A retirada dos Arrozeiros de Roraima – Quartiero—Lula atenta contra a soberania nacional – a primeira micro nação indígena – Roraíma não é mais parte do Brasil – o primeiro território indígena libre e independente

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QUARTIERO PREVÊ BANHO DE SANGUE:  QUEM É CAPAZ DE TIRAR OS ARROZEIROS?

WILLAME SOUSA – Folha de Boa Vista – 23 de março de 2009

Polícia Federal e Exército Brasileiro não teriam capacidade para retirar os arrozeiros que ocupam a Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, cujo processo de demarcação de forma contínua foi validado na semana passada, o que acarretará a retirada de não-índios residentes na região. 

A declaração foi concedida pelo arrozeiro Paulo César Quartiero, em entrevista ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha (AM 1020). Para ele, apenas os produtores de arroz têm condições para realizar a retirada.

“Não tem ninguém que faça a não ser nós. Polícia Federal e Exército não têm capacidade para isso e Governo Federal muito menos. Eles são bons para destruir, não para construir. Quem pode fazer a retirada somos nós, arrozeiros. Nós temos capacidade, porque trabalhamos com agricultura e, por isso, poderemos desmontar as máquinas”, afirmou.

Desta forma, segundo ele, a Justiça deve estipular prazos possíveis de serem cumpridos para a retirada, pois, caso contrário, a alternativa seria quebrar equipamentos, matar o gado e atear fogo nas benfeitorias. Quartiero afirma já ter realizado levantamento de qual o período necessário para deixar a propriedade que ocupa. “Nós precisamos de seis meses. Se não quiserem dá este prazo, vão lá e ateiem fogo nos bens, matem o gado e acabem com tudo”, declarou.

Ele afirma que, não pretende resistir à retirada, entretanto, pede respeito e não descarta a possibilidade de conflitos. “Eu tenho compromisso moral de obedecer a decisão judicial, agora se eu for agredido tenho que me defender, pois a maneira de sair terá de ser exeqüível e possível”, declarou.

Quartiero informa ainda que, solicitou ao seu Departamento de Contabilidade a realização de um levantamento de quanto gastará para retirar máquinas, gado, estruturas de armazéns, balsas, dentre outros equipamentos, da reserva. Segundo ele, serão necessários R$ 2,8 milhões, algo que dificultaria a saída imediata da região, em virtude da dificuldade de obter o recurso.

Questionado em relação à declaração concedida pela PF de que a retirada de não-índios não está condicionada à indenização, Quartiero criticou à instituição. “Policial federal é para obedecer a ordens. Então, não é de se esperar e nem pode se esperar que eles tenham inteligência. Por isso, ficar questionando o que a PF está dizendo é perder tempo. A única coisa que eles podem fazer é ir lá é quebrar tudo, mas até para quebrar dá trabalho”, critica ele, destacando ainda que, o não pagamento das indenizações antes da retirada seria outro ponto que dificultaria esse processo, porque é necessário recursos para isto.

Quanto ao fato de o estado não dispor de terras propícias ao cultivo de arroz, o produtor questiona sobre os seis milhões de hectares repassados pela União, no final de janeiro, e diz não ter certezas em relação ao desenvolvimento local. “Hoje em dia, ser traficante de drogas é um posto mais tranquilo, pois dá menos problema do que ser produtor rural. Mas, quem vai se responsabilizar em produzir emprego e gerar renda no estado?”, observou.

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