QUEM ACREDITA NA PATERNIDADE RESPONSÁVEL? E NA MATERNIDADE RESPONSÁVEL?!

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Ter filho para se tornar mais humano, para extravazar sentimentos, para não ficar sózinho, para ter com quem brincar, para não ter mais inveja dos que já têm filhos, para alegria dos avós, para dizer que fez algo na vida,  por orgulho, por carência.

Que lista imensa de motivos errados!

Como é fácil por filho no mundo sem se preocupar se sabe ou não cuidar de um filho, se poderá dar boa educação religiosa, se poderá ser tomado como exemplo pelo filho. Sem se preocupar com nada!

Sem se preocupar que o filho vai ser mais um poluidor do mundo,  mais um drogado, mais um terrorista, mais um bermudão, uma certinha, mais um politicamente correto!

Como é fácil ser egoísta e não se preocupar com nada!

Nunca ouvi, alguém dizer que teve filho sem nenhuma motivação egoísta e que, por outro lado, saberia educá-lo.

O texto fica aqui, em aberto, sem terminar, para melhor reflexão do leitor.

Uma resposta to “QUEM ACREDITA NA PATERNIDADE RESPONSÁVEL? E NA MATERNIDADE RESPONSÁVEL?!”

  1. EDGARD Says:

    EIS A RSPOSTA.

    Como um dos maiores desafios da família moderna é o Planejamento Natural da Família – muito mal entendido por muitos casais – permito-me de falar de princípios para a Vida Familiar, notadamente, da paternidade e maternidade responsável, consoante as orientações, sábias e seguras da Confederação Nacional de Planejamento Natural da Família.

    Permiti-me de pespontá-lo, cá e lá, para um aproveitamento, ainda maior, dos leitores. Assumo, com responsabilidade todos esses conteúdos.

    “O sentido de gerar um filho, uma filha, de chamar alguém para a existência é uma das missões mais nobres e sublimes.

    O filho é sempre um dom, uma bênção, uma lembrança do Criador, uma certeza de que o Criador ainda não abandonou a sua obra, mas acredita no homem e o chama a cooperar no gesto criador. Gerar com generosidade: é Deus presente em forma de vida nova.

    Ainda que as circunstâncias obriguem o casal a limitar o número de seus filhos, que o façam com responsabilidade, assumindo uma Paternidade e Maternidade Responsáveis, sabendo que a maior dignidade do casal é gerar, pelo menos, um filho ou filha, se mais não puderem.

    A procriação deve estar subordinada a uma vivência profundamente amorosa do casal. Todo ser tem o direito de ser gerado como fruto do amor profundamente vivido entre um homem e uma mulher. A criança é o amor que se faz carne e vida. Onde não existe amor verdadeiro, nunca deveria ser gerado um novo ser. É o amor, perpetuado como pessoa humana.

    Jamais, na vida conjugal, haveremos de por o acento exclusivo no relacionamento que tenha apenas como objetivo a procriação, mas tampouco podemos excluí-la da conjugalidade. A vida do casal é união de amor, de ternura, de carinho, de geração de novas vidas, de união e harmonia de vida, de doação total e, também, da aceitação recíproca da Cruz.

    É necessário, resgatar o valor e o sentido da relação sexual no contexto da vida de um casal. A relação está como fonte de unidade e crescimento do amor e como busca de entendimento e equilíbrio. No exagero sexual não se encontra o verdadeiro sentido da sexualidade. Ao contrário, seus descaminhos introduzem a escuridão, que é a repressão e o abuso da sexualidade.

    A sexualidade deve ser encarada como dom, dádiva e oportunidade de encontro pessoal consigo mesmo e com o outro, numa profunda comunicação. No contexto de uma sexualidade conjugal profunda e bem vivida se situa a paternidade responsável. A relação do casal é sempre positiva, desejável, enriquecedora e fonte de graça, quando bem enquadrada no plano de Deus.

    Quando a escolha é pelo planejamento familiar através do método natural, a “abstinência” da relação no período fértil da mulher é entendida de modo positivo, como ganho e não como perda. Se o silêncio faz parte do diálogo, o silêncio na relação do casal é encarado como pausa, como preparação para viver melhor e mais intensamente a relação, quando possível no contexto do método natural para evitar uma gravidez.

    Métodos Naturais são técnicas com rigoroso embasamento cientifico, que apresentam, do ponto de vista teórico, eficácia comparável à dos mais eficazes métodos artificiais.

    Planejamento Natural da Família se constitui na melhor proposta de vida conjugal com bases sólidas para um relacionamento sadio, crescente e espontâneo. Trabalhar este relacionamento é preparar as bases seguras para a aplicação dos métodos naturais. Uma nova maneira de entender o vínculo conjugal; não mais como carga inexorável sem sentido e sem qualidade, mas como expressão agradável de um encontro verdadeiro entre duas pessoas que se mantêm unidas pela qualidade da relação, pelo desafio de construí-la cada dia e sempre melhor a dois.

    No contexto de uma relação tão expressiva se inserem os métodos naturais. Estes, por sua vez, contribuem de modo progressivo para alimentar a busca de um relacionamento sempre mais intenso.

    Os métodos naturais serão sempre propostos na perspectiva de construir aquela relação conjugal cada vez mais desejada e procurada. Tantos casais reconhecem o vazio de tantos modelos que desconhecem e violentam a dignidade da pessoa humana, destruindo o sonho de vida e realização plantados no coração de todos.

    Os métodos naturais nem precisam ser confrontados com outros métodos. Eles se impõem por própria qualidade de vida que trazem para a vida do casal. A saúde é um forte argumento. Saúde integral do corpo e da relação. A eficácia do planejamento familiar adequado vai além dos números e percentagens.

    O principio básico é o de ser a favor da vida.

    Reconhecer a dignidade da pessoa acima de qualquer ato. Podemos refletir sobre um ato, nunca poderemos julgar uma pessoa.

    O aborto em si será sempre um ato condenável por ser contra o princípio da vida. Mas a pessoa que pensa nele ou o pratica, precisará sempre da nossa compreensão, ajuda e apoio para a superação total.

    Uma boa proposta merece um bom trabalho de comunicação. Comunicar para conquistar, sem abrir mão das convicções e dos princípios: eis uma proposta que merece ser anunciada a todos, sem distinção.

    A luta pela justiça social está intrinsecamente ligada ao trabalho em favor da paternidade e maternidade responsáveis.

    Condições dignas de vida são direitos intrínsecos e inalienáveis de qualquer família. Muitos processos de controle da natalidade estão num contexto de violência contra os direitos humanos fundamentais. Nega-se o direito do exercício de consciência na opção de definir o número de filhos, quando interesses outros buscam negar o direito de cidadania, de participação consciente na construção da sociedade humana. Seres humanos são transformados em objeto de interesses econômicos desumanos e diabólicos.

    Uma espiritualidade sadia, forte e encarnada completará o quadro de uma Boa-Nova para os casais no relacionamento e geração dos filhos. Fecundos no Amor, os casais exercitarão a sua fecundidade biológica ao programar a família, e buscarão, na fonte do Amor, energia e inspiração para viverem. E na fecundidade do amor crescem como casal; nela seus filhos e a comunidade podem descobrir o testemunho de que o Amor é realmente possível.

    Ser testemunha e sinal do Amor: eis o desafiador caminho de todos os envolvidos com a causa do Planejamento Natural da Família”.

    D. Eusébio Oscar Scheid

    Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

    04/ 01 /2005

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