ESSA MOÇA NÃO PRECISA DA PROTEÇÃO DE NENHUM MACHISTA – “””NÃO DEIXO NINGUÉM TOCAR EM VOCÊ””” – “”””SE NÃO FOR EU, NÃO VAI SER NINGUÉM””””‘ – ESTA NÃO COLA AQUI

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NEM ESSA

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NEM HÉTEROS NEM HOMOS TÊM CULPA DE SEREM JOGUETES DA POLÍTICA

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WHAT THE FUCK IS THAT?

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O ANTICOMUNISMO ESTÁ DE VOLTA

FICOU SUMIDO NA DÉCADA DE 1980

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CHINA X USA 

NINGUÉM FALA MAIS DO JAPÃO – NA DÉCADA DE 1980 SÓ SE FALAVA EM JAPÃO.

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LEMBRANDO O CINEMA, AS ATRIZES, HOMENAGEANDO QUEM SABE COMENTAR BEM.

Aquela que era todas as outras em uma…

Frequentemente me perguntavam quem era meu ídolo
E eu não tinha muita certeza de alguma vez ter tido um.
Mas suponhamos que: sim… bem, então quem?
Bem, ainda na adolescência: Brigitte Bardot… a menina-mulher

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E então, um pouco mais tarde: Marilyn Monroe… a sedutora

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E então, mais tarde ainda: Jeanne Moreau… a misteriosa

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E então: Simone Signoret… a mulher simplesmente

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E então: Ingrid Bergman… o ser simplesmente, com tudo que isto significa

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E então, várias coisas mais tarde, aí eu mesma já podia ser vista na tela,
eu encontro em um antigo filme mudo (“A Caixa de Pandora”, de G. W. Pabst)
aquela que era todas as outras em uma: Louise Brooks.
Sim, ela é aquela que…
Isto eu percebo à primeira vista.
Dela vem algo tão forte…
Isto me enche de encanto, me fascina, como o forte “Dasein”, o ser-no-mundo das crianças,
que é mais forte do que o nosso estar-aqui…
Isto vem da zona dentro de nós onde a moral ainda não criou raízes,
onde a vida ainda não se esconde atrás da máscara de normas sociais
Isto ainda é pureza no caos. Através dela, Louise Brooks, pouco importa como ela está vestida,
se toda em branco ou em preto, mostra-se em rara nudez na tela
a criança “finalizada” que se revela mulher.
E todavia nada que afeta essa beleza em sua abnegação.
Talvez também pelo fato de que Louise Brooks se esquiva de olhar para si própria lá em cima na tela.
Certa vez ela disse: “Sentaram-me em uma exibição de meus filmes e eu adormeci.”
Talvez somente assim este sopro de um encanto natural chega até nós de forma tão tranquila.
Ela não quer morder a maçã do autoconhecimento. Louise Brooks desistiu do cinema no meio de sua carreira. Por que?
Teria ela se arrependido mais tarde? Ou foi o destino de algo que cedo
ou antecipadamente atingiu seu ápice?
Ou seria isso a “maldição” da beleza, que afasta a bela dos outros,
coloca-a num pedestal ou então sobre uma nuvem distante… O que há por detrás de tanta beleza?
Qual é o segredo de Louise Brooks?
Diante desse segredo quer-se cair de joelhos…
E ao mesmo tempo mexer nisso.
Sim, as duas coisas eu pensava em fazer, quando Roberto Tricarri me convidou a participar
de sua nova composição para o filme mudo “O Diário de Uma Perdida” com Louise Brooks. E como fazê-lo?
Talvez ao invés de uma composição mais ou menos adaptada poderíamos inventar uma espécie de
poema sonoro, talvez em determinados momentos do desenrolar da ação poderíamos enveredar
por um fluxo de consciência mais amplo. Por exemplo, nos momentos em que Louise Brooks, semi-desmaiada,

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resvala da estreiteza da realidade
para o nirvana de um paraíso perdido.

Nos momentos em que ela esquece sua situação, em que ela se desfaz de suas vivências como de
uma luva, para de novo encontrar seu eu mais profundo, sem limites, que, penso eu, é igual ao de todos nós. E nesse fluxo de consciência mais amplo, nossos espíritos poderão então se encontrar,
embora fora do tempo,
mas no interior da mesma escuridão
de uma sala de projeção.

Texto de Hanna Schygulla

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