I GO TO KOREA Fugindo dos baixos salários da Terrinha

Há uns dois anos, algum burocrata encartado olhou para a economia portuguesa e decidiu que a melhor forma de a fazer prosperar seria reduzindo os seus salários.

Já que não há moeda para desvalorizar, cortem-se os ordenados.

Claro que descer os vencimentos na folha salarial não é fácil, nem legal nem psicologicamente. Vai daí, optou-se por subir o IRS e eliminar os subsídios de férias.

A coisa fez-se, os visados protestaram um bocadinho, mas não o suficiente para reverter a decisão e os salários reais dos portugueses desceram um pedação no último ano (e continuarão a emagrecer em 2013).

A ideia é que, com salários mais baixos, os custos de produção serão menores e que isso tornará a economia portuguesa mais competitiva face às suas concorrentes europeias.

Mas num espaço europeu em que há liberdade de circulação de pessoas e em que um voo de avião de Lisboa para Amesterdão custa 79 euros, o resultado deste “choque” é a imigração dos portugueses mais dinâmicos e ambiciosos para melhores paragens.

Há uma geração de gente qualificada, que não ficará sentada no sofá à espera de empobrecer.

Por aqui, só ficarão os mais acomodados e os que têm filhos pequenos ou gente dependente.

Portugal terá salários mais baixos, mas também uma mão-de-obra menos qualificada.

Ficaremos mais pobres, não só nos salários, mas também na qualidade dos recursos humanos.

Com resultados finais (demografia incluída) ainda por apurar e que tenderão para a catástrofe.

E sendo assim, o último a sair, que apague a luz.

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