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ORIGEM E POVOAMENTO

A  Região dos “Campos do Avanhandava” e do “Salto do Avanhandava” no baixo Rio Tietê, quando da chegada dos primeiros pioneiros (brancos colonizadores), era habitada pelos índios Coroados (ou Kaingang ou ainda Caingangue) vindos do sul do Brasil.

O topônimo Ava – Nhandava significa: ” O índio que fala o dialeto Nhandeva“, por isso não se diz: “salto de, e, sim, se diz: “Salto do Avanhandava” ou “Cachoeira do Avanhandava”, e por isso se acredita que os nhandevas predominavam na região quando da chegada dos índios Coroados.

A primeira presença do Estado brasileiro na região foi, na década de 1860, pouco antes da Guerra do Paraguai, uma Colônia Militar (quartel, fortaleza), próxima ao Salto do Avanhandava, que recebeu o nome de Colônia do Avanhandava e o apelido de Degredo.

Naquela época se criaram várias colônias militares em todo o Brasil para proteção das fronteiras e para “proteger a população do interior contra índios selvagens, facilitar as comunicações e o comércio e ajudar os núcleos civis que se fundarem nas suas vizinhanças”.

A Colônia do Avanhandava, localizada próximo ao porto de desembarque, o Porto do Cruz, no rio Tiête, pouco antes da Cachoeira do Avanhandava, junto à estrada que ligava Piracicaba a Paranaíba, foi criada pelo decreto imperial de 18 de março de 1858, e tinha como objetivo, proteger o povoamento da região, onde cinco fazendeiros compraram terras devolutas do governo e pretendiam formar um “patrimônio”, como se chamava, na época, as pequenas povoações, recém criadas, construídas ao redor de uma capela, à qual se doa um “patrimônio“: uma área para praça, capela e abertura de ruas ao seu redor.

A Colônia do Avanhandava deveria servir também de retarguarda à Colônia de Itapura, na foz do rio Tiête. A Colônia do Avanhandava, porém, não prosperou.

Uma missa no sertão:

Hoje, o salto do Avanhandava, a colônia militar e a velha Usina Hidrelétrica de Avanhandava jazem no fundo da represa da Usina Hidrelétrica de Nova Avanhandava.

Posteriormente, próximo ao velho quartel já abandonado e ao Ribeirão do Lageado, se tentou formar, em 1883, pelos primeiros pioneiros, um Patrimônio, tendo como orago o “Nosso Senhor dos Passos”. Este primeiro patrimônio não prosperou porque uma das famílias pioneiras, os Pinto Caldeira, foi massacrada pelos índios em 1886.

Esta família Piinto Caldeira é homenageada dando seu nome ao Córrego dos Pintos, na região do Ribeirão do Lageado, a qual ainda pertence ao município de Penápolis, e foram enterrados no cemitério do Lageado, o qual é o momumento histórico mais antigo de Penápolis e única construção que restou do antigo Patrimônio de Nosso Senhor dos Passos.

Em 1895, o presidente do estado de São Paulo, Bernardino de Campos, autoriza em lei, a construção de uma estrada de Bauru ao Salto do Avanhandava, estrada esta que facilita o acesso à região dos Campos do Avanhandava.

O Patrimônio do Santa Cruz do Avanhandava surgiu, tempos depois, em 1908, em terras compradas dos herdeiros da pioneira Maria Chica pelo empreendedor Coronel Manuel Bento da Cruz e em terras doadas em 1906, pelo fazendeiro Eduardo José de Castilho.

Eduardo Castilho doou, em 1906, para a formação do novo patrimônio, um lote de terras aos frades capuchinhos, e ele e Manuel Bento da Cruz venderam as terras vizinhas ao novo patrimônio para os pioneiros, fracionando-as em pequenos lotes de terras, os sítios.

Manuel Bento da Cruz adquiriu terras públicas em leilão e as registrou em 1907 no cartório de notas de São José do Rio Preto e rapidamente as vendou em pequenos lotes aos pioneiros.

A colonização de Penápolis, portanto, foi feita, como em todo o oeste paulista, de acordo com a Lei de Terras estadual nº 323 de 1895, que só permitia a aquisição de terras devolutas, pertencentes ao governo do estado, em leilão (haste) público.

A Lei de Terras paulista, inspirada na lei de terras do Império do Brasil nº 601 de 1850, exigia também que, em breve, o seu comprador as revendesse em lotes que não podiam passar de 500 hectares em terras de cultura, 4.000 hectares em “campos de criar” e 40 hectares nos lotes suburbanos, sendo considerados suburbanos os lotes a menos de 12 quilômetros do centro da povoação, garantindo, assim, o acesso à terra aos pequenos proprietários.

Assim, para estimular a colonização da região, Manuel Bento da Cruz, Eduardo de Castilho e os capuchinhos fundaram o Patrimônio de Santa Cruz do Avanhandava, em 25 de outubro de 1908, esperando a próxima chegada dos trilhos da ferrovia da NOB. Esta data é oficialmente a data de fundação de Penápolis.

Como marco deste acontecimento, realizaram um primeira missa naquele dia e ergueram eles um cruzeiro em frente ao local onde, depois, se instalou, em 1923, o 1º Grupo Escolar de Penápolis. No lugar onde ficava o cruzeiro, há atualmente uma estátua de São Francisco. Nos patrimônios e cidades daquela época se concentravam os estabelecimentos comerciais, porém a grande maioria da população vivia na zona rural.

Logo em seguida, em 2 de Dezembro de 1908, chegou ao novo povoado, a Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, na época chamada Estrada de Ferro Bauru – Itapura, que impulsionou o povoamento da região. As estradas de ferro, naquela época, eram fundamentais para o transporte de grãos de café, a maior produção agrícola da época, para o porto de Santos.

A construção dos trilhos da Noroeste do Brasil prosseguiu, em terras pertencentes, na época, à Penápolis, rumo ao rio Paraná onde os trilhos chegaram em 1910, com um número de mortos por malária e por índios de 10.000 pessoas. O primitivo traçadado da NOB era o ramal Araçatuba– Lussanvira (a atual Pereira Barreto), ramal este que margeava o Rio Tietê, sujeitando os trabalhadores da linha à malária.

