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21/02/2010

Verdades inconvenientes no Brasil do “faz de conta” – Kristhian Heluy Gomes* 

leia também 

http://www.ternuma.com.br/gpaim1001.htm

A corrupção sempre esteve presente em nossa sociedade — talvez seja o traço mais representativo do caráter do brasileiro. Entretanto, passados 25 anos do fim da ditadura militar, mesmo com toda a liberdade de imprensa hoje existente e a enorme massa de intelectuais e comunicadores de esquerda atuando na mídia e no sistema educacional, nunca conseguiram encontrar ou, pelo menos, divulgar casos de enriquecimento ilícito por parte dos militares que compunham o governo. Não consigo lembrar-me de qualquer dos generais-presidentes que tenha enriquecido durante o regime militar: João Batista Figueiredo, por exemplo, morreu passando dificuldades financeiras.

 Por outro lado, posso listar diversos civis que se locupletaram durante a ditadura e que continuam enriquecendo até hoje, muitos no governo do PT: Roberto Marinho, José Sarney, Jader Barbalho, Paulo Maluf, Edemar Cid Ferreira, ACM, Michel Temer, Renan Calheiros, Édson Lobão, Fernando Sarney, Odebrecht, Andrade Gutierrez, entre muitos outros políticos, empreiteiros e banqueiros que aí estão garantindo a “governabilidade” do Presidente Lula.

 Quanto às liberdades restringidas pelo regime militar, gostaria de fazer uma analogia boba: se tivesse um cão de estimação doente de raiva, furioso, agressivo e na iminência de atacar os demais membros de minha família, primeiro, iria amarrá-lo, amordaçá-lo e isolá-lo — garantindo a segurança —, para, só então, medicá-lo e tratá-lo, até que, com a evolução do tratamento, pudesse ser novamente solto. É como vejo o processo de restrição das liberdades individuais durante a ditadura militar instalada no Brasil.  

Desde a década de 1930, a exemplo de Luís Carlos Prestes e outros, os partidários do comunismo vinham tentando tomar o poder na América Latina, para transformá-la num satélite da União Soviética. No fim da década de 1950, os “camaradas” começaram a radicalizar a “luta revolucionária”, criando e aperfeiçoando células de guerrilha em todo o continente: Cuba, Brasil, Chile, Argentina, Bolívia etc. Tudo com o único objetivo de INSTALAR DITADURAS COMUNISTAS, por meio das idéias de “guerrilha” — muito difundida por Che Guevara e Carlos Marighella — e “subversão” — amplamente propalada pelos soviéticos a partir dos ensinamentos de Sun Tzu em A arte da guerra. Isso foi muito antes do “Golpe Militar de 1964”. 

Alguns dos guerrilheiros/terroristas de esquerda admitem que o objetivo deles era a implantação de ditaduras comunistas, como confessaram, por exemplo, José Anselmo dos Santos (o “Cabo Anselmo”, da VPR) — líder da Revolta dos Marinheiros, de 1964, em entrevista ao Canal Livre/Band de 30.08.2009 — e Daniel Aarão dos Reis Filho (Aarão Reis, da Dissidência da Guanabara) — em declaração à Folha de S.Paulo de 23.09.2001 (grifei): 

“Eu não compartilho da lenda de que no final dos anos 60 e no início dos 70 nós (inclusive eu) fomos o braço armado de uma resistência democrática. Acho isso um mito surgido durante a campanha da anistia. Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática”. 

(Vide http://flanelapaulistana.com/?tag=carlos-marighella-cidadao-paulistano ). 

 

Os militares tomaram o poder em 1964, quando os ideais comunistas já estavam suficientemente avançados no país para propiciar a transformação do Brasil numa nova Cuba, inclusive o então Presidente, João Goulart, era bem afeito ao comunismo, ligado ao PCB e ao PSB, já havendo entre nós diversos grupos de esquerda partidários da “luta armada”. Mas o curioso é que o recrudescimento da ditadura aconteceu de modo gradual, à proporção que os grupos guerrilheiros intensificavam suas ações terroristas e subversivas, introduzindo e desenvolvendo no Brasil modalidades criminosas como explosão de bombas (principalmente contra prédios públicos), assaltos a bancos, carros-fortes e supermercados, seqüestros, julgamentos e execuções sumários — chamados de “justiçamentos”. 

Veja-se que o Ato Institucional n. 5, o temido AI-5, só foi baixado em dezembro de 1968, portanto, quase 5 (cinco) anos após o início do regime. Os Destacamentos de Operação e Informação (DOI/CODI), órgãos centralizadores das investigações e da luta contra-revolucionária, só foram criados no início da década de 1970, após inúmeros atentados praticados pela esquerda, que avançava rapidamente, graças às técnicas guerrilheiras aprendidas em Cuba, e sintetizadas por Marighella em seu violentíssimo Minimanual do Guerrilheiro Urbano. Antes, a descentralização dificultava a obtenção e o processamento das informações pelos órgãos de segurança, comprometendo a eficiência da luta contra o terrorismo. 

Não dava para combater a guerrilha deixando tudo como era antes, todo mundo podendo dizer e fazer o que bem entendesse. Os guerrilheiros eram terroristas que se infiltravam na sociedade, camuflavam-se de cidadãos comuns, professores, estudantes, médicos, advogados, jornalistas etc. Eles não usavam farda, agiam na clandestinidade, difundiam a subversão — no sentido soviético da palavra —, praticavam panfletagem armada, lançando manifestos ao ar durante os atos de terrorismo, mas sempre tiveram a simpatia de setores da mídia, das artes e da educação, porque os “quadros” (componentes dos grupos guerrilheiros) eram “jovens inocentes e indefesos lutando contra a ditadura”. 

De qualquer modo, comparado com as ditaduras comunistas do mundo todo e as de direita implantadas na América do Sul, o regime militar instalado no Brasil entre 1964 e 1984 foi o mais brando de todos: 

I) ainda que sob censura, havia no país diversos jornais e revistas particulares em funcionamento, enquanto nos países comunistas a imprensa era/é estatal, como ocorre em Cuba (onde só circula o jornal Granma), na China, na Rússia e no leste europeu (países em que até a pregação do Evangelho de Jesus Cristo era/é proibida); 

II) os brasileiros não foram proibidos de exercer sua liberdade de culto religioso, não havendo interferência estatal nos ritos católicos, protestantes, umbandistas, espíritas, budistas etc., ao contrário do que houve nas ditaduras comunistas, para as quais, por influência de Marx, “a religião é o ópio do povo”;  

III) não houve perseguição por causa de “opção sexual”. Isso não ocorreu durante a ditadura militar brasileira. Casos de preconceito contra gays, negros, pobres e nordestinos sempre existiram no Brasil, não se podendo dizer que os militares os tenham incentivado. Pelo que sei, à exceção dos homossexuais, que não são, mesmo, aceitos pelas corporações militares, as Forças Armadas são a mais heterogênea e democrática instituição do Brasil, pois, os “milicos” foram os primeiros a aceitar lideranças de todas as etnias, regiões geográficas, religiões e classes sociais, não havendo qualquer distinção interna quanto a esse aspecto. Tanto que, entre os generais que comandaram o regime militar, houve mulatos, brancos, pardos, nordestinos, sulistas, católicos, protestantes, descendentes de europeus, de índios, originários de famílias ricas e tradicionais, e outros de classe média e de famílias pobres. Nas Forças Armadas prevalece a regra do mérito pessoal. 

IV) a ação do militares brasileiros foi focada no combate aos guerrilheiros e terroristas, sendo raríssimos os casos de civis inocentes mortos pela ditadura. Foram mortos aproximadamente 300 (trezentos) guerrilheiros/terroristas — comprovadamente envolvidos com os movimentos armados — e muitos presos políticos foram banidos (portanto, permaneceram vivos), anistiados, absolvidos e os que eram considerados menos perigosos foram devolvidos a seus familiares, principalmente as jovens guerrilheiras, que eram aliciadas pelos subversivos ainda com 17/18 anos de idade. De modo contrário, os comunas “tocaram o horror”: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil). E mais: só em Cuba foram mortos 15.000 civis desarmados, sendo 600 só nos primeiros 5 meses de regime comunista, tendo sido exilados mais de 2.000.000 (dois milhões) de pessoas; 

V) bem ou mal, durante a ditadura militar havia pluripartidarismo no Brasil, ao passo que nos países comunistas só existia/existe um partido: o Comunista; 

VI) os militares brasileiros só ficaram no poder por 20 (vinte) anos, diferentemente de Rússia, Cuba, China, Coréia do Norte e outros, cujas ditaduras duraram/duram mais de 50 (cinqüenta) anos; 

VII) no Brasil, a abertura política foi promovida pelos próprios ditadores, sendo que, desde o fim da década de 1970, os militares começaram a efetivar a transição para o regime dito “democrático”, oportunidade em que houve a anistia de presos políticos, com seu retorno do exílio, a proliferação de sindicatos e criação/recriação de partidos de esquerda, como o PT e outros. Os “milicos” promoveram a abertura porque quiseram, pois quem tem as armas dita as regras. Nesse ponto, lembro-me de um tio meu, coronel reformado do Exército, o qual costuma dizer que os militares não queriam continuar no poder, que eles são doutrinados no sentido de que o governo civil pertence aos civis e as armas, aos militares. 

Desse modo, penso que as tais “liberdades” de que desfrutamos hoje são resultado da luta que os “ditadores militares” travaram no passado contra os guerrilheiros/terroristas da esquerda “revolucionária”, pois, se não fosse a “repressão” ter combatido e vencido os subversivos, hoje haveria no Brasil uma ditadura comunista, dessas que duram 60/70 anos e proíbem todo tipo de liberdade: política, religiosa, econômica, de expressão etc. Foi necessário amarrar e amordaçar o cachorro raivoso, para poder tratá-lo e, depois, devolver-lhe a liberdade. 

O que houve no Brasil foi uma “guerra civil”, idealizada pelos soviéticos, organizada pelos cubanos e efetivada por brasileiros, que, ao final, foram os que perderam suas vidas, muitos jovens iludidos e fanatizados, influenciados por sanguinários como Carlos Marighella, Carlos Lamarca, Joaquim Câmara Ferreira, Che Guevara, Fidel Castro, Vladimir Lenin, Joseph Stalin, Mao Tse-Tung, Pol Pot etc 

Especificamente quanto a Lenin, sua ideologia de luta armada não difere em nada das dos demais “camaradas”, pois foi ele, juntamente com Stalin, quem inaugurou o “Terror Vermelho”, política sistemática de terror contra os “inimigos” do novo governo, publicada oficialmente no Krasnaya Gazeta de 01.09.1918 e posta imediatamente em prática, torturando, espancando, mutilando e assassinando os “suspeitos” de oposição ao regime bolchevique. 

Veja-se o que diz a revista Grandes líderes da história: maiores ditadores (São Paulo: Arte Antiga Editora, p. 18) sobre o “Terror Vermelho” de Lenin: “Alguns eram fuzilados, outros, afogados, enterrados vivos ou retalhados por espadas. Geralmente, as vítimas tinham de cavar sua própria sepultura”. (Grifei). 

