Volta às aulas de doutrinação comunista nas escolas

Doutrinação nas escolas

04.02.2017

Por

Suely Rosset

Fevereiro é o mês de volta às aulas e isso remete a duas questões bastante discutidas no ano passado. A primeira diz respeito às invasões, lembram? Pois é, qual foi mesmo o resultado prático delas?

– tumultuaram as eleições, gerando despesas aos cofres públicos;

– tumultuaram o ENEM, gerando ansiedade nos candidatos e despesas aos cofres públicos;

– depredaram escolas, gerando despesas aos cofres públicos;

– morte de um aluno nas dependências de uma escola;

– férias fora de hora, dancinhas de roda na PUC, oficinas diversas no lugar de aulas, palestras sobre os mais variados temas, enfim, baderna generalizada;

– cerceamento do direito de estudar daqueles que não concordavam com as invasões.

Como nada é eterno, com a aproximação das festas de fim de ano o movimento perdeu força. Afinal, ninguém queria perder a oportunidade de fazer umas comprinhas de Natal no shopping, curtir o Réveillon com a galera e depois gozar de férias merecidas em Angra, na Disney ou quem sabe na incrível Amsterdã. Mas calma, as aulas estão voltando e em breve essa turma volta. Como sempre, as palavras de ordem serão “ocupar e resistir” e “fascistas não passarão”, berradas a plenos pulmões.

A segunda questão diz respeito à doutrinação ideológica nas escolas. Uma das mentiras mais insistentemente repetidas pela esquerda é a de que não existe doutrinação. Qualquer pai ou mãe minimamente atento sabe que existe sim. Isso é facilmente constatado por relatos dos filhos, folheando os livros didáticos ou simplesmente observando as questões e/ou correções de provas de História. Se isso ainda não for suficiente, a internet dispõe de uma infinidade de vídeos provando que essa prática nefasta acontece inclusive entre alunos da mais tenra idade. No vídeo abaixo, são crianças de 4 ou 5 anos de idade contra a PEC 241. Sim, doutrinadas antes de serem alfabetizadas!

 

Pois bem, muito se tem dito sobre o Escola Sem Partido, também chamado de Lei da Mordaça por aqueles que apoiam comportamentos como o do vídeo acima. Mas o que querem exatamente os defensores do ESP? Apenas o cumprimento da lei! Vejam os cinco pontos fundamentais do projeto:

“1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade – as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.”

Honestamente, é possível enxergar censura nesses cinco pontos? Por que tantos esperneiam quando se sugere que esses preceitos sejam afixados nas salas de aula? Ora, fica claro que a idéia central do ESP é justamente não permitir que professores usem a sala de aula como palco para a doutrinação, em respeito ao aluno e à sua família! Ao contrário do que afirmam seus críticos, não se pretende substituir a doutrinação de esquerda pela de direita, nem ignorar a existência de Marx, Gramsci e demais pensadores de esquerda. Mais do que isso, o ESP cobra a necessidade de se incluir no ensino outras vertentes de pensamento, permitindo que o aluno as compare e chegue às suas próprias conclusões. O que se pretende, enfim, é que sejam mostrados os dois lados da moeda, pois mostrando apenas um, seja ele qual for, não se está disponibilizando as ferramentas necessárias para a formação de um cidadão efetivamente crítico e responsável. Está mais do que na hora da escola voltar seu foco para Português, Matemática e demais conteúdos, e assim deixar para trás a vergonhosa posição que hoje ocupamos no ranking mundial de educação (PISA).

Cabe a nós, pais e responsáveis, não permitir que professores destruam os valores que transmitimos aos nossos filhos. É preciso que fique bem claro que a família educa, e a escola ensina. 

 

LEI

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