Em 17 de novembro de 1909, o patrimônio se torna um distrito de paz de São José do Rio Preto, com seu território se estendendo até próximo da foz do Rio Tietê, no Rio Paraná, divisando ali com o distrito de paz de Itapura. Em 22 de dezembro de 1913, Penápolis torna-se um município.

Os pioneiros encontraram seus maiores obstáculos nos ataques dos índios e na malária, na época chamada de maleita e impaludismo. Os índios só foram finalmente pacificados, em 1912, com a ação do Coronel Cândido Rondon, que, por isto, é homenageado dando seu nome a SP-300 que é a principal rodovia que corta a região da Estrada de Ferro NOB (Bauru até a divisa com o Mato Grosso do Sul), atual Novoeste.

Um dos últimos grandes ataques de índios, se deu em julho de 1910, quando o agrimensor Christiano Olsen e sua equipe foram mortos e queimados pelos índios caingangue na fazenda Baguassu, próxima a atual, Araçatuba, região que, na época, pertencia a Penápolis.

A pacificação dos índios realizado pelo Coronel Rondon foi decisiva para o povoamento da região, tanto que o preço do alqueire de terra subiu 1.000% de 1910 a 1914, passando de 13$000 réis a 100$000 réis, indicando um grande aumento da procura por terras após a pacificação. Em 1925, o alqueire de terra, próximo à área urbana de Penápolis, já estava cotado a 1:000$000, ou seja, uma nova valorização de 1.000% em relação a 1914.

Em 1929, a região da NOB, recebeu a visita do presidente de São Paulo, o Dr. Júlio Prestes, o Seu Julinho, que comparou os pioneiros desbravadores da Noroeste aos bandeirantes, desbravando terras e enfrentando perigos de todo tipo.

O Dr. Júlio Prestes

A situação da velha Noroeste do Brasil, que pertencia ao governo federal, melhorou muito, quando, em 1935, o Dr. Getúlio Vargas, iniciou o empedramento da linha férrea, eliminando-se as nuvens de poeira que penetrava nos vagões, e concluiu, em 1940, a construção de uma variante entre Araçatuba e Jupiá, afastando a estrada de ferro das margens do rio Tietê e portanto da malária, (impaludismo).

O primeiro Grupo Escolar foi instalado em 1919 e o primeiro Ginásio Estadual em 1935.

Pouco restou da cultura dos índios Coroados: peças de museu e uma a aldeia Icatu a 35 kilômetros de Penápolis. A cidade foi, porém, enriquecida por várias tradições européias e asiáticas, pois se estabeleceram em Penápolis imigrantes de vários países para trabalharem nas lavouras de café; Vieram também, para Penápolis, muitos migrantes de Minas Gerais, com tradição em engenhos de cana-de-açúcar, doces, queijos e o carro de boi.

História administrativa

Em 23 de março de 1858, o decreto federal nº 2.126, assinado pelo Marquês de Olinda cria a Colônia Militar do Avanhadava, na estrada entre Piracicaba e Paranaíba:

“Art. 1º A Colonia militar estabelecida por Decreto desta data, na estrada que vai da Villa da Constituição em S. Paulo á de Sant’Anna da Parnahyba em Matto Grosso, terá por districto não só huma legua quadrada, que será medida e demarcada, como todo o mais territorio, que for designado pelo Presidente da Província com approvação do Governo Imperial”.

Em 17 de novembro de 1909, pela lei estadual nº 1.177, o Patrimônio do Santa Cruz do Avanhandava é elevado à condição de distrito de paz de São José do Rio Preto e passa a se chamar “Villa de Pennapolis”, em homenagem ao recém-falecido presidente da República Afonso Pena, grande incentivador das ferrovias, e, cujo teor, é o seguinte:

“O Dr. Manoel Joaquim de Albuquerque Lins, Presidente do Estado de São Paulo, faz saber que o Congresso Legislativo do Estado decretou e eu promulgo a lei seguinte:

Artigo I: Fica creado, no município e comarca de São José do Rio Preto, o districto de paz de Pennapolis, no povoado e estação de Santa Cruz do Avanhandava, da Estrada de Ferro Noroeste do Brazil”.

Outra povoação recebeu também, naquela época, o nome de Penápolis: a atual cidade de Rio Branco, no Acre.

Em 16 de dezembro de 1910, pela lei estadual 1.225, o Distrito de Paz de Penápolis é transferido para o município e comarca de Bauru. Pela mesma lei, é incorporado à Penápolis todo o território pertencente ao, então, extinto distrito de Itapura.

A “Villa de Pennapolis” foi desmembrada do município de Bauru e elevada à condição de município, em 22 de dezembro de 1913, pela Lei estadual nº 1.397, passando a se chamar Município de Pennapolis. O novo município possuia dois distritos: Penápolis e Miguel Calmon, hoje chamado Avanhandava.

Dentro do município de Penápolis, em 1914 é criado o distrito de paz de Birigui, em 1917 o de Araçatuba, em 1919, o de Promissão, em 1920, o de Glicério e em 1934, o de Alto Alegre.

A Câmara Municipal de Penápolis foi instalada em 11 de maio de 1914.

O município foi elevado à condição de comarca, em 10 de outubro de 1917, pela lei nº 1.557. A instalação da Comarca de Penápolis ocorreu a 27 de julho de 1918. Nos documentos anexados ao projeto de lei nº 3 que deu origem à lei que criou a comarca, há uma estatística que informa que em agosto de 1915, Penápolis contava com 2.549.826 pés de café produzindo, plantados por 287 proprietários.

Hoje, a Comarca de Penápolis abrange 7 municípios: Penápolis, Glicério, Braúna, Alto Alegre, Avanhandava, Luiziânia e Barbosa.

O território original do distrito de paz de Penápolis, estabelecido em 1909, era muito grande, partindo da atual Promissão e compreendendo grande parte das terras da Alta Paulista e indo até à barra do Córrego Três Irmãos, próximo à Barragem Três Irmãos, perto da foz do Rio Tietê no Rio Paraná. O Córrego Três irmãos era a divisa de Penápolis com o distrito de paz de Itapura.

As divisas de Penápolis estabelecidos na lei que criou o município, em 1913, compreendiam todas as terras que ficavam à margem esquerda do Rio Tietê, até sua foz no Rio Paraná assim determinados: A linha de divisa desce do Rio Tietê, próximo a atual cidade de Promissão, até o espigão entre o Rio do Peixe e o Rio Aguapeí (ou Feio), seguindo deste espigão até o Rio Paraná; do Rio Paraná, sobe até a foz do Rio Tietê, e deste ponto sobe o Rio Tietê até o ponto que iniciou a divisa.