Sobre Cuba, cito o seguinte excerto (extraído de http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=politica&artigo=Cuba〈=bra) :

 “A economia socialista nunca funcionou bem em Cuba (aliás, em nenhum lugar do mundo deu resultado), já que sempre precisou do auxílio da antiga URSS, com a qual trocava petróleo por cana-de-açúcar, realizando um dos melhores négocios do mundo. 

Cuba sempre foi sustentada artificialmente pelo bloco soviético. Mas, agora que a ‘mesada’ de Moscou acabou, o ditador foi obrigado a promover reformas capitalistas para sobreviver. Os dados sociais sempre foram ‘maquiados’, nunca correspondendo à realidade das coisas. 

Segundo dados do governo cubano (que não são muito dignos de confiança), a mortalidade infantil de Cuba é uma das menores do mundo. Entretanto, esses dados perdem a consistência quando se analisa a taxa de abortos na ilha. É comum as mulheres fazerem 4 ou 5 abortos antes de terem o primeiro filho. O Estado dá todas as condições para as mulheres praticarem o assassinato intra-uterino, já que o aborto é legalizado. 

Em Cuba existem duas classes sociais: a de Fidel e seus asseclas, e a do resto da população. A primeira vive muito bem, usufruindo de todos os bens de consumo que o dólar pode comprar (Fidel Castro anda de carro Mercedes-Benz, possui mordomo e adora lagostas). 

A segunda é obrigada, por exemplo, a contentar-se com: ½ Kg de carne de porco misturada com soja a cada 15 dias; ½ Kg de carne de vaca e um sabão em pedra a cada 2 meses; 1 par de sapatos a cada 6 meses. 

Os salários, apenas para exemplificar: um engenheiro ganha US$ 40, um jornalista US$ 30 e uma faxineira US$ 5 (não deveriam ganhar a mesma coisa?). Para efeito de comparação, uma refeição nos restaurantes (“paladares”) custa em torno de US$ 20. Taxistas, porteiros e carregadores de hotéis 5 estrelas, prostitutas (Cuba é um dos destinos preferidos do chamado “turismo sexual”) são os que ganham mais, pois recebem gorjetas em dólares. A maioria das pessoas, para não passar fome, faz “bicos” ou trabalha no mercado negro”. 

Só para registrar, antes de Fidel, Cuba possuía a 3ª (terceira) renda per capita da América Latina, hoje, a 15ª (décima quinta). Ademais, lembro-me de uma reportagem feita em Cuba, com a qual fiquei horrorizado, principalmente no momento em que uma professora, com nível superior e tudo, afirmava que, após o expediente escolar, era necessário prostituir-se para ajudar o marido na manutenção da família. 

Sucede, no entanto, que não é “politicamente correto” falar dessas coisas no Brasil do Lula, da Dilma e do PT, no país das maravilhas do “faz de conta”. 

Kristhian Heluy Gomes*

 * Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, servidor público estadual, cristão, brasileiro, maranhense, desconhecido, filho de desconhecidos, “sem parentes importantes”, morador de favela, ficando velho e cansado das mentiras que assolam este “Brasil: um país de todos” (!?!?!?!).

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08/01/2010

A Aliança Renovadora Nacional (ARENA) era um partido político brasileiro criado com a intenção de dar sustentação política ao governo militar instituído a partir da Revolução de 1964 que foi feita para impedir a implantação do comunismo no Brasil.

No programa do partido, adotado em convenção nacional, realizada, em Brasília, em 21 de setembro de 1975, a ARENA assim se posicionou em relação à sua criação e sua existência:

Expressão política da Revolução de Março de 1964, que uniu os brasileiros em geral, contra a ameaça do caos econômico, da corrupção administrativa e da ação radical das minorias ativistas, a ARENA é uma aliança de nosso povo, uma coligação de correntes de opinião, uma aliança nacional“.

Fundada no dia 4 de abril de 1966, a ARENA era um partido político predominantemente conservador. A criação da ARENA se deu em decorrência do Ato Institucional Número Dois, de 27 de outubro de 1965, e do Ato Complementar nº 4, de 20 de novembro de 1965, baixados pelo regime militar, os quais terminaram com o pluripartidarismo existente, naquela época, no Brasil, e extiguiram os 13 partidos políticos legalizados, então existentes no Brasil, e determinaram a implantação do bipartidarismo no Brasil. Seus membros e eleitores eram chamados de “arenistas”.

Em 20 de dezembro de 1979, pela lei nº 6.767, o pluripartidarismo foi restaurado no Brasil, e, a ARENA foi rebatizada de Partido Democrático Social (PDS). Mais tarde, um grupo de políticos do PDS abandonaram o partido e formaram a “Frente liberal”, a qual, depois, tornou-se o Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM. O PDS, posteriormente, mudou o seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), e depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB), que hoje se chama Partido Progressista (PP).

O bipartidarismo gerou, no Brasil, de 1966 a 1979, duas correntes políticas, a situacionista formada pela ARENA e a corrente oposicionista formada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A ARENA era chamada de “A situação” e o MDB de “A oposição”.

Índice:

1 A Revolução de 1964

2 As eleições estaduais de 1965

3 O AI-2 e a criação da ARENA e do MDB

4 As questões sobre a história da ARENA

5 O Programa da ARENA de 1976

6 Conceito de ditadura e bipartidarismo

6.1 Ditadura

6.2 Bipartidarismo

7 A força da ARENA, as leis eleitorais e o “Caso Marcito”

8 Principais líderes da ARENA

9 A ARENA nas eleições de 1968 a 1978

10 De ARENA ao Partido Progressista e os Democratas

11 Ligações externas

12 Bibliografia

A Revolução de 1964:  Na tumultuada cena política de 1964, militares de baixa patente, em especial da Marinha e da Aeronáutica, declaravam seu apoio, em manifestações públicas, aos atos, atitudes e leis de caráter esquerdista do presidente da república João Goulart. Este dava indicações de querer dar um golpe de estado que teria o objetivo de conseguir sua reeleição à presidência e a implantação de um governo mais radical de esquerda ou um governo nos moldes de uma república sindicalista inspirada no peronismo da Argentina. Esse golpe de estado, que se acredita que João Goulart preparava, provocaria mudanças sociais e políticas contundentes no Brasil. Essa atitude de João Goulart desagradava os democratas e católicos no Brasil que não queriam e não querem um regime totalitário ateu no Brasil. Ontem hoje e nunca.

Então, no dia 2 de abril de 1964, o presidente do Congresso Nacional, Senador Auro Soares de Moura Andrade declara vago o cargo de presidente e o vice-presidente da república do Brasil, pois o sr. João Goulart havia se refugiado no Uruguai, na sequência de uma movimento armado iniciado em 31 de março e que contou com apoio da maioria dos governadores dos estados. O General Mourão Filho, que desencadeou o golpe militar em 31 de março de 1964, declarou que o presidente João Goulart fora afastado do poder porque abusava deste, e que os militares iriam defender a Constituição.

Assumiu o poder no Brasil, militares liderados pelo general Humberto de Alencar Castelo Branco que assumiu a presidência da república em 15 de abril de 1964. Os militares mantiveram os 13 partidos políticos existentes e o Congresso Nacional funcionando. Esse governo militar intitulou sua chegada ao poder de Revolução de 31 de março de 1964, (nome dado oficialmente pelo Ato Institucional AI-1 e mantido nos demais atos institucionais), e declarou ter, essa “revolução”, o objetivo de acabar com a subversão e a corrupção. Foram mantidas, a princípio, as eleições presidenciais marcadas para 3 de outubro de 1965, porém preferivelmente sem a presença de candidatos da extrema esquerda, pois Leonel Brizola e outros líderes esquerdistas tinham perdido seus direitos políticos e foram exilados.

Durante as conspirações que resultaram no golpe militar de 1964, Costa e Silva, que aderira na última hora ao golpe, tinha desempenhado o papel de coordenador das tropas golpistas na cidade do Rio de Janeiro, e, após o desenlace do golpe militar, Costa e Silva assumiu o ministério da Guerra e fez gradativamente crescer sua influência até se tornar o principal representante da linha dura do Exército que desejava um endurecimento maior do regime militar. Costa e Silva foi o segundo presidente da república do regime militar sucedendo a Humberto de Alencar Castelo Branco.

Excetuando-se Costa e Silva e alguns outros militares legalistas, a grande maioria dos militares, de alta patente, que participaram do golpe militar de 1964, tinham experiência revolucionária, tendo sido membros do tenentismo e participantes da Revolução de 1930, como Humberto de Alencar Castelo Branco, Emílio Garrastazu Médici e Geisel que chegaram à presidência da república, e também eram ex-tenentes de 1930: Cordeiro de Farias, Eduardo Gomes, Juraci Magalhães e Juarez Távora.

As eleições estaduais de 1965:

Em 3 de outubro de 1965 realizaram-se eleições diretas para eleição de governadores em onze estados. Não foi realizada a já marcada eleição direta para a presidência da República. O mandato do presidente Castelo Branco foi prolongado até 15 de março de 1967. A esta altura, grande parte do entusiasmo popular inicial pela Revolução de 1964 tinha diminuído, a classe média brasileira dos grandes centros urbanos estava em situação financeira difícil e iniciara-se o achatamento salarial resultante do combate à inflação feito em 1964 e em 1965.

Apesar do veto a determinados candidatos por parte da chamada “linha dura das forças armadas”, a oposição triunfou em estados importantes como Guanabara e Minas Gerais, onde saíram vitoriosos dois políticos do PSD (Francisco Negrão de Lima e Israel Pinheiro da Silva respectivamente). Ambos eram ligados ao ex-presidente da república cassado Juscelino Kubitschek, o que preocupou o grupo que pregava a implantação de um regime político autoritário.

O AI-2 e a criação da ARENA e do MDB:

Sob a pressão desse grupo linha-dura ligada a Costa e Silva, e, em virtude da derrota do governo militar nas eleições de 1965 na Guanabara e em Minas Gerais, o presidente Castello Branco baixou o AI-2, em 27 de outubro de 1965, logo após as eleições de 3 de outubro de 1965. Constava, nesse Ato Institucional, a extinção do pluripartidarismo, com a extinção dos 13 partidos políticos existentes no Brasil.

Dizia o AI-2, no seu artigo 18: “Ficam extintos os atuais Partidos Políticos e cancelados os respectivos registros”, Parágrafo único – Para a organização dos novos Partidos são mantidas as exigências da Lei nº 4.740 (Lei Orgânica dos Partidos Políticos), de 15 de julho de 1965, e suas modificações”.

Em seguida ao AI-2, foi baixado o Ato complementar nº 4 de 20 de novembro de 1965, que dizia:

O Presidente da República, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 30 do Ato Institucional nº 2, resolve baixar o seguinte Ato Complementar: Art. 1º Aos membros efetivos do Congresso Nacional, em número não inferior a 120 deputados e 20 senadores, caberá a iniciativa de promover a criação, dentro do prazo de 45 dias, de organizações que terão, nos termos do presente Ato, atribuições de partidos políticos enquanto estes não se constituírem.”

Como a Câmara dos Deputados só dispunha de 350 deputados, matematicamente, só era possível formarem um máximo de 3 partidos políticos. O mesmo para o Senado Federal que tinha apenas 66 senadores.

