos amigos como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no governo, Boff considera que a Libertação chegou ao poder. Na entrevista a seguir, concedida no sábado à noite, na Universidade de Brasília, onde aconteceu a conferência, ele fala da responsabilidade ética desse grupo e da “mediocridade” na condução atual da igreja Católica, entre outros temas.

Agência Brasil – O sr. dizia, em sua palestra na Conferência do Meio Ambiente, que o ancestral do homem surgiu simultaneamente com as primeiras flores…

Leonardo Boff – É um fato da evolução que, quando surgiu aquele mamífero que não tinha mais que o tamanho de um coelho e vivia no topo das altas árvores 70 milhões de anos atrás, ele surgiu exatamente no momento em que as plantas, que eram todas verdes, começaram a se enrolar sobre si mesmas e apareceram as cores e, a partir das cores, as flores.

Não é uma coincidência, porque nada é coincidência no processo de evolução. Tudo tem algum propósito secreto. O nosso ancestral mamífero, que depois deu origem aos primatas, aos antropóides, até chegar a nós, era um ser complexo, que ia ser portador de consciência, inteligência, amorosidade. Como que o universo inteiro se alegrou com isso e ofereceu um ramalhete de flores. E esse ser é o nosso ancestral humano. Nós não somos o centro do universo, porque somos um elo da imensa cadeia de vida, mas somos seguramente, dos seres que nós conhecemos, o mais complexo.

Então, o universo dá uma manifestação da grandeza dessa erupção presenteando o ser humano com as flores. Esse ancestral só se alimentava de flores e de brotos. Ele vivia no tronco das grandes árvores e assim escapava dos dinossauros. Quando os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos, eles puderam descer e fazer a evolução que culminou na espécie humana.

ABr – Que importância o sr. enxerga nesta Conferência do Meio Ambiente?

Boff – Primeiro, este congresso é a culminância de toda uma mobilização na sociedade civil, em todos os estados, grupos de reflexão, grupos ecologistas, escolas. Cerca de 5 milhões de meninos e meninas, mais de 65 mil pessoas adultas discutiram. Esse congresso recolhe os frutos dessa enorme fermentação de idéias. Esse momento é democrático, vem de baixo para cima. É importante porque a ecologia se torna efetiva, e a preservação dos ecossistemas é feita na medida em que as pessoas se sensibilizam, sentem na pele, amam a natureza, lamentam os seus riscos, se comprometem na sua regeneração. Esse processo é pedagogicamente muito interessante e é um exercício de democracia participativa.

Segundo, porque se realiza aqui, em Brasília, onde representantes do país inteiro se encontram, trocam experiências. Cresce o sentimento de pertença, de que eles não estão isolados lá nas lutas locais, mas que são elo de um imenso movimento e têm preocupações parecidas, tem convergências nos objetivos que querem e aqui podem colocar em comum, fazer um amarramento das questões de base, para que o governo sancione essas decisões e faça política de estado.

Aqui temos uma estratégia política nova, democrática, de envolvimento, com capacidade de criar sujeitos que vão realizar aquilo que vai ser decidido aqui em cima lá nas suas bases, para que o movimento ecológico e ambientalista se transforme numa cultura brasileira. Que não seja deste ou daquele movimento. Que seja incorporado como um valor que todos os movimentos vão assumir, e o estado cria o quadro de legitimidade, de apoio para a preservação do nosso país, daí o lema, “Cuidando do Brasil”.

ABr – Professor, como herdeiro da tradição cristã, como o sr. vê este momento do pensamento ecológico?Boff – O cristianismo tem uma função ambígua no pensamento ecológico. Por um lado, ele reforçou o antropocentrismo, que é a primeira página do Gênesis: dominai a terra, submetei os animais – é a posição do ser humano como rei e rainha da criação. Essa visão reforçou uma atitude adâmica, de estar por cima das coisas, dominá-las, fazê-las propriedades suas, tratar a natureza a seu bel prazer.

Mas, essa é uma página da Bíblia. A segunda página, que é o capítulo segundo do Gênesis, coloca o ser humano no Jardim do Éden com a missão de cuidar, de ser o jardineiro. Como todo jardineiro, ele sabe tratar as coisas, limpar as ervas daninhas, incentivar o crescimento e a beleza da natureza. Ele tem uma responsabilidade ética.

