Honrando o título de berço da democracia, a #Grécia foi palco de protestos contra a visita do presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

Nas principais ruas da capital Atenas, na noite de terça-feira (15), cerca de sete mil manifestantes, que foram convocados por sindicatos, grupos de esquerda, grupos antiguerra e anti-racismo, enfrentaram os policiais que formaram barreiras em frente ao Parlamento grego e à Embaixada dos Estados Unidos.

Além da questão fundamental dos protestos, que são as duras medidas de austeridade do governo de Alexis Tsipras,o povo grego critica a posição dos EUA em relação à guerra na Síria e a eleição de Donald Trump.

“Não precisamos de protetores”. “Yankees vão para casa”

Atenas foi escolhida por Barack Obama como primeira parada para sua última viagem oficial como chefe de Estado. Pela primeira vez, o norte-americano se encontrou com líderes do governo grego. Na visita, de caráter oficial, defendeu uma Europa forte e unida, para que seja possível lidar com a crise global e com o crescente número de refugiados que chegam à Grécia.

No encontro com o presidente grego Prokopis Pavlopoulos, Obama incentivou com otimismo a recuperação daquele país.

Apesar deste discurso amistoso, o presidente norte-americano não foi recebido com cortesia pela população, que nas ruas dizia “Não precisamos de protetores” e “Yankees vão para casa!”. Os ativistas gregos acusam o governo dos Estados Unidos de praticar uma “política assassina”.

Ficou claro o posicionamento dos ativistas gregos contra a intervenção norte-americana na Síria. Um dos manifestantes declarou à imprensa que “os americanos só se preocupam com Petróleo e não com as pessoas”. Esta declaração vem ao encontro do principal motivo da revolta, pois as medidas de austeridade impostas pela #União Europeia contaram com o apoio dos Estados Unidos.

Ativistas e policiais entraram em confronto nas imediações da mansão presidencial, onde Obama foi recebido para um jantar oficial. Também em frente ao Parlamento houve violência, quando manifestantes tentaram romper a barreira formada por policiais.