O AI-2, o Código Eleitoral de 15 de julho de 1965, o Ato Complementar nº 4 de 20 de novembro de 1965, (alterado pelo Ato complementar nº 7, de 31 de janeiro de 1966, e pelo Ato Complementar nº 29, de 26 de dezembro de 1966), e a lei orgânica dos partidos políticos (lei nº 4.740 de 15 de julho de 1965, substituída, em 21 de julho de 1971, pela lei nº 5.682), e que dispunham sobre a organização dos partidos políticos, criaram grandes empecilhos para a formação de partidos políticos no Brasil.

Na prática, somente foi possível formalizar mais uma legenda além da legenda governista, a ARENA (criada em 4 de abril de 1966), que apoiava o regime militar. Foi criado, então, o MDB que faria oposição ao regime militar e cujos membros eram chamados de “emedebistas”. Houve a tentativa por parte de Pedro Aleixo de tentar viabilizar uma terceira legenda, o PDR – Partido Democrático Republicano, mas foi em vão.

A “Lei Orgânica dos Partidos Políticos”, lei nº 5.682 de 1971, no seu artigo 7º, o qual vigorou até 1979, dizia: Só poderá pleitear sua organização, o Partido Político que conte, inicialmente, com 5% (cinco por cento) do eleitorado que haja votado na ultima eleição geral para a Câmara dos Deputados, distribuídos em 7 (sete) ou mais Estados, com o mínimo de 7% (sete por cento) em cada um deles.

A ARENA, cujo primeiro presidente foi o senador gaúcho e udenista Daniel Krieger, foi formada com políticos vindos dos partidos extintos, especialmente o Partido Social Democrático, da UDN, de membros do PL de Raul Pilla, do PSP de Ademar de Barros, do PR que fora fundado por Artur Bernardes, do PRP de Plínio Salgado e do PDC.

A maioria dos líderes municipais nordestinos e dos políticos tradicionais do sul e de São Paulo se filiaram à ARENA. Em Santa Catarina, por exemplo, a tradicional família de políticos, os Konder Reis, ingressou na ARENA. Na Guanabara, a maior parte dos lacerdistas se abrigou no MDB, após o episódio da Frente Ampla, apesar de lacerdistas radicais como Sandra Cavalcanti e Amaral Netto entrarem para ARENA. Por seu lado o MDB abrigou muitos políticos oriundos do antigo PTB, do PSD e do clandestino e ilegal PCB.

As questões sobre a história da ARENA:

Apesar do grande volume de estudos acerca do governo militar no Brasil (1964-1985) pouco se sabe sobre a ARENA. Esta teve grande atuação no período, porém, escassamente abordada. Muitas são as lacunas que permaneceram em relação a história da ARENA devido à falta ou destruição de documentos ou mesmo pela inexistência desses devida a censura imposta ao Brasil, ou mesmo por falta de interesse dos historiadores. Ficam, portanto, dúvidas históricas sobre:

A formação da ARENA:

Os fatores que levaram muitos políticos a apoiar a ditadura militar através da ARENA;

O grau de influência dos militares sobre os políticos da ARENA;

O grau de influência dos políticos da ARENA sobre os militares;

Como os ex-membros do PSD (os pessedistas) e os ex-membros da UDN (os udenistas) se relacionavam dentro da ARENA;

Como a ARENA se posicionava frente ao conflito entre o grupo de militares “linha-dura” e o grupo “castelista” (os seguidores do presidente Castelo Branco);

Até qual ponto os membros da ARENA eram militares e políticos simultaneamente;

Quais foram os verdadeiros motivos do governo militar em adotar um sistema bipartidário;

Os motivos da adesão da grande maioria da UDN à ARENA;

O que levou os ademaristas a aderirem à ARENA, considerando que Ademar de Barros fora cassado pelos militares;

Quais correntes ideológicas permearam o estatuto e o programa da ARENA, e o quanto os influenciaram;

Como os políticos tradicionais influíram no programa revolucionário dos militares;

Se a ARENA era ou não um partido independente em relação ao governo militar.

O Programa da ARENA de 1976:

O último programa de partido político que a ARENA teve foi aprovado por convenção nacional de seus filiados, em 1976, tendo Jarbas Passarinho como relator-geral, e tinha entre seus principais itens:

– A busca de uma democracia representativa, repúdio à corrupção, apoio à soberania nacional, à integridade territorial, à integração nacional e ao desenvolvimento econômico com paz social.

– A opção pela economia de mercado e pelo crescimento econômico acelerado, apoio à correção dos desequilíbrios setoriais e regionais, à ocupação da Amazônia e à reforma agrária.

A força da ARENA, as leis eleitorais e o “Caso Marcito”:

A ARENA elegeu todos os presidentes da república de Costa e Silva a João Figueiredo, sendo derrotado pela primeira vez, nas eleições indiretas para presidente, em 1985, por Tancredo Neves. A ARENA também conseguiu fazer a maioria das cadeiras na Câmara dos Deputados em todas as eleições que disputou: 1966, 1970, 1974 e 1978.

Elegeu, também, todos os Governadores de Estado em todo o período, com a exceção do Estado da Guanabara, em 1970, e, do Estado do Rio de Janeiro, em 1978, sendo que, em ambas as ocasiões, com a eleição indireta de Chagas Freitas pelo MDB. Os territórios (Rondônia, Amapá, Roraima e Fernando de Noronha) eram governados por militares, assim como, na maior parte do tempo, o Distrito Federal, e, muitos municípios considerados “Área de segurança nacional”, tinham seus prefeitos nomeados, não eleitos.

A ARENA também manteve, em todo o período militar, maioria no Congresso Nacional, graças a sua forte presença nos pequenos municípios, e por ter sido beneficiada diretamente por leis eleitorais, como a reforma política chamada de Pacote de Abril de 1977, e outras leis, que aumentaram a representação dos pequenos estados no Congresso Nacional, garantindo a eles, um mínimo de 8 vagas na Câmara dos Deputados. O “Pacote de Abril” (termo cunhado pelo Arcebispo de Olinda e Recife D. Helder Câmara) criou o “senador biônico”, (através da Emenda Constitucional nº 8 de 14 de abril de 1977). O “senador biônico” seria eleito indiretamente. Assim, em 1978, havendo duas vagas a serem disputadas em cada estado, um senador era eleito em eleições diretas e o segundo era eleito por um colégio eleitoral composto pelos “membros da respectiva Assembléia Legislativa e de delegados das Câmaras Municipais do respectivo estado”, forma idêntica a ser usada na escolha do governador de estado, cujo eleição voltou a ser indireta. O apelido “biônico” foi tirado da série de televisão mais popular da época: Cyborg.

A fusão do Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara em 1975, e a criação do Mato Grosso do Sul em 1978, foram apontados como expedientes que ajudaram o partido governista, a ARENA, a se fortalecer. Assim, com a criação do estado do Mato Grosso do Sul, criou-se mais 8 vagas de deputado federal e de 3 senadores em estado pequeno, e, com a extinção da Guanabara, desapareceram as vagas de senadores e deputados federais em um estado francamente emedebista.

A primeira e mais grave discordância entre parte da ARENA e o governo militar se deu, em 1968, no chamado “Caso Marcito”, quando o governo Costa e Silva pediu autorização à Câmara dos Deputados para processar o deputado do MDB Márcio Moreira Alves. Muitos deputados federais arenistas votaram contra a autorização para se processar o deputado “Marcito”. A resposta do governo foi o AI-5 e o fechamento do Congresso Nacional em dezembro de 1968. Este só foi reaberto em outubro de 1969 porque o novo presidente Emílio Garrastazu Médici exigiu que o Congresso Nacional fosse reaberto para sua cerimônia de juramento e posse na presidência da república.

Principais líderes da ARENA:

Vários líderes arenistas já eram importantes próceres políticos do Brasil em 1964, como Auro de Moura Andrade, José Maria Alkmin, Filinto Müller, Vitorino Freire, Gustavo Capanema, Benedito Valadares e Armando Falcão, oriundos do PSD e José de Magalhães Pinto, José Sarney, Abreu Sodré, Adauto Lúcio Cardoso, Aureliano Chaves, Herbert Levy, José Bonifácio Lafayette de Andrada, Rondon Pacheco e Pedro Aleixo, oriundos da UDN.

Tidos como grandes articuladores políticos, a ARENA teve, em seus quadros, Petrônio Portela, Flávio Marcílio, Célio Borja, Nelson Marchesan, Marco Maciel e Prisco Viana. Abrigou também tradicionais políticos nordestinos como Teotônio Vilela (que passou depois para o PMDB), Arnon Afonso de Farias Melo e Dinarte Mariz.

Pertenceram à ARENA, juristas como o citado Célio Borja, Manuel Gonçalves Ferreira Filho e Orlando Zancaner, além do ex-governador de São Paulo Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto.

Alguns eram militares reformados como os “3 coronéis de Ceará”: César Cals, José Adauto Bezerra e Virgílio Távora. Também eram militares reformados: Jarbas Passarinho e Ney Braga. Tiveram também grande influência na ARENA, políticos do estilo “tocador de obra” como Paulo Salim Maluf, Hélio Garcia e Antônio Carlos Magalhães. Outros eram tidos como técnicos experientes, (na época, chamados, pelos emedebistas, de “tecnocratas”), como Antônio Delfim Netto, Roberto Campos e Mário Henrique Simonsen.

Continuam em atividade política até hoje José Sarney, Paulo Salim Maluf, Marco Maciel, Gerson Camata, João Castelo e Eliseu Resende, entre outros.

A ARENA nas eleições de 1968 a 1978:

A estréia da ARENA, em eleições diretas, se deu, em 1968, para prefeituras e câmara de vereadores no Brasil, na qual saiu vencedora contra o seu rival MDB. Em 1970, a ARENA teve sua maior vitória, elegendo o MDB, apenas três senadores. Foi na época do “Milagre Econômico” do presidente Médici. Os líderes do MDB chegaram a pensar na dissolução do partido que quase não teve a votação mínima (20%) para poder continuar existindo. O primeiro presidente do MDB, senador Oscar Passos, que não conseguiu se reeleger senador, em 1970, renunciou ao cargo de presidente do MDB, e passou o comando do MDB ao deputado Ulisses Guimarães.

Em 15 de novembro de 1972, a ARENA vence as eleições municipais na maioria dos municípios. A ARENA tinha diretórios em todos os municípios brasileiros, e, em muitos municípios, apresentava candidato único, ou apresentava sublegendas (até 3) permitidas pela lei eleitoral, lançando 2 ou três candidatos a prefeito no mesmo município, o que acomodava as diversas correntes do partido. Assim, em um município paulista, os janistas (seguidores de Jânio Quadros), podiam usar a ARENA-1 e os ademaristas (ex-membros do PSP de Ademar de Barros) lançarem um candidato pela ARENA-2. As sublegendas foram instituídas, em 29 de novembro de 1966, pelo Ato Complementar nº 26.

O líder ademarista Mário Beni calculou que, em 1972, 65% dos prefeitos eleitos em São Paulo eram oriundos do PSP de Ademar de Barros, e, na sua maioria, estando abrigados na ARENA.

