Dr. ADHEMAR PEREIRA DE BARROS

Nascido no interior de São Paulo, ADHEMAR conheceu bem o povo do interior de São Paulo. Mas sendo também culto, poliglota e estadista,  governou 3 vezes o Estado de São Paulo com brilhantismo.

No seu segundo governo, em 1947, foi, certa vez, muito humano e generoso com uma quinta-neta da madrinha da Serra, que sofria de uma doença que acumulava líquido no Cérebro.

 Os pais da menina, tio Cidoca e tia Irene, a levaram ao Governador que, junto com sua esposa D. Leonor, afetuosamente a recebeu e ordenou que fizessem exames dela nos hospitais do Estado.

http://www.adhemar.debarros.nom.br/

http://www.memoriaviva.com.br/ocruzeiro/24091960/2409601c.htm

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O velho Adhemar, prefeito de São Paulo e Governador do Estado de São Paulo, construiu muitas rodovias de grande porte, continuando a tradição iniciada pelo grande Presidente  Washington Luís , o estradeiro. Adhemar construiu também inúmeras usinas hidrelétricas.

Por outro lado realizou também muitas obras e ações de caráter social construindo escolas, hospitais e sanatórios, afirmando, no seu manifesto de candidato à presidência da República em 1960, que “por onde passar a energia elétrica, passarão o transporte, o médico e o livro“.

O estilo “tocador de obra” (de mangas de camisa arregaçadas e suspensórios) de Adhemar se opunha ao populismo conservador e moralizante de Jânio Quadros. Adhemar sempre dizia: – São Paulo não pode parar!

 Culto, Adhemar era capaz de grandes tiradas humorístcas e penetrantes como chamar, por ter grande concentração de comunista, a atual Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP de “- O abacaxi deixado pelo doutor Armando de Sales Oliveira”.

Um dos slogans de campanha de Adhemar de Barros, não assumido abertamente, era: “Adhemar rouba mas faz”, lema de sua campanha eleitoral para prefeito de São Paulo, em 1957, se promovendo em cima das inúmeras acusações de era corrupto e de que desviava verbas públicas nos períodos em que era chefe do executivo.

O mais comentado processo contra Adhemar foi, em 1956, o “Caso dos Chevrolets, que lhe valeu uma fuga para a Bolívia, segundo Paulo Canabrava Filho. Adhemar logo voltou dizendo que queria ser absolvido pelo povo nas urnas. Acabou sendo eleito prefeito de São Paulo em 1957. Adhemar gostava muito de eleição e disputava todas que podia, mesmo correndo o risco de perder.

Adhemar sempre foi alvo de caricaturistas e humoristas. A dupla caipira Alvarenga e Ranchinho, parodiando um anúncio radiofônico do remédio Melhoral, cantavam “Adhemá, Adhemá, é mió e num faiz má”.

Adhemar também provocava risos, quando, já nos tempos do Palácio dos Bandeirantes, uma amiga telefonava para ele e Adhemar atendia: –Como vai, Doutor Rui!… Um beijo Dr. Rui!.

Adhemar estava sempre se revezando na prefeitura de São Paulo e no governo do estado de São Paulo com Jânio da Silva Quadros, seu eterno rival, e cuja política era sempre suspender suas obras. Curiosamente, ambos, Adhemar e Jânio eram adeptos da maçonaria.

A rivalidade entre o adhemarismo e o janismo marcou época em São Paulo nas décadas de 1950 e 1960. Essa rivalidade e os comícios (meetings) deles pelo interior de São Paulo entraram para o folclore político do estado de São Paulo e do Brasil e se tornaram acontecimentos inesquecíveis para os paulistas daquela época.

Dois exemplos deste folclore político:

  1. Em um comício em Bauru, Adhemar, batendo a mão no bolso, exclamou: -Nesse bolso nunca entrou dinheiro do povo!. –Está de calça nova Doutor!, gritou alguém na multidão.
  2. Em São José dos Campos, Adhemar não hesitou em descer do palanque, interrompendo seu comício, e se dirigir a um homem que estava encostado em uma árvore com um charuto e fumá-lo com o homem, deixando todos surpresos e rindo.

Mesmo depois de falecido, Adhemar foi alvo de escândalo: Em 18 de junho de 1969, membros do movimento guerrilheiro VAR-Palmares assaltaram, na cidade do Rio de Janeiro, um suposto cofre de Adhemar, localizado na casa de Ana Capriglione,  sua ex-secretária. O episódio ficou conhecido como o “Caso do Cofre do Adhemar“.

2 Respostas to “Dr. ADHEMAR PEREIRA DE BARROS”

  1. LUDMILA Says:

    vc conseguiu um contato também estou procurando-o, faço uma pesquisa sobre seu avó octavio mendes, se possivel me passe seu endereço!!!! grata

  2. joao fontenelle filho Says:

    Dr. Adhemar de Barros Filho,
    Sou seu afilhado, aqui de Fortaleza-Ce. Meu pai, João Fernandes Fontenelle, Zé Cláudio e Ubirajara, estamos tentando localizá-lo ou seu telefone. Preciso enviar meu convite de Casamento. Esqueceu? Gostaria de Tê-lo como Padrinho. Mande notícias.
    ( 85) 88 642028; ( 85) 3262-2028

Comentários encerrados.


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