Este território compreendia, portanto, a Alta Paulista e a região da Noroeste do Brasil. Este território, porém, foi muito reduzido com os seus sucessivos desmembramentos, a partir de 1921, em novos municípios. Foram desmembrados de Penápolis, os seguintes municípios: Araçatuba e Birigui em 1921, Promissão em 1923, Avanhandava e Glicério em 1925 e Alto Alegre em 1953.

Em 3 de agosto de 1926, data da Lei estadual 2.129 que fixou as divisas de Penápolis, o seu território já estava bastante reduzido, mas ainda se estendia até perto da atual Marília.

Até 1937, a comarca de Penápolis se estendia até Quintana e Tupã (que pertenceram a Glicério), na região da Alta Paulista.

 A Igreja Católica e os Capuchinhos

O município pertence à Diocese de Lins e seu padroeiro é São Francisco de Assis, sendo a Igreja Matriz de Penápolis servida, desde sua criação, pelos frades capuchinhos, os primeiros vindos da região de Trento na Itália.

Criada a paróquia em 1909 com o nome de “Curato do Santa Cruz do Avanhandava” , na época pertencente à Arquidiocese de Botucatu. Paróquia grande que foi desmembrada inúmeras vezes. O primeiro vigário da paróquia foi Frei Boaventura de Aldeno. Atualmente se denomina Paróquia de São Francisco de Assis pertencente à Diocese de Lins.

É considerada a fundação de Penápolis, a realização de uma primeira missa, em 25 de outubro de 1908, pelos frades capuchinhos da Igreja Católica, os quais, assim que chegaram a Penápolis fundaram uma Escola, a Escolinha de São Francisco, que foi a única da cidade até 1912, quando se instalou a primeira escola feminina e a primeira masculina, e em seguida em 1913, quando se inaugurou a Escola Mixta Municipal do Lageado. Pouco depois, a Escolinha se transformou em Colégio São Francisco.

 Penápolis de antigamente

O penapolense, vivendo o Centenário de sua cidade em 2008, não esquece as histórias de pioneiros. Muitos deles chegando de carro de boi de Uberaba, famílias inteiras buscando vida nova, com récem-casados e mães com crianças no colo (uma delas foi o futuro frei José Vaz de Melo, no colo de sua mãe Dona Bia), em viagens que duravam um mês.

Muitos recém chegados ficavam semanas na Pensão do Sr. Ventura ou em barracas no ‘Acampamento dos Pioneiros’ até se construir uma casinha no sítio, recém comprado, que ainda era puro mato. O Domingos Ventura depois se estabeleceu em Birigui.

Penápolis que já foi uma estação de trem e uma venda. As enormes perobeiras à beira dos ribeirões. A minúscula Companhia Paulista de Força e Luz do Avanhandava da década de 1920.

O sr. Tarcísio das Neves, da Livraria Católica, relembrando o seu pai, um pioneiro, carreteiro, que “puxava” sal e gêneros alimentícios em carro-de-boi entre Penápolis e Franca. Os pioneiros, recebendo em 1958, com muito orgulho, no Cinqüentenário de Penápolis, o título de cidadão honorário penapolense.

Penápolis não esquece a antiga Estação de Trem, o antigo Campo da Aviação, na vila Fátima, com seus “teco-tecos”, os “CAP-4 Paulistinha“, paraquedistas, a Esquadrilha da Fumaça com seus gloriosos aviões T-6, o saudoso Correio Aéreo Nacional com sua linha até o Paraguai. O Clube de Planadores de Penápolis. O Syndicato Condor decolando seus aviões Junkers alemães para o Mato Grosso.

Os passeios no Salto do Avanhandava que, nas palavras da Carmita Ahmad, o salto: “Serpenteia em meneios coleantes, em alvéo de pedras, rumoreja a caudal de espumas borbulhantes do Tietê em fina benfazeja”.. Os banhos e as pescarias no Ribeirão do Lageado. O Porto do Cruz e a Estrada velha do Lageado.

A dureza da política dos anos 1920 e o assassinato do Luís Osório da Fonseca. O dentista Domingos Vieira da Silva que atirou no tribunal do júri em 11 de fevereiro de 1930 matando um jurado, o português Manoel Pereira, ferindo outras três pessoas e sendo notícia no New York Times.

O assassinato do delegado Álvaro Martins Sevilha, em 1936, e a famosa pensão da viúva dona Astrogilda, dada pelo governo do estado. O cérebre Tenente Galinha, João Antônio de Oliveira, caçador de criminosos no sertão da Noroeste.

O crime mais bárbaro da história da região da noroeste, depois da pacificação do índios, ocorreu, em Penápolis, em 31 de março de 1926, quando foram decaptados por golpes de machado, a imigrante Fiyosi Kadotá e seus 4 filhos menores.

As ruas descalças e pacatas com apenas 30 automóveis em 1925, que já eram 350 em 1950.

Waldyr Ruffato Pereira e Irmã Anna de Mattos Castilho lutando, na década de 1970, para a reabertura do Colégio Educandário Coração de Maria.

A antiga Escola Mixta Municipal do Lageado do Professor Altino Araújo Vaz de Mello, fundada em 1913. As crianças recebendo o diploma do 1º Grupo Escolar. A primeira Escola Feminina Estadual de Penápolis da Professora Ismênia Aymbiré do Amaral Rocha, em 1912, época em que muitos professores se recusavam a irem para Penápolis por medo dos índios. Ela que foi a primeira professora diplomada de Penápolis.

A Carmita de Mello Ahmad, filha do Professor Altino, lendo todos os livros que apareciam na cidade e escrevendo suas poesias sobre Penápolis e sobre São Francisco de Assis e editando o jornal feminino “O Jasmim“. A Pepita Rodrigues, de porta em porta, vendendo tomate.

Os comícios do Doutor Adhemar Pereira de Barros em frente ao Mercado Municipal: -“Penapolenses de Penápolis“!, assim começava o velho Adhemar os seus discursos. Estadista Adhemar que, junto com o Lucas Nogueira Garcez, construiu a velha e saudosa Usina Hidrelétrica de Avanhandava e construiu as duas principais rodovias que cortam Penápolis: a SP-300 e a SP-425.