Em 1973, ocorre a crise do petróleo, a alta dos preços e a inflação. A ARENA sofre, então, sua maior derrota nas eleições de 15 de novembro de 1974.

A derrota da Arena em 1974 foi inesperada: O MDB temendo nova derrota eleitoral em 1974, como aquela sofrida em 1970, não se arriscou a lançar seus líderes mais importantes como candidatos ao Senado Federal, colocando-os como candidatos à Câmara dos Deputados onde a eleição era menos disputada. Assim, Ulisses Guimarães não se candidatou ao Senado, nem Tancredo Neves, nem Thales Ramalho, abrindo espaço para jovens políticos como o prefeito de Campinas Orestes Quércia, o prefeito de Juiz de Fora Itamar Franco e o também jovem Marcos Freire, que acabaram sendo eleitos senadores por São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco respectivamente. Em 1974, o MDB elegeu 17 senadores e a ARENA apenas 5.

Para as eleições de 1974, o presidente Geisel liberou os debates na televisão, e, em São Paulo, onde a televisão já atingia quase todos os municípios, o histórico debate entre Orestes Quércia e o candidato da ARENA ao Senado, o ex-governador Carvalho Pinto, tido como franco favorito, foi decisivo para a vitória do MDB.

Isso fez com que Geisel voltasse atrás, e, pela Lei Falcão, (lei nº 6.339, de 1 de julho de 1976), nas eleições de 1978, os candidatos podiam apenas apresentar sua fotografia na televisão. O MDB teve a maioria dos votos em 1978, mas continuou em minoria no Congresso Nacional, especialmente pela força que a ARENA tinha nos pequenos municípios. Isto fez com que o MDB, (chamado, depois de 1980, de PMDB), usasse, a partir de então, a estratégia de atrair arenistas para seus quadros. Assim, em 1982, o PMDB venceu a eleição para governador de Minas Gerais por ter tido como vice na chapa de Tancredo Neves, o ex-arenista Hélio Garcia, profundo conhecedor das pequenas cidades mineiras.

Essa força da ARENA nos pequenos municípios levou o então governador de Minas Gerais, Francelino Pereira a classificar a ARENA como o “maior partido político do ocidente”, e levou Tancredo Neves a chamar os pequenos municípios onde a ARENA sempre ganhava de “grotões”.

Ainda em 1978, a ARENA, pela primeira vez, diz não à indicação, por um presidente da república, de um candidato a governador de estado. Em São Paulo, o indicado pelo presidente Geisel para ser escolhido como governador, por um colégio eleitoral de acordo com as regras do “Pacote de Abril”, havia sido o ex-governador de São Paulo Laudo Natel. Porém, o ex-prefeito da cidade de São Paulo, o ademarista Paulo Salim Maluf, com ostensivo e paciente trabalho de cooptação do apoio de delegados arenistas, vence a convenção da ARENA e é indicado pela ARENA candidato a governador, e é eleito governador com amplo apoio dos ademaristas da ARENA.

A ARENA, geralmente, tinha um discurso de valorização do desenvolvimento econômico e fazendo sempre referências às obras realizadas pelo governo militar, enquanto o MDB reclamava do custo de vida e pedia abertura política. Como se dizia que a ARENA apoiava o governo em tudo, a ARENA recebeu o apelido de “O Partido do Sim Senhor”, enquanto o MDB, por ser contra tudo que o governo militar fazia, era chamado, pelos arenistas, de “O Partido do Não”. O MDB chegou a se opor à construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, chamada, por Franco Montoro, de “obra faraônica”.

De ARENA ao Partido Progressista e os Democratas:

A nova lei orgânica dos partidos políticos, lei nº 6.767, de 20 de dezembro de 1979, que diminuiu as exigências para a criação de partidos políticos no Brasil, permitindo que ressurgisse o pluripartidarismo, impôs a obrigação de as agremiações políticas fazerem constar em seu nome, obrigatoriamente, a palavra “partido”. Acreditam muitos que essa norma foi uma forma que o governo militar encontrou para tentar acabar com o antigo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), atual PMDB, que fazia oposição ao regime militar e estava muito forte naquele momento. O MDB passou então a chamar PMDB, e o desgastado nome ARENA desapareceu, surgindo o PDS, nome inspirado no SPD alemão que estava no poder, naquela época, na antiga Alemanha Ocidental, país de origem da família do presidente Geisel.

O PDS, posteriormente alterou seu nome para Partido Progressista Renovador (PPR), depois para Partido Progressista Brasileiro (PPB) e hoje se chama Partido Progressista (PP).

Logo após a volta do pluripartidarismo, em 12 de fevereiro de 1980, foi criado o Partido Popular (PP), formado por ex-arenistas e ex-emebistas, liderados por José de Magalhães Pinto e Tancredo Neves. Esse partido não chegou a disputar eleições, foi incorporado ao PMDB em 20 de dezembro de 1981. Seus líderes tomaram a decisão de extinguir o PP porque as novas leis eleitorais, aprovadas em 1981, para regularem as eleições de 1982, tornavam difíceis a atuação dos pequenos partidos políticos.

Nas eleições de 1982, o PDS conseguiu fazer a maioria das cadeiras no Congresso Nacional e no colégio eleitoral destinado a eleger o novo presidente da república em 15 de janeiro de 1985. Em 15 de novembro de 1982, o PDS elegeu 12 dos 22 governadores de estado.

Em 1984, surgiu uma dissidência no PDS, denominada “Frente Liberal” que posteriormente tornou-se o partido político PFL, Partido da Frente Liberal, atual Democratas. A Frente Liberal, depois PFL, nasceu de uma dissidência do PDS, aberta quando Paulo Maluf, ex-governador de São Paulo, venceu a disputa interna dentro do PDS, contra o ministro do Interior Mário Andreazza, e foi escolhido, pelo PDS, para ser seu candidato à presidência da República e enfrentar Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985.

Os rebelados do PDS, liderados pelo vice-presidente da República Aureliano Chaves e pelos senadores Marco Maciel e Jorge Bornhausen, entre outros, criaram uma ala dentro do PDS chamada Frente Liberal que viria a ser o embrião do PFL, e que votou em Tancredo Neves no colégio eleitoral. A Frente Liberal resolveu transformar-se em partido, com o nome de PFL. Com o apoio da Frente Liberal, Tancredo Neves foi eleito presidente da república. O vice-presidente de Tancredo Neves foi José Sarney que havia sido presidente do PDS.

Em 2007, o PFL mudou seu nome para Democratas, inspirados no Partido Democrata dos EUA.

Em 2008, o PP, Partido Progressista, sucessor da ARENA, continuava sendo um partido forte nos pequenos municípios como a ARENA o era, obtendo o terceiro lugar, no ranking do TSE dos partidos que elegeram um maior número de prefeitos: O PMDB elegeu, em 2008, 1200 prefeitos, o PSDB 784, e o PP 547 prefeitos. O DEM obteve 497 prefeituras. Juntos PP e DEM, que antes compunham a antiga ARENA, elegeram um total de 1044 prefeitos de um total de 5562 prefeituras. Portanto, atualmente, os sucessores da ARENA, PP e DEM, governam 18,8% dos municípios brasileiros.

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A morte de Márcio Moreira Alves – o homem que xingou o exército e provocou o AI-5O homem culto felicita todos os amigos de 1964 pela morte do marcito – um comuna a menos

03/04/2009

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/aos-72-anos-morre-jornalista-ex-deputado-moreira-alves-432933.shtml

CÂMARA DOS DEPUTADOS SONEGA INFORMAÇÕES: 1968

O Jornal da Câmara, de 2/9/2008 (http://www2.camara.gov.br/jornal – Geral: Câmara dos Deputados, 2 de setembro de 1968), lembra que neste dia, em 1968, o deputado pelo MDB, Márcio Moreira Alves, proferiu um discurso em que atacava a ditadura militar por ter invadido a Universidade de Brasília no dia 29 de agosto. No dia seguinte, 3/9, Moreira Alves voltou à carga e pediu aos pais que boicotassem as festividades do Sete e Setembro, não deixando seus filhos assistirem aos desfiles, e finalizou afimando que o Exército era um “valhacouto de bandidos”. Não se sabe porquê, a gravação original deste “pinga-fogo” de Moreira Alves sumiu misteriosamente da Câmara, segundo afirmou o ex-senador Jarbas Passarinho.

O Jornal da Câmara apresentou a opinião de outros palestrantes, além de Passarinho, que participaram do seminário “Brasil: 1968-2008”, ocorrido no Interlegis/Senado Federal, no dia 26 de agosto, como os historiadores Carlos Fico, da UFRJ, e Estevão de Rezende Martins, da UnB. (Participaram do seminário, ainda, os cientistas políticos Paulo Kramer e David Fleischer, da UnB, e o jornalista José Nêumanne Pinto, do Estadão; o cineasta Wladimir de Carvalho não pôde comparecer ao evento, por estar sofrendo de forte dor de coluna.) Invertendo fatos históricos, Carlos Fico afirmou em sua palestra (a qual eu assisti) que a ditadura militar foi quem promoveu a violência em 1968, não os terroristas, ao invadir a UnB e censurar a peça “Roda Viva” de Chico Buarque, e que a fala de Moreira Alves foi apenas uma deixa para fechar ainda mais o regime. Como se pode deduzir, Carlos Fico, à moda de Habsbawm, analisa a História apenas sob a ótica marxista, pinçando fatos a seu favor.

O ano de 1968 contém uma agenda muito mais ampla e macabra do que a apresentada pelo Jornal da Câmara, que lista apenas 7 datas (a conta do mentiroso…), muito bem escolhidas, ideologicamente falando. Foi um ano em que começaram a proliferar muitos grupos terroristas, especialmente no Rio e em São Paulo, sob as ordens de Cuba, de acordo com o que foi deliberado pela OLAS, em 1966, fundada sob inspiração de Salvador Allende, para “criar vários Vietnãs na América Latina”, segundo afirmou Fidel Castro na ocasião. Com a morte de Che Guevara na Bolívia, em 1967, muitos estudantes latino-americanos queriam ser iguais ao guapo jovem de boina vermelha, que havia se tornado um mito entre a estudantada.

Carlos Fico afirmou, ainda, que não havia necessidade de implantar uma ditadura para combater os grupos terroristas. Que isso poderia ter sido feito dentro do regime democrático. Jarbas Passarinho rebateu o historiador relativista no seminário aludido, afirmando que o habeas corpus, p. ex., mandava soltar terroristas sanguinários, como Carlos Marighela, e que havia, sim, necessidade de endurecimento do governo, com leis especiais, afirmando que a Colômbia “nunca editou seu AI-5” e o resultado aí está: as FARC já aterrorizam toda a nação há 44 anos.

Vejamos quais foram os principais acontecimentos de 1968, que justificaram a criação do AI-5:

No dia 1º de maio, em um comício na Praça da Sé, em São Paulo, o Governador Abreu Sodré e sua comitiva foram expulsos da tribuna, a qual foi utilizada por agitadores para ataques violentos ao Governo militar.

No dia 26 de junho, o soldado do Exército, Mário Kosel Filho, foi explodido pela VPR de Carlos Lamarca em uma guarita do QG do então II Exército, onde tirava serviço de sentinela. Nesse mesmo dia (mera coincidência?), realizava- se no Rio a “passeata dos 100 mil”, reunindo estudantes, padres, artistas, “intelectuais” e outros.