Essa tradição não foi desenvolvida na nossa cultura. Hoje, devido à crise ecológica, resgatamos essa dimensão, fazemos uma autocrítica ao Cristianismo: ele foi cúmplice da degradação. E devemos nos perguntar: que coisas erradas o cristianismo fez na sua catequese, na formação das consciências, que não ajudou as pessoas a preservarem as plantas, os animais, as águas.

Hoje, o cristianismo é uma das muitas fontes que têm recursos para ajudar o resgate da natureza. Mas, tem que, primeiro, se penitenciar e depois oferecer a sua colaboração. Isso está se dando até junto às Cebs, Comunidades Eclesiais de Base, que estão sendo interpretadas como Cebs – Comunidades Ecológicas de Base. Ali, junto com a fé, a leitura dos textos sagrados, as pessoas aprendem a justiça social, mas também a justiça ecológica, respeitar as águas, não maltratar os animais. Essa combinação de valores faz com que, lá na base da sociedade, haja cristãos que utilizam o capital simbólico do cristianismo para ajudar a superar a crise ecológica.

ABr – O contexto atual é da chegada ao poder de um grupo político muito ligado à organização da base cristã no Brasil. Como o sr. assiste a este momento?

Boff – Eu estou muito feliz, porque a Teologia da Libertação, que nasceu no final dos anos 60 e se consolidou nos anos 70, 80 e até hoje, criou lideranças muito grandes na sociedade. São cristãos que, a partir da fé, militam contra a pobreza, a favor da justiça, comunidades de base, que são mais de um milhão, círculos bíblicos, que são mais de dois milhões. Ajudaram a criar sindicatos, é uma das pilastras que criaram o PT.

Muitas lideranças hoje no governo são crias da igreja. Acho que cinco ministros vêm dessa fermentação da igreja da Libertação. O governador Zeca, do Mato Grosso do Sul também. O governador Jorge Viana foi aluno meu, amigo quando eu trabalhava no Acre durante muitos anos no mês de janeiro, fevereiro. Tanto o irmão dele, Tião, como a Marina Silva são fruto dessa igreja da Libertação, que hoje chegou ao poder e carrega junto o sonho dos cristãos, não só o de criar uma sociedade boa, mas uma antecipação do reino de Deus, o reino da fraternidade, da justiça, do resgate da criação.

É um sonho generoso e de uma densidade ética poderosa, de transparência, de evitar toda mentira, todo engodo, toda manipulação do bem público. É uma contribuição que a Libertação trouxe à sociedade brasileira e que se esperava do cristianismo durante 500 anos. Ele foi cúmplice da colonização como invasão, foi cúmplice da escravidão. Hoje há um cristianismo de libertação, que resgata o sonho de Jesus, que é uma força de mudança. Ela está ajudando a melhorar o país, junto com outras forças políticas sindicais, de outras religiões cristãs ou afro-brasileiras que também assumiram a causa dos pobres.É uma força que garante que alguma coisa vai mudar nesse país.

ABr – Tendo vivido o movimento que resultou nisso tudo, como o sr. assistiu ao refluxo dessas discussões que aconteceu na igreja Católica nos últimos anos?

Boff – Nos anos 80, cardeais como Dom Paulo Evaristo, Dom Aloísio Lorscheider, uma gama de arcebispos, muitos bispos, padres, teólogos, religiosos, milhares de leigos, esse bloco chamado de igreja da libertação recebeu repressão do Vaticano. Era o tempo da Guerra Fria ainda, e eles temiam essa igreja que quer as mudanças sociais, em uma visão mais participativa, democrática. Não era socialista, mas apontava para ideais que o socialismo sempre sustentou, ela podia favorecer os grupos de esquerda marxistas.

Eu mesmo tive que sentar na cadeirinha onde sentaram Galileu Galilei, Giordano Bruno, para defender meu livro “Igreja: Carisma e Poder”, em que aplicava a Teologia da Libertação e dizia que a igreja não é uma instância de libertação. Ela quer libertação na sociedade, mas não a aplica internamente, então ela se desmoraliza. Para ela ser realmente uma igreja de libertação, tem que dar mais liberdade aos leigos, participação às mulheres, respeitar melhor os direitos humanos internamente. Essa mensagem não agradou ao Vaticano. Eu enfrentei um processo judicial e fui punido, silenciado, perdi a cátedra, meus escritos foram proibidos etc.