Em 1919, a grande festa na cidade, recebendo os mais importantes políticos da capital paulista que vieram fundar a Santa Casa de Misericórdia de Penápolis e instalar as Escolas Reunidas, que depois se tornariam o “1º Grupo Escolar de Penápolis”.

A dureza de se atravessar, a vau, com carroças e cavalos, o rio Tietê, feito este que só se conseguia em um único ponto mais estreito do rio, e após 1907, de balsa. A tão sonhada ponte do Tietê, ligando Penápolis a São José do Rio Preto, teve autorizada sua construção no tempo do saudoso governador Doutor Washington Luís, na década de 1920, e foi inaugurada em 1928, quando o governador Júlio Prestes visitou a região.

A Cora Coralina vendendo mudas de árvores para a cidade toda e sua Casa de Retalhos. Em uma época em que era raro ver uma mulher comerciante, Cora Coralina lutava, nas ruas e no jornalO Pennapolense” do professor Altino, pela instalação de uma Associação Comercial na cidade. Grande Professor Altino!, cuja família também foi pioneira na educação e no jornalismo em Uberaba no século XIX. O Pennapolense circulou de 1915 a 1939.

O Dr. Mário Sabino, político e médico, atendendo pobres e ricos com carinho. O lendário Quinca Monteiro com seu chapéu de aba larga e sua coleção de fazendas. As elegantes alunas voltando do Instituto de Educação com seus uniformes de camisa branca e saia azul-marinho com pregas.

O Luís Leme orgulhoso de seu antepassado Fernão Dias mas sempre reclamando que tiraram o “Leme” do Fernão Dias Pais Leme, e mostrando a todos, com orgulho, a espada ganhada pelo seu avô, do D. Pedro II, nos velhos tempos da Colônia Militar.

Penápolis teve uma das primeiras mulheres vereadoras do Brasil, logo depois de instituído o voto femimino em 1932, a vereadora Iracema Aymbiré de Camargo, eleita em 1936 pelo PRP.

A primeira casa de Penápolis, próxima a antiga estação de trem, casa toda de madeira, doada, pelo Coronel Manoel Bento da Cruz, aos frades Capuchinhos, da qual, uma antiga moradora, a poetiza Carmita Ahmad dizia:

“Casinha velha.. Você relembra A história de nosso passado Que não será esquecido e foi glorificado… Nos tempos primordiais, Seu teto abrigou nossos ancestrais… Você foi templo, escola e residência… A tradição sua forma conservou… É símbolo e foi berço. Onde originou a nossa civilização“.

Carmita Ahmad

O apito da locomotiva Baldwin Maria Fumaça. Os trens lotados de imigrantes rumando para sabe-se lá onde. O homem do trem, percorrendo os vagões da velha Noroeste do Brasil, gritando: -“Olha o sanduíche!, quem vai querer?!. E as longas viagens para São Paulo de 13 horas e meia de duração.

Estrada de Ferro Noroeste com seus vagões com muita poeira pois os seus trilhos foram colocados diretamente no solo, sem um suporte de pedras. O empedramento da linha férrea da Estrada de Ferro Noroeste foi feita somente em 1937.

As jardineiras (ônibus de antigamente), vagarosas e empoeiradas, chegando de São José do Rio Preto das empresas Bandeirante e Romero. As cinco saudosas empresas de ônibus de Penápolis: Martins, Garcia, Álvares, Pinheiro e Tonello.

O velho cemitério do tempo dos índios, atualmente abandonado, onde estão enterrados, em uma vala comum, os 11 pioneiros mortos, em 1886, pelos índios coroados e onde os penapolenses homenageavam os pioneiros.

Os pracinhas da FEB. A sósia de Elis Regina, Marilda Castilho. O “Cidade contra Cidade” e a “Miss Penápolis” no programa Sílvio Santos. Os bons tempos do time de futebol da cidade o “CAP“. O jornal semanal “Comarca de Penápolis” do Sr. Raul Forchero Casasco, que circulou por 40 anos (19371977).

O fazendeiro “tenente” Jerônimo Lopes Carriço, que doou, em 1928, o terreno onde foi foi construído o estádio municipal de Penápolis, o qual leva seu nome.

O tenente Carriço foi sogro do grande médico Dr. Renè Adolfo Fink, que de 1938 até 1960, contribuiu, com sua perícia médica adiquirida na então Faculdade de Medicina de São Paulo, com mais da metade dos partos realizados na cidade.

O Antônio Veronese doando o terreno, na década de 1950, para a construção da Casa Anjo da Guarda e lutando muito para a sua instalação. Em 1968, concretizado o sonho, o presidente Costa e Silva declara de utilidade pública a Associação Penapolense de Proteção à Infância “Anjo da Guarda”.

As 50 charretes de aluguel (táxi) e os amáveis charreteiros em frente à antiga Estação rodoviária, sendo que em 2005 restavam apenas duas charretes. A Maria 21 e seu papagaio. A Dona Maria Chica. A despedida concorrida e emocionada do Manoel Bento da Cruz. O leiteiro da carrocinha, deixando leite de casa em casa. O primeiro arranha-céu: O Edifício Adilha, sinal de progresso. A trágica morte, em 1968, do Dr. Ramalho Franco, de acidente.

Penápolis não esquece as disputas eleitorais entre o Nagib Sabino e o Edison João Geraissate. O prefeito Joaquim Veiga de Araújo, homem simples que construiu a praça Dr. Carlos Sampaio Filho, com suas próprias economias.

O caminhoneiro “Zé Preto” narrando as dificuldades e proezas das viagens de caminhão, na década de 1950, para o “Norte” (hoje se diz nordeste do Brasil). A Orquestra Penapolense na década de 1950 tocando no Clube Penapolense.

As visitas do Bispo de Lins que reuniam multidões. As irmãs e irmãos do Apostolado da Oração, primeira irmandade de Penápolis, criada em 1909, e da Venerável Ordem Terceira Franciscana Secular.

O Frei Thiago de Cavênide, rigoroso seguidor das normas de pobreza e sempre ao lado dos jovens, teólogo e mestre, e os capuchinhos de Trento.

