STF usa argumento político – Não provocar crise institucional e chacota mundial para não aceitar rever Impeachment

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quinta-feira – 20 de outubro de 2016
–> Quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Negada liminar em que ex-presidente Dilma buscava suspender impeachment

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu nesta quinta-feira (20) liminar por meio da qual a ex-presidente Dilma Rousseff buscava suspender os efeitos da decisão do Senado Federal que a condenou por crime de responsabilidade e a afastou definitivamente do cargo. Ao decidir no Mandado de Segurança (MS) 34441, o ministro explicou que a medida só se justificaria caso se verificasse sua indispensabilidade para prevenir “gravíssimos danos às instituições ou à democracia”, o que, segundo ele, não ficou demonstrado na petição inicial.

Com a liminar, Dilma Rousseff pleiteava seu retorno ao exercício da função presidencial ou, alternativamente, a retomada a condição de presidente da República afastada, voltando Michel Temer à condição de vice-presidente da República em exercício, até o julgamento final do mandado de segurança. No mérito, ela pede a anulação da decisão condenatória proferida pelo Senado.

Em sua decisão, o ministro lembrou que, após cerca de nove meses, o processo de impeachment foi concluído pelo Senado que, com quórum de mais de dois terços de seus membros, decidiu pela procedência da denúncia. O ministro afirmou que uma eventual decisão liminar favorável às teses propostas pela ex-presidente geraria clima de intensa instabilidade no País. “É preciso também considerar que, enquanto a possibilidade de exame de parte das impugnações enunciadas neste mandado de segurança é altamente controversa, dúvidas não há sobre as avassaladoras consequências que uma intervenção judicial volúvel poderia gerar no ambiente institucional do País, que atravessa momentos já tão dramáticos do seu destino coletivo”, afirmou.

“Seriam também enormes as implicações para a credibilidade das instituições brasileiras no cenário mundial promover, mais uma vez – e agora por via judicial – alteração substantiva e brusca no comando da Nação”. Por essas razões, segundo o ministro Teori Zavascki, somente “uma cabal demonstração” da indispensabilidade de prevenir gravíssimos danos às instituições, à democracia ou ao Estado de Direito justificaria a concessão da liminar, o que não corre no caso.

No mandado de segurança, a defesa da ex-presidente afirma que o país não pode “permanecer a ser governado por quem não foi eleito e não exerce seu mandato por decorrência do texto constitucional” e que “o risco da demora é o risco da possibilidade de serem implementadas medidas de governo por aqueles que ilegitimamente governam e que não poderão, de fato, ser desfeitas”. Segundo o ministro Teori Zavascki, tais alegações encontram contradita imediata na própria Constituição Federal, que consagra regime presidencialista em que a eleição do presidente implica automaticamente a do vice-presidente com ele registrado, e em que este tem legitimidade constitucional para suceder o presidente, em caso de vacância.

Argumentos

No mandado de segurança, Dilma afirmou que sua condenação se deu com manifesto desentendimento aos pressupostos garantidos pela ordem jurídica brasileira, sem a produção de provas mínimas que justificassem a decisão. Segundo o petição inicial, o impeachment foi consequência de um “patente e induvidoso desvio de poder”, que não teria decorrido apenas da ação “degenerada e ilícita” do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, e de seus apoiadores diretos, mas de um conjunto muito mais amplo de deputados e senadores. Para Dilma Rousseff, o processo está viciado pela ocorrência de um desvio de poder contínuo, desde o recebimento parcial da denúncia até a decisão final do Senado. “Todos os atos deste processo foram marcados por este vício insanável (na Câmara e no Senado), impondo-se, por conseguinte, a necessidade do reconhecimento da sua mais absoluta nulidade”, alega.

Leia a íntegra da decisão.

VP/AD

Leia mais:
30/09/2016 – Ex-presidente impetra MS para tentar anular decisão do Senado que a afastou do cargo

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Processos relacionados
MS 34441
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Uma resposta to “STF usa argumento político – Não provocar crise institucional e chacota mundial para não aceitar rever Impeachment”

  1. Renan Says:

    BEM VERDADE QUE COMUNISMO É SATANISMO…
    O cara quando adota o comunismo dá forte indicios que o diabo se apossa da sua alma, e daí pará frente o desgraçado não vê mais nada de errado em defender suas teses esquizofrênicas, esdrúxulas, obsoletas, que não funcionam, completamente estúpidas!
    Olhem o caso dessa doidona de mais Dilmerda, querendo ela e seu bando de cangaceiros querendo voltar ao poder para continuarem nas roubalheiras, meliantes como são!
    Quer dizer: para os vagabundos que adotam esse regime e que detestam trabalhar e viver parasitariamente, não existe regime melhor para essa especie de sanguessugas dos próximo, levando-se em conta que os comunistas têm as mesmas mentalidades das serpentes venenosas!
    Tornam-se como alguém que está no hospital psiquiátrico, tem crises psicóticas constantes e sempre é algo controlado sob fortes doses de sossega-leão!
    Em 2018 o restante das pestes do PT serão extintas, lamentando-se de existirem por incuria ou conivencia de muitos da nossa Igreja católica, parecendo que o diabo lacrou-lhes a boca para não denunciarem os comunistas!
    Acho que dessa vez e doravante a sra. SMARTMATIC não ajudará aos comunistas, pois é possível que ela tenha ajudado a colocar no poder o PT-Dilmandrake…
    Nem me reporto à traidora da fé a marxista CNBB – caso perdido – partner da esquerdista TL associada aos vermelhos!

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