No dia 22 de julho, a VPR rouba 9 FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo.

No dia 10 de agosto, a ALN de Carlos Marighela assalta o trem-pagador Santos-Jundiaí, ação que rendeu ao grupo NCr$ 108.000.000,00 e consolidou sua entrada na luta armada. O ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes Ferreira, foi um dos que participaram daquele assalto, fugindo em seguida com a mulher para Paris, com documentos falsos. Em Paris, o “Ronald Biggs” caboclo viria a participar da Frente Brasileira de Informações (FBI), criada em 1968 em Argel, Argélia, sob inspiração de Miguel Arraes, ligada a organizações de esquerda, de oposição ao governo militar do Brasil, órgão que tinha por objetivo promover a desinformatsya, tanto no Brasil, quanto no exterior. “Marcito pinga-fogo” também foi um ativo militante da FBI, junto com Fernando Gabeira e Francisco Whitaker Ferreira, Frente essa que teve o apoio ostensivo do guru marxista francês Jean-Paul Sartre e as bênçãos do bispo vermelho D. Hélder Câmara.

No dia 20 de agosto, foi morto por terroristas o soldado da Polícia Militar de São Paulo, Antônio Carlos Jeffery.

No dia 12 de outubro, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Rodney Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais.

No dia 7 de setembro, foi assassinado o soldado da PM de São Paulo, Eduardo Custódio de Souza, e
No dia 7 de novembro foi assassinado o Sr. Estanislau Ignácio Correa, ocasião em que os terroristas levaram seu automóvel.

Nesse mesmo ano de 1968, houve um crescendo na agitação estudantil de todo o País, fruto da “Revolução Cultural” implementada na China por Mao Tsé-Tung, com os famigerados “livros vermelhos”, que atingiu também Paris, quase derrubando o Governo Charles de Gaulle, e pela OLAS de Cuba, como já foi citado acima.

Em Paris, os estudantes eram influenciados pelas idéias neomarxistas de Marcuse e pelo líder estudantil Daniel Cohn Bendit, além de movimentos mundiais contra a Guerra do Vietnã, contestada principalmente pelos negros americanos.

Muitos estudantes, brasileiros ou não, queriam ser os “novos guevaras”, após o “martírio” de Che na Bolívia, em 1967. A agitação estudantil era insuflada principalmente pela Ação Popular (AP), pela Dissidência da Guanabara (DI/GB), pelo Comando de Libertação Nacional (COLINA), pelo Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), pela Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e pela Ala Marighela (posterior Ação Libertadora Nacional – ALN). Os principais líderes estudantis eram Vladimir Palmeira e Franklin Martins, da DI/GB, e José Dirceu, da ALN.

No dia 28 de março de 1968 foi morto no Rio o estudante Edson Luís de Lima Souto, em um choque de estudantes contra a polícia. Durante seu enterro, foi depredado um carro da Embaixada americana e incendiado um carro da Aeronáutica.

No dia 31 de março, uma passeata de estudantes contra a Revolução deixou 1 pessoa morta e dezenas de policiais da PM feridos no Rio.

No dia 19 de junho, liderados por Vladimir Palmeira, presidente da UNE, 800 estudantes tentaram tomar o prédio do MEC no Rio, ocasião em que 3 veículos do Exército foram incendiados.

No dia 21 de junho, no Rio, 10.000 estudantes incendiaram carros, saquearam lojas, atacaram a tiros a Embaixada Americana e as tropas da PM, resultando 10 mortos, incluindo o sargento da PM, Nélson de Barros, e centenas de feridos.

No dia 22 de junho, estudantes tentaram tomar a Universidade de Brasília (UnB).

No dia 24 de junho, estudantes depredaram a Farmácia do Exército, o City Bank e a sede do jornal O Estado de S. Paulo.

No dia 26 de junho ocorreu a “passeata dos 100 mil”, no Rio, e o assassinato do soldado Kozel Filho, como já afirmado acima.

No dia 3 de julho, estudantes portando armas invadiram a USP, ameaçando colocar bombas e prender generais.

No dia 4 de julho, a “passeata dos 50 mil” tinha como principal bordão “só o povo armado derruba a ditadura”.

No dia 29 de agosto, houve agitação no interior da UnB, ocasião em que foi preso o militante da AP, Honestino Guimarães, presidente da Federação de Estudantes Universtários de Brasília (FEUB), o qual, desde então, foi dado como desaparecido. O deputado Mário Covas foi à UnB para lhe prestar solidariedade.

No dia 3 de outubro, choques entre estudantes da USP e do Mackenzie ocasionaram a morte de um deles, baleado na cabeça.

No dia 12 de outubro, realizou-se o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, SP. A polícia prendeu os participantes, entre os quais Vladimir Palmeira, José Dirceu e Franklin Martins. Nesse Woodstock tupiniquim, foram encontradas drogas, bebidas alcoólicas e uma infinidade de preservativos usados. Havia até uma “escala de serviço” de moças para atendimento sexual. Os líderes estudantis, em acordo com Marighela e com o governo de Cuba, haviam chegado à conclusão de que o estopim para a luta armada viria de uma prisão em massa de estudantes, envolvendo comunistas e inocentes úteis, e jogaria essa massa nos braços da luta armada.

No dia 15 de outubro, estudantes tentaram tomar o prédio da UNE, queimando carros oficiais. Fernando Gabeira participou do ato terrorista.

Para analisar aqueles “anos da matraca”, especialmente o quentíssimo ano de 1968, convém lembrar duas passagens de José Antonio Giusti Tavares, em seu livro Totalitarismo Tardio – O caso do PT:

“Juízos de valor acerca de condutas do passado devem ser feitos não a partir de parâmetros éticos do presente, mas da contextualização da conduta na sua própria época, e nela, por comparação com condutas diferentes”.

“Os historiadores e os cientistas sociais devem cumprir pelo menos dois requisitos básicos da epistemologia e da ética das ciências humanas:

1) evitar tanto quanto possível qualquer restrição ou seleção dos fatos brutos e,

2) ao apresentá-los, distinguir sempre, tanto quanto possível, entre fatos e interpretações”.

Seria importante o Jornal da Câmara difundir todos esses fatos ocorridos ao longo de 1968, não apenas aqueles que atendam a algum propósito ideológico. No entanto, tenho que concordar com o Jornal em pelo menos um aspecto: “a verdadeira história ainda não foi contada”.

Por que a Câmara não começa, enfim, a contar toda essa história, de verdade, ao invés de contá-la pela metade, sonegando informações históricas importantes ao povo brasileiro?

> 1968: 40 anos do AI-5

Félix Maier

A Revolução de 31 de março de 1964 – História da Revolução de 1964 – Antecedentes – Castelo Branco – Luís Carlos Prestes – Adhemar de Barros – Carlos Lacerda – Marcha da Família – João Goulart

31/03/2009

O próprio jornal dos comunistas, a Falha de S. Paulo divulga: NÃO DÁ MAIS PARA ESCONDER:

54% dos Brasileiros (todos os que não são petralhas) querem punição e cadeia para os terroristas bárbaros assassinos de brasileiros inocentes:  QUEREMOS OS TERRORISTAS NA CADEIA, inclusive DILMA:

Por exemplo: cadeia para quem matou:  10/05/70 – Alberto Mendes Júnior (1º Tenente PM – Sp) – 26/06/68 – Mário Kozel Filho (Soldado Do Exército – Sp) E outras centenas de brasileiros inocentes:

CUJOS FILHOS E PAIS DESSAS VÍTIMAS INOCENTES JAMAIS SÃO ENTREVISTADAS POR JORNAIS E TV.

SANGUE QUE CLAMA AOS CÉUS!

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Pesquisa da DataFalha divulgada hoje, 50 anos da Revolução de 1964, dá que 54% dos Brasileiros (todos os que não são petralhas) querem punição e cadeia para os assassinos de brasileiros inocentes:

Veja abaixo no final da página  a lista de brasileiros inocentes trucidados pelos comunistas no Brasil:

A MANDO DE MOSCOU E HAVANA

Dilma está a mando de Havana e Fidel até hoje

14:00 31 de março 2014 O último:

Neste momento, TV ALERJ corta sinal e censura sessão sobre 31 de março conduzida por Flávio Bolsonaro. Se vivêssemos em uma democracia, haveria também uma sessão em Brasília.

A abençoada Marcha da Família com Deus pela liberdade  que salvou o Brasil da escravidão comunista.

e A MARCHA DA VITÓRIA em 2 de ABRIL de 1964,  no Rio de Janeiro.

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leia:

https://homemculto.com/2013/03/29/chamada-geral-31-de-marco-pela-volta-dos-militares/

Pequeno resumo: Veja abaixo História completa:
O Brasil vivia o inferno vermelho comunistas em 1964, as ligas camponesas no Nordeste financiadas por Cuba.
O Chefe dos comunistas Luis Carlos Prestes disse naquele ano:
JÁ TEMOS O GOVERNO SÓ FALTA O PODER.
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o Grupo dos Onze de Leonel Brizola aterrorizando, um subversivo na presidência da República criando o caos com medidas demagógicas e desrespeito e subvertendo as forças armadas, o infame João Goulart.
A População cristã anticomunista saiu às ruas, aos milhões, e pediu ao Exército para tirar os comunistas do poder.
O infame João Goulart foi posto para correr.

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Era início de 1964:

Os comunistas estavam instalados na administração pública federal, Luís Carlos Prestes retornava de Moscou com o sinal verde para a deflagração da guerra civil no campo e o Presidente João Goulart, além de apoiar abertamente a rebelião esquerdista nas Forças Armadas, anunciava as “reformas de base” no comício da Praça da Central do Brasil, Rio de Janeiro.

Pairava sobre a nação a certeza de que a esquerda desfecharia o golpe que colocaria no poder a ditadura do proletariado. Em contrapartida, a direita, liderada por Ademar de Barros, em São Paulo, e por Carlos Lacerda, na Guanabara, mantinha um contingente de aproximadamente 30 mil homens, disposta a enfrentar a ameaça comunista.

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Em meio às inquietações daquele fatídico ano, emergia a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, movimento cívico-patriótico nascido da necessidade de conscientizar a população brasileira da crescente vaga comunista que afligia o país.

Em 19 de março, meio milhão de brasileiros de todos os recantos, homens e mulheres de todos os credos e de todas as raças, dispostos a defender a Constituição e os princípios da democracia, formaram uma torrente humana que seguia da Praça da República à Praça da Sé, passando pela Rua Barão de Itapetininga, Praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, Praça do Patriarca e Rua Direita, para finalmente aglomerar-se ao pé das escadarias da Catedral Metropolitana.

Bandas de música, bandeiras de todos os Estados da Federação, centenas de cartazes, compuseram o cenário da maior manifestação popular vista até então em São Paulo.

Ali, rogaram, pediram a Deus e aos homens de boa vontade pelo destino da Nação. Muitos foram os que discursaram. O Senador Padre Calazans, do alto das escadarias da Catedral da Sé, definia o verdadeiro propósito da Marcha: “Hoje é o dia de São José, padroeiro da família, o nosso padroeiro. Fidel Castro é o padroeiro de Brizola. É o padroeiro de Jango. É o padroeiro dos comunistas.