Os frades pioneiros: Frei Bernardino de Lavalle que celebrou a primeira missa na fundação de Penápolis. Frei Boaventura de Aldeno, Frei Sigismundo de Canazei e o Frei José de Cassana com sua Escolinha São Francisco, escola pioneira, toda de madeira, na primeira casa de Penápolis. Frei Domingos de Riesi que dirigiu a construção da primeira igreja, do convento e da nova escola, já em 1909, e que seria inaugurada em 1913.

As festas do padroeiro São Francisco de Assis no Largo da Matriz. O engenho de açúcar artesanal. Os carros de boi levando toras de madeira para as serrarias e as carroças puxadas por burros levando café para a velha Estação de trem (que funcionou até1917) da velha Estrada de Ferro de Bahurú a Itapura.

Coisas e pessoas que fizeram de Penápolis um lugar muito amado e inesquecível.

Filhos e moradores ilustres

São filhos de Penápolis: 

– O Bispo da Igreja Armênia de São Paulo, Dom Vartan Waldir Boghossian; Walter Bernardes Nory, secretário de transportes do Governo Orestes Quércia; O cantor, compositor e arranjador Iso Fischer e seu irmão Tato Fischer (Carlos Eduardo Fischer Abramides) que é ator e diretor teatral; O Dr. Renè Adolfo Fink, grande médico de nossa cidade, até hoje lembrado por seus pacientes.

– O pintor com a boca e os pés Jadir Raymundo; A escultora Marly Salum; O compositor e cantor Francisco Gottardi (o Sulino), da dupla caipira “Sulino & Marrueiro”; O desenhista e ilustrador Rogério Vilela; A jogadora de basquetebol Suzete Gobbi, capitão da seleção brasileira feminina de basquete de 1973 a 1986. A família materna da atriz Giulia Gam é de Penápolis, onde Giulia é cidadã honorária. O pianista Silvano Reis. O músico Chiquinho Costa. A poetiza Rosemeire Soares de Sales e o poeta Albertinho Sertanejo.

– O sociólogo Luiz Eduardo Waldemarin Wanderley; A apresentadora e modelo Sabrina Sato Rahal, eleita a segunda mulher mais sexy do mundo pela revista vip em 2008; o modelo Bruno Ortiz que já fez parte de grandes agências internacionais como a Ford Models e a Major Agency; A jogadora de vôlei Jaqueline Bachiega Sipriano da Silva que tem grande destaque no vôlei nacional; O artista plástico José Maurício de Almeida (o Caxeta); O grafiteiro Edvaldo Luiz Alvares – (O Vado do Cachimbo). O nadador Thiago Teixeira Simon, campeão brasileiro dos 100 e 200 metros nado de costas na categoria júnior.

– O Euclides Marques, da dupla de Choro “Euclides e Luizinho 7 Cordas”. Nasceu em Penápolis em a 11 de dezembro de 1959, a escritora, contista e poetisa Vera Vilela, e o Deputado Federal por São Paulo, Marcelo Ortiz. O Sérgio Peli, armeiro, restaurador e desenhista de armas. O Fernando Chamarelli, artista plástico e ilustrador. Luiz Eduardo Cheida, deputado estadual no Paraná e que foi secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná. O ator Rafael Fier.

– O professor e diretor de escolas, Isanoel Martins Rodrigues, como: “EE. Dr. Carlos Sampaio Filho”; “EE. Adelino Peters” e entre outras mais da região. Após lecionar ocupou o cargo de Delegado de Ensino. O maestro Sílvio Augusto Bugiga. A decana do professorado paulista, Dirce Pereira da Silva, que, em 2003, foi homenageada pelo Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, como a professora que mais tempo permaneceu em sala de aula em toda a rede pública de ensino do Estado, de 1954 a 2004.

A atriz Pepita Rodrigues, espanhola, veio, na infância, para Penápolis. A poetisa Cora Coralina viveu vários anos em Penápolis. O Bispo aposentado da Diocese de Duque de Caxias e ex- coordenador do Programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, natural de Avanhandava, também morou em Penápolis. O jurista José Frederico Marques foi juiz substituto em Penápolis em 1938. A poetisa e historiadora Carmita de Mello Ahmad foi uma das pioneiras de Penápolis tendo residido na primeira casa de Penápolis. Atua em Penápolis um dos mais antigos advogados do Brasil, com quase 100 anos, Nello Salen, natural de Franca.

Não podemos nos esquecer também do admirável “Pé de Mola”; Antônio Rodrigues de Souza, o “B-12”, que, inclusive, foi candidato a vereador; Pio Gomes em suas “aparições” na Rádio Ativa FM, o “Caju” e a Velhinha da geléia, uma senhora já de avançada idade, magrinha, corpo franzino, empurrando seu carrinho de doces (-“Vai querer geléia? Hoje ela ‘tá com mais leite…”). Quando alguém perguntava se ela vendia fiado, fingia não ter ouvido e deixava o ambiente.

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57 Respostas to “Penápolis sua história, história de penápolis, centenário de penápolis, penápolis 100 anos, 100 anos de penápolis”

  1. antonio marcos Says:

    ola mauro vou ligar para você, gosto de saber historias de meus antepassados, e tambem estou formando uma arvore genealogica ,ja tenho nela mais de 300 pessoas

  2. Maria de Lourdes Melado Says:

    Olá, sou nascida em Penápolis e meus pais saíram dai quando eu ainda era muito pequena e por isso não conheço a cidade. Nasci em 1954 em uma fazenda Cafeeira de nome Santa Branca. A fazenda era uma companhia e tinha como sócio SR. SERAFIN FERREIRA que faleceu no mesmo ano de meu nascimento, 1954.Sei que na fazenda tinha um SR. por nome de Atenizio que era guarda da noite. O carreiro que chama-se Daniel e era casado com Ana, tinham duas filhas, Maria Augusta e Vera Lucia. Eu nasci na casa da fazenda a qual tinha treze cômodos e era de assoalho de tábuas corridas. Eu quero muito ir a Penápolis e conhecer a fazenda onde nasci, se puderem me dar alguma informação de onde fica eu agradeço desde já. Já fiz contato com várias pessoas da cidade e de fazendas, más ainda não encontrei quem possa me ajudar. Meu pai era administrador nesta fazenda e era português, o nome dele era Antônio Lopes Martins.

  3. Alaide Says:

    Gostaria de manter contato com Olsens, minha mãe é filha de Augusto Olsen que é de Cristiano Olsen, até então eu imaginava que Cândido Olsen fosse filho de Cristiano, mas soube que é irmão e que famlia reside aqui em Araçatuba temos um grupo no facebook…Família Olsen..ajudem a resgatar nossa história, obrigada!