O efeito disso tudo foi um retrocesso da dimensão eclesiástica da Teologia da Libertação, mas ela caiu na sociedade, foi levada adiante pelos leigos, pelos políticos, pelos sindicatos, que são o caminho mais verdadeiro da libertação. Todas as dioceses que fazem uma opção pelos pobres, contra a pobreza, em favor da justiça têm como referência a teologia da libertação. Ela ganhou foi uma certa invisibilidade institucional, pelo controle a que o Vaticano a submetia. Na sociedade ela cresceu.

Nós não devemos esquecer que o movimento dos sem-terra veio da teologia da libertação. O movimento dos sem-teto, o movimento dos negros, dos meninos e meninas de rua, a CUT, foi tudo criação da igreja da Libertação. Então, ela está viva hoje na sociedade e é patrimônio da cultura de esquerda, da cultura mudancista. Isso é melhor do que ela ser um patrimônio da igreja. Por isso essa teologia continua, ela é viva hoje, e é a primeira grande teologia que nasceu na periferia do Império Cristão, que fala para o centro. Talvez hoje, de todas as teologias, seja a mais viva, a que mais tem a dizer. É a mais lida, na Alemanha, na França, na Itália, na África, na Coréia, na Índia, nos Estados Unidos, na Europa mesmo. É uma teologia que dialoga permanentemente com a crônica do dia-a-dia, da violência, da opressão, da exclusão social, da crítica ao mercado, a crítica à Alça – a esse tipo de Alca que querem criar.

É uma teologia que faz sentido, que ajuda a criar uma visão das coisas, não necessariamente cristã, porque nós não estamos interessados em que haja mais cristãos, estamos interessados em que haja mais cidadãos participativos, sensíveis, justos, lutadores pela libertação dos seres humanos, e o cristianismo como uma fonte geradora de pessoas assim. Isso é que nos interessa, porque Jesus não quis fundar uma nova religião, ele quis criar um homem novo, uma mulher nova. Esse é o propósito dos cristãos, e as igrejas existem é para que surja algo bom dentro da criação e da sociedade.

ABr – Que perspectiva o sr. vê para essa estrutura de poder em que se constitui a igreja católica hoje?

Boff – A tendência, hoje, é o cristianismo conhecer o seu limite interno. Ele é um pedaço do ocidente, que, cada vez mais, é um acidente na história global da humanidade. A chance do cristianismo, na perspectiva global, é ele entrar na teia das relações comunitárias, dos grupos que assimilam a mensagem cristã como uma das fontes que dão sentido à vida junto com o taoísmo, o hinduísmo, as religiões africanas, outras visões que a sociedade produz, que humanizam o ser humano. Que o cristianismo renuncie à arrogância de ser a única que carrega a verdade revelada. Deus não cabe na cabeça cristã, Ele é muito maior, está em todas as pessoas. A função do cristianismo, junto com outras religiões, é alimentar a chama sagrada dentro de cada ser humano, aquele impulso de espiritualidade.

Essa civilização beligerante e violenta com a qual o cristianismo se associou, não apresenta uma agenda positiva para o futuro da humanidade, não desenha um cenário esperançador. O cristianismo tem que se distanciar, fazer a crítica e beber da fonte originária, o movimento de Jesus, antes de ele ser igreja, instituição. Jesus não fundou uma igreja, ele criou o sonho de um reino de Deus, uma humanidade mais integrada na fraternidade, na igualdade, no amor, na capacidade de convivência dos diferentes.

Ou o cristianismo bebe dessa fonte e se recria junto, em diálogo com outras fontes, ou ele, então, fica irrelevante no mundo, fica uma seita do ocidente. Isso seria a pior coisa que aconteceria ao cristianismo. Lamentavelmente, sob esse pontificado de João Paulo II se reforçou enormemente a ocidentalização e a romanização da igreja. O Papa confunde Cracóvia e Roma, duas dimensões da cultura ocidental, com o mundo. Ele mediocrizou o cristianismo, ocidentalizou mais do que tudo o cristianismo, não permitiu um diálogo inter-religioso, não abriu o cristianismo para a ousadia de inovar, levantar grandes sonhos, mas reforçou a instituição ao redor da figura do papa, do bispo, do clérigo, mediocrizou os leigos, marginalizou as mulheres.

