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O Dia que Lula fechou o corpo na África

11/02/2006

OUIDAH (Benin), (AG) -Os tambores da África bateram forte ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se estava preocupado com a urucubaca lançada pelos adversários no Brasil, como disse recentemente, ele pode ter saído do Benin, berço do vudu, com o corpo fechado para enfrentar a ferrenha disputa que se anuncia esse ano. O presidente passou a tarde toda sendo reverenciado com orações e danças feitas por feiticeiros vudus, líderes tribais e pelos descendentes de escravos brasileiros que formam uma espécie de colônia de brasileiros em Ouidah, nos arredores de Cotonou, capital do paupérrimo Benin.

 

Todos os preparativos para recepcionar e pedir proteção ao presidente brasileiro foram feitos pelo “chachá” Feliciano Julian de Souza, descendente e herdeiro do milionário baiano Francisco Félix de Souza, o maior traficante de escravos do país para o Brasil no sécúlo XVIII.

O ritual começou com Lula passando por cima de uma água muito limpa oferecida numa cuia por uma menina de 11 anos. De um lado, três feiticeiros, chamados de fantasmas vudus, dançavam e oravam por ele. Segundo um líder local, são espíritos de pessoas mortas que voltam para abençoar e fechar o corpo da pessoa homenageada contra tudo o que tem de ruim. Do outro, um grupo de africanos e africanas faziam a dança . Os beninenses adoram os espíritos vudus como deuses.

Enquanto participava de uma solenidade na “Maison Chachá”, uma enorme construção inacabada onde ele mora com oito mulheres e 23 filhos, Lula respondeu com um largo sorriso se tinha tido o corpo fechado com as rezas e batuques. Com a gargalhada, seguiu dançando no embalo de um grupo típico local e de mulheres africanas que dançavam, batiam palmas e entoavam ritimadamente um canto em que diziam: “brigado presidente Lulá”. No final do dia Lula confessou que deixava Ouidah mais leve.

— Vocês estavam acompanhando o tempo todo. Acho que até vocês estão mais leves — disse o presidente.

Em Ouidah existem dois portais que se abrem para o mar. O primeiro se chama “Portão do não-retorno”. Dali partiram milhares de escravos para o Brasil e outras partes do mundo. O outro monumento se chama “Portão do Bom retorno” e é uma referência aos escravos que conseguiram retornar. Ou aos que o corpo não voltou, apenas o espirito. Lula depositou flores no primeiro. Em seguida ele foi recebido na casa do vice-rei do Dahomé Julien de Souza, num cortejo formado por suas oito mulheres e negros africanos que os protegiam com duas tendas coloridas e bordadas. Tudo muito parecido com os hábitos dos antigos reinos africanos. O oitavo Chachá é reverenciado como o verdadeiro rei pela comunidade local. É um poderoso senhor de terras e dono de uma foturna de U$ 51 milhões. Mas para não pagar imposto nunca pintou seu palácio. O primeiro ato de Lula, entretanto, foi descerrar uma placa de inauguração da obra inacabada.

Desta vez Lula não chorou nem pediu perdão pelo grande número de escravos embarcados para o Brasil. Mas anunciou que seu governo faria tudo para ajudar o Benin, na área de assistência médica, agricultura, cultural e educacional, com o recebimento de jovens beninenses para estudar nas universidades brasileiras.

— O Brasil deve muito ao povo africano. Muitos homens e mulheres livres foram vendidos e comercializados como escravos na América. Lá, com sofrimento e trabalho, ajudaram a construir o meu país. Não adianta ficar só chorando o que aconteceu no passado. É preciso construir o futuro. Nunca mais o Brasil voltará as costas ao povo africano — disse Lula, sendo aplaudido e ovacionado com os gritos de guerra das famílias Silva e Souza presentes.

Em Ouidah , no Museu Histórico, Lula inaugurou a exposição do antropólogo e fotógrafo brasileiro Milton Guran sobre a comunidade de descendentes brasileiros no Benin.

Fonte: http://www.jornaldacidade.net/noticia.php?id=34838


Deuteronômio 18,9-14
Adivinhação e Profetismo

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti que faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus. As nações que vais despojar, ouvem os agoureiros e os adivinhos; a ti , porém , o Senhor, teu Deus, não o permite.”

Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 19,31).

Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos fornicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem. e o cortarei do meio de seu povo” (Lv 20,6).

Qualquer homem ou mulher que envocar os espíritos ou fizer adivinhações será morto. Serão apedrejados e levarão sua culpa” (Lv 20,27).

Muitos dos que haviam acreditado vinham confessar e declarar as suas obras. Muitos também, que tinham exercido artes mágicas, ajuntaram os seus livros e queimaram-nos diante de todos. Calculou-se o seu valor, e achou-se que montava a cinqüenta mil moedas de prata.” (At 19,18-20).

A doutrina da Igreja a esse respeito nunca mudou.  Já no decreto da Santa Sé, de 24/04/1917, encontramos:

“É ilícito assistir a sessões espíritas, elas realizadas ou não com o auxílio de um médium, com ou sem hipnotismo, sejam quais forem estas sessões, mesmo que aparentemente simulem honestidade ou piedade, quer interrogando almas ou espíritos, ouvindo-lhes as respostas, quer assistindo a elas com pretexto tácito ou expresso de não querer ter qualquer relação com espíritos malignos”!.

O Decreto afirma ainda:

“Os que não querem praticar nem a necromancia, nem a magia, não assistem a sessões espíritas, mas professam a doutrina da reencarnação, como esoteristas, rosacruzes, teósofos e outros ocultistas ,são hereges formais e como tais devem ser tratados”.