  4. Claudia Vicente (Vicenzo) Says:

    Olá meu querido, historiador
    Procurando vestígios da infância de minha mãe, assim como da antiga propriedade de meus avós, achei este tutorial maravilhoso.
    Venho através desta mensagem lhe pedir ajuda, minha mãe nasceu e morou próximo ao córrego dos pintos, ela tinha mais ou menos 5 anos. Em 1944 se mudou para Lavínia. Porém as informações que tenho e do meu avô Antonio da Costa Ferreira (falecido 1943 +-) e minha avó Merenciana do Carmo Gouveia (falecida a 16 anos). Quero muito achar onde ficou a fazenda, e onde meu avô está enterrado assim como os demais parentes Ferreira e Gouveia. E irmãs da minha mãe; Maria, Clotilde e Jandira ( Isabel, já falecida), todas filhas de Antonio da Costa Ferreira de seu primeiro casamento.

  5. DROGA MATA - Não Vote PT! Says:

    nasceu em palmares pe em 13 -4 -96. casado em 28 filhos cecilia e luiz, formado no recife… agronomo. esposa clotilde crisostomo de oliveira….

  6. DROGA MATA - Não Vote PT! Says:

    nasceu em palmares-pe em 13-4-1896, filho de manuel henriques wan e joana de barros, casado com clotilde crisostomo de oliveira em 1928. filhos ceclia e luis,

  7. DROGA MATA - Não Vote PT! Says:

    no livro de penapolis tem todos que são nomes de rua.

  8. José Henrique Wanderley Filho Says:

    Gostaria de obter informações sobre o Prefeito José Henrique Wanderley (1938/1939), que possui uma rua com seu nome em Penápolis. Eu me chamo José Henrique Wanderley Filho (69 anos) e faço parte da Familia Wanderley, tradicional em Pernambuco, que descende de Gaspar Wanderley, holandês que aqui chegou no século XVII, com Mauricio de Nassau.
    jhw@adcadvogados.com.br

  9. DROGA MATA - Não Vote PT! Says:

    De Penápolis-SP?

  10. Oliveira Guido de Araujo Says:

    Olá Henrique Scudeller. Acredito que voce seja parente do Toninho Scudeller, da polícia militar (já falecido ainda jovem). Meu nome é Oliveira nascido em Penápolis no ano de 1946, militar aposentado e contemporâneo do Toninho. Resido em Bragança Paulista e ainda tenho parentes aí na cidade. Procuro na web fotos do meu tempo aí, e não consigo localizar. Poderia me indicar algum site que voce conheça.
    Abraços
    Grato
    Oliveira Guido de Araujo

  11. vanessa cruz Says:

    Sou neta da Iracema Chamarelli dos Santos

  12. Catherinne Axelson Says:

    Olá também sou bisneta de Carlos Hilmer Axelson e Maria Axelson (antes de casar Maria Olsen), meu avô é Adolpho Axelson, irmão de Luiz Felix Axelson, e mais Walter Axelson (Ainda vivo), Emílio Anderson Axelson, Laura Axelson
    Bertha Axelson e Jandira Axelson (Ainda viva).

  13. DROGA MATA - Não Vote PT! Says:

    faz muito bem. ame e divulgue a genealogia

  14. Vinicius Says:

    E eu sou seu filho Vinícius Axelson Bueno.
    Estou aqui também pesquisando sobre a família.

  15. Vinicius Says:

    Sou bisneto de Carlos Hilmer Axelson, meu avô é Luiz Felix Axelson.

  16. Valkira Says:

    Olá pessoal!
    Sou neta de Maria Olsen,,, casada com meu avô Carlos Hilmer Axelson, meu pai Luiz Félix Axelson.

  17. Tatiana Furtunato Says:

    Olá!
    Busco dados da cidade, sobre Germínio Canto Menezes, alguém pode me ajudar? Parece que ele foi doador do terreno do hospital da cidade, alguém pode me ajudar?

  18. Mauro Cezar Says:

    Meu telefone (17) 991318952

  19. Jessica Sverzut Says:

    Olá lázaro!

    Me chamo Jéssica T. Sverzut nascida em Penápolis mas atualmente resido em Votuporanga-SP. Sou estudante de arquitetura e urbanismos na UNIFEV – Centro Universitário de Votuporanga – SP e estou buscando informações para um futuro TFG, sobre o córrego Maria Chica.
    Ficaria muito grata se você ou alguém que fosse da família de Maria Chica pudesse me ajudar com informações.

    Desde já agradeço a sua atenção.

  20. Antonio Marcos l. S Says:

    Sou Tataraneto de José Pinto caldeira casado com Fransisca Candida de Jesus.José Pinto é pai de Jeronyma Maria de Jesus, Geronyma é mãe de Cesario Theodoro do Prado, Cesario Theodoro é casado com Antonia da Silva minha avó que nasceu na fazenda bocaina em ubarana no ano de 1926 . meu telefone (17) 91760795 (17) 96310241.Meu Nome: Antonio Marcos
    Qual é seu telefone Mauro, passa para mim.

  21. Altamir Artilha Says:

    Boa tarde, sou da familia Martins, meu avô, espanhol destemido, dono das primeiras jardineira que rodava de Penapolis até rio preto, eu presenciei ao vivo o churrasco de comemoração da vitória do Nagib Sabino contra o Edson Gereissat, gostaria de ver as fotos tiradas na época, se alguém tiver, meu -mail é tamir.siqueira@hotmail.com.br

  22. Cristina Hipocreme Says:

    Curioso… Meu pai tb é neto de Felix Olsen, filho de Iria. Bem provável sermos parentes

  23. Cristina Hipocreme Says:

    Também faço parte desta família… Cristiano Olsen era irmão do meu bisavo Felix Olsen (isso faz dele um tipo de tio-avo, eu acho). 6 irmãos Olsen vieram da Dinamarca com os pais (Luis e Maria Cristina Olsen) chegando em 26/03/1888. Eram eles, Cristiano, Antonia, Matilde, Felix (meu bisavo), Pedro e Helena. Mais tarde nasceu Candido… O irmão brasileiro… Sei alguma coisa dos descendentes de Felix mas nada dos demais. Pelas pesquisas, foi meu bisavo Felix quem compareceu ao cartório, para lavrar o óbito de Cristiano. Essa pesquisa foi feita por um sr Divaldo Braz Ramos, que de alguma forma localizou meu pai… Tenho bastante curiosidade pela história da família. Deixo meu email: cristinafh@uol.com.br

  24. vivian Says:

    Boa tarde procuro a familia de Pedro jose Martins e Theodora da conceicao Martins eles tinham hotel na cidade se alguem puder me ajudar meu email.viviancunhamartins@yahoo.com.br.obrigada.