O cristianismo institucional calcado sob o poder clerical não está à altura da grandeza do sonho de Jesus. Por isso a igreja da libertação, que pensa esses problemas mais globais, não deixa morrer essa chama e continua, apesar das pressões que sofre, a levantar esse sonho de uma visão mais global da humanidade, dentro da qual o cristianismo tem algo a dizer, que nós supomos que seja bom para aqueles que o acolherem na liberdade.

ABr – Em relação à questão agrária no Brasil, recentemente grupos de latifundiários divulgaram um documento acusando o PT e a igreja de montarem algo como uma frente progressista de desestabilização do campo. Como o sr. vê o posicionamento cristão diante desse tipo de questão?

Boff – A igreja no Brasil, desde os anos 30, teve uma posição uníssona e coerente, sempre apoiou a reforma agrária, ajudou a fundar sindicatos, apoiou os sem-terra e sustenta a bandeira da reforma agrária, apesar de grupos também cristãos e católicos, como a TFP – Tradição, Família e Propriedade -, que estão aí para defender o latifúndio. Quase 90% do clero têm extração do campo, são filhos de colonos. Meu pai era professor de escola, mas a minha mãe era uma roceira.

Nós sentimos na pele o que significa a defesa de justiça na terra. Os latifundistas não erram em acusar a igreja, mas acusam a igreja no melhor que ela tem, que é defender a justiça no campo. Não é possível que 27 mil grandes latifundistas possuam 80% das terras no Brasil e 25 milhões de sem-terra perambulem como abraãos, buscando terra como se no Brasil não houvesse terra. Há um dado objetivo, injusto, que fez com que a Constituição assimilasse na sua letra que a reforma agrária é um preceito constitucional. Não é uma proposta da igreja, hoje é uma proposta oficial de governo, de estado. Discutimos as estratégias de como é feito isso, mas ela tem que ser feita.

A igreja, nisso, nunca se dividiu, e ela é uma força poderosa para sustentar isso. Esse papa, contraditoriamente com a visão conservadora dele, quando fala do Brasil, sempre repete: “sobre a propriedade privada no Brasil, pesa uma hipoteca social”. A propriedade é para o benefício social e não só privado. Deus não vendeu a escritura a ninguém da terra, a terra é um bem da humanidade, nós a dividimos entre nós por interesses escusos. Quando alguém pega um pedacinho de terra porque não tem onde morar, viver e comer, essa ocupação não é invasão, é um direito dele como habitante da terra. É um direito de grau zero de todas as culturas mundiais, que a cultura capitalista esqueceu porque estabeleceu a propriedade privada como valor supremo – e não é: o supremo é a utilização social, comum dos bens. Podemos dividi-los, mas nunca esquecendo que, em caso de necessidade, esse privado está aberto a ajudar os outros.

ABr – Os cristãos também têm se posicionado nesse debate sobre a diminuição da maioridade penal.

Boff – Aí, a igreja teve uma posição sapiencial. Primeiro, um menino de 16 ou 15 anos que comete um crime, isso tem que ser reconhecido como crime. Ele não fez por incúria, fez por todo um processo de desgarramento social e familiar, que deve ser considerado, mas é um crime.

Pessoalmente, acho que, em vez de mandá-los de vez para as prisões, devia haver instituições adequadas onde eles não ficassem apenas três anos, mas que passassem realmente aquilo que a lei manda, penas mais longas. Claro que eles têm direito de ser acompanhados pedagogicamente e não ser jogados junto com o criminoso comum, porque aí seria a melhor escola para fazê-lo um criminoso consumado, seria um erro. Mas, para evitar esse erro, não fazemos nada, só colocamos lá nas Febens para que ele fique três anos e depois seja liberado.