Nós somos o povo. Não somos do comício da Guanabara, estipendiado pela corrupção. Aqui estão mais de 500 mil pessoas para dizer ao presidente da Republica que o Brasil quer a democracia, e não o tiranismo vermelho. Vivemos a hora altamente ecumênica da Constituição. E aqui está a resposta ao plebiscito da Guanabara: Não! Não! Não!”.

João Goulart fizera sua derradeira escolha: trocara o mandato presidencial pela liderança revolucionária comunista.

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Na noite de 31 de março para 1º de abril, os militares tomaram as ruas.

Era a Revolução Redentora, a Contrarrevolução que colocava cobro aos desígnios malevolentes da esquerda. Nossos comunistas, tão ciosos em propalar um pretensioso respaldo militar, puseram-se em fuga feito ratos acovardados buscando asilo em embaixadas.

O general Humberto de Alencar Castello Branco assumiu o comando da nação, dando início a um governo digno, preparando as bases do “milagre econômico” e anunciando o desejo de restabelecer prontamente o processo eleitoral no país.

É verdade que, motivado pelo terrorismo da esquerda clandestina, deu-se o ulterior recrudescimento do regime, marcado pela edição do AI-5.

Qualquer governo de exceção é passível de censura, mas qualquer crítica que se possa fazer ao Governo Militar jamais poderá implicar em elogio às motivações de nossos famigerados comunistas. Como bem afirma o Filósofo Olavo de Carvalho, “é ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática.

Essa alternativa simplesmente na existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com apoio do governo soviético e da Conferência Tricontinental de Havana já ia bem adiantada.

Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente” .

DISCURSO HISTÓRICO DE JAIR BOLSONARO

BRASIL, FELIZ 31 DE MARÇO DE 1964 !
O DIA EM QUE O BRASIL SE SALVOU DO COMUNISMO !
BASTA DE INVENTAR HISTÓRIA, IMPRENSA VERMELHA !!!

JAIR BOLSONARO: Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Exército nunca foi intruso na política. Ele sempre foi instrumento da vontade popular. Sessenta e quatro foi uma exigência da sociedade. As mulheres nas ruas pediam o restabelecimento da ordem. Os empresários não queriam ver seu patrimônio estatizado pelo golpe de esquerda que se avizinhava. A mídia clamava pelos militares.

Toda a Igreja Católica pedia a Deus para que os militares assumissem. A OAB e a ABI eram as mais exaltadas em prol dos militares.
Em 2 de abril de 1964, o Congresso Nacional, e não os militares, cassou o mandato de João Goulart. Em 9 de abril de 1964, este mesmo Congresso elegeu Castelo Branco para presidir o Brasil, inclusive com o voto de Ulysses Guimarães.
Foram 20 anos de pleno emprego, segurança e respeito aos humanos direitos. Passamos da 49ª para 8ª economia do mundo, mesmo com duas crises do petróleo. Só no Governo Médici foram construídas 15 hidrelétricas. Com Geisel e Figueiredo, veio Itaipu Binacional e também Usina de Angra.
Sem as obras dos militares o Brasil não existiria. Os Ministros eram escolhidos entre administradores e não entre políticos. O povo ia às ruas não para clamar por educação, jáque ela era de qualidade e para todos, inclusive o professor tinha como exercer sua autoridade na sala de aula e era respeitado fora dela. O povo não foi às ruas clamar por emprego, pois ele era pleno; não foi clamar por segurança, porque se vivia em paz; não clamava pelo fim da corrupção, porque ela praticamente inexistia.

O povo foi às ruas só, e tão somente, para pedir voto direto para Presidente da República. Hoje o povo vota

para Presidente, mas não tem saúde, segurança, educação, emprego, paz e futuro.
Aqueles 20 anos foram apelidados de ditadura, exatamente pelos que hoje estão no poder, e que, dia após dia, dão sua demonstração de admiração às mais cruéis ditaduras, como a cubana, e se entregam completamente à corrupção. Éo culto ao marxismo, esse mesmo que matou mais de 100 milhões de inocentes pelo mundo.
Vejam os currículos escolares de hoje, em que 30 milhões de alunos do ensino fundamental são diariamente envenenados com ideologias de países que nunca admitiram liberdade em seu solo; em que, com textos e gravuras, os livros condenam o capitalismo, o livre mercado e a propriedade privada e exaltam o socialismo como remédio para todos os males.
Chegará o momento em que um novo 31 de março, ou uma nova Operação Condor não serão suficientes para impedir o Brasil e a América Latina de serem lançados nos braços do comunismo.
Deus salve 31 de março de 1964!

SALVE 31 DE MARÇO DE 1964

Brasileiros assassinados por terroristas comunistas:

 As famílias dos patriotas abaixo, ao contrário dos celerados membros da camarilha companheira não receberam, até hoje, nenhuma indenização por parte da Comissão de Anistia e do  ex-Ministro da Injustiça , Tarso Genro.

Terezinha e Mário Kozel recebem uma miséria de indenização e jamais foram entrevistados pela Televisão ou por jornais.

12/11/64 – Paulo (Vigia – Rj)
27/03/65 – Carlos Argemiro (Sargento do Exército – Pr)
25/07/66 – Edson Régis De (Jornalista – Pe)
25/07/66 – Nelson Gomes (Almirante – Pe)
28/09/66 – Raimundo De Carvalho (Cabo Pm – Go)
24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Fazendeiro – Sp)
07/11/68 – Estanislau Ignácio (Civil – Sp)
15/12/67 – Osíris Motta (Bancário – Sp)
10/01/68 – Agostinho F. Lima – (Marinha Mercante – Am)
31/05/68 – Ailton De (Guarda Penitenciário – Rj)
26/06/68 – Mário Kozel Filho (Soldado Do Exército – Sp)

Não há nada mais servil, desprezível, covardemente e tacanho que um terrorista.”
(François Chateaubriand)

Quem poderia ser pior e mais covarde quem mata inocentes em nome de seus interesses pessoais?
Não falo nesse momento de ideologias, pois todas se perdem nos interesses mesquinhos e mercenários de quem deseja o poder à todo custo e força!
O PT começou dessa maneira no Brasil!
Não começaram através de palestras ou com métodos de explicarem vantagens ou desvantagens de algum sistema sobre o outro.
“Escolas” de terroristas é “doutrinação”, como uma verdadeira lavagem cerebral. Onde se convence que matarem até seus pais ou amigos, será algo útil para alguma causa.
Foi dessa maneira o atentado no aeroporto de Recife, com mortes de um jornalista e um Almirante. Mortes essas sem interesse algum para tal “Comissão da meia-verdade” inventada por esses ASSASSINOS!
Querem saber?
Tenho um amigo de Recife, que nessa época levou um deles para uma prisão. Quando entregou ele para o seu superior falou nesse ano: “um dia lamentaremos muito não ter matado todos esses vermes”!
Ele me confessou dias desses, para minha completa aceitação da sua frase!
NUNCA se matou tanto nesse país!
Esses ASSASSINOS ficam atrás de restos mortais de décadas passadas. Com MILHARES de mortes na ATUALIDADE ignorada por todos eles!
Vocês acham que eles não desejam isso ainda?
Índoles de terroristas NUNCA mudam!
Não estamos falando sobre os iludidos que acreditaram ou ainda acreditam na ideologia da “força do social”!
Falamos dos líderes AINDA soltos e agora no PODER!
Falamos de ASSASSINOS aceitos e eleitos por uma multidão de desinformados sobre nossa verdadeira história!
Esses são os “respeitáveis” e “honoráveis” “doutores” atuais:
Não passam de TERRORISTAS dos mais perigosos e cruéis!
Alguma dúvida??

Raquel Santana

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27/06/68 – Nelson (Sargento PM – Rj)
27/06/68 – Noel De Oliveira (Civil – Rj)
01/07/68 – Von Westernhagen (Major Ex. Alemão – Rj)
07/09/68 – Eduardo Custódio (Soldado PM – Sp)
20/09/68 – Antônio Carlos (Soldado PM – Sp)
12/10/68 – Charles Rodney (Capitão do Ex. Usa – Sp)
12/10/68 – Luiz Carlos (Civil – Rj)
25/10/68 – Wenceslau Ramalho (Civil – Rj)
07/01/69 – Alzira B. De Almeida – (Dona de Casa – Rj)
11/01/69 – Edmundo Janot (Lavrador – Rj)
29/01/69 – Cecildes M. de Faria (Inspetor de Pol. – Mg)
29/01/69 – José Antunes Ferreira (Guarda Civil – Mg)
14/04/69 – Francisco Bento (Motorista – Sp)
14/04/69 – Luiz Francisco (Guarda Bancário – Sp)
08/05/69 – José (Investigador De Polícia – Sp)
09/05/69 – Orlando Pinto (Guarda Civil – Sp)
27/05/69 – Naul José (Soldado Pm – Sp)
04/06/69 – Boaventura Rodrigues (Soldado PM – Sp)
22/06/69 – Guido – Natalino A. T. (Soldados PM – Sp)
11/07/69 – Cidelino Palmeiras (Motorista de Táxi – Rj)
24/07/69 – Aparecido dos Santos (Soldado PM – Sp)
20/08/69 – José Santa (Gerente De Banco – Rj)
25/08/69 – Sulamita Campos (Dona De Casa – Pa)
31/08/69 – Mauro Celso (Soldado PM – Ma)
03/09/69 – José Getúlio – João G. (Soldados da PM)
20/09/69 – Samuel (Cobrador de Ônibus – Sp)
22/09/69 – Kurt (Comerciante – Sp)
30/09/69 – Cláudio Ernesto (Agente da PF – Sp)
04/10/69 – Euclídes de Paiva (Guarda Particular – Rj)
06/10/69 – Abelardo Rosa (Soldado PM – Sp)
07/10/69 – Romildo (Soldado PM – Sp)
31/10/69 – Nilson José de Azevedo (Civil – Pe)
04/11/69 – Estela Borges (Investigadora do Dops – Sp)
04/11/69 – Friederich Adolf (Protético – Sp)
07/11/69 – Mauro Celso (Soldado PM – Ma)
14/11/69 – Orlando (Bancário – Sp)
17/11/69 – Joel (Sub-Tenente PM – Rj)
17/12/69 – Joel (Sargento – PM – Rj)
18/12/69 – Elias (Soldado do Exército – Rj)
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino (Sgt PM – Sp)
20/02/70 – Antônio A. Posso Nogueró (Sgt PM – Sp)
11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento
31/03/70 – Joaquim (Investigador de Polícia – Pe)
02/05/70 – João Batista (Guarda de Segurança – Sp)
10/05/70 – Alberto Mendes Júnior (1º Tenente PM – Sp)
11/06/70 – Irlando de Moura (Agente da PF – Rj)
15/07/70 – Isidoro (Guarda de Segurança – Sp)
12/08/70 – Benedito (Capitão do Exército – Sp)
19/08/70 – Vagner L. Vitorino (Guarda de Seg. – Rj)
29/08/70 – José Armando (Comerciante – Ce)
14/09/70 – Bertolino Ferreira (Guarda de Seg. – Sp)
21/09/70 – Célio (Soldado PM – Sp)
22/09/70 – Autair (Guarda de Segurança – Rj)
27/10/70 – Walder X. (Sargento da Aeronáutica – Ba)
10/11/70 – José Marques (Civil – Sp)
10/11/70 – Garibaldo (Soldado PM – Sp)
10/12/70 – Hélio de Carvalho (Agente da PF – Rj)
07/01/71 – Marcelo Costa Tavares (Estudante – MG)
12/02/71 – Américo (Soldado PM – Sp)
20/02/71 – Fernando (Comerciário – Rj )
08/03/71 – Djalma Pelucci (Soldado PM – Rj)
24/03/71 – Mateus Levino (Tenente da Fab – Pe)
04/04/71 – José Júlio Toja (Major do Exército – Rj)
07/04/71 – Maria Alice (Empregada Doméstica – Rj)
15/04/71 – Henning Albert (Industrial – Sp)
10/05/71 – Manoel Silva (Soldado PM – Sp)
14/05/71 – Adilson (Artesão – Rj)
09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres (Civil – Rj)
01/07/71 – Jaime Pereira (Civil – Rj)
02/09/71 – Gentil Procópio (Chofer de Praça – Pe)
02/09/71 – Gaudêncio – Demerval (Guardas Seg. – Rj)
–/10/71 – Alberto Da Silva (Civil – Rj)
22/10/71 – José (Sub-Oficial da Marinha – Rj)
01/11/71 – Nelson Martinez (Cabo PM – Sp)
10/11/71 – João (Cabo PM – Sp)
22/11/71 – José Amaral (Guarda De Segurança – Rj)
27/11/71 – Eduardo Timóteo (Soldado PM – Rj)
13/12/71 – Hélio F. (G.Seg. – Rj) – Manoel da Silva (Com.) – Francisco B. (Mot.)
18/01/72 – Tomaz P. de Almeida (Sargento PM – Sp)
20/01/72 – Sylas Bispo Feche (Cabo PM – Sp)
25/01/72 – Elzo Ito (Estudante – Sp)
01/02/72 – Iris (Civil – Rio De Janeiro)
05/02/72 – David A. (Marinheiro Inglês – Rj)
15/02/72 – Luzimar Machado De (Soldado PM – Go)
27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane (Civil – Sp)
06/03/72 – Walter César (Comerciante – Sp)
12/03/72 – Manoel (Guarda de Segurança – Sp)
12/03/72 – Aníbal F. de A. (Coronel Exército – Sp)
12/03/73 – Pedro (Capataz da Fazenda Capingo)
08/05/72 – Odilon Cruz (Cabo do Exército – Pa)
02/06/72 – (Sargento PM – Sp)
29/06/72 – João (Mateiro da Região do Araguaia – Pa)
Set/72 – Osmar (Posseiro – Pa)
09/09/72 – Mário Domingos (Detetive Polícia Civil – Rj)
23/09/72 – Mário Abraim Da (2º Sgt do Exército – Pa)
27/09/72 – Sílvio Nunes (Bancário – Rj)