  25. Por um Brasil sem PT! Says:

    Os livros do cemitério começam em 1915. Vou ver se acho óbito dele no cartório de registro civil que começa em 1910.

  26. selma cristina do nascimento Says:

    minha avó materna era sobrinha de Cristiano Olsen, ela nasceu em Ibarra no ano de 1911 e sempre tive muito desejo de saber mais sobre a história da família. Meu email: selmanascto@gmail.com

  27. sergio aparecido strazzeri carvalhal Says:

    poxa fala se muito da história antiga de penapolis mais sera que não se tem registro fotos do primeiro edificio da cidade de penapolis? parece até que esse monumento de 1958 não tem grande enfase na história penapolense!!

  28. Por um Brasil sem PT! Says:

    manda pro email dela.

    no cemiterio de penapolis os livros começam em 1915. se foi enterrado, foi no antigo cemiterio do Lageado.

  29. Neusa Lima Says:

    Eliana, talvez voce nem veja meu recado, mas gostaria de entrar em contato com voce. Somos parentes, sou neta de Antonia Olsen, irmã de Cristiano Olsen. Minha mãe chamava-se Helena, mas era conhecida como Nenê.era filha da Antonia, moravam em Tabapuã, pertode Catanduva. Conheço bastante sobre a história dos Olsen, de quando vieram para o Brasil, muita coisa interessante. Estou fazendo a arvore da familia. Se voce quizer entrar em contato me escreva pelo email nelifer@gmail.com. Eu moro em Fernandópolis (SP). ou telefone (17) 3442.4919

  30. WILSON DE ALMEIDA Says:

    É muito bom e engrandecedor culturalmente saber da história que continua viva!
    Wilson de Almeida

  31. Doroti Olsen Says:

    D:\Meu avo sr felix Olsen.jpg

  32. Elio Says:

    A família Olsen cresceu muito.
    O Cristiano Olsen tinha por irmã caçula, Maria Olsen, minha avó, casada com Carlos Hilmer Axelson, que também era agrimensor e participou da abertura dessa estrada de ferro.

  33. Eliana Mantovan Says:

    Elaine Cristina Olsen, desculpe-me por estar respondendo somente agora, pois foi ontem que vi a sua resposta.Minha avó faleceu a muitos anos mas a minha mãe disse que ela falava muito a respeito do Augusto que morava no interior de São Paulo, provavelmente em Catanduva e que as suas sobrinhas Leila, Neide foram visitá-lo várias vezes.Pelo visto somos parente por parte de avô e de avó. A minha avó filha de Cristiano Olsen chamava-se Sophia Olsen e casou-se em Araçatuba com o Vicente Mantovan, seria muita coincidencia…Escreva-me ou se desejar ligue-me, aguardo a sua resposta o mais breve possível . Eliana Mantovan

  34. homemculto Says:

    eu vou postar em breve o obito deste martir

  35. Doroti Olsen Says:

    Boa noite Eliana!
    Meu celular mudou o numero: 41-8499-1030
    Meu email:dorotiolsen@uol.com.br.
    Eliana a minha mae Nair Olsen sublinha de Cristiano Olsen, gostaria de receber alguma foto do tio.
    Me mande seu email pra q eu possa lhe enviar algumas fotos do meu avo Felix Olsen, irmao de Cristiano Olsen.
    Bjss Doroti

  36. homemculto Says:

    procure que já apareceu outros parentes seus aqui nos comentarios e tambem parentes do olsen.

  37. homemculto Says:

    o cemiterio com a vala comum esta abandonado. eu vou tentar passar esta postagem sua para o prefeito pelo facebook, ontem falei com ele.

  38. Mauro Cezar Says:

    Olá sou bisneto de Thobias Pinto da Silva, que é filho Pedro Pinto Caldeira.
    Sou filho de Dioceza Pinto da Silva, que é filha de Pedro Pinto da Silva, que filho de Thobias Pinto da Silva.
    Sou Morador da Cidade de Ubarana, onde em 1943, faleceu Thobias Pinto da Silva.
    Meu nome Mauro Cezar, trabalho na Prefeitura de Ubarana-SP.

  39. YARA Says:

    OI SOU BISNETA DE CRISTIANO OLSEN, NETA DE RENE OLSEN, MAIS INFELIZMENTE NAO CONHECI NENHUM DELES. AMEI TER A OPORTUNIDADE DE CONHECER SUA HISTORIA.
    YARA OLSEN
    YROLSEN@HOTMAIL.COM

  40. homemculto Says:

    perfeito, doutor édson. lembramos muito do joaquim araujo e gostariamos de saber se ainda tem famiia dele ai em pena.

  41. Edison João Geraissate Says:

    Na historia dos homens ilustres não poderia de constar ,como constou,o de Joaquim Veiga de Araujo,de fato um homem simples e
    grande Prefeito, ,mas não foi ele que construíu a Praça Dr.Carlos Sampaio Filho, nem às suas expensas. as Praça foi construida pelo prefeito Dr. Carlos Sampaio Filho e o que o Prefeito Joquim fez foi conseguir que a firma de Pavimentação Guaianazes fizesse o calçamento de suas ruas internas e doassse a fonte Luminosa .
    Edison João Geraissate-

  42. HENRIQUE SCUDELLER Says:

    ola!!! colega..muito interessante essa historia de penapolis….Tenho um livro escrito pelo Orentino Martins sobre apontamentos biográficos de Manuel Bento da Cruz de 1968….me procure no SVE(zoonose) posso emprestá-lo…..abraços

  43. Doroti Olsen Says:

    Boa noite Elaine!

    A minha mãe Nair Osen Alves tem muita vontade de conhecer alguns parentes dela, porque antes do meu avo morrer ele falava muito no irmào dele Cristiano Olsen, eles trabalharam junto na construção da Estrada de ferro Noroeste do Brasl.
    meu email:dorotiolsen@uol.com.br
    fone: 41-9198-1335 /41-9149-8328/
    Grata: Doroti

  44. Doroti Olsen Says:

    Boa tarde!