ABr – Como o sr. vê a proximidade de figuras como Frei Betto, Gilberto Carvalho, gente tão próxima dessa tradição cristã, ali no núcleo de poder?

Boff – Nós nos sentimos, pela primeira vez, como pessoas da casa. Até hoje o governo era nosso contraditório, era alvo da nossa crítica, não era de cunho popular, nem fazia políticas sociais que nós queríamos. De repente, os nossos companheiros estão lá. Lula é amigo de caminhada há trinta anos. A Marina (ministra do Meio Ambiente), eu e o meu irmão ajudamos a alfabetizá-la, a criar a cabeça da teologia da libertação nela, da mesma forma a Benedita (ministra da Assistência Social), das lutas nas favelas do Rio. Frei Betto (assessor especial da Presidência) é um irmão, sempre trabalhamos juntos. Gilberto Carvalho (chefe de gabinete de Lula) é uma pessoa de grande espiritualidade e senso ético.

De repente, nós nos sentimos colocados em uma conjuntura de grande responsabilidade. É dado a nós poder ajudar a nação a fazer mudanças fundamentais, e temos quadros de competência para isso. Cometem equívocos aqui e acolá, mas a linha de fundo é verdadeira, o caminho é correto. Ele pode fazer curvas, ter decidas e subidas, eventualmente tropeços, mas é esse, quer dizer, criar políticas sociais, dar centralidade ao povo brasileiro, fazer que a sociedade se crie de baixo para cima e de dentro para fora, contra a lógica comum que era de fora para dentro, de cima para baixo. Isso nos dá esperança de que podemos ajudar na mudança do nosso país.

Agora, nós, que não estamos no poder, temos a função de reforçar as bases. Temos que ficar continuamente chamando o poder para as bases, para que ele fique mais na planície do que no planalto. O poder inclui uma tentação fantástica, porque ele é o arquétipo mais poderoso da alma humana, nos dá a percepção da onipotência, de poder mudar, de poder trazer vida, eventualmente, morte. Esse arquétipo tem que ser tratado com muita sabedoria, para não incorporar patologias, não se substantivar. O poder tem que ser sempre meio, em função da justiça, das mudanças.

A nossa função é, primeiro, de colaboração. Eles são nossos companheiros e estão realizando, pela política, o nosso sonho. Só que o nosso sonho é mais do que o PT, é mais que esse governo, nós queremos um Brasil de outros quinhentos, uma sociedade brasileira muito mais rica. A mediação agora é o PT. Queremos que tudo dê certo, mas, se não der certo, nosso sonho não morre, continua avante, e vamos tentar reconquistar os nosso companheiros para esse sonho maior, de um povo brasileiro integrado e de uma humanidade mais reconciliada consigo mesma. Nós, no nosso experimento civilizatório tão extraordinário, temos muito a dar a uma futura sociedade mundial.

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11 Respostas to “0 – A Teologia da Libertação chega ao poder: Lula e PT no governo – Entrevista histórica de Leonardo Boff – O Que é a Teologia Marxista da Libertação de Boff e Frei Beto”

  1. josemar silva dos santos Says:

    Este texto explica totalmente a CNBB, a PASTORAL DA terra e afins.

  2. milao2003 Says:

    Boff ficou senil! O comunismo acabou no mundo todo!, depois de deixar 140 milhões de mortos assassinados em tempos de paz!, Boff esta tão perturbado que aponta Gilberto de Carvalho, o chefe de gabinete de Lula, como pessoa de grande “espiritualidade” e senso ético, logo Carvalho! que é apontado como mentor do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, exatamente por denunciar o esquema de corrupção que colocou os amigos de Boff no lugar que este agora chama de “em casa”. È a ética da esquerda – nem frei escapa!, ele abandona Deus e Igreja, mas fica com o comunismo assassino!

  3. Rubens Says:

    Olha, até queremos deixar o Lula em paz, mas será que ele quer dar um pouco de paz ao povo brasileiro?

  4. Lyne Mk (@LynemkMk) Says:

    Sei…Lula é mto “cristão”divide 75 milhões de reais entre os seus amiguinhos mensaleiros. Esse cara acaba com comunismo socialismo, esse cara pegou a identidade falsa de rei dos pobres e mentindo se elegeu. ele traiu até a teologia da libertação. Boff acorda, teologia e esse tipo de política caos total. Acho que ele está roubando nosso dinheiro e colocando em contas do exterior para no momento certo aprontar das suas, só pode.