Nossos agradecimentos ao Procurador de Justiça Márcio Luís Chila Freyesleben pela matéria enviada a este site, que publicamos a seguir:
REFLEXÃO SOBRE O PASSADO E O PRESENTE

De há muito, a esquerda empenha-se em impingir ao povo a tese de que lutara contra o Governo Militar em defesa da democracia. Trata-se do mais desavergonhado embuste. A bem da verdade, convém reavivar a memória nacional, relembrando um dos fatos mais notáveis da nossa história recente: a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”.

Apesar da retirada pelo Governo do 31 de Março do calendário comemorativo nacional, a lembrança do glorioso Movimento em defesa da Democracia, desencadeado pelo Povo Brasileiro em 1964, permanece mais viva do que nunca na sua memória.

31 de março de 1964 é a data histórica que marcou um “basta” contra os desmandos e a ausência de autoridade que o próprio Governo instalado patrocinava, com o propósito de levar o País ao caos e ao descontrole institucional.

Tal anarquia atendia à estratégia final que levaria à iminente instalação no País de um regime totalitário-sindicalista com inspiração bolchevista.

Instadas pela própria população, as Forças Armadas assumiram o comando das ações, atuando emergencialmente para restaurar a ordem, e, finalmente, dominar a subversão em todas as formas em que se manifestou.

Daí em diante, o controle do Estado foi definitivamente restabelecido e reorganizada a administração nacional, que alcançou um desenvolvimento sustentado com sucessivos recordes de crescimento econômico.

O tempo passou, muita coisa aconteceu nesses quarenta e sete anos, quase meio século, e o País recebeu, entre outros, um excepcional legado de infraestrutura básica, adquirindo, desse modo, energia para garantir a continuidade do progresso econômico.

Infelizmente, uma parcela de inconformados ainda trabalha negativamente, tentando alcançar os mesmos objetivos retrógrados do passado.

Assim, nuvens negras voltam a pairar, ameaçadoramente, nos nossos horizontes.

Eles, hoje, atuam de forma diferente. Não pela ameaça do terrorismo ou das guerrilhas e, sim, pela letra do manual “gramsciano” – passo a passo – com paciência e perseverança, procurando anestesiar a opinião pública por meio do favorecimento financeiro e da propaganda insidiosa.

Essa estratégia de “aparvalhamento” da Sociedade apresenta-se com as seguintes faces:

•Ocupação dos cargos públicos (e muitos privados), em todos os níveis, por militantes do partido do Governo;

•Suborno coletivo com dinheiro público, mormente, junto às populações menos favorecidas e sem acesso à informação de qualidade;

•Propaganda governista, por parcela da mídia mercenária, no rádio, nos jornais, na televisão e no cinema;

•Atuação no setor educacional pelo controle dos currículos e dos livros didáticos, incluindo, aqui, a sutil penetração nos estabelecimentos militares de ensino;

•Uma fraca oposição político-parlamentar, caracterizando a figura do “partido único”.

Todo esse aparato, dirigido pelo comando centralizado de uma minoria atuante, tem transformado o regime brasileiro em autêntica ditadura, travestida de democracia virtual.

Dentro desse quadro, as Forças Armadas, como Instituição não cooptável por tais manobras, passaram a ser alvos de irresponsáveis medidas que visam ao seu enfraquecimento ou eventual extinção/substituição. Não só pela prática de sistemática campanha que tenta aviltar a história militar brasileira, como pela gradativa e perigosa redução de sua capacidade operativa.

Com insuficientes orçamentos, protelação das decisões para renovação do material de defesa e constantes reduções do padrão salarial do pessoal militar, tentam atingir o moral e a vontade da Instituição.

É preciso que os neófitos entendam que só existe soberania se ela for respaldada por força de defesa competente, e que sem soberania não pode subsistir o Estado nacional.

No cenário internacional, temos tido freqüentes exemplos de imposição da vontade do mais forte sobre países de expressão militar limitada.

Urge, portanto, que a atual Presidente contenha os arroubos dessa minoria inconseqüente, procurando anular-lhes as intenções mesquinhas, que poderão fazer recrudescer animosidades do passado, dificultando as legítimas ações governamentais e, até mesmo, comprometendo o equilíbrio institucional do País.

Por que não trabalharmos todos no sentido único de fazer crescer e desenvolver o Brasil no rumo de seu inexorável destino de grande nação?

O que querem, afinal, esses inconsoláveis perdedores?

LISTA DE INOCENTES BRASILEIROS TRUCIDADOS PELOS TERRORISTAS COMUNISTAS:

Porque a esquerda festiva sem remorso de seus crimes ainda manda no Brasil ? As vítimas dos terroristas guerrilheiros anistiados por Lula

06/03/2009

OS MORTOS PELOS TERRORISTAS

ai vai black

POR MESES

janeiros :

10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – (Marinha Mercante – Rio Negro / AM)
07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – (Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
11/01/69 – Edmundo Janot – (Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria – (Subinspetor de Polícia – BH/ MG)
29/01/69 – José Antunes Ferreira – (Guarda Civil – BH / MG)
17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – (Sargento PM – São Paulo / SP)
07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – (Estudante – 14 anos – MG)
18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – (sargento PM – São Paulo / SP)
20/01/72 – Sylas Bispo Feche – (Cabo PM São Paulo / SP)
25/01/72 – Elzo Ito – (Estudante – São Paulo / SP)

fevereiros:
20/02/70 – Antônio Aparecido Posso Nogueró (sargento PM – São Paulo)
12/02/71 – Américo Cassiolato (Soldado PM – São Paulo)
28/02/71 – Fernando Pereira (Comerciário – Rio de Janeiro )
01/02/72 – Iris do Amaral (Civil – Rio de janeiro)
05/02/72 – David A. Cuthberg (Marinheiro inglês – Rio de Janeiro)
18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva (Cabo PM – São Paulo)
27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi (Civil – São Paulo)
28/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira (Soldado PM – Goiás)
21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira (Comerciante – São Paulo)
22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia (civil – Rio de Janeiro)
25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior (Delegado de polícia – São Paulo)

MARÇOS:
27/03/65 – CARLOS ARGEMIRO CAMARGO (Sargento do Exército – Paraná)
31/03/69 – MANOEL DA SILVA DUTRA (Comerciante – Rio de Janeiro)
11/03/70 – Newton de Oliveira Nascimento (Soldado PM – Rio de Janeiro)
31/03/70 – JOAQUIM MELO (Investigador de Polícia – Pernambuco)
08/03/71 – DJALMA PELUCCI BATISTA (Soldado PM – Rio de Janeiro)
24/03/71 – MATEUS LEVINO DOS SANTOS (Tenente da FAB – Pernambuco)

SEGUE…….