    Sou neta de Felix Olsen, irmão de Cristiano Olsen.

    Apos a morte de Cristiano Olsen pelos indios meu avo Felix Olsen foi dado como morto, mas ele encontrou minha avó que na epoca cuidou dele e tiveram uma filha que e minha mãe Nair Olsen.
    Temos alguns documentos dele.
    Meu avo tinha mis irmãos : Pedro, Geni, Candido, Cristiano.
    Qualquer duvida me ligue: 41-9198-1335
    Grata: Doroti Osen

  45. homemculto Says:

    Não encontramos cidade com este nome em SP,

  46. homemculto Says:

    Por favor, leia os outros comentários e entre em contato com jornalista de Araçatuba, e se possível procure saber o que houve com o cruzeiro que foi colocado no túmulo dele no cemitério de Penápolis segundo diz livro sobre Manuel Bento da Cruz…

  47. Doroti Olsen Says:

    Boa noite!

    Parabens pela pagina.

    Sou neta de Sr Felix Olsen irmão de Cristiano Olsen.

    tenho a foto do meu avo no meu orkut
    doroti_olsen@hotmail.com

    Meu email: dorotiolsen@uol.com.br
    Fone:41-9198-1335/ 41-9159-1142
    Grata Doroti

  48. ROBERTO GOMES DE MENEZES Says:

    Quero sabe o nome do doador do terreno da santa casa de PEnapolis-SP

  49. Mauro Cezar da Cunha Says:

    Olá, sou Tataraneto de Jose Pinto Caldeira, quando meu avo fez da doação de terras do Lageado, foi quando ouve o confronto com os Indios e ele perdeu alguns d de seus irmão e familiares, dos que sobraram da familia Pinto Caldeira desceram a margem direita do Rio Tiete, ate o lugar chamado Bocaina ou Pintos, que hoje é a Cidade de Ubarana-SP, que os mesmos doaram 25 alqueres de terras p/ Diocese de São Jose do Rio Preto-SP. doação esta que fizerão os 05 filhos de José Pinto Caldeira.
    Eu Mauro Cezar sou Morador na Cidade de Ubarana-SP e Bisneto de Thobias Pinto da Silva, Filho de Jose Pinto Caldeira doador do Patrimonio Lageado situado na Cidade de Penapolis-SP.

    Espero um dia visitar Lageado

  50. thayana Says:

    se puder mandar a resposta por email prefiro………
    é q estoou fazendo um trabalho desta empresa e preciso destas informacoes, se puder me ajudar fico muito agradecida….

  51. thayana Says:

    ola, estou estudando seu site pra falar a respeito de penapolis, achei muito interessante as informacao q encontrei, mas precisava saber de vc morador e um otimo entendedor de penapolis, qual é a influencia da fabrica Canta Claro embalagens em Penpolis…..O que ela significa pra vcs e pra cidade……

    aguardo resposta
    bjs

  52. edivaldo cristiano olsen Says:

    Olã, sou edivaldo cristiano olsen, sou primo do Ariel Mantovan, moramos juntos em Pinheiros e no Rio Pequeno em São Paulo, gostaria de estar mnantendo contato meu telefone e 35 -3222-2616 – Varginha -MG

  53. Elaine Cristina Olsen Says:

    Olá Eliana meu pai me contava que meu bisavo se chamava Cristiano Olsen e tinha participada da construçao da estrada de ferro noroeste do brasil creio eu que posso ser bisneta dele e gostaria de saber mais sobre a vida dele .meu avo suposto filho se chamava Augusto Olsen ele era casado com Lúcia mantovan meu pai nasceu em Araçatuba mais tarde se mudou com seus pais para São Paulo e aos 18 anos meu pai se mudou para Campos do jordão onde constituiu familia e morreu em 2008 no mesmo local.Se por acaso puder me dar mais informações agradeço.

  54. Eliana Mantovan Says:

    Lazaro recebi o seu recado, sou filha de Ariel Mantovan, nascido em Araçatuba, filho de Sophia Olsen Mantovan, filha de Cristiano Olsen , como já havia dito anteriormente tenho a ultima foto que o meu avô tirou antes de sair para a expedição , na qual foi morto pelos indios. Tenho a certidão de nascimento de meu pai na qual consta o nome de seu avô materno, Cristiano Olsen. O meu pai e a sua irmã estão vivos, tendo ainda uma outra neta de Cristiano Olsen viva que era filha de Dorothéia Olsen , irmã de minha avó. Coloco-me ao seu dispor para maiores informações.Liguei na Folha da Região e pedi para falar com voce, eles me colocaram em contato com a Agatha que me passou o email e pediu para eu mandar o material que possuo sobre o meu bisavô.A Giiulia Gam disse que é bisneta do Cristiano Olsen por parte de sua mãe e gostaria de saber mais sobre a sua família, não tenho como entrar em contato com ela, se voce conseguir passe o meu nome e e-mail. Obrigada, um abraço , aguardo o seu contato o mais breve possível . Meus telefones são 011-4771-1270, 3416-3348 e 9653-9310.

  55. edison joão geraissate Says:

    Lazaro

    em primeiro lugar cumprimenta-lo pelo seu trabalho de
    pesquisa e pela bela montagem do texto.
    se fosse possivel comunicar-se comigo terei algum reparo em pouca coisa mas pode ajuda-lo a acertar
    em abraço
    edison geraissate

  56. Lázaro Jr. Says:

    Oi Eliana. Gostaria de falar com vc a respeito do seu parentesco com Cristiano Olsen. Sou repórter da Folha da Região, jornal de Araçatuba, e atuo como correspondente em Penápolis.

    Se possível, entre em contato.

    Lázaro Jr.

  57. Eliana Mantovan Says:

    Sou bisneta de Cristiano Olsen, tenho muita vontade de conhecer Aracatuba, Penapolis. Possuo a ultima foto que o meu bisavo tirou no dia em que estava saindo para a expedição , na qual foi morto pelos indios. Nao possuo o mesmo sobrenome , pois ele e meu bisavo por parte de minha avo , Sophia Olsen Mantovan, filha do Sr. Cristiano Olsen. Obrigada. Aguardo um contato.

Comentários encerrados.


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