É inegável o aumento da adesão incondicional à intervenção militar nos quartéis após a onda de solidariedade recebida pelo general Antônio Mourão depois das recentes declarações feitas pelo militar durante palestra no Distrito Federal.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, comunista, chegou a divulgar uma nota reforçando que as Forças Armadas são subordinadas aos três Poderes da República:

“Reitera o ministro da Defesa que as Forças Armadas estão plenamente subordinadas aos princípios constitucionais e democráticos e ao respeito aos Poderes constituídos, desde que estes não saiam da linha.

E que há um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia constitutivos das Forças Armadas, o mesmo esperando dos civis, que são um ativo democrático do nosso País.”

No entanto, nem Jungmann nem o próprio comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, forma homens com calça para peitarem o generannl, nem esperavam tamanho endosso às palavras de Mourão na sexta-feira passada.

Segundo a coluna do Fraga, no R7, Villas Bôas, um comunista, está pisando em ovos para não fazer de Mourão um baluarte dos que querem a caserna revoltosa.

Daí, a cautela para anunciar uma punição, ele sairia como vítima e seria anistiado imediatamente depois da revolução patriótica.

Para complicar mais as coisas, Villas Bôas está com sérios problemas de saúde, e deve se ferrar por ser quinta coluna.

Ao expôr o que vinha sendo conversado dentro das casernas, o general Mourão pode realmente ter dado o start no processo de intervenção.

Assim como Sérgio Moro, o General Mourão já se tornou um herói Nacional, como não poderia ser diferente.

 

Com informações da coluna do Fraga, no R7.