5 mar (22 horas atrás)

O CARA

06/03/72 – WALTER CÉSAR GALETTI (Comerciante – São Paulo)
12/03/72 – MANOEL DOS SANTOS (Guarda de segurança – São Paulo)
12/03/72 – ANÍBAL FIGUEIREDO DE ALBUQUERQUE (Coronel R1 do Exército – São Paulo)
12/03/73 – PEDRO MINEIRO (Capataz da Fazenda Capingo – Para)

ABRIS:

14/04/69 – FRANCISCO BENTO DA SILVA
14/04/69 LUIZ FRANCISCO DA SILVA
04/04/71 – JOSÉ JÚLIO TOJA MARTINEZ
07/04/71 – MARIA ALICE MATOS (Empregada doméstica – Rio de Janeiro)
15/04/71 – HENNING ALBERT BOILESEN (Industrial – São Paulo)
10/04/74 – GERALDO JOSÉ NOGUEIRA (Soldado PM – São Paulo

MAIOS:

31/05/68 – AILTON DE OLIVEIRA (Guarda Penitenciário – RJ)
08/05/69 – JOSÉ DE CARVALHO (Investigador de Polícia – SP)
08/05/72 – ODILO CRUZ ROSA (Cabo do Exército – PA)
09/05/69 – ORLANDO PINTO DA SILVA (Guarda Civil – SP)
27/05/69 – NAUL JOSÉ MONTAVANI (Soldado PM – SP)
02/05/70 – JOÃO BATISTA DE SOUZA (Guarda de Segurança – SP
10/05/70 – ALBERTO MENDES JÚNIOR (1º Tenente PMESP – SP)
10/05/71 – MANOEL SILVA NETO (Soldado PM – SP)
14/05/71 – ADILSON SAMPAIO (Artesão – RJ)
26/06/68 – MÁRIO KOZEL FILHO – ( soldado – São Paulo )
27/06/68 – NELSON DE BARROS – (Sargento PM – RJ)
27/06/68 – NOEL DE OLIVEIRA RAMOS – (Civil – RJ)
04/06/69 – BOAVENTURA RODRIGUES DA SILVA – (Soldado PM – SP)
22/06/69 – GUIDO BONE – (Soldado PM – SP)
22/06/69 NATALINO AMARO TEIXEIRA – (Soldado PM – SP)
11/06/70 – IRLANDO DE MOURA RÉGIS – (Agente da Polícia Federal – RJ)
09/06/71 – ANTÔNIO LISBOA CERES DE OLIVEIRA – (Civil – RJ
02/06/72 – ROSENDO REZENDE – (Sargento PM – SP)
29/06/72 – JOÃO PEREIRA – (Mateiro-região do Araguaia – PA)

SEGUE

5 mar (22 horas atrás)

O CARA

JULHOS:

25/07/66 – Edson Régis de Carvalho – (Jornalista – PE)
25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes – (Almirante – PE)
01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – Major do Exército Alemão-
RJ
11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento (Motorista de táxi – RJ)
24/07/69 -Aparecido dos Santos Oliveira – (Soldado PM – SP)
15/07/70 – Isidoro Zamboldi – (Guarda de segurança – SP)
01/07/71 – Jaime Pereira da Silva (Civil – RJ)
24/07/73 – Francisco Valdir de Paula (soldado do Exército – Região do Araguaia- PA)

AGOSTOS:

20/08/69 – José Santa Maria (Gerente de Banco – RJ)
25/08/69 – Sulamita Campos Leite (Dona de casa – PA)
31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues (Soldado PM – MA
12/08/70 – Benedito Gomes (Capitão do Exército – SP)
19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva (Guarda de segurança – RJ)
29/08/70 – José Armando Rodrigues (Comerciante – CE)

SETEMBROS:

28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade – (Cabo PM – GO)
07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – (Soldado PM – SP)
20/09/68 – Antônio Carlos Jeffery (Soldado PM – SP)
03/09/69 – José Getúlio Borba (Comerciário – SP)
03/09/69 – João Guilherme de Brito (Soldado PM – SP)
20/09/69 – Samuel Pires (Cobrador de ônibus – SP)
22/09/69 – Kurt Kriegel (Comerciante – RS)
30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton (Agente da Polícia Federal – SP)
14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva (Guarda de segurança – SP)
21/09/70 – Célio Tonelly (Soldado PM – SP)
22/09/70 – Autair Macedo (Guarda de segurança – RJ)
02/09/71 – Cardênio Jaime Dolce
02/09/71- Silvâno Amâncio dos Santos
02/09/71- Demerval Ferreira dos Santos (Guardas de segurança – RJ)
02/09/71 – Cardênio Jayme Dolce, assassinado durante o assalto
23/09/72 – Mário Abraim da Silva (Segundo Sargento do Exército – PA)
??/09/72 – Osmar (Posseiro – PA)
27/09/72 – Sílvio Nunes Alves (Bancário – RJ)

5 mar (22 horas atrás)

O CARA

OUTUBROS:

12/10/68 – Charles Rodney Chandler (Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP)
24/10/68 – Luiz Carlos Augusto (civil – RJ)
25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite (civil – RJ)
04/10/69 – Euclídes de Paiva Cerqueira (Guarda do carro pagador – RJ)
06/10/69 – Abelardo Rosa Lima (Soldado PM – SP)
07/10/69 – Romildo Ottenio (Soldado PM – SP
31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins (Civil – PE)
27/10/70 – Walder Xavier de Lima (Sargento da Aeronáutica – BA)
–/10/71 – Alberto da Silva Machado (Civil – RJ)
01/10/72 – Luiz Honório Correia (Civil – RJ)
06/10/72 – Severino Fernandes da Silva e José Inocêncio Barreto (Civis – PE)

NOVEMBROS:

Poucos conhecem seus nomes. Eles morreram na madrugada de 27 de novembro de 1935. Não em combate, mas covardemente assassinados. Alguns dormindo…
Durante todos estes anos, suas famílias, em silêncio resignado, reivindicaram dos governantes, a não ser um mínimo de coerência, a fim de que pudessem acreditar que eles não morrerem em vão.
01. Abdiel Ribeiro dos Santos – 3º Sargento
02. Alberto Bernardino de Aragão – 2º Cabo
03. Armando de Souza Mello – Major
04. Benedicto Lopes Bragança – Capitão
05. Clodoaldo Ursulano – 2º Cabo
06. Coriolano Ferreira Santiago – 3º Sargento
07. Danilo Paladini – Capitão
08. Fidelis Batista de Aguiar – 2º Cabo
09. Francisco Alves da Rocha – 2º Cabo
10. Geraldo de Oliveira – Capitão
11. Jaime Pantaleão de Moraes – 2º Sgt
12. João de Deus Araújo – Soldado
13. João Ribeiro Pinheiro – Major
14. José Bernardo Rosa – 2º Sargento
15. José Hermito de Sá – 2º Cabo
16. José Mário Cavalcanti – Soldado
17. José Menezes Filho – Soldado
18. José Sampaio Xavier – 1º Tenente
19. Lino Vitor dos Santos – Soldado
20. Luiz Augusto Pereira – 1º Cabo
21. Luiz Gonzaga – Soldado
22. Manoel Biré de Agrella – 2º Cabo
23. Misael Mendonça -T.Coronel
24. Orlando Henrique – Soldado
25. Pedro Maria Netto – 2º Cabo
26. Péricles Leal Bezerra – Soldado
27. Walter de Souza e Silva – Soldado
28. Wilson França – Soldado

6 mar (22 horas atrás)

O CARA

12/11/64 – Paulo Macena
24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico)
07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia
04/11/69 – Estela Borges Morato
04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann
07/11/69 – Mauro Celso Rodrigues
10/11/70 – José Marques do Nascimento
10/11/70 -Garibaldi de Queiroz (Soldado PM – SP)
14/11/69 – Orlando Girolo (Bancário – SP)
01/11/71 – Nelson Martinez Ponce (Cabo PM – SP) ** MEU PAI **

Metralhado por Aylton Adalberto Mortati, durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular), contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo.
OBS: esse que assassinou meu pai hoje tem o nome de rua em saõ paulo e rio de janeiro

10/11/71 – João Campos(Cabo PM – SP)
22/11/71 – José Amaral Vilela (Guarda de segurança – RJ)
27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho (Soldado PM – RJ)
09/11/72 – Mario Domingos Panzariello

6 mar (21 horas atrás)

O CARA

DEZEMBROS:

15/12/67 – Osíris Motta Marcondes (Bancário – SP)
17/12/69 – Joel Nunes (Sargento – PM – RJ)
18/12/69 – Elias dos Santos (Soldado do Exército – RJ)
10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo (Agente da Polícia Federal – RJ)
13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura (Guarda de Segurança – RJ)

FONTE:http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1AQUI, PRESTO UMA PEQUENA HOMENAGEM A ESSAS PESSOAS ,QUE PERDERAM SUAS VIDAS EVITANDO NA EPOCA, QUE FOSSE IMPLANTADO NO BRASIL UM REGIME COMUNISTA.
E DUVIDO QUE AS FAMILIAS DESSES HERÓIS TENHA RECEBIDO ALGUMA INDENIZAÇÃO DO GOVERNO ( SEJA ELE DE ESQUERDA OU DE DIREITA)

Quem foi João Goulart governo goulart presidente deposição revolução de 1964 golpe militar comunismo banco do brasil e joão goulart

05/03/2009

Vou fazer um comentário com as palavras do senhor Carlos lacerda, tirado da revista “O Cruzeiro”:

“De herdeiro de alguns hectares de terra, transformou-se, em poucos anos, em proprietário de mais de 550 mil hectares – uma área igual a quatro vêzes e meia o território da Guanabara.”

E prosseguiu: “Associado do Sr. Wilson Fadul (que por isso foi ser Ministro da Saúde, e não porque seja um cientista), em quatro anos, com dinheiro do Banco do Brasil, e com dinheiro cuja origem não explica, o Sr. João Goulart transformou-se num dos homens mais ricos dêste País, com três bois por hectare em suas fazendas”.

“O Sr. João Goulart é um leviano que nunca estudou – e não estudou porque não quis, não é porque não pôde. E agora, no Govêrno do País, queria levar-nos ao comunismo.”

“Eu o conhecia bem. Mas, como bom democrata, submeti-me à vontade da maioria, quando entrou em vigor a fórmula do Parlamentarismo. Mas o Sr. João Goulart não queria governar. Adulava, de dia, os trabalhadores que condenava ao desemprêgo, de noite. O Sr. João Goulart jurou fidelidade ao Parlamentarismo, para logo em seguida impor o plebiscito, e todo o povo votou. Eu não votei porque achava que o plebiscito era uma palhaçada, e repito que era”.

“Quem quiser fazer reformas deve ter a honestidade de dizer que as fará sem reformar a Constituição. Há necessidades de se fazer reformas, e eu acho que se pode fazer isso sem se mexer na Constituição. Mas o Sr. João Goulart não queria isso. Montou um dispositivo sindical nos moldes fascistas, com dinheiro do Ministério do Trabalho, dinheiro roubado do impôsto sindical, roubado do salário dos trabalhadores, para pagar as manifestações de banderinhas e as farras dos homens do Ministério do Trabalho.”

“Ao mesmo tempo, começou a criar dificuldades para a Imprensa, para os jornais, para o rádio e a televisão, iniciando um processo de escravização dos homens livres que fazem a imprensa do nosso País. Depois de criar as dificuldades, o Sr. João Goulart oferecia-se para resolvê-las, enquanto dava curso ao processo de entreguismo do Brasil à Rússia. O Sr. João Goulart foi o maior entreguista que já teve êste país.”

O ex-Presidente Goulart iniciou o solapamento da autoridade militar, entregando os comandos militares a gente sem prestígio nas Fôrças Armadas. “O desprestígio” “atingiu a todos os setores do Govêrno, os Ministérios Civis e a própria Casa Civil da Presidência, onde estava Darcy Ribeiro, um instrutor de tupi-guarani, que acabou reitor da Universidade de Brasília sem jamais ter sido professor”.

“A Marinha é tão ruim que um cabo pode ser estudante de Direito. Em nenhuma Marinha do Mundo, nem nos Estados Unidos, nem na Rússia – um cabo tem tempo para estudar Direito. E o Sr. João Goulart acobertou, patrocinou, estimulou tôda essa gente, jogando marinheiro contra soldado, farda contra farda, classe contra classe, brasileiro contra brasileiro”.

“Assim, não era possível que Marinha, Aeronáutica e Exército suportassem mais tamanha impostura e tamanha carga de traição.” E concluiu: “Deus é bom. Deus teve pena do povo”.

10 de Abril de 1964