Carta Aberta à TV Globo a respeito da abordagem sobre aborto provocado na novela Amor à Vida.

Carta Aberta à TV Globo a respeito da abordagem sobre aborto provocado na novela Amor à Vida.

Ilustríssimo Senhor,
Carlos Henrique Schroder
Diretor Geral da TV GLOBO

Em cena da novela “Amor à vida”, no capítulo 82 que foi ao ar no dia 23 de agosto, a Rede Globo entrou com extrema superficialidade e com inúmeros equívocos em debate que merece ser abordado com seriedade e fundamentação. Em evento desconectado do enredo, entra em debate o aborto provocado. O personagem de um médico, chefe da residência médica, afirma que “o aborto ilegal está entre as maiores causas de mortes de mulheres no Brasil”. E afirma também que “infelizmente o aborto ilegal se tornou caso de saúde pública”.

Vamos aos dados oficiais, disponíveis no DATASUS: faleceram no Brasil, em 2011 (último ano a ter os dados totalmente disponíveis) 504.415 mulheres. O número máximo de mortes maternas por aborto provocado, incluindo os casos não especificados, corresponde a 69, sendo uma delas aborto dito legal. Portanto, apenas 0,013% das mortes de mulheres devem-se a aborto ilegal. Comparando, 31,7% das mulheres morreram de doenças do aparelho circulatório e 17,03% de tumores. Estes sim constituem problemas de saúde pública.

Houve também clara confusão entre os conceitos de “omissão de socorro” e “objeção de consciência”, com laivos de intolerância à liberdade religiosa. Desconhecemos que alguma religião impeça seus membros de prestar socorro a “pecadores”. Se assim fosse, inúmeros assaltantes e assassinos que chegam baleados aos hospitais ficariam sem atendimento. Se até um bandido assassino que foi ferido no embate tem direito a atendimento médico, como caberia negá-lo em situações de sequelas do aborto? A cena foi preconceituosa para com as crenças do outro personagem médico, distorcendo-as. Ela parece mesmo pretender trazer confusão para a questão da objeção de consciência, situação em que o profissional de saúde se recusa licitamente a realizar ou participar do abortamento, uma vez que ele se forma para proteger a vida e não para tirá-la.

Sabedores da influência que as novelas possuem na mentalidade do povo, demandamos que haja uma retratação das falsas impressões apresentadas, pois uma emissora deve ter compromisso com a realidade dos fatos. Se a Rede Globo deseja problematizar o debate, que o faça a partir de dados e situações verazes e não apenas reproduza determinados jargões propagandísticos pela legalização do aborto em nosso país.

Brasilia, 23 de Agosto de 2013.

Lenise Garcia
Presidente Nacional

Jaime Ferreira Lopes
Vice-Presidente Nacional Executivo

Damares Alves
Secretária Geral

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2 Respostas to “Carta Aberta à TV Globo a respeito da abordagem sobre aborto provocado na novela Amor à Vida.”

  1. LEANDRO Says:

    PODEM ATÉ TENTAR IMPLANTAR O COMUNISMO NO BRASIL, MAS NUNCA SEM CONSEGUIRÃO SEM LUTA!!!! TENHO CERTEZA QUE MUITOS COMPANHEIROS ATENTOS E ESCLARECIDOS ESTÃO PRONTOS A DEFENDER AS INSTITUIÇÕES E NÃO PERMITIR QUE OS COMUNAS TOMEM DE VEZ O JUDICIÁRIO, AS FORÇAS DE SEGURANÇA, AS IGREJAS E A FAMÍLIA.

  2. Renan Says:

    A GLOBO É UMA DAS RAMIFICAÇÕES DA “DITADURA DO RELATIVISMO”!
    GRAMSCI, PAI DO MARXISMO CULTURAL COMUNISTA E SEU ESQUEMA “SUTIL, LENTO E GRADATIVO” ATÉ À TOMADA DO PODER!
    Antônio Gramsci “terrenizou o pensamento” para efetivar o socialismo; era um teórico socialista e militante do PC italiano, impressionado com a violência das guerras que o governo revolucionário da Rússia empreendera para submeter ao comunismo as massas oponentes, apegadas aos valores e praxes de uma cultura cristã.
    Daí, Gramsci descobriu que convinha amestrar o povo antes de fazer a revolução: doutrinar todos a pensarem, sentirem e agirem como membros de um Estado comunista, embora vivendo num quadro externo capitalista. Quando viesse o golpe comunista, as resistências já estariam anuladas e todos aceitariam o novo regime com poucas resistências, e convinha mudarem as estruturas de pensamento: os valores, os símbolos, a linguagem etc., até negando ser propaganda comunista.
    Disso, criaria um novo senso comum: todos julgarão doutra forma, sendo necessario um processo lento e imperceptível. Gramsci percebeu a necessidade de infiltrar nas organizações dedicadas à cultura, nas redações dos jornais, nas comunidades religiosas, usando a Igreja Católica e sua doutrina sutilmente modificada como aliada na luta pró marxismo.
    Esse processo deslanchou mais a partir de D Hélder e sucessores ao deslocar o foco da Igreja transcendente – salvação, santidade, vida eterna, pecados, virtudes, oração – para o imanente, dos humanismos – salário, moradia, emprego, justiça social – apelando para a caridade cristã com o próximo, transformando a fé católica em revolução comunista, mas revestida de aparências cristãs – o apelo à caridade e do desapego aos bens materiais eram uma bem montada farsa – um grande projeto político-ideológico identificado com o socialismo, sob a capa de cristianismo.
    Eis aí a tática gramsciana dos marxistas descobrindo que o melhor método para chegar ao poder é dominando a cultura num processo de influência subversiva na religião, nas escolas, nos meios de comunicação e especialmente nas universidades.
    Nesse contexto enquadra-se a Teologia da Libertação como uma doutrina política relativista disfarçada de crença católica, defendendo o totalitarismo, enfraquecendo a sociedade face ao controle estatista, e, ao mesmo tempo, subvertendo toda a ética-moral católica e, com uma sociedade alienada, desfamiliarizada e amoralizada, facilita sua captura por um Estado totalitarista, materialista e ateu e teria como pano de fundo o erguimento globalista oficial da NWO-Nova Era.

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