  5. Valter Says:

    Lula deixou a Presidencia do Brasil há mais de dois anos e os radicais não o esquecem, mas tudo por questões partidárias, ou será que esquecem que entre Lula e FHC quem se declarou ateu publicamente foi justamente o FHC. Deixem o Lula em paz, gente !!!

  6. Manofarias Says:

    Ta aí a origem do mal. Tentaram se infiltrar na igreja e fulminá-la. Fundaram e agora caminham lado a lado com o PT, com o socialismo, com a causa de muito sofrimento ao ser humano. Como diziam os papas, são serpentes, peste negra, ateus e destruidores da família e da individualidade do homem

  7. Nicolau Says:

    Leonardo Boff, o tipico Idiota Subdesenvolvido que se encontra ainda no Brasil e na América Latina, o continente vermelho-analfabeto!Comunismo serve só para idiotas, fracassados na vida e até na vida sexual, parasitas, escroques criminosos que não gostam de trabalhar e “intelectuais” burros!

  8. Paulo Says:

    Logo que o papa Leão XIII teve conhecimento dessa doutrina dos revolucionarios – depois chamados comunistas -, final do século XIX emitiu a seguinte sentença e mais 9 papas em seguida a ele em iguais cindenações. Vejamos a sentença dele; OS COMUNISTAS, SOCIALISTA E NIILISTAS SÃO UMA PESTE MORTAL QUE COMO A SERPENTE SE INTRODUZ POR ENTRE AS ARTICULAÇÕES MAIS ÍNTIMAS DA SOCIEDADE HUMANA, E A COLOCA NUM PERIGO EXTREMO – na encíclica “Quod Apostolici Muneris”.
    Como pode um católico o mínimo consciente de sua fé adotar para ser governado por um partido e pessoas materialistas, ateus e extremamente anti Cristo?
    Só se foi alguém que apostasiou à fé, dando-se isso quando vota no PT.

  9. Rubens Janes Says:

    Esse Leonardo Boff não faz a mínima falta para a Igreja Católica; é um comunista convicto. fez bem em se aliar ao PT pois são farinha do mesmo saco e portanto estão cheios de carunchos. Teologia da Libertação não passa de comunismo; bem fez a igreja de afastá-lo para sempre de seus quadros.

  10. Isayas Says:

    EXCLUSÃO DA IGREJA PARA VOTANTES DE SOCIALISTAS/COMUNISTAS = TL/MC

    S. Padre Bento XVI em visita à Alemanha, cidade de Erfurt, antiga Alemanha Oriental comunista, classificou o Socialismo/Comunismo, que dão como subfrutos a Teologia da Libertação/Marxismo Cultural e o NAZISMO de “CHUVAS ÁCIDAS” e a cada um em particular de “PESTE VERMELHA” e “PESTE NEGRA” , respectivamente. O católico que promover, aliar ou votar em candidatos desses partidos ou aliados são automaticamente excluídos da Igreja como apóstatas, e participantes dos pecados oriundos de práticas de todas as leis injustas postas em vigor, sempre que alguém se valer dela por algum motivo, ajuntando mais penalidade às pessoais para o dia do Juízo Final.

    E nesse caso são piores ainda os partidos que têem militância ativa, onde além de todos os meios justificarem os fins, o mentir e dar resultado é uma “virtude” que deve ser imitada. Estou apaixonado pelos 10 mandamentos de Stálin; além de divulgar, farei 1 quadro para por na sala e eles serão o espelho para conferir tudo por aí desses PTs.
    Entrar e ajudar nesses partidos é fazer parceria como satanás, no mínimo.

  11. Eusita Says:

    Meus irmão, para tudo isso que esta acontecendo neste lindo planeta, nós temos uma solução e “JESES CRISTO”, é uma arma poderosicima que podemos usar constantimente a “ORAÇÂO”, é sabemos de seus efeitos , e conhecemos a verdade que “DEUS” é maior que todos este problemas e com fé venceremos em none de Jeses ameeeeeeeeeeeeeee…

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